Como Enlouquecer Um Vampiro
57 Capítulo 57 - A incrível jornada Parte II
PVEDWARD
As coisas estavam tensas aqui em casa, muito tensas, a algumas horas a mente de Charlie começou a clarear e agora o ouço perfeitamente, isso só dizia uma coisa, bella estava muito longe para proteger a mente do pai, isso era ruim, o fato de Rose e Tânia estarem com ela não significa que bella e minha filha estejam protegidas. Nesse momento esperávamos Alice, ela e Jasper estavam quase chegando.
-rastreou o celular da bella?- perguntei, da outra vez que ela sumiu foi através dele que a encontramos.
-mudamos para cá e bella nem tem mais celular, nem Rose nem Tânia levaram os delas. — ele respondeu sentando-se, eu só me perguntava porque bella não me avisou, ela tinha a obrigação de me contar afinal de contas é minha noiva que praticamente fugiu com minha filha.
-mesmo que bella tivesse, acredito que ela teve tempo de planejar isso direitinho e mesmo assim não levaria celular. — disse Esme, minha mãe estava além de preocupada, chateada com bella e suas travessuras. — dessa vez ela passou dos limites.
-passou mesmo. — pela primeira vez bella estava realmente encrencada, pois até Charlie concordou que ela exagerou dessa vez. — vou encontrá-la e terei que ter uma conversa franca com ela. — isso não lhe agradava, mas sabíamos que era necessário por freios em bella.
-mas sabe que não vai adiantar. — disse Emmet. — bella trouxe isso pra sua nova vida.
-isso o que? — perguntou Charlie curioso, respondi antes que Emmet estragasse tudo.
-quando nos transformamos trazemos pra essa vida algo que sobressai na nossa personalidade. — falei e ele acenou concordando com a cabeça. — Rosalie trouxe a vaidade, Emmet a alegria e despreocupação além da força. — Emmet estufou o peito quando falei isso, revirei os olhos pra essa anta e continuei. — a enorme intuição de Alice se transformou no seu dom, Esme ama os outros com muita facilidade, tem um instinto materno muito grande, Carlisle trouxe a bondade e a preocupação para com o próximo.
-estou com medo de saber o que a bella trouxe. — Charlie estava assustado. — e você?
-sempre fui muito atento, muito observador, isso me trouxe o dom de ler mentes.
-em outras palavras muito sensível. — disse Emmet me interrompendo.
-eu acredito firmemente que bella trouxe pra essa nova vida todos os seus defeitos. — falei e sentei-me de frente para Charlie. — pense comigo, bella ao acordar qual a primeira coisa que ela fez?
-perguntou por Charlize e depois saiu correndo sem motivo algum, só pra brincar. — ele respondeu me entendendo.
-Alice disse uma vez que quando e se bella se transformasse teríamos que treinar e montar um exército para controlá-la, acho que já deveríamos ter feito isso. — infelizmente Alice estava certa, outra vez.
-o que Tânia trouxe pra essa vida? — Charlie perguntou a Kathy, eu não disse nada, mas Kathy estava mais que interessada em Charlie.
-acho que Irina ou Eleazar pode responder melhor. — falei interrompendo o que Kathy iria dizer sobre Tânia, que só pra constar não eram coisas legais.
-Tânia trouxe o espírito de liderança, é uma líder nata além de muito perspicaz. — respondeu Eleazar. — essa infantilidade que ela tem apresentado nos últimos tempos acredito ser influência da bella.
-você não pode afirmar isso. — falei chateado, ele não pode dizer que bella influencia alguém de séculos de existência.
-claro que não, mas tenho observado seu comportamento depois que foi convidada a ser madrinha da bebê, é uma Tânia mais leve, menos ranzinza e mal humorada.
-acontece que tivemos uma infância difícil, em resumo não tivemos uma infância como toda criança merece. — falou Irina que permanecia até então calada. — Tânia é a que passa mais tempo com bella, está sempre presente em todas ações que bella faça, ou quase todas, enfim, talvez ela tenha achado graça nas coisas imprudentes que a bella faz e resolveu fazer o mesmo, por diversão. — e deu de ombros.
-isso não justifica tal mudança de comportamento. — interferiu Carmem. — a verdade é que depois que bella e Charlie apareceu nas nossas vidas Tânia assumiu uma postura totalmente diferente, não temos mais uma líder.
