Como Enlouquecer Um Vampiro
52 Capítulo 52 - Caçadora implacável.
Notas iniciais
Obrigada.
Bjksss.
PVB
Ai ai ai ai ai...como dói minha garganta, arde, queima, parece que tem uma brasa atravessada nela, tadinha da minha garganta.
-vamos caçar. — concordou Edward, sua voz era tão perfeita, sua brancura era tão, mas tão branca, quando abri os olhos e o vi admiti pra mim mesma aquilo que eu já sabia, mas preferia inverter a situação para me valorizar mais, fui eu quem tirei a sorte grande por conhecer alguém como Edward e ser amada por ele, já ele havia entrado num mato sem cachorro e tudo o que sabia era que eu tinha alguns pequenos probleminhas com minha personalidade um tanto...calma.
Eu não queria abrir os olhos, meu coração não batia e eu tinha medo de acordar morta, tinha medo de alguma coisa ter dado errado com minha filha, tinha medo de tantas coisas, eu queria mudar, queria me tornar mais responsável nessa minha nova jornada, queria cuidar e educar Charlize com todo o amor e carinho que ela merecia, queria ser a melhor mãe que já conheceram e tinha medo de falhar, por isso não quis abrir meus olhos e me deparar com uma nova realidade, eu nem respirava com medo de chamar a atenção dos outros, eu queria ter um tempo pra mim organizar meus pensamentos agora que aquela coceira infernal havia passado, a princípio achei que Edward havia jogado pó de mico em mim ao invés de injetar seu veneno, mas confiei em seu amor por mim e percebi que era coisa da minha cabeça, ele jamais faria isso. Ouvia vozes suaves me chamar, vozes encantadoras, pareciam músicas cantadas por anjos, eu sabia que era a minha família, minha enorme família que aguardava meu retorno ao mundo dos mortos, uma única frase quebrou toda minha concentração distraindo-me até da ardência em minha garganta.
-já que a bella não vai acordar, irei sozinho. — era o papito me testando, usando e abusando da minha curiosidade infinita, mas ele esqueceu que agora as coisas mudaram. Levantei-me rapidamente e disse a ele que nunca mais iria cair em seus joguinhos, no momento em que levantei-me pude ver absolutamente tudo ao meu redor.
O papito era a reencarnação da beleza em forma humana, digo...vampírica, um sorriso contido em seus lábios dizia-me que tudo estava bem e que havia saído como o planejado, caso contrário ele não estaria sorrindo. Logo atrás dele estava minha fadinha, minha melhor amiga com um sorriso enorme de boas vindas, ao seu lado Jasper estava sorrindo também, mas parecia querer proteger Alice de alguma coisa perigosa, ele pode contar comigo para o que for. Emmet estava mais distante de todos e me olhava receoso, quase com medo, me olhava de canto e desviava os olhos, seja o que for que tenha acontecido nesses dias a culpa não foi minha, foi de Rose, tenho certeza disso. Carlisle me olhava atento, mas mantinha um sorriso suave, Esme me olhava admirada, devo estar gostosa pra caralho, mais do que já era. Os outros nem me preocupei em narrar, mas pareciam que estavam em zona de guerra, como se houvesse algum perigo por aqui. Num cantinho do quarto estava um pacotinho bem pequeno, parecia um pacote de presente, ao redor um pouco de poeira, que gente mais porca essa, a é, o quarto é meu, ou seja, que marido mais porco fui arrumar.
Falando em marido, ali estava o homem de fazer qualquer mulher tremer, suspirar, ficar com as pernas bambas e dizer faça o que quiser comigo, um olhar admirado, um sorriso de fazer parar o coração, se ele ainda batesse, os olhos de um dourado tão lindo que parecem enfeitiçar, prender, me perdi um pouco nesse olhar e me perguntei se eu merecia alguém como ele e pela primeira vez na vida a resposta não me agradou, eu não merecia, teria que crescer como pessoa, amadurecer como mulher, mesmo assim jamais desistiria, ali estava um homem que eu sempre lutaria para manter ao meu lado, ele não era como os outros, compará-lo a um homem comum é até pecado, um homem desses jamais seria considerado comum, e eu nunca fui mulher de desistir de nada, muito menos do amor da minha eternidade. Mas acima de tudo isso tinha alguém ainda mais importante que ele e que o papito juntos.
-cadê a Charlize? Quero vê-la. — falei enquanto o papito me abraçava, senti uma tensão no ar ou foi impressão minha?
-você precisa se alimentar antes, é para a segurança dela. — ouvi a voz de Edward e o encarei lhe secando de cima a baixo, oh delícia, mas ele tinha razão, jamais colocaria minha filha em risco mesmo não entendendo como eu faria isso, só estava com a garganta insuportavelmente ardendo.
(...)
