Como Matar Deuses?
9 Purchase or conquer.
Orange estava dentro de uma capsula, então, estava digitando em seu teclado o código para rematerializar os integrantes do grupo novamente na fortaleza, porém, algo ocorria. O computador negava o acesso de Orange, e lhe dava o aviso de que havia uma batalha não terminada.
-Porcaria, todos já terminaram as batalhas e conquistaram seus objetivos, porque essa droga não funciona...? — Orange deu uns tapas no teclado, então, a cápsula metálica onde se encontrava começava a rachar e tremer. Algo havia destruído a parte superior da cápsula. Um braço gigante havia destruído a base-central. Era um ser imenso, possuindo a pele com uma coloração meio roxa, não era possível identificar muito da criatura.
Orange saiu do compartimento para investigar, e deparou-se com o ser imenso sentado em uma cadeira dourada. O local era cercado de moedas e tesouros reluzentes, pareciam ter valor estimado como superior a vidas humanas. Havia todo tipo de objetos de valor no local. - Mas que merda de lugar é esse? Eu não devia ter uma batalha.
-Bem vindo ao meu salão! Sou Mamon, a entidade divina representante da ganância! Esta sala possui todos os utensílios desejados por humanos, sejam estes ambiciosos ou não. - A criatura se ajeitava na cadeira, possuía um sorriso debochado bastante aparente no rosto.
Orange levou a mão direita até o rosto, então, com o indicador, ajeita seu óculos para trás, deixando o mesmo mais perto dos olhos. Analizou o local e os tesouros, realmente o local possuía tudo de que um homem necessitava para alcançar sua felicidade em busca por riquezas materiais. Franziu o cenho lentamente, então, concluiu. — Aqui não tem o que procuro, perdão, tenho uma missão a concluir, não tenho tempo a perder.
-Eu posso te fornecer as ferramentas avançadas que precisa, e os metais também. Mas, para isso, é preciso um preço equivalente. - Mamon sorriu, analizando cada movimento do corpo do cientista, tentando estudar suas reações, e o que faria.
-Qual é o preço então? - Indagou o cientista.
-Você vai me dar sua alma, quando morrer, e trabalhará para mim, procurando objetos de valor, e mais pessoas para fazer o acordo comigo. - Respondeu Mamon, sorrindo.
-Creio que isso não irá acontecer. — Mamon revelou um olhar de fúria ao receber a resposta de Orange. -Não trabalho para ninguém, eu apenas dou as ordens, sou o maior criador de máquinas já existente, e com certeza minhas futuras obras primas esmagarão essas porcarias que me ofereceu.
Sem que Orange pudesse pensar muito, foi surpreendido por um punhado de coisas sendo arremessados em sua direção. A única reação que teve, foi saltar para trás, virando uma cambalhota. Alguns objetos atingiram suas pernas, mas não fora nada o suficiente para machucá-las.
Orange ajeitou seu macacão de cor laranja, e do bolso direito retirou um pequeno controle, apertando alguns botões. Era possível ouvir alguns barulhos de baixo do chão. Algumas máquinas em formatos de espinho saíam do chão, esticando-se até as pernas do gigante, perfurando-as. Logo após perfurar, as pontas se abriam e prensavem na perna do gigante, impedindo de retirá-las. Caso isso ocorresse, o gigante sentiria uma dor inimaginável, pois arrancaria grande parte de sua perna.
O gigante logo exalou um ar por todo o corpo, que parecia afetar o corpo do Orange, era um gás tóxico, que visava atingir o subconsciente do cientista, e foi o que ocorreu. Veio em sua mente a imagem, dele fechando o trato com Mamon. Seu futuro logo aparecia em sua mente. Estava em um laboratório imenso, cheio de máquinas limpas, de excelente qualidade. Logo, era passado para uma imagem na qual estava ganhando o prêmio Nobel, e milhares de pessoas o aplaudiam, por suas criações e conquistas que revolucionavam a humanidade. Uma voz ecoava, era a de Mamon, pedindo para que este fizesse o acordo.
Orange então, foi levando a mão até um dos bolsos de sua calça, e foi retirando uma seringa, logo a enfiou em sua perna, injetando o líquido. Recobrou o sistema nervoso, e então, possuiu acesso a mente de Mamon. Sua voz ecoava para toda a mente de Mamon. - Não é este o futuro que desejo, seu gordo otário. Veja um pouco do que quero. - A imagem que passava era medonha. Orange estava em seu laboratório todo sujo, e suas máquinas eram avançadas, não possuíam limpeza alguma. Fazia experiências com humanos, e não ligava para nenhum dos direitos humanos, apenas queria realizar seus experimentos, para o mau.
O gigante estava horrorizado, não conseguía se mover, pois seu sistema nervoso havia sido afetado pelo contra-ataque de Orange. Aqueles pensamentos eram desumanos até para ele, um comerciante de almas. Orange retirou do bolso direito um pequeno dispositivo, semelhante a uma máquina que emite ondas de eletricidade, para paralizar o oponente. Porém, disparou um pequeno gancho de metal, preso a uma corda, que foi em direção a cabeça de Mamon, perfurando-a. O gigante arregalou os olhos, o fato de seu cérebro ser perfurado já lhe causaria logo logo morte cerebral, porém, não era o suficiente para Orange.
-Eu sou o maior criador já existente. Meus objetivos vão muito além de sua compreensão, não pretendo manter os direitos humanos para minhas experiências, até adquirir o conhecimento que preciso. — Orange pressionou outro botão do equipamento, então, o pequeno pedaço de ferro que estava na cabeça de Mamon se abria, formando uma pequena hélice, que rodava rapidamente, triturando o cérebro e a cabeça da criatura.
A hélice ia se expandindo, a ponto de explodir a cabeça do gigante. Orange soltou a hélice, e a mesma foi caindo, terminando de triturar o corpo do mesmo. Enfim, o corpo de Orange começava a se desmaterializar, juntamente com o dos outros companheiros.
-Até que enfim, estava me cansando de esperar sentado nessa merda. Esse purgatório fede. — Hankaruko reclamava pelo rádio.
-Não reclamo de nada, esse dragão é muito divertido, foi uma boa não matá-lo. - Volpe respondeu pelo rádio reserva, enquanto era possível ouvir uns rugidos da fera, e voando em alta velocidade.
-Então, vamos ao nosso próximo objetivo, finalmente. - Matrune respondeu, até que a conexão foi cortada, e todos haviam sumido.
Todos estavam materializados novamente, em frente a uma imensa igreja, porém, Volpe não estava no local.
-Onde tá aquele otário? Já se meteu em problemas denovo? — Indagou Martini, rodando o bastão que havia conquistado. — E... onde estamos..?
-Basílica de São Pedro, estamos no Vaticano. - Respondeu Orange imediatamente.
-E que merda vamos fazer aq... - Um estrondo imenso vindo de dentro da basílica fazia o chão tremer. - Porcaria, mal lutamos, e já temos outro oponente?
Um dragão imenso destruía a porta da basílica, juntamente com grande parte da entrada da mesma. Volpe estava montado no dragão. — Dragão de merda, eu disse pra não quebrar a porta! — Saltou do dragão, que havia se rebelado, e começava a disparar rajadas de fogo em direção a todos, exceto Volpe e seus companheiros.
-Deixaremos o dragão aqui, ele chamará as atenções, vamos entrar. - Disse Matrune.
Volpe acariciou a asa do dragão, então entrou. — Vou sentir saudades de você, parceiro... até outro dia! — Então, todos entraram na basílica, sumindo na escuridão do local.
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