Como Enlouquecer Um Vampiro

58 Capítulo 58 - O fim da incrível jornada.


PVB


Eu adoro desenhos animados, faz tempo que não tenho tempo de me sentar tranquilamente e assistir fineas e ferbs ou o pikachu, fala sério, mesmo sendo mãe, quase esposa e filha tenho meus direitos, tenho o direito de sentar em frente a tv e não fazer mais nada, não que eu faça muita coisa, mas enfim...eu sei que tenho direito. Observei minha bebêzinha, ela estava deitada no meu colo e dormia feito o anjinho que ela é, sugava um de seus dedinhos que chegava fazer barulhinho, mas sei que não era fome, só mania.
-o que acha bella? — perguntou Rose, a olhei e ela me encarava pelo retrovisor aguardando uma resposta para uma pergunta que eu não tinha a mínima idéia qual era.
-acho ótimo. — respondi tranquilamente e voltei a cuidar do sono de Charlize, mas eu nunca tenho sossego mesmo.
-então bella. — disse James. — se você diz que tudo bem, então aceito. — agora eu fiquei alarmada, céus o que eu havia feito?
-desde que você se comporte e não me faça passar vergonha. — falei seriamente, que não seja nada grave, eu pedi internamente.
-ele vai ser o par da Kathy, ou de Irina, estará a altura e tenho certeza que saberá se comportar como um perfeito cavalheiro. — disse Tâniadrasta animada, ha então era esse o assunto, respirei aliviada.
-claro que vou me comportar, mesmo não vivendo em um clã e não ser muito social eu sei agir como um cavalheiro. — falou James, ele não parecia ofendido.
-tenho certeza disso, mas...e se Kathy ou Irina não aceitar ele como par? — perguntei confusa, afinal não queria que James fosse desprezado como um desgraçado infeliz e amaldiçoado vampiro.
-elas vão aceitar e se duvidar é capaz de saírem no tapa na disputa por James. — disse Rose delicada como sempre.
-eu não pensei que quando transformasse seu pai as coisas iriam seguir por esse caminho. — refletiu James. — sabe, você engravidar, ele se casar, tudo aconteceu muito rápido e agora formarão um único clã.
-porque diz isso? — perguntei confusa, não queria que fôssemos um único clã, e se assim o destino quisesse seria o clã Swan.
-oras, você se casando com Edward entrará para o clã dos Cullen's, seu pai entrará para o clã dos Denalli ao se casar com Tânia. — não gostei.
-claro que não James, Tânia será uma Swan e Edward também, é o sobrenome do papito que vai se sobressair. — tentei explicar, ele é legal e meu amigo, mas verdade seja dita, é meio burrinho.
-não é bem assim que as coisas funcionam. — ele disse lentamente. — ainda acho que o resultado disso será uma enorme confusão, já que ninguém irá abrir mão de um sobrenome.
-mas vai sim. — disso eu tinha certeza. — Tânia seguirá o marido, não é Tânia?
-sigo com muito orgulho, serei a senhora Swan e nada me faria mais feliz que isso. — wow que coisinha mais fofa essa, cheguei suspirar emocionada e Rose revirou os olhos.
-isso é um problema a menos, já Edward seguirá a esposa, que sou eu, todo mundo fica feliz. — falei satisfeita e James riu alto, lhe dei um tapinha e o barulho foi mais alto que o riso dele. — cala boca James, vai acordar ela. — falei brava, ele quase acordou minha Charlize, ela se remexeu mais não acordou, olhei feio pra ele.
-e você quase quebrou meu braço. — ele retrucou e eu não consegui esconder minha indignação.
-qual é, você é um vampiro, só um tapinha desses não faria tal estrago. — retruquei de volta.
-e você é uma recém criada, portanto, tem três ou quatro vezes mais força que eu. — ops, essa foi mal.
-desculpe. — pedi humildemente, eu sou assim, se erro eu me desculpo. — mas da próxima vez não faça barulho para não acordar Charlize.
