Como Nos Contos de Fada- ReNa

3 Preciso encontrar ela


Notas iniciais
Eu não sei como começar a me desculpar pela demora, meu Deus vocês não mereciam isso. Fui olhar as visualizações da história e todo dia tinha 3 pessoas que vinham ver a história ♥ mesmo depois de 4 meses sem atualizar ela, to amando vocês, sério!!! ♥

— É um anel de ouro 18K. Consegue uma boa grana se vendê-lo.

— Ah eu não quero vendê-lo, eu só queria saber algumas informações sobre ele.

— Que tipo de informações?

— Onde foi fabricado, comprado, não sei o que estou procurando direito, qualquer coisa que descobrir sobre ele está muito bom. Conto com sua experiência para encontrar a dona dele.

— Sabe, já vi muita coisa nessa vida. Você não é o primeiro jovem apaixonado que vem me procurar por isso.

— Do que você está falando?

— Você conheceu uma mulher, se encantou por ela, ela perdeu esse anel. Você não sabe onde encontrá-la e nesse momento qualquer ajuda é bem vinda. Você quer saber onde esse anel foi comprado para então descobrir o comprador e assim achar a mulher que conquistou seu coração mesmo sem conhece-la.

— Uau...

— Sinto dizer, mas essa moça é comprometida.

— Como assim?

A surpresa e também a tristeza pode ser percebida naquele tom de voz de Renê. Sim, ele foi até um joalheiro já aposentado para tentar descobrir alguma coisa sobre aquele anel. Ele está disposto a fazer de tudo para encontrar aquela moça.

Ele estava apaixonado. Ele sabia disso, todo mundo sabia disso. Renê é veterinário. Passa o dia vendo pessoas levarem seus animais até ele, e durante essa semana, toda vez que entrava alguém ele esperava ser a mulher que roubou seu coração em tão pouco tempo, em tão poucos segundos...

— Aqui dentro tem duas iniciais olha: H & O e ainda tem uma data embaixo 13.02.

— Como que eu não percebi isso antes...

— Relojoaria G&S.

O que?

— Esse anel foi feito e fabricado lá. Eu já deveria saber, o jeito como eles fazem esses contornos aqui... só eles sabem. Olhando por aqui dá pra ver direitinho que forma G&S. Muitos fabricantes fazem isso, é como uma assinatura oculta. Você não consegue enxergar naturalmente, somente com materiais especiais.

— Você é incrível. Eu nem sei como posso agradecer.

— Uns 50 reais já iam ajudar.

Renê riu, deu 50 reais para o tão simpático senhor e foi para casa de seu amigo Murilo para contar as novidades.

— E então?

— Ela namora, é noiva, casada, não sei, só sei que não está solteira. -Renê falou sem animação nenhuma fitando aquele anel.

— Como sabe disso? -Murilo perguntou curioso sentando na frente do amigo.

— Dentro tem duas iniciais. Descobri também que o companheiro dela é muito rico e que o nome dela começa com H.

— Qual o nome dela?

— Não sei.

— Então como sabe que começa com H?

— A outra inicial é O, e o único nome que me vem a cabeça é Olívia. E ela não tem cara de ter esse nome. Na verdade eu não sei de nada.

— E ela tem cara de ter que nome com H?

— Não sei eu tô confuso demais. Helen, Helena, eu não faço ideia.

Murilo encarou Renê como se acabasse de entrar em transe. Foi se levantando e sorriu.

— Helena, foi esse o nome que a outra mulher estava chamando. O nome dela... é Helena.

Renê encarou Murilo e abriu um sorriso, mas logo o desfez ao lembrar que ela não estava solteira e ainda que existiam milhões de mulheres com esse mesmo nome só na sua cidade.

— Ela já é comprometida. Eu nem sei se eu quero encontra-la mais.

— Quer sim Renê, você fez de tudo para descobrir quem é ela. Sei que pra você é horrível saber que ela já tem um parceiro, mas ainda você QUER saber quem é ela, e você VAI. Você está apaixonado por ela, sabe disso.

