Notas iniciais
Depois de meses sem postar, sentei a bunda na cadeira e terminei esse capítulo kk

Décima Terceira Dica: Não brinque com armas

Armas são perigosas! Todo mundo fala isso, mas ninguém da realmente valor a essa expressão por conta da emoção do momento. Bem, eu quase matei Matt (outra vez) com uma flecha, então tenho propriedade para falar esse tipo de coisa e dar esse tipo de conselho.

Se o acampamento que você está tem um arsenal, pense duas vezes antes de passar mais um dia nele.

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Reviramos a nossa barraca a procurade Jack. Até mesmo Jeffrey nos ajudou a jogar malas e colchões de um lado para o outro em busca do baby. Não havia nenhum sinal dele, infelizmente. O que me desesperou!

– E se ele tiver sido pego pela Valentina? – falei e todas as meninas da barraca estremeceram, imaginado o guizado que provavelmente Valentina faria com carne de jacaré.

– Ele é esperto. Deve ter fugido da Betty. – Anna Pierce zombou, sentando-se na minha cama desarrumada – Falando sério, ele pode ter ido para qualquer lugar. Pode ter entrado em outras barracas, no banheiro, ou voltado para a família jacaré.

Pisquei violentamente os olhos.

– E se realmente tiver uma família jacaré aqui? Podemos estar correndo perigo constante!

Eles me olharam e nem deram atenção, correram para fora da barraca para procurar debaixo de arbustos, perto do banheiro. Entretanto, nem sinal de Jack. O alarme para a próxima atividade soou e nós nos desesperamos. Enquanto estivéssemos fora, Valentina ia passar nas barracas e poderia encontrar nosso filhote clandestino.

– Jeffrey e Charlotte tem que ir na frente, eles dois são líderes. – Louise falou desanimada.

– Tem razão. – falei, desanimando ainda mais e me roendo na espera por Jeon – Vamos esperar o Jeon e depois vamos se não conseguirmos nenhuma pista.

– Bette também tem que ir! Ela é vice! – Anna Pierce lembrou, mas me pareceu que ela queria era se livrar de Bette. O que veio a calhar, ela era absurdamente insuportável quando estava perto de Jeff.

Eu o olhei de cima a baixo naquele instante, lembrando que ele estava possivelmente interessado em mim com aquele sorriso que derretia corações de Lucy... Eu estava realmente fraca para o tipo de rapaz que ele fazia: meio príncipe meio inimigo.

Nós os observamos ir embora com vários suspiros. Eu, Louise e Anna não éramos lá muito próximas. Jenna era uma exceção a regra de anti-social, era uma garota boa comigo. Engraçado que nos demos bem de cara, apesar de sermos de grupos diferentes.

Mordi meu lábio inferior e parei de fugir o pensamento de Jack. Falei rapidamente para as meninas:

– Bem, o que acham de procurarmos pelos rastros dele? Jack é um lagarto, afinal. Quer dizer, ele se arrasta pelo chão, então devem ter marcas dele na areia.

– Uma de nós pode ir atrás dele nas barracas. – Louise falou lentamente e olhou para Jenna em seguida.

Jenna, com seu jeito sarcástico, revirou os olhos e foi em silêncio vasculhar as barracas das outras meninas. Enquanto isso, nós torturávamos nossas próprias colunas nos abaixando para procurar por marcas repetitivas e suspeitas na areia. Nem mesmo nos arbustos aos redores da grande clareira que ficavam as barracas, eu vi algo.

Estava para desistir quando escutei uma risadinha e um assobio. Virei para trás e dei de cara com Jeon, rindo como um bobo.

– É muito empenho por um filhote de jacaré. – ele disse, jogando no chão a caixa de papelão que tinha prometido levar. – Com o está a busca?

– Estamos só nós, ta difícil... – Anna resmungou antes de dar de cara com Jonathan bocejando e espreguiçando. Devo admitir que aquele espreguiçar era muuuy sexy.

– Vocês despertaram minha curiosidade com isso de fazer um jacaré de bicho de estimação. Se o encontrarmos, ele vai ter que passar uns dois dias com a gente. – ele falou, passando por mim e indo até a barraca que Jenna estava – Nem idéia de onde ele está?

