Como Matar Deuses?

10 Chapter two begins: Searching for salvation.


Notas iniciais
Início da segunda saga da história.

Iam cada vez mais adentro da basílica, passando reto por padres e importantes religiosos que estavam no local, pareciam ignorar a existência dos demais que ali estavam. Orange os guiava, havia retirado do bolso do macacão, segundos antes, uma planta baixa do local, parecia saber onde deveriam ir. Iam passando pelos bancos, até chegarem ao altar. O cientista abriu uma porta de madeira que estava ao chão, com ajuda de Volpe. Apesar de ser de madeira, era consideravelmente pesada e grossa. Parecia que alguém não desejava a entrada de estranhos naquele local.


Descendo as escadas lentamente, Orange vai passando as informações a todos do grupo, sobre a função de cada um na próxima missão.


-Estamos fazendo um ritual no exato momento. Vamos para mais um andar abaixo, então, precisarei que façam algumas marcas no chão com o sangue de vocês. Não esquentem, usarei do meu também. - Disse o cientista.


-E o que vamos fazer utilizando nosso sangue? Algum tipo de ritual satanista? - Ironizou Matrune, enquanto descia as escadas, logo atrás dos demais.


-Vamos para um lugar divertido, e dessa vez, nosso alvo sera algo maior, se é que pode me entender. - Respondeu o cientista.


Chegaram a um salão velho. Não era visitado a um bom tempo, mesmo pelo pessoal que trabalhava na basílica, que provavelmente não deveriam ter conhecimento daquela área. Algumas escrituras eram talhadas no chão, juntamente com algumas imagens. Volpe realizou uma pressão de ar, jogando toda a poeira em direção a porta, já que esta agora seria inútil, pois não voltariam a superfície por aquele caminho.

Agora estava mais fácil enxergar as gravuras. Ali estava talhada uma igreja, e logo acima, a mesma, em chamas, enquanto uma espécie de luz parecia provocar a destruição da mesma.


-Que porcaria é essa? Aliens destruindo a igreja? Esses caras são otários, ou o que? - Perguntou Martini, com seu pouco caso.


-Não... Não são aliens... se não me engano, este é um dos portais para o céu. — Respondeu Hankaruko, antes que Orange pudesse falar algo. - Mas, realmente vamos conseguir enfrentá-los lá? Os livros dizem que eles são muito fortes.


-Não podemos nos preocupar com isso, não é necessário força, quando possuímos a melhor estratégia de combate. E não precisa se amedrontar, Hankaruko. Seu poder é reduzido no céu, por isso está perguntando isso? — Disse Orange.


-Há rumores de que os possuidores da escuridão tem sua força considerávelmente diminuída no céu, porém, isso não importa. Minha foice pode incrementar meu poder, então, não estou tão preocupado quanto a isso. O que necessita ser feito, para abrirmos o portal?


-Devemos fazer cortes em nossas mãos, e com nosso sangue, preencher parte do círculo principal, e então, escrevermos nossos nomes com o sangue, ao lado de fora do círculo. Apenas podemos entrar se provarmos ao céu que somos humanos, e revelando nossos nomes. Caso um de nós fosse um padre, seria mais fácil, porém, é o único jeito.


Todos então foram realizando os cortes em suas mãos, utilizando algumas pedras pontiagudas que haviam no solo. Pintavam o contorno do círculo e escreviam seus nomes, enquanto Orange fazia alguns símbolos no centro do círculo. Cobal se aproximou, ficando próximo ao centro do círculo.


-Isso não é necessário... As inscrições dizem que um forte tremor acontecerá quando os céus forem avisados de nossa visita, e seremos enviados. - Respondeu Orange.


Então, um tremor imenso começava a ocorrer. As paredes começavam a se rachar. As rachaduras iam subindo, desturindo o teto da sala, e subindo cada vez mais. O chão começa a se elevar, enquanto a basílica vai sendo destruída, e dividida ao meio. O andar no qual estavam passava a estar a vários metros do solo, deixando de ser subterrâneo. Uma forte luz, então, parece engolir o andar, destruindo o chão, porém, nada acontecia com os homens, que apenas eram levitados, sendo sugados para o alto, dando a aparência de estarem sendo abduzidos. Era possível ver o dragão de Volpe voando, desviando de alguns tiros disparados por policiais.


Cobal aproveita que não há gravidade na luz, e vira algumas cambalhotas, chegando a ficar de cabeça para baixo, enquanto Matrune parecia sentar-se sobre o ar, e Hankaruko permanecia em pé, de braços cruzados. De repente, milhares de correntes vindas das nuvens são disparadas em direção ao dragão, enrolando-se completamente a ele, e o puxando em uma velocidade altíssima para o alto, até o mesmo sumir entre as nuvens. Volpe, furioso, tenta sair do campo que o atrai para o alto, porém, não obtém sucesso.


-Filho da puta de merda! Devolvam meu dragão, porra!


-Teremos que chegar aos céus para buscá-lo, acalme-se. - Disse Martini, apoiando-se em seu bastão.


Cada segundo que chegavam mais próximos ao alto, uma luz cintilava mais forte, até que não era possível enxergar mais nada. Passados alguns segundos, abriam os olhos, e enxergavam um majestoso portão dourado, eram as portas do Paraíso. Volpe avançou para o portão e começou a desferir socos violentos e diretos, tentando arrombar a entrada. -Filhos da puta! Vou matar todos!


-Não se preocupe, garoto. Terá tempo o suficiente para tentar nos matar. Aproveite, pois essa será sua primeira, e última chance. - Os homens estavam cercados por um bando de anjos querubins, e dentre eles, estava Metatron, o mais poderoso anjo, que representava Deus para os humanos.


-Acha que com os nomes que apareceram subindo, iríamos deixar a entrada limpa? Vocês vão parar de vandalizar o mundo sobrenatural, e sim, aplicaremos a força para impedí-los de fazer algo pior. - Dizia Metatron.


De repente uma chama forte subia até uns dois metros e meio aproximadamente, e ali estava Martini, enfincando seu bastão na cabeça de um dos anjos. Um pequeno espinho era formado da ponta do bastão, e chamas eram disparadas, incinerando o anjo inteiro, até o cadáver carbonizado caísse de joelhos, e se chocasse contra o solo, até virar energia, e sumir.


-Não interessa o que pretendem fazer, vamos surrar cada um de vocês para passar. - Disse martini.