Como Enlouquecer Um Vampiro

42 Capítulo 42 - Romance ou fogo de palha? Parte I


Notas iniciais
Oieeeee povo da minha vida.
Esse post é um cap. especial da Tânia, conhecer o outro lado de um personagem que vai aparecer mais de agora em diante.
Serão dois capítulos com o pv dela, o outro já está pronto e postarei ainda hoje.
Nesse não tem lemons, só no outro.
Espero que apreciem sem moderação o lado safado do nosso adorado papito.
Bjksss.

PVTÂNIA

Confesso que não esperava que a belinha fosse me convidar pra ser madrinha do bebezinho, justo eu que a tratei tão mal. Quando soube que ela estava grávida e que iria se casar com Edward fiquei em puro choque, em Forks eu achava que era apenas um romance sem futuro, que ela e Edward eram diferentes demais para que seu relacionamento seguisse adiante, e não é de Edward que estou falando, é de bella, ela é completamente diferente de qualquer humano que eu já tenha conhecido através dos séculos, fica triste sem motivo e fica alegre quando deveria ficar triste, ela é toda ao contrário.

Saí da casa dos Cullen's me sentindo sem rumo, eu precisava pensar em um jeito, qualquer que fosse pra tirar bella da vida de Edward, mas eu sabia que não conseguiria, não com Alice prevendo cada ação minha, não com Jasper analisando cada movimento meu, sem contar o fato que enfrentar o gostosão do Charlie não seria fácil, voltando um pouco no tempo...confesso que quando vi Charlie quase tive uma síncope, o homem exala masculinidade por todos os poros, os cabelos castanhos num corte baixo e levemente arrepiados, o corte era perfeito, até me imaginei presa entre aqueles braços, ui ui ui, o conheci na casa dos Cullen's quando fomos até lá com os volturi, por um momento me esqueci até da encrenca em que eu tinha nos metido, ele é alto e forte, quase do tamanho de Emmet, mas não exagerado, os olhos vermelhos que mesmo sendo um recém criado eram lúcidos e tinham um efeito devastador, vi claramente quando ele me olhou de cima a baixo com muito interesse, esse interesse sumiu quando soube meu nome, provavelmente já haviam falado de meu interesse em Edward e por sua filha ele deixaria de lado até uma mulher como eu. Uma pena, porque ele é muito gostoso, Edward arqueou uma sobrancelha para mim, por um momento havia me esquecido dele, mas agora lembrei, ele nem se dignou a falar ou fazer alguma coisa, simplesmente fingiu que eu não existia, como sempre fez.

Voltando para o presente...havia decidido que iria falar com bella e exigir uma solução pra esse problema, eu já tinha preparado todo meu discurso e acabaria com sua felicidade, sei o quanto ela é frágil emocionalmente, ainda mais estando grávida.

Fui até a casa deles, bati na porta e entrei sem ser convidada, por um momento me perdi nos olhos furiosos de Charlie, como ele fazia isso? Ele deve ser poderoso na cama, no mato...em qualquer lugar que fosse. Todo meu desejo por Edward, todos os anos em que literalmente corri atrás dele, eu só queria que me notasse, me olhasse e visse o quão bonita eu sou, que pelo menos passasse uma noite comigo, era só isso, nada mais, eu nunca o amei e ele sempre soube que minha obsessão era pura vaidade, mas se coloquem no meu lugar, viver por séculos e não conhecer o amor, como de besta não tenho nada usei de belos homens pra minha diversão e para saciarem meus desejos, que nunca foram poucos. Acho que Edward deveria ser mais condescendente em relação a isso, e ele foi, mas não comigo, ele esteve com bella antes mesmo de pedi-la em namoro e mal a conhecia, porque ela e não eu? O que ela tinha que eu não tinha? Sexo por sexo eu sei fazer muito bem. Olhei pra ela e comecei fazer meu discurso que acabaria com sua alegria, toda minha obsessão por Edward e minha preparação para acabar com esse relacionamento cairão por terra quando ela disse depois de me analisar descarada mente, naquele momento parece que ela enxergou minha alma, me senti desconfortável com seu olhar.

-se você se comportar e não falar mais do meu filho dessa maneira deixo você ser madrinha dele, se você quiser. — falou educadamente e me dando a chance de recusar, congelei onde estava.