-da próxima vez? — ele perguntou e deu um riso baixo, viu só como ele aprende rápido?
-nunca se sabe. — falei dando de ombros. — mas me diga, o que fazia por aquelas bandas? — achei o máximo nós nos cruzarmos outra vez, eu achei que os volturi tinham acabado com a raça dele.
-caçando, então senti o cheiro de vampiros e fui ver quem era. — respondeu observando Charlize.
-sabe James, eu gosto muito de você. — falei sinceramente e ele me olhou aparentemente satisfeito. — mas se tivesse feito algo a minha filha, eu mataria você, nunca mais me de um susto daqueles. — ele me olhou compreensivo.
-desculpe, eu não sabia quem ela era e só queria arrumar um pouco de confusão, mas não faço mais, juro. — ele prometeu.
-acredito em você.
-obrigada, mas... — e ficou quieto, eu pra variar já me remexi inquieta de curiosidade.
-o que foi? — Tânia perguntou preocupada se virando para trás. — teremos companhia?
-que companhia? — perguntei confusa e porque James estava remexendo o nariz? Será que Charlize soltou um pum? Nada de mais, ele não precisa ficar assim, eu não senti nada, às vezes é porque eu sou a mamãe dela.
-Bella. — Rose falou impaciente. — James nos contou que é um rastreador, onde estava com a cabeça que não ouviu? — ela não precisa brigar comigo, eu não ouvi porque estava entretida observando meu bebê dormir.
-espero que em cima do pescoço. — falei e passei a mão no pescoço, realmente minha cabeça estava ali, mas a garganta estava ardendo de novo, mas que droga, e agora como vou caçar se meu papito não está aqui? Eu jamais pediria a eles, seria muita humilhação, péssima idéia essa viagem, e pra piorar é que a idéia foi minha, mas Rose e Tânia também tem culpa, elas não deveriam ter me incentivado.
-ninguém merece isso. — resmungou Rose. — e então James?
-acho que estão encrencadas. — ele disse. — o cheiro são dos Cullen's.
-como sabe disso? — perguntei admirada, será que é Edward, mas e o papito?
-porque são cheiros semelhantes aos de Rosalie.
-como assim? Achei que tivéssemos cheiros diferentes. — disse Tânia parecendo preocupada, o que será agora?
-e tem, mas depois de conviver muitos anos com os mesmos vampiros, os cheiros ficam parecidos, pelo menos pra mim que sou um rastreador.
-e o que você rastreia? — perguntei curiosa, ele me olhou estranho, muito...muito estranho e respondeu.
-lontras. — entortei a cabeça para o lado, depois para o outro mais perdida que nunca.
-lontras? — perguntei pra ter certeza de que ouvi direito, ele confirmou com a cabeça comprimindo os lábios.
-e porque você rastreia lontras? Nada contra, o nariz é seu e você rastreia o que quizer, mas...porque não vampiros?
-já chega. — Rose disse brava. — acontece que vieram atrás de nós, Charlie conhece a bella como a palma da mão, com certeza imaginou pra onde iríamos e vieram atrás de nós, estamos ferradas.
-eles não fariam isso. — falei convicta. — afinal sem a fadinha eles ficam perdidinhos da silva e a minha fadinha está nesse momento no outro lado do mundo fazendo tchaca tchaca na butchaca com o Jasper.
-Alice é mais esperta do que parece, não se engane com aquela baixinha. — a forma como Rose se referiu a Alice me fez crer que ela a ama a irmã, só não demonstra.
-são eles, tenho certeza. — disse James. — são três e todos Cullen's.
-o papito teria vindo junto, então não são eles. — teimei com James, meu papito jamais ficaria em casa enquanto outras pessoas me procuram, nunca que ele ficaria em casa sem ter notícias minhas e deixaria os outros fazerem o trabalho dele de papito.
-não importa quem veio. — resmungou Rose chateada. — o que importa é que daqui a pouco vou ouvir uma bronca federal de Carlisle, com certeza ele veio junto.
