Como Enlouquecer Um Vampiro
51 Capítulo 51 - Despertar.
Notas iniciais
Bjksss.
PVE
Todos nós estávamos ao redor de bella vendo o desenrolar da cena, digo, da transformação. Se eu pudesse sentir dor eu estaria com o pescoço todo dolorido de tanto entortar a cabeça de um lado para o outro.
–Charlie... — eu comecei e parei, respirei fundo e o encarei pedindo explicações. — poderia, por favor, me explicar o que há de estranho nesse ambiente? — ele me olhou e segurou o riso, quem respondeu foi Emmet e sem rodeios.
–como assim? Não ta vendo? — perguntou com o cenho franzido. — é só a belinha sendo ela mesma.
–não é isso Emmet. — disse Carlisle um tanto sem graça e se virou para Charlie. — ela caiu e bateu a cabeça muito forte quando era criança não é? — ele mais afirmou do que perguntou.
–não, a bella nunca caiu e bateu a cabeça forte, pelo menos não a esse ponto. — disse dando um riso e balançou Charlize que resmungava, todos nós pegamos um pouco a bebê, mas Charlie nos contou o pedido de bella, também não achamos justo ela sofrer pra ter o bebê e todos desfrutarem dela enquanto bella queimava, não era bem isso que estava acontecendo.
–êita porra de coceguinha. — bella resmungou dando um risinho e se virou para o lado se acomodando pra dormir.
–precisamos de um especialista em transformação. — disse Emmet coçando a cabeça. — ou o Edward mordeu o pescoço do lado errado.
–olha Emmet, já temos a bella aqui, agora com você junto não tem condições. — Jasper disse chateado, queríamos respostas pra algo tão...BIZARRO.
–papito coça pra mim? — bella disse dando mais risadinhas e se remexendo, pra inicio de conversa ela nem deveria estar falando, quem dirá estar rindo.
–Edward segure Charlize. — pediu Charlie e passou minha filha pra mim segurar, enquanto isso ele foi coçar a bella.
Observei novamente o rostinho da minha pequena, em resumo, é a cara da bella, até os cabelinhos, mas os olhos eram tão diferentes, Charlie disse muito emocionado que os olhos de Charlize eram os mesmos que os da mãe dele, os olhos lembravam um chocolate derretido, eram lindos. Ela abriu a boquinha de sono e se mexeu acordando, permitindo ver seus belos olhos de chocolate.
–olá minha vida. — falei a ela bem baixinho, eu sorria feito bobo, ela olhou pra mim e sorriu, como se me reconhecesse, assim que ela nasceu Carlisle a examinou e descobriu o motivo para ela não ter nascido sem ajuda, Charlize, diferente de outros híbridos que rasgavam suas mães a dentadas para nascer, não possuía dentes, Charlie disse que em bella os dentes demoraram muito pra nascer, para minha surpresa, alegria e preocupação, Charlize havia puxado bella em muitos aspectos, resta saber se ela será furacãozinho como a mãe.
–mais forte. — disse bella soltando uma gargalhada, Charlize se agitou em meu colo procurando de onde havia vindo o som, a levei até bella, vendo bella rir e se contorcer com Charlie lhe coçando as costas, Charlize deu a primeira gargalhada, seguido de um choro que nos deixou em pânico, era muito triste o som de seu choro.
–shhhhhhhh, calma meu bebê, o que você quer? — perguntei a balançando pra ver se ela parava de chorar, mas ela chorava e olhava bella fixamente, eu me movia e sua cabecinha entortava mantendo bella sobre suas vistas, andei calmamente até bella e me sentei ao seu lado, ali Charlize estava bem perto de bella, e o choro cessou.
–oh meu deus, ela já ama a bella. — disse Esme emocionada, todos estavam.
–híbridos são muito inteligentes e se desenvolvem rápidos, logo ela estará correndo pela casa junto com bella. — disse Tânia dando uns pulinhos animada.
–bom, eu não sei vocês, mas já que é assim estou indo arrumar as malas, estou saindo de viagem para minha segurança e de Rose. — disse Emmet todo dramático e segurou na mão de Rose. — vamos embora daqui enquanto ainda tem tempo. — em troca recebeu um tapa de Rose. — mas o que foi que eu fiz.
–eu serei a madrinha, uma segunda mãe para Charlize, não vou sair no meio da festa. — retrucou Rose indignada com a atitude do marido.
–que festa? Tem festa e nem me avisaram? — revirei os olhos e observei bella e Charlize.
Foram três dias ouvindo risos e gargalhadas ao invés de gritos, sem dúvida alguma foi a transformação mais estranha que presenciamos, ou seja, a transformação era a cara de bella. Deixamos Charlize com Rose e Tânia na cozinha, elas ficaram lá brigando, ambas queriam segurar o bebê, mas uma teria que segurar e a outra preparar o mamá, durante esse dias ninguém segurou a bebê e hoje estão todos alvoroçados, bella acordará em pouco tempo, figurativamente falando, já que ela não sossegou esses três dias.
–o coração já parou. — falou Charlie preocupado, os risos haviam cessado e bella permanecia imóvel, todos na casa congelaram e pararam o que estavam fazendo, até Charlize ficou quietinha.
–bella meu amor, abra os olhos. — disse suavemente segurando sua mão.
Silêncio.
–vamos bella, não seja teimosa. — disse Charlie ainda preocupado que algo tivesse saído errado.
Silêncio.
–será que ela está bem? — comecei a me preocupar também, dela não saía uma única respiração.
–espero que sim, não vejo nada. — disse Alice preocupada.