Era a hora da caçada, Edward me levou até um local seguro para os humanos e me instruiu em como eu deveria fazer, era bem simples, eu sentiria o cheiro do bichano e atacaria, parei e me concentrei nos cheiros ao meu redor, o cheiro que bateu em mim chegou me fazer perder os sentidos por poucos segundos e quando voltei a mim estava diante de uma onça pintada, puta que pariu, ele deveria ter me dito que andar por aí sozinha poderia ser perigoso, ela me encarou e se preparou para me atacar, céus e agora o quê que eu faço? Olhei para os lados em pânico e percebi que estava sozinha e que alguém corria em minha direção, eu sentia o perigo, pois estava cercada de inimigos, pensei rápido e fiz o que sempre fiz durante a minha vida e pelo visto farei durante minha morte.
-PAPITOOOOOOOOOOOOOOOO — gritei enlouquecida por socorro, como Edward teve a coragem de fazer isso comigo? Não sei o que houve, mas a onça correu pra longe de mim, ou seja, o que se aproximava é extremamente perigoso, a ponto de espantar uma onça.
-bella o que foi? — virei-me e vi Edward todo preocupado, meu lábio tremeu e ele correu até mim me pegando no colo, eu estava muito assustada e tudo por culpa dele.
-como pode me deixar sozinha com um bicho enorme daqueles? — disparei meio trêmula e me agarrei nele, estava escuro e tudo era muito assustador, mesmo eu vendo absolutamente tudo.
-está assustada? — perguntou incrédulo, mas porque?
-claro que estou, temos que sair daqui o quanto antes algo espantou o bicho, estamos em perigo. — falei em pânico e histérica e ele me olhou super preocupado, até que enfim a ficha caiu.
-bella...você está... — ele mal respirava, bom, já que ele não toma uma atitude tomo eu, desci do seu colo e rapidamente o ergui nos braços, em segundos eu corria desatinada pela floresta escura carregando Edward, eu estava o levando para longe do perigo.
-me agradeça quando estivermos em segurança. — pedi de forma urgente correndo e observando ao redor, estava muito silencioso e o inimigo poderia estar a espreita, de vez em quando eu dava uma olhada nele pra ter certeza que estava tudo bem, mas ele estava risonho e animadinho, então ta.
Corri até nossa casa verificando se não estávamos sendo seguidos e respirei aliviada ao perceber que estava tudo na santa paz, parei em frente a nossa casa e Edward desceu do meu colo parecendo segurar o riso.
-apreciou a corrida? — perguntou-me.
-claro que não, poderíamos estar mortos agora, como pode ser tão irresponsável? — perguntei incrédula, ele tem séculos de vida a mais que eu ele deveria ser mais responsável que eu, o que é lógico.
-bella o que aconteceu? — chegou Alice e disparou, atrás dela vinha toda a trúpede, era impressão minha ou estavam rindo?
-ai fadinha você nem imagina. — lamentei enquanto os outros riam. — fomos perseguidos e se EU não tivesse tomado uma atitude poderíamos estar mortos agora. — os risos cessaram.
-Edward, nos conte o que houve. — pediu Jasper observando a floresta assombrosa.
-encontrei bella e fomos caçar, quando ela encontrou uma onça...uma onça... — ele repetiu olhando para mim, mas porque não diz logo? — e antes que bella pudesse se alimentar algo espantou a onça, fiquei meio perdido pois não tinha percebido algum perigo, bella agiu rápido e nos tirou de lá, por isso, como vocês viram cheguei aqui carregado por bella. — ele disse me dando um abraço bem gostoso. — obrigado meu amor, como sempre muito esperta. — dei um enorme sorriso a ele e já me enrosquei nele sentindo o quanto éramos iguais, que havíamos nascido um para o outro.
-de nada meu amor, quando precisar pode contar comigo. — falei dando um beijinho nele, só parei de beijar quando ouvi um pigarro, como sempre eles não tem o que fazer. Me virei e vi o papito me olhando estranho.
-você precisa se alimentar.
-nossa, eu sabia que estava esquecendo de algo importante. — falei impressionada com minha desatenção, agora que ele me lembrou aquela queimação na garganta voltou com tudo, que horror.
-porque não vai com ela Charlie, eu vou ficar com Charlize. — disse Edward e eu fiquei triste, eu queria ver meu bebê e sabia que precisava me alimentar primeiro.
-vamos logo papito. — pedi ainda triste, eu queria vê-la, pegar no colo e lhe dar um beijinho, fazer cafuné na sua cabecinha, enrolar os cabelinhos e dizer que a amo mais que tudo.
-vamos bebê, quanto antes formos antes você estará com sua filha nos braços, até Edward você já carregou. — ele disse brincalhão, dei um risinho e me despedi de Edward e dos demais, depois saí correndo com o papito de volta para a floresta e ele foi me dando dicas pra caçar, os melhores lugares e principalmente, que não há nada mais perigoso que nós, não há uma única criatura capaz de enfrentar um vampiro o que me leva a uma conclusão óbvia: a onça havia se assustado com algum vampiro.
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