-talvez seja a hora de perceber que Tânia não tem que ser responsável por vocês, já são bem grandinhos pra aprender a tomar conta de si mesmo, já pensaram que ela tem o direito de mudar quando bem entender? — a coisa ficou feia agora, Charlie ficou bravo e achou impertinente o comentário de Carmem.
-a responsabilidade vem em primeiro lugar. — retrucou Carmem. — ela é nossa líder e não está agindo como deveria.
-e como ela deveria agir? Recusar o convite e não ser madrinha de Charlize? Recusar meu convite de casamento e viver eternamente em função de vocês? — Charlie disse e levantou-se, bloqueei seu caminho antes que ele chegasse até Carmem.
-mantenha a calma, não adianta brigas nesse momento. — falei demonstrando mais tranqüilidade do que realmente sentia.
-estou calmo. — estava nada, ele estava parecendo um touro bravo. — brigas não vão resolver ou mudar essa situação, mas não pensem que podem falar mal de alguém que não está aqui pra se defender.
-não é falar mal, é a verdade, tem que admitir que sua bebê de eternos vinte e quatro anos é sim capaz de influenciar alguém como Tânia a ponto de fazer o que ela quizer, bella é um perigo. — segurei Charlie outra vez e olhei firmemente para Carmem.
-perigoso vai ficar se você não sair daqui. — falei a ela, meu amor furacãozinho não é um perigo, eu acho.
-vamos parar com essa briga AGORA. — Carlisle em segundos havia colocado ordem na bagunça, para o desgosto de Emmet que estava louco pra ver uma briga, ele tinha certeza que Charlie iria bater em Carmem e eu arrebentaria Eleazar que iria tentar defender sua companheira, só na mente dele mesmo pra sair essas coisas. Alice não demorou a chegar e corri até ela.
-o que você viu? — ela me olhou entediada.
-sabem que não posso ver bella, porque raios ainda estão parados aí?
-e iríamos pra onde? — perguntei inconformado.
-pra onde vocês acham que bella foi? — Alice perguntou sentando-se no sofá.
-onde está Jasper? — Carlisle perguntou.
-está na casa da bella, verificando se ela ou Tânia deixaram algum vestígio de onde poderiam ter ido, ele também queria ter certeza que ela levou o Istrépinho junto.
-já olhei a casa toda, duvido que ele encontre alguma coisa, achamos que bella tenha ido atrás dos malditos brinquedos dela em Massachusetts, era onde morávamos antes de ir pra Forks. — respondeu Charlie e Alice sorriu largo.
-elas foram de carro porque a neném ainda não tem passaporte, se vocês forem espertos pegam um vôo e chegam antes que elas, podem pegá-las na entrada da cidade. — respondeu Alice confiante.
-você viu isso? — perguntei curioso e esperançoso, isso com certeza vai dar certo.
-não, mas é bem óbvio, antes de chegar já liguei no aeroporto e reservei as passagens, mas Charlie não irá. — agora fiquei confuso.
-vou sim. — garantiu Charlie, Alice segurou suas mãos e sorriu maliciosa.
-Edward, Emmet e Carlisle irão, você ficará porque bella precisa de um susto, de um choque de realidade, eu tenho um plano. — disse sem nem pensar sobre qual seria esse plano.
Embarcamos eram oito horas da noite, tudo o que eu queria era ter bella em meus braços outra vez, e minha filha também, precisava conversar com ela, ela não pode fazer esse tipo de coisa e terá que entender isso.
-elas devem estar tão perdidas. — falei suspirando, espero que tenham levado casacos quentes para Charlize.
-perdidas ficarão quando voltarem, terei que tomar uma atitude quanto a imaturidade de Rosalie. — disse Carlisle, essa pequena travessura delas poderia e ainda pode terminar de forma trágica se não conseguirem controlar bella caso ela queira se alimentar de algum humano. Eu sei, bem no fundo eu sei que elas devem estar encrencadas e assustadas por aí.
PVROSALIE.
-UHULLLLLLLLLLLL — ouvi mais um grito de bella, a olhei la em cima e ela sorria super animada, me deu um tchauzinho e eu respondi enquanto ninava a bebêzinha.
-você não está com sono hein? — perguntei carinhosamente a ela, mas ela não me olhou de volta, só encostou sua mãozinha no meu rosto e disse através do seu incrível e singelo dom "mamãe vai cair", sorri largo pra ela. — vai sim. — mesmo sabendo que bella não iria se machucar eu queria ver o tombasso que ela vai levar. Ela e Tânia.