-calma Rose. — falei meigamente pra ela. — não fique estressada se não da rugas. — e dei uma piscadinha pra ela antes que ela me xingasse, já que sei que não tem como ela criar rugas, se assim o fosse pela idade dela ela estaria parecida com um repolho.
-também senti o cheiro deles. — disse Tânia, eu murchei, estávamos quase chegando na cidade dos brinquedos e agora já era, acabou-se o que era doce. Olhei tristemente meu bebêzinho dormir, ela parecia bem a vontade no meu colo, fiquei triste porque queria que ela ficasse com meus brinquedos, e agora além de ficar de castigo pela fulga ainda vou ficar sem brinquedos, digo, ela vai ficar sem os brinquedos. Rose diminuiu a velocidade do carro e estacionou já na entrada da cidade, era madrugada e não havia movimento nas ruas, parecia tudo normal.
-ali estão eles. — disse Tânia e eu olhei, mais a frente do carro estavam parados Carlisle vulgo sogro, Emmet e meu lindo namorido, ele olhava para mim, seu olhar parecia preocupado. Abri a porta do carro e saí ajeitando Charlize no meu colo, andei tranquilamente até eles com a maior naturalidade, afinal eu não tinha feito nada.
-oláaaaaaaa. — cantarolei animada, Carlisle estreitou os olhos pra mim, Emmet acenou com a mão e Edward abriu aquele sorriso perfeito de fazer o coração disparar, lamentei ele não bater mais, mas eu sabia que seria assim.
-olá pirralhinha. — disse e suspirou aliviado, veio até mim dando-me um beijo e depois pegou Charlize no colo, foi como se a tivesse sacudido porque ela acordou rapidamente, para então sorrir grande, inocente e sem dentes para Edward, ela havia sentido sua falta. — olá minha vida. — ele sussurrou todo babão para ela que deu um risinho e encostou sua mãozinha no rosto dele, a fuxiqueirinha já estava contando tudo, céus eu tenho que ensinar a ela que não pode contar tudo o que vê e o que ouve por aí.
-Isabella. — me chamou meu sogro, ele estava chateado por alguma coisa, imitei o sorriso de Charlize, os dela comovem porque os meus não? Xii... ele fechou a cara pra mim. — porque você saiu sem avisar? — ops parte dois.
-mas eu não tenho a obrigação de avisar a você aonde eu vou, quem tem a obrigação é a Rose, qualquer coisa, culpe ela. — falei e apontei o dedo pra loira brava que estava saindo do carro, afinal ela é filha dele, eu serei a sua futura nora, só isso.
-culpar-me uma ova. — ela disse super hiper mega brava. — a idéia foi dela Carlisle. — corri e fiquei grudada em Edward, ele passou um braço por meus ombros me acomodando melhor, mesmo que já estivesse bom ali.
-Rosalie, não precisa falar assim com a bella. — Edward me defendeu e eu mostrei a língua pra Rose. — afinal você tem séculos de existência e poderia ter dito não, mas você não disse e também não avisou ninguém pra onde iria, nem para seu marido que estava super preocupado com você.
-estava? — perguntou Emmet confuso. — e como foi às compras Rose? — ele disse meloso.
-foi ótima Emmet. — ela disse e o cumprimentou de forma bem indecente, cheguei fechar os olhos para não ver, mas antes coloquei uma mão sobre os olhos de Charlize, credo com a Rose, quanta indiscrição em uma só pessoa, quanta perversão...
-está espiando bella. — Edward disse baixinho e eu que abri meus olhos sem perceber voltei a fechá-los, nem comentei nada e preferi calar-me.
-quem é o vampiro que está com vocês? — perguntou Carlisle assim que o momento pegação deles terminou, eu sei por que deduzi, mas não estava espiando de novo, juro que não estava.
-ele é James. — respondeu Edward meio tenso. — foi ele quem salvou bella duas vezes e que transformou Charlie.