— Eu tô bem mal. O que eu tava pensando? Que eu ia encontrar aquela mulher e que íamos viver felizes para sempre como nos contos de fada? Que ela seria a Cinderela do anel?

— Foi exatamente o que pensou.

— Foi isso mesmo que eu pensei. Mas quer saber, vou dar uma volta pela cidade, vou ver pessoas, vou esquecer ela, vou me apaixonar por outra e pronto.

— Não é tão fácil assim, você sabe disso.

Renê deu as costas para o amigo e foi caminhar por aí, sem rumo, só pra tentar esquecer Helena.

Não é nem preciso dizer que seu plano deu muito errado. Ao invés de esquece-la, cada mulher por quem ele passava, torcia para ser ela. Ele nunca havia sentido nada parecido por ninguém e isso estava o assustando de certa forma.

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— Helena, vamos fazer alguma coisa. Poxa, ficar em casa em um sábado de sol é horrível.

Falou Alice já entediada tentando convencer Helena a colocar a cara para fora de casa.

— Ué, pensei que eu ia viver presa dentro da minha própria casa.

— Ai Helena...

— Faz o seguinte, já que você quer tanto sair, porque não compra algumas coisas pra gente comer olhando filme essa noite?

— Comida? Amo!

— Vai lá, compra o que quiser.

— Eu vou, mas só porque não aguento mais olhar pra essa tua cara de adolescente depois de terminar um namoro.

— Eu não terminei meu namoro, a gente só deu um tempo.

— Ah, ta certo. Essa casa tá com um ambiente triste credo. Bom, fui beijos.

Alice saiu e Helena riu. A maneira com que Alice falava a fazia bem.

Antes, Helena e Otávio não ficavam nem duas horas sem mandar mensagens, e agora estão a dias sem ter notícias um do outro.

— Ele deve estar tão ocupado trabalhando que até se esqueceu da minha existência.

Falou para si mesma revirando os olhos. Desbloqueou seu telefone e começou a ver fotos dos dois juntos... tão bonitos, tão felizes, tão apaixonados...

E daí que ele vivia ocupado? Em todos os momentos que ele podia sair daquela empresa ele ia correndo ver Helena. Cada minutinho que ele tinha livre, ela ia vê-la. E foi pensando nisso que ela se levantou, pegou sua bolsa e suas chaves. Estava disposta a encontrar Otávio, pedir perdão por tudo que disse, dizer o quão egoísta foi com ele, e principalmente, o quanto o amava.

Quando abriu sua porta, levou um susto. Ali, bem na sua frente estava ele, prestes a bater na porta, pronto para pedir desculpas por algo que não fez, pronto para dar razão a sua amada, mesmo talvez ela estando errada.

— Otávio?

— Não fala nada. Desculpa se você vai sair agora, mas você precisa me ouvir.

Otávio sabia fazer uma cara de inocente que fazia Helena se derreter inteira.

— Você que...

— Eu estou disposto a largar tudo por você. Se quiser eu trabalho num mercado em qualquer lugar. Eu não ligo pro dinheiro eu não ligo pra nada, eu só quero você. Eu te amo demais, não que...

Helena não deixou ele terminar e o beijou. Colocou suas mãos no rosto dele, e se afastou, colando suas testas. Os dois sorriram, e ficaram nesse climinha romântico por um tempo.

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Alice estava andando na rua conversando com uma de suas amigas, quando acaba esbarrando em alguém que também estava mexendo no celular.

— Desculpa aí moço.

Ela falou dando o mínimo de atenção possível à realidade.

— Alice?

Ele falou sorrindo, fazendo ela desligar o aparelho e olhar para ele.

— Desculpa, eu te conheço?

— Não conhece maninha? — Ele falou tirando o óculos sorrindo, fazendo Alice sorrir também.

— Renê? — Falou surpresa pulando no colo de seu irmão, o qual fazia anos que não tinha nenhum tipo de contato.

Notas finais
Comentem pra eu postar mais rápido pq eu tinha muito me esquecido daqui, desculpaaa ♥