-UHULLLLLLLLLLLLL — ouvi os gritos dela e de Tânia e olhei para cima, seus cabelos estavam um horror devido ao vento, não fui junto pra não estragar meu cabelo e aproveitei pra segurar a neném. "Você quer que a mamãe caia?", olhei bem pra esse anjinho que eu segurava de forma protetora.
-claro que não meu anjo, mas é sua mãe, então é bem óbvio que isso vai terminar em confusão. — apesar de pequena, Charlize é muito inteligente e deve aprender desde cedo o tipo de mãe que terá. A arrumei no meu colo e me encostei num carrinho enferrujado, de forma que pudéssemos ver bella e Tânia na montanha russa enferrujada e quase mais velha que eu que havia ali, fiz uma aposta com bella e perdi.
4 HORAS ANTES
Na beira da rodoviária havia um parque de diversão abandonado, caindo aos pedaços e as duas insanas queriam que eu parasse para brincarem um pouco, claro que eu não quis, além de perder tempo, aqueles brinquedos nunca iriam funcionar.
-não seja tão má e perversa Rose, o que custa você parar por alguns minutos? — disse bella resmungando e me encarando pelo retrovisor, sua expressão estava chorosa, fazendo beicinho e seu lábio tremendo, eu não mereço isso.
-isso está abandonado a anos duvido que funcione algum desses brinquedos. — falei.
-eu sei que bem no fundo do meu humilde coração morto que eles funcionam. — ela disse colocando a mão sobre o coração, revirei os olhos.
-isso vai nos atrasar, e você quer os brinquedos em suas mãos o quanto antes, lembra? — eu tinha a impressão que argumentar com bella era um caso literalmente perdido.
-façamos o seguinte. — ela disse animada e eu quase entrei em pânico. — você estaciona o carro e eu e Tânia iremos ver se algum deles funciona, se não tiverem funcionando seguimos viagem. — eu tinha certeza que nenhum daqueles objetos enferrujados funcionavam, então não havia motivos pra parar.
-não. — disse de maneira firme que não dava margens a discussões, mas estamos falando da minha futura cunhada.
-faço uma aposta, se você perder paramos no parque assombroso. — nisso ela tinha razão, parecia aqueles parques antigos de filmes de terror, não que isso fosse um problema.
-e eu se eu ganhar? — isso a pilantra não havia dito, ela pensou por alguns segundos e sorriu maliciosamente, essa não.
-se você ganhar faço o que quizer, até voltamos pra casa se você preferir. — parei o carro na beira estrada rapidamente, eu iria ganhar e essa viagem sem pé nem cabeça iria terminar logo, me virei para trás alegremente e encarei a futura perdedora.
-aposta aceita. — falei e estendi minha pra ela, nosso aperto de mãos selou nosso desafio. — qual é a aposta?
-uma pergunta, se você acertar a resposta você ganha, se errar o que provavelmente vai acontecer, você nos leva até o parquinho dos horrores. — ela não foi muito modesta, pensei um pouco, meus séculos de vida me dão vantagem sobre o oponente, bella adora história e com certeza a pergunta será sobre isso, essa aposta já estava ganha.
-qual o tema da sua pergunta? — ela sorriu animada.
-história. — sorri largo pra ela, eu sabia que iria ganhar.
-e qual a pergunta? — perguntei, não há nada sobre a história que eu não soubesse. Essa é uma das poucas vantagens de ser assim, alisei meus cabelos com a ponta dos dedos e aguardei sorrindo.
-quando completei seis anos de idade o papito me deu um presente único. — meu sorriso morreu imediatamente. — que presente foi esse? — ignorei o risinho idiota de Tânia e retruquei.
-você disse que a pergunta era sobre história.
-e é, sobre a minha história de vida. — ela disse e suspirou profundamente, depois olhou para Charlize em seu colo e lamentou. — um dia bebê vou te contar sobre minha vida e você verá o quanto já sofri, aí conheci seu pai e tudo ficou cor de rosa. — depois me olhou impaciente. — estou esperando a resposta Rose.
-eu não sei a resposta. — falei com certa dificuldade, ela havia trapaceado de uma forma que não me deixava argumentos, me virei me arrumando em meu lugar e acelerei o carro em direção aquela praga de parque. Ela, Tânia e charlize estavam todas sorrisos e eu espumando de raiva. — a propósito, o que ganhou de Charlie? — perguntei assim que parei o carro no dito parque.