-e é ele que será disputado fervorosamente entre Kathy e Irina para ser o par no casamento do papito e por falar em papito cadê ele? — perguntei encarando Edward, quero meu papito porque preciso de comida urgentemente, a coisa estava piorando a cada minuto passado.
-Charlie não veio, mas não sabemos por quê. — disse Carlisle encarando James, este por sua vez parecia tranqüilo e me olhou sorrindo ao perceber que eu o olhava, retribuí animada e Edward me abraçou mais apertado, como eu amo meu vampirinho gregolândia.
-claro que sabemos, a Alice disse...
-a Alice não disse nada. — Carlisle interrompeu a frase de Emmet.
-a Alice não estava viajando com Jasper? — perguntei confusa.
-estava, mais depois que alguns familiares sumiram sem dar notícias ela teve que voltar. — sorri enorme para Carlisle, ele deve estar estressado por alguma coisa e está descontando em mim, mas eu entendo perfeitamente, pois quando o papito ficava estressado no trabalho ou por falta de sexo...espera aí...nem assim ele descontava em mim, deixei meu sorriso morrer, adeus sorriso.
-porque Charlie não veio com vocês? — falou Tânia que estava ao lado de James. Eu sabia que se ele não veio foi porque não deixaram, sinto cheiro de aventuras em procura do papito.
-talvez devêssemos sair por aí procurando por ele. — falei super animada e só ouvi um...
-NÃO. — todos eles gritaram assustados e Charlize riu, seu risinho parecia como uma musiquinha de tão encantadora que era, mas eu não achei graça no grito deles, me diga uma coisa: Pra que tudo isso criatura? Era só uma busca pelo papito perdido, o que de tão ruim poderia acontecer?
-temos que voltar e pelo visto você vai com a gente. — resmungou Edward encarando James, estou sentindo uma leve tensão no ar, mas não tem porque, afinal é só o James sorrindo enorme para Edward, ai quanto amor tem nessa família, cheguei suspirar emocionada.
-Rose, você leva a Charlize? Preciso caçar. — pedi, não tinha jeito, eu não agüentava mais essa queimação dos infernos, sai pra lá capeta. Ela me olhou animada, nem parecia estar brava como antes.
-claro bella. — e veio até nós, Edward deu um beijo carinhoso em Charlize e disse.
-eu te amo meu bebê e da próxima vez que sua mãe resolver sair em alguma aventura eu vou junto. — o olhei surpresa, ele deu de ombros. — se não pode controlar bella então junte-se a ela. — acabei rindo, ele parecia meio inconformado.
-tchau meu anjinho banguelo. — falei dando um beijo em Charlize, ela riu. — se cuide e qualquer coisa me avise.
-eu cuido dela, vou voltar de carro e os outros podem ir correndo mesmo. — Rose parecia não gostar de andar com o carro cheio de vampiros, em seguida saiu falando com Charlize, Emmet a seguiu parecendo um cachorrinho.
-quando chegarmos em casa conversamos. — Edward respondeu a algum pensamento. — agora bella precisa caçar.
-preciso mesmo. — concordei e ele saiu me puxando pela mão, depois começamos a correr e novamente me bateu medo, e vergonha, pois eu não agüentava mais a queimação na garganta e teria de contar a Edward sobre meu pequeno problema com a caça.
-Edward. — chamei quando paramos no meio de uma floresta, eu não tinha a mínima idéia de onde estávamos, ele parecia concentrado em algo.
-diga meu amor. — falou vindo para o meu lado e passando os braços por minha cintura.
-hum...eu tenho que te contar uma coisa. — falei hesitante. — mas só conto se você jurar nunca contar pra ninguém.
-pode confiar em mim e me contar qualquer coisa, será minha esposa e confiança é tudo. — desviei meus olhos dos seus e respirei fundo tomando coragem.
-eu não sei caçar. — ele me analisou um pouco e disse.
-é que você é uma recém criada, mesmo assim parece ter um ótimo controle... — droga, ele não havia entendido, o que há com as pessoas que nunca entendem de primeira aquilo que eu digo? Eu falo grego pro acaso?