Jenna negou com a cabeça.

Foi quando ouvi outro chiado de respiração ao meu lado, seguido da voz mais odiosa de todas naqueles últimos dias.

– Se a Valentina encontrar esse bicho, vai fazer vocês jantarem ele com pimenta e salsa.

Virei para o lado e encarei Matt no fundo dos olhos.

– Com tu consegue me fazer te odiar o dobro do que eu já odiava com tão poucas palavras? – resmunguei para ele, puxando um punhado do seu cabelo e o fazendo choramingar num “aaau” ligeiro. – Se é pra ajudar, tem que parar de ser negativo assim, delinquente.

Matt bateu a palma da mão na minha testa e deu um sorriso pretensioso demais. Demais para o meu gosto e para a minha percepção para segundas e terceiras intenções.

– Vamos te ajudar, piloto de autorama, mas eu vou querer algo em troca. – ele falou, sendo seguido por um risinho de Jeon e de Jonathan.

Eu cuspi:

– Não vou te dar um dos meus sutiãs.

– Relaaaxa, não é nada disso que eu vou querer. – Matt disse e a aura suspeita cresceu exponencialmente.

Encaramo-nos por um bom momento antes de eu quebrar o gelo.

SE você achar o Jack...

– Escalo. – Jenna me corrigiu.

– Bond. – Louise murmurou.

– Malcolm! – Anna brigou mais alto

SE você o achar, — continuei – aí nós veremos o que podemos fazer.

Ele riu e disse:

– Mas nós já fizemos tanta coisa, pequena! Desde aquele dia na cabana do pescador...

Fiquei furiosa da lembrança de você-sabe-o-que e de imediato meti meu pezão no pé dele, arrancando-lhe um grunhido.

Foi quando do nada Louise berrou para nós.

– Eeei! EU ENCONTREI! OS RASTROS!

Meus olhos saltaram na direção dela! Mas a minha maior surpresa foi Matt ter praticamente pulado na sua direção numa pressa inexplicável até o instante. Corremos todos para perto dela o seguindo e vimos que realmente havia marcas estranhas na areia que iam direto para o meio das árvores.

– É impressão minha, ou está indo para o extremo leste? – Anna disse, arqueando as sobrancelhas.

Jeon e Matt entraram no meio dos arbustos e foram andando, percebendo aqui e ali marcas de algo se arrastando no chão. Com certeza absoluta era Jack! Nós os seguimos de imediato, abaixando e desviando de galhos imensos e traiçoeiros.

Quando demos conta, estávamos todos de frente para o campo de arco e flecha do acampamento, que ficava no extremo leste. Achei aquilo engraçado.

– Eu devia estar aqui e tcharam! Estou procurando o Jack! – falei.

– SHHHHHH! — Eles fizeram sinal para que eu ficasse em silêncio e se esconderam atrás de um arbusto extenso. Segui o movimento.

Eu realmente queria estar ali no campo de arco e flecha. Fiquei observando que todos ainda estavam aprendendo, quase acertando flechas nos Brancos, nossos inimigos, e no meu maravilhoso Quentin. Fiquei com inveja, eu deveria estar ali para acertar flechas na bunda ridícula de Matt...

– Qual o plano? Nós, vermelhos, não podemos ser vistos aqui. – Jeon murmurou e me cutucou.

– Vamos pelas laterais. – eu falei e dei uma cercada no terreno com o olhar. Era um terreno muito grande. – Se não conseguirmos nada, eu e Matt vamos para dentro procurar algo.

Jenna pigarreou:

– E se formos pegos?

– Daremos a desculpa minha e do Matt. – Jonathan riu e foi acompanhado pelo outro desvirtuado com soquinhos.

– E que desculpa seria essa? – Anna perguntou e eles responderam em uníssono.

– Disenteria.

Eu quis vomitar.

Corri para um lado com Jeon logo em seguida ao plano formado. Tínhamos que dar uma volta bem próxima ao campo, aproveitando enquanto os monitores davam explicações. O monitor dos Brancos era conhecido por demorar o triplo que os outros em suas explicações. Lucky, o líder dos Brancos, costumava pregar uma peça nele desde que havia entrado no acampamento.

