Como Matar Deuses?

11 Entry of the undead


Notas iniciais
Um capítulo rápido, sem muito diálogo.

Havia começado o combate entre anjos querubins e os humanos. Os anjos eram armados com espadas longas, semelhantes a armas medievais, cada uma possuía tamanho e formato da lâmina e suporte de acordo com a reputação que o anjo possuía. Quanto mais curvada era a lâmina, pior a reputação era.


Martini retirava o bastão do anjo e logo recebia outro, chocando a espada contra seu bastão. A força do anjo era imensa, e parecia pressionar cada vez mais o homem para baixo. Uma de suas mãos soltou o bastão, então, o moveu, de forma que o anjo caísse para o lado, devido a força aplicada, então, envolveu o metal em chamas, e chocou contra as costas do oponente. O querubin agora estava em chamas, se debatendo. As penas de suas asas queimavam rapidamente, e caíam sobre o corpo do mesmo, acelerando o processo de carbonização.
Orange, logo que o combate iniciava, jogou uma pequena esfera ao chão, que expelia uma fumaça de cor arroxeada. Afastou-se do grupo de anjos e companheiros, e ao invés de confrontá-los, desviava dos golpes desferidos pelos querubins, e analizava o estilo de luta de cada um. Volpe, furioso, avançou em direção a Metatron, não ligava para a existência dos outros ali presentes, queria matá-lo, e recuperar seu dragão. Desferia socos diretos em direção ao rosto e tórax de Metatron, que desviava sem esforço algum, nem chegando a sacar sua espada. Furioso, acrescentou pressões de ar poderosas a cada soco, visando aumentar o alcance de seus ataques, e conseguiu. Errou o soco de longe, porém, a pressão do ar lhe permitiu realizar um corte meio fundo na bochecha de Metatron.


O chão em frente aos portões do céu é constituído por um caminho de pedras brancas, perfeitamente reto, parecendo não ter fim. Algumas pessoas caminhavam em direção aos portões, seguindo lentamente pelos caminhos. Ao redor, haviam árvores, na qual as folhas eram douradas, e emitiam um brilho anormal. Matrune estava deitado debaixo de uma árvore. O traje somado com suas habilidades lhe permitia ficar invisível. Não gostava de combates, portanto, ficaria ali, até que a poeira abaixasse.


-Acabou com a brincadeira, garoto. - Metatron revidou um soco em volpe, e a força aplicada fez com que fosse arremessado em direção ao solo, afundando, resultando numa pequena cratera. Orange, estava desviando de alguns golpes desferidos por dois querubins ali perto, sacou uma pequena adaga, e, ao se abaixar, cravou bruscamente no abdômen de um dos dois. Puxou logo em seguida, e jogou-a em direção de Volpe, sacando mais uma adaga, dessa vez com um suporte bem menor que a arremessada. Volpe dispara da cratera e segura a adaga, disparando novamente em direção ao anjo. Combinou os socos com as facadas, ambos com potencialidade extendidos devido a lâmina "falsa" de ar incluída a cada movimento, o que forçava ao anjo revidar, pois era quase impossível revidar com a velocidade na qual os golpes eram desferidos. Volpe havia adquirido uma velocidade desumana, a qualquer custo e esforço desejava ter seu dragão de volta. Pressionou Metatron contra os gigantescos portões do paraíso, fazendo-os tremer, e abrir de leve. Porém, a medida que Metatron voltava a posição, e se afastava do portão, o mesmo ia se trancando.


-O portão só abre com o toque de um ser pertencente ao mundo superior, teremos de forçar os anjos para abrir os portões! - Gritou Orange.


Volpe, sem pensar, chutou Metatron em direção a barriga. Este o defendeu, porém, foi arremessado com tudo em direção ao portão, que estremecia levemente. Hankaruko confrontava um dos querubins, dividindo força contra o mesmo, o cabo de ferro da foice estava chocado com a lâmina da espada do anjo. Disparou, com seu braço esquerdo, uma rajada de energia negra, que disparou o anjo em direção a Volpe, que o segurou pelas costas, e bateu o mesmo com tudo no portão. O mesmo foi se abrindo lentamente. Hankaruko concentrou bastante energia negra na lâmina de sua foice, e a disparou em direção ao portão, empurrando-o mais para dentro, até que Volpe o abriu, um mínimo espaço que fosse.


Alguns anjos retornaram para dentro do céu, visando proteger o interior da cidade. Metatron também entrou, e voou em alta velocidade para mais fundo da mesma, e foi seguido por Volpe, que guardou a adaga em sua cintura. Logo após, Martini, Orange e Cobal entraram, esperando serem surpreendidos, porém, não haviam anjos ali, todos haviam se movido, junto com Metatron e Volpe para as partes mais importantes da cidade. Os homens começaram a explorar o local, a procura de algo. Era mais semelhante a uma cidade medieval, do que um céu propriamente dito. Haviam centenas de pessoas, almas puras que ali circulavam normalmente, como se levassem uma vida totalmente normal ali, no céu. Os tijolos das casas eram acinzentados, meio brancos, dando aparência de velhos. Haviam algumas fontes, e poucos prédios, as casas predominavam. O local era realmente enorme, porém, era perceptível que era o andar mais fraco do céu. Uma densa névoa esbranquiçada impedia que vizualizassem o fundo do local. Matrune entrou logo após, desfazendo o dispositivo de invisibilidade de seu traje, porém, mantia o capacete para total segurança.


Hankaruko guardou sua foice, prendendo-a as costas, enquanto entrava no céu. Ao pisar dentro do local, percebeu uma grande instabilidade em sua energia. Seus companheiros puderam notar pela grande quantidade de energia negra que se esvaía de seu corpo, parecendo diminuir bastante, assim como seu braço esquerdo.


-Parece que vai ser difícil ficar aqui dentro por muito tempo - Disse o ceifador, suspirando.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.