–tudo bem, eu desisto. — disse Charlie parecendo frustrado, o olhamos confuso, desistir do que? — já que a bella não vai acordar irei sozinho.
–aonde? — perguntei confuso, não deu um segundo e bella estava em pé olhando para Charlie seriamente, ali, diante de todos nós estava a criatura mais perfeita que já vi, a definindo em uma única palavra: deslumbrante, o vestido preto que ela usava fazia um contraste perfeito com sua pele branca, branca como a nossa, os cabelos soltos e revoltos emolduravam seu rosto estonteante, os olhos, num vermelho escarlate assustadores, nos lábios carnudos não havia um único sorriso, nada, nada vinha da expressão seria dela, eu nunca havia visto bella tão séria.
–seja bem vinda. — a cumprimentou Carlisle hesitante, não era pra menos, nunca havíamos visto bella com a expressão tão fechada. E agora ela está mais forte que nós, espero que isso não seja um problema.
–já sou uma vampira amadurecida. — ela disse com uma voz cantada e perfeita, um timbre único. — papito, nunca mais irei cair em sua chantagens, não me pegou dessa vez, não quero saber onde irá, pode ir sem mim. — segurei o riso com todas as minhas forças, ela já havia caído na chantagem de Charlie no momento em que se levantou só pra dizer que nunca mais iria cair.
–tem razão. — disse Charlie soltando um risinho aliviado indo até ela. — está maravilhosa. — disse a abraçando.
–cadê a Charlize? Quero vê-la. — enrijecemos, não havia a menor possibilidade de colocarmos bella junto a Charlize nesse momento.
–você precisa se alimentar antes, é para a segurança dela. — disse a ela que se soltou de Charlie, ela me analisou de cima abaixo e soltou uma das suas.
–sabe Edward, você tem muita sorte de ser namorido de uma pessoa sensata feito eu, tem razão preciso caçar. — sorri pra ela que fez uma carinha boba muito fofa, lhe dei um abraço cheio de significado e só senti-me sendo jogado brutalmente contra a parede que pra variar se quebrou.
–quero ver você me pegar agora. — disse dando pulinhos e soltando seus risinhos, e simplesmente saiu correndo, pulou sobre mim e saiu pela parede quebrada, para nosso total desespero em poucos segundos bella havia ganhado a floresta escura e desaparecido de nossas vistas. Olhei para Charlie, que olhou para Carlisle, que olhou para Esme, que olhou para Jasper que olhou para Alice que olhou Charlie de novo que me olhou em pânico.
–eu disse salvem-se quem puder e ninguém acreditou em mim. — disse Emmet chateado e frustrado.
–mas que merda. — disse Charlie e correu até mim me erguendo pelo colarinho da camisa, me senti tão pequeno ali. — mexa esse traseiro branco e vamos logo atrás dela. — só concordei e saímos correndo, cada um foi para um lado, tínhamos que achar bella o quanto antes, era um recém criada que estava sobre nossa responsabilidade, mas não era só isso, ERA A BELLA CORRENDO LIVREMENTE POR AÍ, com uma força, velocidade e sentidos aguçados dos vampiros. Fazia tempo que não corria tão velozmente, meus sentidos também estavam no máximo, ouvia cada mente de minha família e onde estavam, todos, exceto Rose que estava com Charlize procuravam por bella, até Tânia procurava por bella. Eu corria, olhava e sentia, mas não havia cheiro de bella em lugar algum, então...
–oieee meu gregolândia da minha morte. — me assustei ao vê-la correndo praticamente do meu lado e parei a segurando. — está procurando alguma coisa? Se quiser posso te ajudar. — disse animada olhando em volta, suas mãos estavam cheias de mato, mas isso não importava agora.
–estava procurando por você, nunca mais desapareça dessa forma me deixou preocupado. — falei rapidamente encostando minha testa na dela, com esse gesto meu ela ficou quietinha e fechou os olhos, por garantia a mantive presa entre meus braços.
–eu sei que tenho que lhe dizer algo, mas só lembro que te amo. — isso pra mim bastava, ouvir isso de seus lábios tirou a tensão que eu sentia.
–eu também te amo meu amor furacãozinho. — falei rindo e ela me acompanhou.
–como ela é? — suspirei satisfeito e respondi orgulhoso.
–ela é a sua cara, olhos chocolate, seus cabelinhos. — falei pegando em seus cabelos, os cachos coloridos não desapareceram com a transformação, o que é muito estranho. — inteligente, esperta e logo logo estará correndo pela casa.
–ela não tem nada de você? A boca, nariz...tudo ela puxou a mim? — bella perguntou hesitante e preocupada, não entendi. — digo, ela já quebrou alguma coisa?
–até agora ela só ficou no meu colo ou no de Charlie, não quebrou nada. — disse orgulhoso.
–puxa vida, então terei que ensiná-la. — a olhei de olhos arregalados. — não me olhe assim, ela é criança e tem que brincar.
–brincar, não sair quebrando tudo por aí. — retruquei suavemente, bella sendo uma recém criada seu humor era inconstante, não quero irritá-la.
–ta ardendo. — reclamou passando a mão no pescoço, esse gesto me distraiu e eu aproximei-me mais ainda dela dando-lhe um beijo terno, agora, somos da mesma espécie, isso já me da idéias.
–to com cede gregolândia. — falou manhosa e eu dei um riso, pelo menos agora sei qual era meu apelido.-porque gregolândia? — isso eu não sabia.
–oras, como porque? Você parece um deus grego que veio da gregolândia. — falou como se fosse óbvio. Segurei sua mão e disse temeroso, receoso e nervoso, pra não dizer medo.
–vamos caçar.
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