Notas iniciais
Eu postar mais cedo, mas tive que sair. E tive que escrever o cap 2 vezes pra sair bom ^^ NÃO ME MATEM, E ESSE TEM CENA HOT dog

–Eu não sei de nada. Só que essa frase é muito clichê.

Jogo-me na cama. Meu inimigo não podia ser mais criativo? Ou sei lá, não ser meu inimigo? Chris está pirando. Eu também. Meu apartamento. Tão lindo...

–EU QUERO PEGAR ESSA PESSOA E MATA-LA! O QUÊ? Não... Não me importo. –Chris grita no celular.

Tento chamar sua atenção, e nada. Está tão nervoso. Pego um travesseiro e jogo nele. Fico impressionada quando bate no seu rosto com força. Sinto-me tão fraca, e eu não tenho mira boa.

–Espera. –Ele fala no telefone. –Ollie, o que foi?

Sua voz está preocupada.

–Estou com sede.

–Ah, sim sim.

Ele sai correndo atrás de água. Sinto sede toda hora. Mas acho que frajola está pior. A fumaça piorou seu olho ruim. E ele ofega toda hora... Meu amor... Chris chega correndo com o copo e dá para mim.

–Chris...

–O quê?

–Vou falar bem devagar... PARA DE ME TRATAR COMO BEBÊ!

–Mas você é um, e está mal...

–Chris, eu quero um namorado, não isso.

Ele está todo preocupado comigo, me ajudando a sentar e dar comida na minha boca. Tá, isso é muito fofo. Mas eu não quero isso. E ele sabe o que eu quero quando dá um sorriso de lado.

–E o que o namorado faz?

Faço sinal para ele se aproximar. Quando estamos tão perto, a ponto de nossas respirações se misturarem e eu poder sentir seu hálito, eu o beijo. Começa doce e devagar, mas apenas começa. Logo estamos em fogo como a minha casa. Ele deita minhas costas na cama e fica em cima de mim. Minhas mãos estão nos seus músculos, e as suas começam a descer pelo o meu rosto.

Pelo pescoço, pelos meus seios... A camisola de seda não ajuda, e quando ele apalpa meus seios, solto um gemido. E isso o incentiva.

Ele alisa meus seios, e seus beijos descem para o meu pescoço Tiro sua blusa. Minhas mãos já estão descendo para sua calça, para o botão. Minhas pernas estão em sua volta, e minha camisola está na barriga. Então a porta abre.

Uma empregada, Rossi, está nos encarando espantada e vermelha. Em suas mãos, um buquê de lírios brilha. Ela deve ter uns cinquentas anos, mas está... conservada.

–Mil perdões... Eu... Volto outra hora.

–Não, tudo bem. –Christopher se levanta.

Um bom banho de agua fria. Ela se aproxima, ainda vermelha, e me entrega as flores. Tento arrumar a camisola, mas tarde demais.

–Essas flores foram deixadas para você, pelo senhor Stephen.

Se entrar no quarto naquela hora fosse pouco, o buquê de Stephen era pior. Senti Christopher se endurecer ao meu lado.

–Ah sim, obrigada.

A moça sai do quarto, e eu pego o cartão no buquê: Estou preocupado. Como está? Estou com algo seu, me liga. Saudades. S.R

–Ele ia se encontrar com você? Ele estava com você? –Ouso a voz raivosa de Chris.

–O quê?

–Na hora do incêndio.

–Não! Por quê?

–Quando eu cheguei você estava no chão, nos braços dele.

–Eu fiquei tão surpresa quanto você. –Olho para o outro lado. –Talvez ele foi pedir desculpas.

–Ah, até parece.

–Christopher, para! Você não o conhece!

Ele me olha machucado e triste.

–E você o conhece desde quando? Não desde a festa, imagino.

–Não, mas não o reconheci na festa.

–Nós tínhamos um... caso.

–Vocês estavam juntos na sexta... Isso quer dizer...

–Sim, ele era o meu amigo e distribuidor.

–Distribuidor... O quê? Eu não o conheço? Ele estava te ajudando a se matar!

–Não, ele não queria que eu comprasse, eu que insisti. Por isso fomos beber e acabamos...

–Transando? Olívia, ele pode ter te drogado ou algo assim!

–Eu transei com ele com livre e espontânea vontade. Como das outras vezes.

–Como das outras vezes? Então ele estava certo.

–Como eu disse, nós tivemos um caso.

Ele vira as costas para mim e vai até a janela.

–Quantas vezes?

Tento pensar que essa pergunta vai para várias coisas, mas sei o que ele quer saber.

–Eu não sei! Umas 5 noites contando com essa. Você acha que eu contei?

–Você ainda sente algo por ele?

–O quê? Não! –Coloco o travesseiro na cara. –Não deveria ter falado nada.