Mas é claro que eu aceitei e tive vontade de me chutar por ter dito aquelas coisas horríveis sobre o bebê, nunca havia me arrependido tanto por minhas ações. Pra variar as Cullen's não gostaram nada de saber que bella havia me convidado para ser madrinha, desde que ela não voltasse atrás elas poderiam brigar a vontade, qual é? Se bella me convidou e eu aceitei isso não era assunto delas, apesar da briga eu me sentia muito feliz e durante a confusão eu permanecia bem próximo de bella, pra garantir sua segurança caso elas batessem em bella por acidente, ela por sua vez ao invés de ficar dentro de casa estava metida no meio da confusão, isso era algo que eu não entendia.

Depois que ela reclamou que estava com fome a delícia de vampiro que é Charlie veio chamá-la pra comer, ela saiu alegremente e antes de entrar disse a Edward que escolhesse a segunda madrinha, eu já tinha visto que ele havia chegado com Jasper, mas nem me dignei a olhá-los, eu precisava ficar atenta pra que nada acontecesse com bella e como conseqüência com o bebê também.

Edward nos olhou parecendo em pânico, bella havia soltado uma bomba em suas mãos, depois ele disse que seria Rosalie a madrinha, por essa eu não esperava, achei que ele escolheria Alice já que se dão muito bem e seu relacionamento de irmãos era lindo de ver, mas tinha que ser a Rosalie? Que ele não se dava bem? Mas apesar de tudo a minha vaga estava garantida e foi a mãe que escolheu por vontade própria, me sentia esperançosa que esse bebê trouxesse muitas alegrias pra todos nós, uma criança é sempre sinal que a vida segue seu curso e que sempre há esperança. Então eis que me aparece tudo aquilo pra acabar com a confusão que havia piorado depois da escolha de Edward.

-será que dá pra pararem com isso em frente a minha casa? — ele não estava nada satisfeito. — o bebê está agitado, não me admira que seja por causo de todo o estresse que isso está causando em bella. — até a forma como ele disse o nome dela saiu carinhosa, acredito que ele nem perceba isso, é no automático.

-vou vê-la. — falou Edward preocupado e foi até ela, meus olhos não saíam de Charlie.

-mas Charlie, eu sou a melhor amiga dela, isso é injusto. — reclamou Alice fazendo manha, Charlie deu um riso baixo e passou um braço pelos ombros dela.

-conheço essas manhas melhor que ninguém, sou o papito da rainha das manhas esqueceu? — dei um riso e ele me olhou, olha mais, por favor, olha mais, mas ele desviou os olhos para Alice, murchei.

-e eu sou a avó. — resmungou Esme, até Esme estava metida no meio da bagunça. As únicas satisfeitas era eu e Rosalie, ela me olhou com a cara fechada e eu fiz o mesmo, até parece que tenho medo dela, e vou me empenhar tanto que serei a madrinha preferida da bebezinha. Vou mimá-la e dar muito carinho, tenho certeza que ela será muito amada por todos nós, discretamente minhas irmãs estavam orgulhosas de mim, elas não brigavam por causo do posto de madrinha, mas sim pra me defender das acusações das Cullen's, até Carmem queria ser madrinha. Vê se pode uma coisa dessas?

-mas já está decido e não cabe a mim intervir. — disse Charlie. — mas ainda faltam decidir os padrinhos. — ele disse levemente animado e enrijeceu completamente quando ouvimos Edward perguntar a bella quem era sua madrinha.

-porque ficou assim? — perguntei confusa e ele olhou pra mim, ISSO.

-a madrinha de bella era a minha mãe, não é bom fazer bella se lembrar de certas coisas. — me respondeu e tirou seus de mim. Merda.

-não entendi. — eu não havia entendido mesmo.

-ela nem conhece nada da vida de bella e será a madrinha, Charlie converse com bella e a faça mudar de idéia. — pediu Alice fazendo bico e foi minha vez de perder a paciência.

