Notas iniciais
Mil perdões pela demora, meu notebook estragou e eu não achava o pen drive com o resto da história. Mas agora tudo vai voltar ao normal. Obrigada pelos comentário do capítulo anterior ❤

Se passou um dia desde o ocorrido na praia. Helena ainda estava bem assustada. Nunca imaginou isso acontecendo com ela, logo a mulher que já foi capitã da equipe de natação da escola. Mas não foi sua culpa, o mar estava muito perigoso, e ela simplesmente não sabe o que passou em sua cabeça quando teve a brilhante ideia de entrar nele. A água estava quentinha, nem no verão ela fica tão agradável assim. Só que tinha outra coisa que ela também não parava de pensar... sim, aquele homem que a salvou. Ele era lindo, tinha um corpo incrível e ainda era simpático. Ela queria ter a chance de encontrá-lo e agradecer pelo o que ele fez, mas nem o nome dele ela sabia.

Ontem quando chegou, Alice logo ligou para Otávio avisando do ocorrido. Os dois chegaram a uma conclusão que Helena precisa se acalmar, esquecer um pouco do que aconteceu, e pra isso ela tinha que ficar pelo menos uma semana em casa, sem sair nem pra trabalhar. Ela não concordou com isso, mas quando aqueles dois colocam uma coisa na cabeça, não há nada que tire.

A notícia boa disso tudo é que hoje de noite Otávio tirou um tempo para visitar sua amada. Helena está morrendo de saudade dele. Ele disse que vai fazer uma janta para os dois, e disse também que eles tem muito a conversar. Claro que ele vai querer explicações pra incrível atitude de Helena na praia, mas a verdade é que ela não está com cabeça nenhuma pra falar sobre isso.

Passou o resto da tarde se arrumando pra ele. Fez uma maquiagem básica, porque ele mesmo vive dizendo que ela fica bem mais bonita com pouca maquiagem. Helena não acredita muito nisso, mas enfim... deixou seu cabelo solto mesmo e colocou um vestido curto e casual em um tom de preto com detalhes de renda. Foi só terminar de se arrumar que o som da campainha destruiu o silêncio daquele apartamento. Helena foi correndo espiar pelo olho mágico pra ver se era ele. Sim, era.

Abriu a porta sorrindo, recebeu um sorriso maravilhoso também.

— Uau, eu não vou falar que você tá linda porque você tá maravilhosa.

Ele a olhava da cabeça aos pés. Ele também estava incrível. Estava com um blazer preto aberto com uma camisa branca de fundo. Uma calça preta e tênis branco. Ele tinha colocado o perfume que Helena deu pra ele de aniversário.

— Obrigada, e você também tá lindo, incrível... eu nem sei o que dizer.

Ele se abaixou e pegou um lindo buquê de rosas. Entregou à Helena com um lindo sorriso no rosto.

Um fato sobre o Otávio, é que ele sempre levava algum presente para Helena. Chocolates, ursinhos, flores... sempre dava alguma coisa fofa e romântica. Ela amava isso, lógico.

Eles entraram. Helena fechou a porta e colocou as flores na mesinha logo ao lado da entrada. Otávio ficou de frente pra ela esperando alguma explicação sobre o dia anterior.

— Olha só meu amor eu realmente não quero falar sobre isso. Você pode pensar que eu sou imatura, infantil, qualquer coisa. Eu vou concordar até porque nem eu sei direito o motivo de querer entrar na água. Mas por favor, vamos falar de qualquer outra coisa, menos disso.

Helena falava rápido. Otávio riu ao perceber o quão nervosa sua amada tinha ficado.

— Calma meu amor. Você sabe muito bem que eu não faço nada que você não queira. Ok, vamos falar sobre outras coisas. Você está bem e é isso que importa não é mesmo?

Otávio falava se aproximando dela. Terminou de falar e deu um beijo em sua testa. A paciência que ele tinha com Helena era incrível. O bem estar dela era tudo que importava pra ele.

— É, tem razão mas o que você vai fazer pra gente? Eu tô com fome Otávio.

Ele riu. Helena sempre tava com fome.

— O que você quer comer?

— Alguma coisa com frango, sei lá.

— Ok, já sei o que vou fazer. Senta lá no sofá e espere.

Ele falou dando um selinho em sua amada. Helena cruzou os braços com raiva. Odiava ficar sem nada pra fazer.

— Ah não, deixa eu te ajudar. Aff, você saber que eu odeio...

— ... odeia esperar, odeia não fazer nada... odeia muita coisa. Não vou negar que você tá muito linda com essa carinha aí, até parece que tá brava.

Otávio falou apertando as bochechas de Helena que revirou os olhos.

— Eu tô brava sim, sabe o por quê? Porque meu namorado e minha melhor amiga me colocaram de castigo na minha própria casa.

— Isso é pro seu bem meu amor.

Otávio falou indo pra cozinha, Helena foi resmungando atrás dele.

— Eu simplesmente não consigo ficar em casa. Vocês sabem. Eu amo sair por aí pra fotografar a natureza, os animais... e agora vou ter que ficar presa em casa sem fazer nada.

