Mafia.

O podre da sociedade; os odiados, temidos por toda a sociedade, eles são a escória. Fortemente armados, tirando vidas de cidadãos comuns por mera diversão.A máfia está no poder nesse momento. Uma incessável guerra de famílias ocorria na Itália, talvez, o maior conflito armado no país desde a ditadura nazista.

Eles se encontravam em uma pequena quebrada, armados com fuzis, planejando invadir a sede da família Lanzini, sua rival, iam todos pelos fundos, eram os homens classe A da Crivellaro, toda missão importante que a família enviava, seus nomes estavam na lista de convocados.Adentravam a mansão dos Lanzini com cautela, se escondendo pelo explêndido jardim, cada homem atrás de um arbusto, procurando seu alvo por uma das janelas.


Charlie era o primeiro a disparar, seguido dos disparos dos outros 8 colegas, todos certeiros; peito, cabeça, garganta. Membros importantes da Lanzini estavam morrendo, um a um.


- Heh, fácil como sempre. — Dizia Lucas, com tom irônico. Muito ruim.

Lucas era atingido no ombro e logo caía para trás, os Lanzini saíam do interior da mansão fortemente armados com escopetas e pistolas magnum, iam disparando em direção ao jardim, mesmo sem saber onde todos os Crivellaro estavam posicionados.


- Recuar! - Gritava Charlie, corria muito, enquanto seus amigos eram atingidos. Dois.. três.. sete.. oito.


Estava quase chegando na mansão da família, uns quarteirões antes, via fumaça, muita fumaça, algo estava em chamas. Era a mansão da família.Abria as luxuosas portas com um pouco de dificuldade, então, ficava pasmado com a cena dali.


Estavam todos mortos, a mansão totalmente destruída, os andares de cima todos incendiados, alguns vultos estavam em sua frente, no centro do hall em ruínas, em meio as mesmas. Charlie precisava se aproximar.


Escondido em meio aos destroços, não queria ser descoberto tão facilmente, era possível descobrir quem eram os causadores daquela tragédia pelo brilho em suas mãos direitas. O anel da elite da família, os melhores lutadores, possuidores de poderes demoníacos nunca antes adquiridos por um humano comum.


- Já sabemos aonde está, Charlie. Devia ter escondido melhor sua presença. — Dizia Matrune em tom calmo.


Charlie se revelava, meio trêmulo, ainda sem acreditar em tudo aquilo que via, não podia ser, aquilo não devia ter acontecido.- O q-que vocês fizeram? Porque tudo isso?! — Indagava o atirador.


- Acabou essa era de seguir ordens do 9º, agora começaremos a agir sozinhos. — Respondia um deles, estava com a manga esquerda de seu terno rasgada, seu braço totalmente ensanguentado, era quase que impossível ver seu rosto, pois estava coberto pelos seus longos cabelos negros, apenas seus olhos vermelhos eram perceptíveis.


- Então... Deixe-me unir a vocês, sou um bom atirador, não erro uma! — Implorava Charlie, ainda tremendo, assustado.


- Se você fosse um convocado, já teria sido avisado do plano, não precisamos de você. — Respondia Orange em tom calmo, sentado em um equipamento eletrônico gigantesco, meio impossível de enchergar devido as chamas que o cobriam, aparentava ser um robô.


De repente, uma espécie de circunferência se formava em baixo de Charlie, possuia coloração alaranjada, algumas chamas iam saindo do centro do círculo e indo em direção aos pés do homem, começando a cobri-lo de chamas. Ele se desesperava, gritava, enquanto morria carbonizado.


- Heh, fácil, como sempre. - Dizia Martini, com tom de voz irônico, de seu indicador, cintilava uma pequena chama, estava controlando o fogo que havia matado Charlie.


- Agora, vamos sair daqui, já chamamos muita atenção queimando esse lugar de merda. - Dizia Volpe, deitado entre os destroços, com cara de tédio.


- Vamos.