Lucky e Lucy... Engraçado que fui perceber o quanto nossos nomes combinavam só naquele momento. Não que eu já tivesse conversado com ele. Desde a noite de caça aos sutiãs, ele entrou na minha lista negra.

– Ei, Lucy. – Jeon me chamou atenção quando me percebeu distraída, olhando para o campo dos Brancos inimigos.

Lucky era até bonitinho. Tinha pinta de surfista desligado que dava até certo charme.

“Não, Lucy! Foca no Jeffrey, o príncipe que te dá bola e quer teu corpo nu!” pensei e ri. Por graça da divindade que eu não acreditava, ninguém era capaz de ler meus pensamentos!

– O que foi, Jeon? – perguntei num esforço exagerado para tirar o foco dos meus inimigos bonitinhos.

Ele me apontou logo a nossa frente uma casinha que servia para guardar equipamentos. Era o “Arsenal”, como alguns diziam. Ninguém além dos monitores e do Sr. Turner era permitido entrar ali. Ninguém queria entrar também, havia lendas de que armas de fogo eram guardadas ali, além de equipamentos de tortura sadomasoquistas.

De início não entendi o que Jeon me apontava. Estava tão distraída com o pensamento em meninos que demorou muuuito tempo para perceber que algo se movia, arrastado, na direção da porta do Arsenal. ERA JACK!

– JACK! – berrei e me levantei da moita que estava escondida. Jeon arregalou os olhos fininhos e ficou branco que nem papel por não acreditar que eu tinha pulado pra fora do disfarce daquela maneira exagerada. – MEU BEBÊ!

Boba como fui... Fui parada pelo braço pelas mãos mais quentes e adoráveis do mundo, escutando quase em meus ouvidos as palavras dóceis de um deus grego.

– Onde você pensa que está indo, Lucy?

Dei de cara com Quentin, segurando meu antebraço. Ele estava sério e me encarava a fundo com seus olhinhos maravilhosos e dóceis. Cara, eu tenho que parar de babar esses caras do acampamento.

– Quem? Eu? – balbuciei numa tentativa fail de me fazer de desentendida.

Ele revirou os olhos.

– Os azuis estão precisando de gente pra atirar. Não vai dizer que está com disenteria igual o Matt, vai?

Meu queixo caiu e eu só consegui soltar palavras como “mas”, “eu tenho que”, “agora não posso”, “o que eu?”... Fui arrastada para longe da casinha onde havia visto Jack e seu corpinho friozinho e pequeno. Acabei por perdê-lo de vista. E enquanto era levada para longe pelo homem mais bonito que já tinha conhecido, tentei acenar para Jeon nos arbustos! O problema foi: Ele não estava mais lá!

Engoli a seco... Só não fiquei com mais cara de assustada do que a Charlotte quando me viu chegar arrastada.

– Jean! – Quente berrou, me largando – A Lucy é a próxima!

– Ei, Lucy! – Charlotte falou baixinho ao meu lado – E aí? Cadê o Steve? Encontraram?

– Ele está aqui no campo. Eu o vi ao lado do Arsenal antes de ser arrastada pelo Quentin para isso aqui. – falei rapidamente – Jeon, Matt e Jonathan também estão aqui para ajudar. E que história é essa de me fazer atirar? Eu não sei atirar flechas!

Ela riu.

– Se ele está aqui, menos mal. Desde que ninguém dos Brancos o encontre, daremos nosso jeito de levá-lo de volta.

– Mas a Valentina não vai entrar nos quartos?! – estremeci lembrando do ensopado.

– O deixaremos essa noite na barraca do Jeff.

Quando ela falo “Jeff”, algo em mim se corroeu. Algo que me pareceu ciúme de primeira, mas logo depois veio mais forte como uma dor de estômago. De tanto falarem em disenteria, comecei a achar que estava chegando a minha vez.

Então, Jean Devosso apareceu na minha frente com um arco enorme, provavelmente do meu tamanho, e quatro flechas.

– Sua vez, Lucy. Venha comigo ver o alvo. – ela falou, sorrindo o mesmo sorriso de Charlotte. Se Esther tivesse aquele mesmo sorriso, certamente Matt jamais sairia de suas garras malvadas.