–Nada? E você queria me esconder esse segredo?!

–Queria se fosse para poupar esse seu momento de raiva.

Ele não responde. Vou até ele e enrolo meus braços em volta dele. Ele está rígido.

–Me desculpe... Eu deveria ter contado. Mas achei que não importava, uma vez que... –Respiro fundo e seu cheiro delicioso enche minhas narinas. –Uma vez que a única pessoa que eu quero é você.

Ele respira alto e solta quando digo isso. Começo uma trilha de beijos pelas suas costas.

–É difícil saber que sua namorada já foi cama com um dos caras que você mais odeia enquanto você não.

–Por que ainda não tivemos chance.

Ele se vira com um sorriso malicioso.

–Você ainda está com raiva de mim.

–Hum não. –Ele faz uma careta. –Você disse que me ama.

–Não, não disse não.

–Disse sim. –Ele beija meu nariz.

–Sonha.

Beijo seu pescoço e vou até seu lóbulo e mordo. “Vamos continuar onde paramos” Sussurro em sua orelha.

Mas...

Seu celular começa a tocar. Solto um grito de raiva, e ele também.

Ele atende com raiva e troca algumas palavras, e sinto seu rosto ficando branco.

–O quê?

–Vamos visitar seu apartamento.

Ooooooooo

Lágrimas rolam pelo o meu rosto e caio no chão.

–Meus livros... –Sussurro.

Eles são tudo cinzas agora. Todas as palavras, e sentimentos queimados no fogo. Literalmente. Tantas vidas destruídas. Tantos sonhos. Tanto dinheiro... Tanto tudo para mim.

–Sinto muito.

–Irônico, não é?- Chris senta ao meu lado. -Nós dois perdemos nossos queridos...

Ele suspira.

–O seguro pode cobrir.

–Talvez. –Olho para os lados. –Meu apartamento... destruído.

–Vão reconstruir, prometo. Até lá –Ele beija minha bochecha. –Você pode morar comigo.

–Hmmm –Sorrio. –Pode não ser tão ruim.

–Srta. Alves.

Levanto-me olhando para o policial.

–Sim?

–Foi comprovado que foi um incêndio proposital. –Seguro o ar. Nas câmeras mostram um individuo de preto entrando no seu apartamento, pouco tempo depois você chegando, e minutos depois o mesmo individuo fugindo.

–Como aconteceu?

–O forno explodiu e o fogo se expandiu pelo apartamento. Foi surpreendente ter chegado até o quarto.

Depois disso, eu provavelmente sumo. Pois não ouso mais nada, só vejo Chris conversando com o policial. Eles estão investigando. E vão quer conversar comigo quando eu estiver melhor. Querem respostas, que nem eu tenho. Quem faria isso?

Ouso meu celular tocando. Ou meu novo celular com o chip que eu consegui recuperar do velho que virou churrasquinho. Salvei o quartão de memória também. E algumas roupas se salvaram também. Viva!

É uma mensagem.

“Está demitida. Passe para pegar suas coisas amanhã” A.

Ah, só podia piorar.

–Chris.

–Sim?

–Estou sem trabalho.

É incrível quando ele sorri.

–Ótimo, teremos mais tempo.

–Você trabalha.

–Férias.

–Eu tenho faculdade.

–Não todos os dias.

–Safado.

–Você é mais.

Sorrio, mas logo estou triste.

–Sabe, Chris... Eu tinha uma tia muito rica, e ela tinha 3 filhas. Ela não era uma tia muito legal, sabe? Mas ela tinha uma filha que era especial. E teve uma época que ela estava muito doente, e suas irmãs estavam viajando, casadas e felizes. Eu ajudei minha tia, todos os dias, a cuidar de sua filha. E quando ela morreu, minha tia — Engulo em seco. – mesmo triste, quis me recompensar. Por isso ela comprou esse apartamento, me ajudou com a faculdade e o emprego.

–E o que tem de errado?

–Eu não sou a única que paga o apartamento. Minha ex chefe, grande amiga da minha tia, sem ela, eu perco tudo.

–Por que?

–Minha tia queria me ajudar.

–Assim?

–Sim, facilitava minha vida. E agora que eu fui demitida.

–Calma, Ollie, vamos cuidar disso. –Ele me abraça forte.

–Espero que sim.

–Eu já mandei eles enviarem as coisas para o apartamento.

–Uhum.

–Vai ficar tudo bem.

–Uhum.

–Eu estou aqui.

–E eu amo isso.

Notas finais
O QUE ACHARAM! ME DEEM REVIEEEEEEWS CARA ESTOU MEIO DESANIMADA E ISSO NÃO PODE NÃO *^* Saudades. AH, quem quer os dois "juntos" de uma vez?