-não sei, eu era pequena e não lembro. — bella disse e saiu do carro com a filha, o cachorro e a cadela da Tânia. E eu fiquei ali me perguntando se algum dia eu conseguiria conviver com bella e sua estranheza.
AGORA...
Agora estou aqui esperando elas saírem daquele brinquedo, quatro horas e elas ainda não tinham enjoado dele, quando chegamos aqui elas foram verificar se algum funcionava, era bem óbvio que estavam estragados, mas Tânia resolveu mexer na montanha russa e fez uma gambiarra que a fez funcionar, respirei fundo pensando porque raios não voltávamos logo pra casa ou seguíamos viagem, era entediante vê-las naquele vai e vem. Saí dali e fui até o carro, coloquei a neném deitadinha no banco de trás e peguei a ração do Istrépinho, ele deve estar com fome, depois arrumei o mamá da neném e a peguei novamente no colo, sentei-me no carro e a alimentei, mas ela não parecia estar com fome.
-VAMOS EMBORA LOGO. — gritei pra elas e ignorei os resmungos, a monta russa parou e elas desceram emburradas, até onde eu saiba não sou babá delas e mesmo assim preciso manter a ordem. Duas desmioladas isso sim.
-Rose venha aqui, estou enroscada. — bella disse, a analisei e vi que sua blusa estava enroscada numa ponta solta de ferro, revirei os olhos, por mim que a rasgasse. — ai Rose é minha blusa preferida, pelo menos uma delas.
-e porque Tânia não a ajuda? — perguntei irritada.
-Tânia é meio desastrada, você é mais delicada. — sorri enorme, adoro ouvir elogios, novamente coloquei a bebê deitadinha no banco de trás e fui socorrer minha cunhada, ela havia enroscado a blusa de tal modo que era só rasgando mesmo, segurei a pontinha e puxei.
-rasgou só um pouco. — falei observando o estrago, em resumo a blusa já era, que pena, pensei ironicamente.
-outra desastrada, isso que dá elogiar só pra agradar. — resmungou bella. — cadê minha Charlize?
-está no carro, vamos? — falei e elas concordaram, mas continuavam emburradas, vi que Tânia parou de andar e olhei pra saber o que foi agora, mas ela olhava seriamente em direção ao carro, sua expressão me deixou alarmada e eu segui seu olhar, havia um vampiro parado ao lado do carro e este segurava Charlize no colo. Cheguei retesar o corpo ao ver a cena, era um pesadelo.
-oh meu deus. — sussurrei apavorada e andamos cautelosas até ele, bella também já havia percebido que um vampiro de olhos vermelhos segurava sua filha.
-não faça nada a ela ou não sairá daqui com vida. — ameaçou Tânia e o vampiro sorriu sarcástico.
-os volturi adorariam saber que estão criando híbridos. — ele disse sorridente, era só o que faltava.
-entregue-a . — falei seriamente e ele negou, ele não parava de sorrir e isso estava me deixando nervosa, o que direi a Edward? A Charlie e o que será de bella se algo acontecer a neném?
-me dê minha filha AGORA. — bella estava séria e não foi um pedido seu, ele negou outra vez. — por favor, está me deixando assustada segurando ela. — bella suplicou e ele diminuiu o sorrisinho.
-sabe, a imortalidade lhe deixou mais maravilhosa do que já era. — abri a boca em descrença, como?
-eu sei disso, mas antes quero minha filha. — disse bella e foi até ele que não hesitou e entregou e bebê, senti-me mais leve depois disso e corri para o lado de bella.
-porque não vai embora. — sugeriu Tânia também ao nosso lado, pelo menos isso, ela é boa lutadora e isso nos dá certa segurança, já que bella não entende nada de lutas.
-não sem antes saber, como você teve uma filha híbrida? E bella...cadê meu abraço? — ele disse alegremente e abriu os braços, bella se enfiou ali com Charlize e tudo.
-lhe conto tudo, vamos com a gente e no caminho a gente conversa. — O QUE? Meu carro não é comunitário.
-claro, a propósito. — ele disse e nos olhou. — sou James, amigo dessa pentelha aqui. — disse fazendo um cafuné em bella.
-nem os apresentei, essa é Tânia Denalli, minha futura madrasta e essa é Rosalie Cullen, minha futura comadre e futura cunhada. — bella disse animada e seguiram em direção ao carro, bella não fechava a boca, eu e Tânia nos encaramos completamente perdidas e os seguimos de ombros baixos e desoladas. ESTOU PAGANDO TODOS OS MEUS PECADOS COM A BELLA.
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