Peguei as armas e fui rapidamente para frente dos alvos. Eram alvos distantes, bem mais do que eu havia imaginado. Os Brancos estavam ganhando de nós, então eu só faria mais uma desgraça naquele dia terrível. Entretanto, se a desgraça fosse feita rapidamente, eu poderia ir atrás de Jack!

Foquei no alvo e respirei bem fundo, me sentindo uma mistura de Arqueiro Verde com Merida. O que me empolgou, eram dois dos meus personagens prediletos.

Então ouvi algo em meio aos gritos dos dois grupos. Consegui distinguir excepcionalmente esse barulho porque me disse respeito de forma assustadora:

– Vai lá, Matt!

Virei o rosto para o lado do Arsenal e vi Matt se esgueirando atrás dos grupos Azul e Branco com um sorriso de ponta a ponta, e um olhar de “Eu vou ganhar seu sutiã”, o que me deu pânico instantâneo!

“O que farei?! Se ele pegar o Jack é capaz de me fazer entregar o sutiã no meio do refeitório! Pior, é capaz de pregar meu sutiã na frente da própria barraca! O que farei?! O que farei?!”

Fiz a pior idéia que podia ter feito... Lancei meu corpo para trás com a flecha ainda armada no arco. Todos se assustaram e gritaram! Parecia que eu estava mirando na multidão dos grupos, mas na verdade estava mirando no delinquente que queria meu sutiã!

– SAIAM DA FRENTE! – berrei e todos gritaram ainda mais, jogando-se para os lados.

– LUCY! CUIDADO! – Quentin berrou, tentando passar pelos outros campistas para me segurar.

Joguei meu olhar mais furioso para ele e rosnei:

– Não chega perto, Quentin!

Quando voltei meu olhar para Matt, ele nem mesmo havia percebido que eu mirava nele! Na verdade, mirava na bunda dele. Eu iria fazer aquele meu objetivo se tornar realidade!

Soltei a flecha com tudo, mas ela não foi na direção do bumbum ridículo de Matt... Foi parar há menos de cinco centímetros do nariz dele, perfurando a janela de madeira do Arsenal.

– TA FICANDO LOUCA?! – Matt berrou com os olhos do tamanho de bolas de bilhar, praticamente saltando das órbitas.

Peguei outra flecha e armei no arco.

– SE DER OUTRO PASSO, EU ENFIO ESSA FLECHA NA SUA BUNDA!

Ninguém entendeu muito bem o que estava acontecendo, então ficaram calados de olhares arregalados para mim e para Matt. Entretanto, ainda consegui escutar a risada maníaca de Jeon de algum lugar.

– Lucy, abaixa esse arco... – Charlotte falou um pouco assustada.

– É, Lucy, é perigoso. Se abaixar, prometo não tirar nenhum ponto dos Azuis. – Quentin disse, aproximando-se de mim devagar.

Fiz uma careta inconformada e abaixei o arco, entregando-o a Quentin-maravilhoso. Foi aí que vi Matt dar uma risadinha e andar mais rápido para o encontro de Jack! Ninguém o deteve! Ninguém nem mesmo se perguntou o que ele estava fazendo ali! Resultado: não pensei duas vezes no meu sutiã e corri para pular em cima dele, passando como louca pelo meio do grupo Azul. O problema foi Marlene ter se metido no meio e ter me feito cair de boca na areia.

– Não posso deixá-lo! Não poss-

Quando percebi, Matt havia sumido.

– Está tudo bem, Lucy?! – Eric me ajudou a levantar, mas o meu orgulho estava jogado e esparramado na areia.

– Ele vai pegar o Jack e o meu sutiã... – choraminguei para ele, que fez uma cara confusa e assustada.

Levantei-me e fui andando calmamente na direção do Arsenal, perto dos arbustos que cercavam o campo, até finalmente ver Anna, Louise, Jonathan, Jeon e o odiado Matt todos juntos com risos e mais risos. Claramente, estavam caçoando de mim.

– O Matt se borrou todo, vou logo dizendo. – falei alto para que escutassem. E escutaram, rindo mais abertamente.

– Você quis me MATAR! — ele berrou de volta.

– Eu quis salvar o meu bebê!

– É, mas eu encontrei o jacaré de vocês! – Matt falou, levantando meu pobre e indefeso Jack com seus braços enormes.