-não conheço, mas vou conhecer, e usar Charlie para interferir nisso é golpe baixo, Alice você sendo tão amiga dela, deveria saber que causar preocupações a ela pode ser perigoso, nesse momento ela está bem, mas isso pode mudar em um estalar de dedos. — olhei para Charlie e falei a verdade, acredito que não conseguiria mentir olhando em seus olhos. — sou muito antiga, não é a primeira humana grávida de um híbrido que eu conheço, a gravidez dela está indo muito bem, mas isso pode mudar rapidamente, pra que incomodá-la com isso? Ela já decidiu e ninguém a forçou a isso, então aceitem. — ele me deu um leve sorriso e eu me derreti toda.

-Tânia tem razão, não se fala mais nisso, a saúde dela está acima disso. — ele falou firmemente pra elas que resmungaram, mas não tinham argumentos quanto a isso. — ela vomitou agora pouco, vou preparar algo pra ela comer, ela não pode ficar com o estômago vazio. — ele falou e foi em direção a casa. — preciso ir ao supermercado. — corri até ele tentando não parecer uma desesperada.

-tenho lentes de contato em casa e se quiser posso acompanhá-lo. — ele me olhou parecendo pensativo.

-acha que posso me controlar diante de humanos? — ele perguntou se virando pra Alice, ela se concentrou e depois fechou a cara pra mim, suspirei frustrada.

-não terá problemas com isso. — respondeu ainda de cara fechada e se afastou, Jasper correu até ela. Independente do que ela viu, se ela não gostou e olhou pra mim significa que eu vou gostar.

-só vou preparar algo e depois saímos, tudo bem? — novamente seus olhos estavam em mim, PORRA QUE HOMEM GOSTOSO. — tudo bem? — ele perguntou quando eu não respondi.

-claro, enquanto você prepara a comida da belinha, vou me arrumar e pegar as lentes. — falei animada e sorri grande pra ele, ele deu um leve sorriso e entrou em casa. Eu corri pra minha sem esperar por minhas irmãs. Entrei no meu quarto e pensei: O que vou vestir? Não queria parecer atirada demais, mais isso não seria eu, optei por uma calça jeans bem colada e um casaco também colado com um salto bem alto, me maquiei e me observei no espelho. Porque estou tão ansiosa só porque vou ao supermercado com Charlie? Pra isso eu não tinha uma resposta, peguei as lentes que só as tinha pra variar, como nossa aparência nunca muda usamos alguns acessórios que nos permitem alguma mudança, mesmo que temporária. Corri de volta para a casa dele e entrei animada, fui até a cozinha.

-como estou? — ele levantou os olhos de uma panela e me observou de cima a baixo, dei um giro pra ele ver melhor meus ângulos.

-se a idéia é causar um enfarte nos humanos, garanto que atingiu seu propósito. — falou e passou a língua nos lábios, me senti umedecer com isso. Me aproximei com falsa curiosidade pra ver o que havia dentro da panela, me senti perdida.

-o que é isso? Não parece apetitoso. — falei fazendo uma careta e ele riu alto, não segurei o suspiro, Charlie gargalhando era lindo de ver.

-é só a água que está fervendo, falta por o macarrão. — fazia tempo que não me sentia tão constrangida, murmurei um hum sem graça e me sentei quieta, isso não foi um mico, foi um King Kong. Ele deu um risinho. — acredito que já que você não come a muito tempo, não entenda sobre comida humana, estou errado? — ele ainda tentou aliviar meu constrangimento, isso era novidade pra mim, ficar envergonhada e alguém ainda mais um homem ser condescendente comigo. Fui sincera.

-o pior é que eu entendo algumas coisas sobre comida, mas não sei o que houve com meu cérebro que nem percebi que era só água fervendo. — falei enrolando uma mexa do meu cabelo com um dedo.

-isso acontece com todo mundo, ficar distraído é normal. — disse dando de ombros e colocou o macarrão na água, eu prestava atenção em cada movimento seu, apesar de ser muito forte e grandão tinha uma sensibilidade enorme ao quebrar o macarrão e colocar na água, mas ele quebrava em pedaços bem pequenos.

-porque tão pequenos? — falei indicando o que ele fazia e ele riu.

-bella gosta do macarrão assim. — isso eu entendi, se bella gosta então que seja feita a vontade dela, ri com isso.

-quer ajuda? Apesar de tudo eu sei fazer um molho. — me ofereci na intenção de continuar nossa conversa, pelo silêncio que estava no andar de cima, deduzi que bella havia dormido.

