Como Matar Deuses?
2 Hidden Fortress.
2 — Hidden Fortress. Já havia escurecido, e as chamas da antiga mansão estavam sendo apagadas pelos bombeiros italianos.
Os seis homens estavam caminhando pelas sombras em direção ao aeroporto, ambos tranjando ternos chiques, e Orange carregando uma maleta prateada, pareciam apressados. Rumavam em sentido ao galpão velho do aeroporto.
- Vamos usar aquela velharia de merda? — Indagava Volpe, com um ar tedioso, seu terno estava aberto, bagunçado.
- Já disse que não é uma velharia, está em ótimas condições. — Orange respondia, com um olhar de pouco caso.
Todos adentraram o hangar, e subiram no jatinho, acomodando-se nas luxuosas poltronas, forradas por um tecido vermelho-escuro, assim como todo o chão. Rumavam em direção a Grécia.
A viagem foi rápida, demorando, aproximadamente uma hora e meia. Saíam do aeroporto e disparavam em direção a uma área isolada do local.
- Finalmente, lar doce lar. — Martini estava no meio do grupo, estralando o dedo, criando pequenas chamas na ponta de seu dedão, como se fosse uma vela.
Chegaram até uma pequena elevação, com vegetação rasteira apenas, seguido de uma majestosa árvore, cujo as folhas cor marrom produziam uma enorme sombra sobre a elevação, protegendo-a dos castigantes raios solares.
No centro do tronco havia um círculo escuro, uma espécie de fenda dimensional. Todos adentraram a fenda, indo parar em um lugar completamente diferente de qualquer outro visto por olhos humanos. O chão, o céu e o horizonte possuíam uma coloração preta, com algumas manchas roxas se movimentando constantemente, dando a sensação de infinito. Se perderiam no \'nada\', se não fosse a imensidão de árvores fantasmagóricas \"flutuantes\" naquele chão camuflado, que parecia subir, outra elevação; havia algo sendo coberto por árvores, porém era possível enchergar algumas torres de pedra.
Subiram o caminho, passando pelas árvores, chegando a um castelo, localizado próximo ao topo, mas não ficando sobre o mesmo. Adentraram o lugar, e subiram as escadas, cada um rumando em sua direção, entrando em quartos diferentes.
-Hum, não sei porque deixamos nossas coisas aqui... Isso torna o trabalho mais cansativo. — Matrune se sentava em sua cama de pernas cruzadas, fechando os olhos e meditando.
Hankaruko abriu a porta desgastada e entrou em seu quarto. Por dentro, a porta estava em perfeitas condições, lustrosa, parecia anos mais nova que a versão do lado de fora do lugar. O quarto possuía uma coloração vinho, tanto o tapete, como as paredes; era amplo, com alguns pilares enfeitado com mármore marrom-imperial. Não havia mobília nenhuma no local, exceto por um pequeno armário em um canto distante, e uma luxuosa poltrona de madeira, o estofado era de um tecido nobre, de cor vinho também.
Sentou-se na poltrona, esticou as pernas e as cruzou. Ficou observando um quadro gigante, que cobria a parede em sua frente inteira, retratando uma guerra de anjos e demônios em uma planície desértica; o céu escuro, e os demônios em maior número.
Uma katana estava apoiada em um dos pilares. Ficou ali parado, fitando a pintura, enquanto movimentava os dedos enfaixados de sua mão esquerda. Orange foi o único que não entrou em nenhum dos quartos nos andares superiores, pelo contrário, desceu até as masmorras, que eram usadas como seu laboratório. Retirou seu terno, e vestiu seu macacão verde, que utilizava em seus trabalhos como cientista / engenheiro, colocou os óculos e fazia alguns reparos em algo que estava em sua maleta, parecia ser um dispositivo.
- Temos até amanhã a tarde para descansarmos e nos prepararmos, já é o suficiente para terminar isto.
Do lado de fora daquela dimensão, a noite já havia engolido o local, num silêncio sufocante.
Fale com o autor