Corri ao seu encontro e o arranquei dos braços do predador maléfico.

– Está machucado, Jack?! – falei com ele, recebendo seu olhar meigo e dócil em resposta. Era muito amor envolvido... Até Matt cortar o clima e dar uma risadinha em conjunto com Jonathan. Eles estavam tramando algo. – Rindo do que, James Dean fajuto? Pensando no meu sutiã?

Aí que ele riu mais.

– Já disse que não quero seu sutiã, é algo mais legal e que vai ajudar muito a minha causa.

– Espera! Você vai largar as drogas?! – perguntei com um sorriso de deboche.

– Sonha, piolho de pulga. Você vai saber mais tarde na fogueira. – Matt falou devagar e com um franzir de sobrancelhas medonho – Agora qual o nome do bichinho aí mesmo?

– Jack. – fiz questão de falar alto.

– Malcolm.

– Escalo.

– Bond.

– Steve. – Charlotte completou, vindo atrás de mim, seguida de Eric.

– Eu decorei o Jack Daniels e o James Bond, e vocês? – Jonathan falou para os outros rapazes – Ele vai passar a noite na nossa barraca?

Bufei, acariciando Jack:

– Eu preferia que não. Matt é um doente mental, pode fazer alguma coisa com meu bebê. Vamos deixá-lo com Jeffrey e Eric, que são menos suspeitos.

– Mas, Lucy – Eric falou baixinho – Jeffrey e eu estamos na mesma barraca de Lucky, que faz tudo por um ponto na tabela. Inclusive, pode entregar o seu bebê para Valentina.

– Ele não pode ser tão ruim assim... Se alguém pedir com jeitinho, tenho certeza que vai acolher o Jack por uma noite.

Jonathan e Jeon soltaram risadinhas.

– É, se alguém – Jeon falou apontando pra mim – pedir com jeitinho, ele vai esconder o Jack.

Eu e as meninas piscamos violentamente as pálpebras.

– Espera, o Lucky ta afim da Lucy? – Louise soltou uma risada. – Ta de brincadeira?!

Matt balançou a cabeça negativamente.

– Nope. Ela arruinou a noite de caça e ele se apaixonou misteriosamente por aquele pijama ridículo.

Encarei Charlotte, que estava se contendo para não rir.

– Mas o Lucky é tipo o Jonathan, não se interessa por ninguém! – Louise continuou revoltada, enquanto Anna concordava com a cabeça. – As meninas vão em cima do Lucky, não o contrário.

Jeon deu entre ombros e murmurou:

– A novata ta mudando as tradições todas.

– Já estava na hora disso mudar. – Jenna falou bem sombria, passando seu olhar morto pelos rapazes. – Vamos embora, Jeffrey não pode carregar os Vermelhos nas costas.

– É, a Esther vai ficar maluca se não souber o que estávamos fazendo. – Anna falou para a amiga. – Onde o Malcolm vai ficar mesmo?

Matt riu, dizendo:

– Deixa a miudinha falar com o Lucky, aí resolvemos. – então arrancou meu bebê dos meus braços – Por enquanto, ele vai ficar na minha barraca, a salvo da Valentina. Afinal, eu estou com disenteria, certo?

– É, cara, tu se borrou todinho com a flecha da Lucy! – Jonathan gargalhou e saiu com todos os outros, deixando apenas Charlotte, eu e Eric para trás.

Acabamos por perder para os Brancos, mas por sorte eram poucos pontos.

E eu não consegui evitar olhar Lucky de forma que ele não percebesse. Realmente iria atrás dele para pedir uma vaga para Jack. O problema foi não parar de imaginar se ele realmente tinha se interessado em mim, sabe? Jeffrey, Lucky e Quentin eram rapazes maravilhosos em escala crescente de beleza... Seria desperdício eu deixar um deles passar, certo? Certo?

Notas finais
Eu queria ser a Lucy com tantos paqueras kkk se você for pesar bem, além do Jeff, do Lucky e do Quentin, ela tem o Eric, o Matt e o Jonathan do lado dela! (se bem que eu nunca faria a coitada ficar com o Jonathan ¬u¬ tenho planos para ele muhahaha)