Como a número um
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Preocupado? Ele? Foi ele que queria me afogar, foi ele que me deixou sozinha, foi ele que me fez ir a pé. Até parece que está preocupado. O estofado do carro de Thalles é o melhor do mundo. Estou quase dormindo. Os garotos me empurraram para dentro do carro logo depois da conversa, e nem ousei perguntar algo, até agora.
–Onde vamos?
–Para a casa da Sra. Shane. -Diz Thalles no volante.
–Espera aí... Quer dizer a mãe do Christopher?!
–Exato. -Ed murmura desligando o celular. Ele havia acabado de ligar para o Chris.
–MAS COMO EU VOU CONHECER ELA ASSIM?
E eles me ignoram.
Eu não posso conhecer a mãe do meu (tecnicamente) namorado assim! Nem sou namorada de verdade, e ela vai me odiar. Suspiro. Chris nunca falou da sua família, e eu também nem perguntei. A GENTE SE CONHECE A MENOS DE UMA SEMANA! Fecho os olhos, e relaxo.
*****
Ai meu coração. Estou olhando para uma mansão, é... Linda. As paredes pintadas de uma cor que parece madeira, e as pilastras é feita e pedras cinzas. E tem verde para todo o lado. A grama, árvores, plantas... É lindo mesmo. E caro.
Começo imaginar a mãe de Chris. Magra, alta, loira e metida. Va me mandar para o olhar da rua assim que me ver. Será que eles já eram ricos antes de Christopher virar cantor? Ou foi Christopher que comprou?
Thalles para o carro na frente o portão branco. Ele aperta o interfone, fala alguma coisa e o portão abre. Entramos dentro de um belo jardim. Thalles para na frente da casa, e primeiro a sair é Ed. Ele para na frente do portão branco e grita:
–CHEGAMOS COM A SUA ALMA GÊMEA!
–O quê?
–Para de zoar os dois. -Diz o Thalles, e só agora percebi que ele está usando óculos escuros.
–Mas cara... Deixa. -Ed caminha até a porta e abre. -A Dona Sarah não quer mais que colocamos o carro na garagem, desde do nosso acidente.
–Epa, foi o seu acidente! -Diz Thalles irritado. — Foi você que bateu NOS carros.
–Tanto faz...
A porta se abre, e uma mulher baixinha e gordinha aparece. Ela usa um vestido florido, e usa óculos. Seus cabelos loiros e olhos azuis são iguais ao filho. Ela sorri. Estou entre os dois garotos, e posso sentir seu cheiro de biscoito e leite quente.
–Garotos. -Ela precisa levantar bem a cabeça para cumprimenta-los.
–Oi. -Thalles diz com um pequeno sorriso.
–TEM BISCOITOS, Tia? -Grita Ed.
–Lá na mesa, Edsono. -Ela ri. Sua voz é doce.
Thalles começa a rir pelo apelido, e eu sorrio. Mas Ed nem parece notar enquanto corre para a cozinha. Olha em volta. As paredes são laranjas, e tem vários quadros e vasos com flores. A mobília é de madeira com detalhes de dourado. Lindo...
–E... Uma garota toda suja de areia da praia e molhada no meu tapete?! -Ela olha para mim. Vish, ferrou.
–Eu... Desculpa-me, eu vim com eles e não deu...
–Olívia?
Respiro fundo e ergo a cabeça.
–Sim.
–Sei quem é você, e precisamos conversar. -Ela sorri. Conversar? O quê? -Mas primeiro, deve se trocar.
–Ér... tudo bem.
–LOOOOOOLAAAA! -Ela grita bem alto.
Vejo uma garota descendo as escadas, irritada. Ela tem seu cabelo castanho amarrado num coque. Veste uma roupa de ginástica Pink. Parece que acabou de sair de uma aula de Pilates, claro, se não fosse pela maquiagem "diferente". Seus cílios estão azuis, e usa sombra verde neon. Muito delineador e batom vermelho. E usa lentes roxas. Ela deve ter us 14 anos. Ela é a irmã do Chris?
–O quê foi? -Ela diz para a Sarah, eu acho.
–Quero que ajude a nossa convidada A TROCAR DE ROUPA, ela...
–Por acaso você se jogou de um precipício e veio para cá? -Ela diz fingindo choque.
–Eu...
–Lola, educação! -Repreende a mãe do Chris. -Essa é a minha sobrinha. Ela está passando uma fase difícil, sabe?
–FASE COSPLAY TIA! C-O-S-P-L-A-Y! -Ela diz irritada, seu rosto quase da cor da roupa. -E você? Sabe o quê é?
–Claro.
–SÉRIO? -Ela diz animada. Ela pega minha mão e me leva para a escada. Até que fim uma garota que me entende nessa casa! Mesmo sem estilo nenhum, mas... A melhor coisa que o Chris já trouxe.
Mas o quê? Fico chocada enquanto sigo-a. Não só pela personalidade da garota, mas também pelo o lustre no meio da sala que só fui perceber agora. Amo lustres, sabia? Sigo a garota por um corredor chique e lindo. Ela vai falando comigo, e me perco. Não sei mais se ela está falando de música ou fantasia. Paramos na frente de uma grande porta branca.
–Meu quarto.
Ela abre. Ele é rosa, com cortinas brancas. Tem uma cama com dossel. E é todo ceio de quadro de famosos, e discos. Tem um lustre de borboletas. Tem um closet aberto. Uma mesa de trabalho cheia de coisa, e uma mesa de maquiagem com mais coisa assim. Frigobar, pipoqueira e uma TV gigante. E LIVROS! É super arrumado do mesmo tempo que é bagunçado. É demais! Se eu fosse uma garota de 14 anos, amaria aquele lugar.
–Vamos ver se encontro algo que combine e tenha o seu tamanho. -Ela se enfia no armário.
–Seu quarto é demais.
–Valeu.
–Quantos anos tem mesmo?
–Acabei de fazer vinte. -Ela fala com a boca nas roupas.
– O QUÊ?
–To brincando. -Ela começa a rir. -Vou fazer 16. E minha festa de deputante fazer a melhor do mundo... ACHEI!
Ela sai do closet com roupas na mão, e joga-as em mim. Começa a empurrar para dentro do que eu acho que é o banheiro. É de família isso de empurrar os outros? Entro no banheiro, e vejo a roupa que ela me deu. É, ela e Karen juntar seriam ótimas amigas. Reviro os olhos e fecho a porta.
–Tem tudo ai para um belo banho!
Tomo o banho, e tento tirar o sal do cabelo. Os produtos dela são cheirosos. Saio do banho enrolada na toalha e vou me vestir. Mesmo que não seja meu estilo, fiquei bonita com a roupa. Olho no espelho antes de sair e encontrar Lola passando mais sombra nos olhos.
–Uau. Ficou bom.
–Ér...
–Vamos, soube que o Chris já está com o cabelo vermelho de tanto esperar. -Ela ri.
Saímos do quarto e fomos para a escada. E Christopher está no final da escada. Como um príncipe (muito gostoso), mas irritado.
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