-eu não sei caçar porque tenho medo dos bichos. — falei e ele se calou, se eu estivesse correta, o que geralmente estou, sua expressão estava gritando: Mas que porra é essa, enlouqueceu? — diga alguma coisa, qualquer coisa. — pedi já que ele não falou mais nada.
-bom...talvez você não tenha encontrado um ritmo, caçar é algo natural para nós, não tem manual e instruções, é puro instinto. — ele falou com certa dificuldade, ainda incrédulo.
-então eu sou a primeira vampira a ter medo do próprio alimento, eu tenho medo deles. — falei baixinho e morrendo de vergonha, estava com vergonha porque isso era vergonhoso mesmo.
-oh meu amor furacãozinho, e como faz pra se alimentar? — agora ele estava confuso, pra mim que achei que essa conversa não podia piorar...
-por isso pedi pra que você nunca conte a ninguém que eu não sei caçar, é que...da primeira vez o papito caçou pra mim. — ele engasgou com algo, deus não leve meu Edwardzinho, pedi mentalmente.
-e agora você quer que eu cace pra você e que nunca, em hipótese alguma conte a alguém, seja quem for. — ele falou meio confuso, acenei com a cabeça e ele respirou fundo. — qualquer coisa que meu amor quiser, é só pedir. — falou carinhosamente e eu quase pulei de alegria. — então fique bem aqui, mas não saia daqui. — falou sério.
-vou ficar aqui, e você vai aonde? — será que ele vai me deixar aqui sozinha na escuridão?
-vou caçar um bichinho bem gostoso só pra você. — falou fazendo carinho no meu rosto, ai ai ai, era muita areia pro meu pobre e enferrujado caminhãozinho. — não demoro e não saia daqui. — avisou novamente e saiu correndo sumindo entre as árvores. Eu não sabendo por que, dei de ombros pra mim mesma e sentei-me no chão, espero que ele não demore muito, a ardência era algo bem incômodo pra mim, mas o jeito é se acostumar, pois pelo visto é algo que faz parte do vampirismo, faz parte dessa nova vida.
Enquanto ele não chegava me pus a pensar em algo sério, muito sério, porque razão, causa ou circunstância o papito não veio com eles? O que será que ele está fazendo agora? Só sei que não foi uma boa idéia sair sem avisar ninguém, muita irresponsabilidade da minha parte, detesto fazer algo e depois me sentir culpada e o pior, arrastei Rose, Tânia, minha bebê e meu cachorro nessa aventura, mas tudo o que eu queria era ter meus brinquedos de volta para dar a Charlize, não era pedir muito, mas eu tinha que ter avisado, mas se eu os avisasse não me deixariam ir com o pretexto de que sendo uma recém criada tenho que manter distância da civilização, para a segurança dos humanos fofinhos e cheirosos. Aí pensei comigo mesma, se o papito consegue porque eu não? Só que ele conseguiu caçar logo de cara, eu não. Sorri para mim mesma, ele sempre foi papito de família e com a cabeça no lugar, ambicioso e inteligente sem nunca se tornar mesquinho e hipócrita, já eu...acho que não tenho o que dizer, minha perfeição eu puxei dele. Ouvi uns barulhos e me levantei rapidamente, que seja Edward, que seja Edward...e era meu lindo vampiro segurando um leão. Mas só um?
-desculpe, na pressa para não deixá-la muito tempo sozinha, trouxe só um, mas se precisar de mais eu busco, só acho difícil encontrar outro desses. — ele disse apontando pro bicho, impossível não sorrir.
-obrigada. — agradeci. — agora pode se virar, é que se ficar me olhando eu travo e não consigo nem morder. — ele riu e se virou de costas, se afastou do bicho e ficou quieto. Eu me aproximei devagar do bicho e me ajoelhei ao seu lado. — obrigada deus pelo leão de cada dia, pelo sangue fresco desse bicho que irá me alimentar, amém. — e cravei meus dentes no...mas que merda, mordi no lugar errado.

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