— Não adianta reclamar meu amor, é o melhor pra você.

— Não é!

Helena saiu revirando os olhos. Parecia uma criança mimada depois de receber um “não” dos pais. Otávio riu disso e começou a preparar a janta.

Havia se passado alguns minutos. Otávio colocou o frango pra cozinhar e foi pra sala ficar um pouco com sua namorada. Chegando lá viu ela deitada no sofá com uma coberta olhando um filme. Pegou o controle da mesinha de centro e desligou a televisão.

— Você está brava comigo?

Otávio perguntou sentando no outro sofá.

— Por que eu estaria? Só porque você me colocou de castigo?

Helena falou ironicamente enquanto se sentava normalmente.

— É.

Ela riu e se sentou ao lado dele.

— Claro que não. Mas vai ser difícil me segurar aqui dentro por uma semana.

— Eu tenho uma aliada que vai ficar todas as tardes com você.

— Alice...

Helena falou enquanto recebia carinho de Otávio.

— Olha, eu te amo. Eu quero ver você bem. Você precisa descansar, o que aconteceu com você foi um choque. Mas é o melhor pra você.

— Quer saber? Você fala demais.

Helena se levantou e sentou no colo de Otávio o beijando de forma provocante. Tirou seu blazer o jogando longe. Logo depois tirou a blusa dele, passando as unhas em todo seu abdômen. Otávio colocou as mãos nas coxas de Helena apertando-as. Colocou as mãos no fim do vestido e foi subindo, tirando-o.

Antes mesmo de continuarem com qualquer coisa, um cheiro forte de queimado invadiu o apartamento inteiro.

Otávio tirou Helena de seu colo e correu até a cozinha. O frango já estava completamente torrado. Desligou o fogo e se encostou na pia. Helena ria da cara de culpado de seu namorado.

— Acidentes acontecem.

Falou dando um selinho nele.

— Eu acabei com o nosso frango.

— Tecnicamente ele já estava acabado antes mesmo de colocar na colocar na panela. Mas acho que a gente devia continuar com outra coisa...

Otávio riu e em um rápido movimento colocou Helena sentada no balcão. Ele beijava seu pescoço enquanto ela deixava suas pernas em volta da cintura dele.

E foi aí que o telefone dele tocou. O aparelho estava do lado deles, e ao perceber quem era, Otávio dá um longo suspiro e atende.

A conversa foi mais ou menos assim:

Alô... sim... tô ocupado no momento... vou ver o que posso fazer... hoje? ok... até mais...

Helena conhecia esse tipo de conversa. Sabia que ele teria que ir agora para alguma reunião. Ela saiu de cima do balcão, olhou pra ele e falou:

— Tchau, pode ir.

Ela se virou e ele a segurou pelo braço.

— Você sabe que é importante.

— Sei.

— Isso vai acabar um dia ok?

— Ok.

— Não faz assim meu amor.

— A gente não tem tempo pra mais nada Otávio. Você sempre tem que sair pra alguma reunião. Você sempre deixa nós em último plano.

A cara de decepção dela era visível.

— Isso vai acabar, é só uma questão de tempo...

— Tempo é uma coisa que a gente nunca mais teve.

— Eu te amo, se você quiser eu volto aqui depois e...

— Não Otávio, eu não quero que você volte aqui. Não enquanto eu for seu último plano.

Helena foi até a sala, pegou as roupas de Otávio e entregou pra ele. O pobre apaixonado observava tudo com os olhos cheio de lágrimas.

— Você tá terminando comigo?

Otávio perguntou com medo da resposta.

— Não. Ainda não. Mas faz o favor de voltar a me ver só quando você não tiver seu emprego como prioridade.

Helena abriu a porta e esperou Otávio sair. Ele saiu chorando e Helena esperou a porta fechar pra começar a chorar também.

Ela o amava, mas era sempre assim. Ele sempre tinha que sair pra reuniões fora de hora. Desde que ele virou presidente da empresa, as coisas nunca mais foram as mesmas. Helena sentia que se esse relacionamento continuasse desse jeito, isso ia acabar em separação.

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— Não sei Murilo, eu não paro de pensar nessa mulher, eu tô com medo de estar me apaixonando. E eu não sei nem o nome dela.

Renê falou para o seu melhor amigo, Murilo, após dar um gole em sua cerveja.

— Sabe de uma coisa, quando a amiga dela veio buscá-la, ela a chamou pelo nome, mas eu não me lembro qual era...

Após ouvir isso, Renê pulou do sofá implorando pro amigo lembrar qual o nome. Mas Murilo não lembrava, ele ficou fascinado pela tal amiga dessa moça.

— Eu preciso encontrá-la, eu preciso saber quem é ela.

Renê encarava aquele anel. Ele estava disposto a encontrar essa mulher, não importa o quanto demorasse, ele sentia que ia achá-la.

Notas finais
Comentem, isso é muito importante!! ♥ (Coisas serão reveladas no próximo capítulo... aguardem)