Como a número um
28 Capítulo 28
Notas iniciais
“E ela sabia que poderia ser o fim. Mas ela não se importava, pois sabia que com ele nada poderia ter fim. Apenas o infinito. E eles estariam juntos para atravessar tudo.”
E fim. Eu terminei.
EU. TERMINEI. MEU. LIVRO.
Queria comemorar com Chris, mas ele não está. Saiu com os meninos. Ele me convidou, mas neguei. Eles só iam falar de turnê. Uma chatice. Mas achei bom ele ir, pelo menos saia do meu pé.
Ontem eu fui até a revista, e fiquei feliz em Anne não estar lá. As pessoas se despediram, e foram legais. Karen veio até aqui, e como Christopher, cuidou de mim como se eu fosse um bebê. E EU NÃO GOSTO DISSO.
Levanto-me da cama e começo a me arrumar. Faculdade... Quase caio em cima do Frajola enquanto corro para fora do quarto. Ele se acostumou rápido com o super apartamento. Humph.
Saio do apartamento, e chamo o taxi. Posso ouvir os sons de flashes, mas nem ligo. Chego cedo na faculdade. Muitas pessoas vem falar comigo e dizer sinto muito, ou perguntar se estou bem. Mas a aula passa rápido. Já está no final do dia quando termina, e estou aliviada. Mas a aula foi tranquila.
–Live, eu sinto muito.
–Tudo bem Ian.
Estamos saindo faculdade. Ian não sentou ao meu lado hoje, ele chegou atrasado.
–Pelo menos encontrou sua prima?
–Prima?
–Sim, a loira alta. Como o nome... Juno, sim! Ela tinha um sotaque parecido com o seu. –Ele sorri. –Ela queria saber o horário que você chegava em casa. Ela queria fazer uma surpresa já que vocês não se viam há anos.
–Juno?
–É, ela me encontrou aqui na saída.
–Ian... Primeiro, eu não tenho nenhuma prima loira chamada Juno. Segundo, minhas primas nem lembram que eu existo.
–Hum... não sei Live, talvez você não lembre... –Ele olha para o lado. –Minha carona. Tchau.
Suspeito. Muito suspeito... Pego o meu celular e disco rapidamente.
–Alô?
–Podemos nos encontrar?
–Você demorou. –Posso imaginar seu sorriso malicioso.
Sorrio. Só Stephen mesmo.
–Civilizados. No lugar de sempre?
–Sim, baby. –Solto uma risada e desligo.
Então do nada, um carro familiar aparece. Brilhando na luz. E o vidro preto abaixo. Chris de óculos escuros me encara com um sorriso sacana.
–Mereço.
–Mal agradecida.
–Mal agradecida por quê?
–Eu vim te dar uma carona.
Sorrio e entro no carro.
–Nada mais que sua obrigação.
–HAHAHA. –Ele sai com o carro. Joga uma carta dourada no meu colo. –Fomos convidados para uma festa.
–Sempre que vou á uma festa com você, acaba mal. –Digo num suspiro.
–Mas desta vez é diferente! É a festa de Hans Lee.
–O QUÊ? HANS?! AI MEU DEUS! –Grito animada.
–Sim, ele convidou pessoalmente. E não só eu especialmente. –Ele olha para a carta sorridente.
Viro-a e encontro um lindo: “Christopher e Olivia” Dou um grito.
–Eu preciso de um vestido. Vermelho! E talvez sapatos novos...
Vou falando disso até o apartamento. E Christopher começa a rir. Quando acabo e chegamos no apartamento, Christopher diz que tudo meu que sobreviveu chegou em sua casa. E isso me lembra da minha “Prima”. E conto tudo, inclusive de Stephen.
–Vou ligar para a policia. –Ele diz nervoso. –Mas Ollie, pode ser perigoso sair com Stephen.
–Por quê? –Ciúmes de novo?
–Ele pode estar metido nisso.
–Não, ele não faria isso. –Talvez.
–Ollie, ele poderia. Ele estava lá e estava com raiva de você ter me escolhido.
–Chris, ele não faria isso.
–Se você acha.
–Eu tenho certeza.
Deixo-o sozinho e vou para o meu quarto. Stephen não faria isso. Ele é meu amigo. Arrumo-me para sair. Quando vou para sala, Chris já se foi. Vou para o lugar de sempre.
O lugar de sempre, é literalmente o lugar de sempre. Chama-se assim, e é o nosso lugar de sempre. Com a hora de sempre. E tudo de sempre. Stephen, lindo como sempre, está me esperando na mesa de sempre.
–Oi.
–Oi. Eu já pedi dois Chocolates com pistache. –Ele sorri.
Chocolate com pistache não é nada mais e nada menos que sorvete. Mas tem calda quente em cima, e pedaços de kiwi. E eu amo kiwi.
–Então, tudo bem? Fiquei muito preocupado. –Ele pega a minha mão. Sorrio.
–Sim, mas tem um problema. –Conto a ele sobre Juno e as suspeitas.
–Curioso... Isso me faz pensar que foram duas pessoas, uma foi confirmar e a outra agir. Eu vou ajudar a investigar, Li.
–Obrigada. Mas você não está envolvido né? –Eu tinha que tirar aquele peso na garganta.
–Claro que não. –Ele diz sério. –Foi Christopher que disse isso, não?
–Foi ele. Sinto muito. Eu sabia que não, mas...
–Tudo bem. Ele não gosta de mim.
–Ele está com ciúmes.
–Não, ele não gosta mesmo de mim. Por que...
–Por quê?
–Eu meio que tenho um irmão gêmeo, Li.
–E? –É difícil imaginar dois Stephens.
–Ele nem mora mais aqui, ele mora na França. E tipo, Stan e Christopher estudaram juntos, e Justine.
–Hum. –Justine. Vaca.
–Ele já deve ter te contado. Ela traiu.
–Sim.
–Com o meu irmão.
–O quê?
–É. Por isso ele não confia em mim. Irônico, não? Todos os irmãos roubando suas namoradas. É o que ele pensa. Acho que ás vezes ele nem acredita que somos gêmeos mesmo.
–Não acredito.
–Acredite. –Ele sorri. –Então, convidada para ir a festa de Hans.
–Sim. Demais, né?
–Muito, quer ajuda com o vestido?
–O quê?
–Vamos deixar Christopher babando. –Ele sorri.
–Vou faria isso? Ajudar-me com Christopher?
–Claro. Li, eu gosto de você. Você sabe disso. E quero vê-la feliz. E se é com ele que isso acontece... Tudo bem.
–Você é o melhor amigo de mundo.
–Eu sei. –Começo a sorrir.
–Então, o quê você estava fazendo enquanto seu irmão roubava namorada dos outros?
–Eu estava fazendo curso de cinema.
–Surpreendente.
Assim que saímos vamos para uma loja de roupa. Stephen tem um estilo... próprio, por assim dizer. Ele me joga uma vestido preto tão justo que acho que quem o usa não respira. E curto também. Jogo para ele de volta. Essa loja é cara, mas ele disse que pagaria para mim. Estamos procurando o vestido, então encontro o escolhido.
Paro a mão no vestido vermelho e suspiro.
–Perfeito. –Diz Stephen atrás de mim.
–Mais que perfeito.
–Lembra-me você. –Dou uma cotovelada nele. –Ouch!
–É esse.
Agora só faltava o dia da festa chegar e ver a reação de Christopher.
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