-não precisa, vou ser rápido, mesmo assim obrigado. — ele agradeceu e rapidamente fez o molho. Fiquei observando ele preparar tudo e depois se virou pra mim. — como estou? Se precisar troco de roupas. — analisei bem e contive outro suspiro, eu tenho um tombo enorme por homens, os acho as criaturas mais perfeitas que existem, são gostosos, atraentes e safados, e principalmente a maravilha que possuem no meio das pernas e que nos leva a delirar.

-está perfeito. — falei o que era obvio, ele estava sempre bem vestido e bem arrumado, ele sorriu satisfeito.

-só vou me despedir de bella. — falou sumindo da cozinha. Olhei ao redor, o cheiro de comida não era agradável, mas era suportável, voltei meus pensamentos pra Charlie, será que ele é conservador como Edward? Dessa vez eu não vou ficar me rastejando, não mesmo, mas que eu estou louca de curiosidade pra saber como será sua pegada, isso eu estou. Ele deve ser monstruoso na hora do sexo, ele sendo um vampiro jovem ainda não esteve com nenhuma vampira, quero ser a primeira.

-vamos? — ele chegou sorridente e eu concordei com a cabeça sorrindo mais que ele. Fomos em direção a garagem e em seguida saímos em direção a cidade. — como é a gestação de um bebê meio vampiro? — perguntou de repente, o olhei.

-muito complicada e perigosa tanto para a mãe quanto para o bebê, o feto não é compatível com o corpo da mãe e a mãe definha dia após dia, geralmente não resistem e acabam morrendo. — ele estremeceu. — a essa altura bella já deveria estar fraca e nem se levantar sozinha ela conseguiria, isso me surpreende, mesmo assim é bom e nos deixa otimista, mesmo assim quando o bebê nascer bella terá que ser transformada imediatamente para que não seja tarde de mais, os híbridos nascem rasgando as mães de dentro para fora, é aterrorizante. — dessa vez estremecemos juntos.

-não suporto imaginar que bella irá sofrer dessa forma. — ele tinha a voz sofrida e eu segurei sua mão.

-mas no fim, tudo vai dar certo, será muito difícil para ela, mas bella é mais forte do aparenta, não me conformo em vê-la no meio daquela confusão, brigando sem saber o motivo e reclamando que estava com fome. — ele apertou minha mão e gargalhou.

-meu bebê é todo destrambelhado, mas é muito bondosa.

-eu que o diga, não esperava que ela fosse me convidar para ser madrinha do bebê, mas confesso que estou animada com isso. — falei empolgada e ele sorriu para mim, sorte que não preciso de ar.

-e será uma ótima madrinha, e tenho certeza que poucas crianças tem a oportunidade de ter madrinhas tão lindas. — ele estava falando de mim e de Rosalie, mas quem se importa dele falar daquela coisa? Desde que também fale de mim. Sorri convencida, durante o caminho não soltei sua mão, ainda bem que seu carro era hidramático. Ele tinha um cheiro másculo e muito tentador, o observei sem disfarçar, era lindo em todos os sentidos. — porque ta me olhando assim?

-por nada. — respondi desviando meus olhos dele e olhando para frente, sério mesmo que estou babando nele? Essa não sou eu, não mesmo. — porque nunca se casou? — ele sendo tão lindo e tendo um bebê pra criar deveria ter uma esposa ou alguém que o ajudasse.

-nunca quis uma esposa ou algum compromisso sério, sou feliz assim. — respondeu dando de ombros. — e você? — como responder que eu adoro sexo e que compromisso comigo é só em sonhos?

-não achei alguém que me interessasse a tal ponto. — ele me olhou com uma sobrancelha arqueada, dei um riso e falei a verdade. — eu e compromisso não combinamos, durante muitos anos eu e minhas irmãs nos alimentávamos de seres humanos, principalmente homens, são quentes e muito fogosos, é bom transar enquanto nos alimentamos, mas depois de muitos anos nessa vida resolvemos mudar, não matamos mais humanos, só nos divertimos com eles, nosso amor por eles os mantêm vivos. — ele sorriu acenando com a cabeça e estacionou em frente ao supermercado, soltei relutante sua mão e alcancei as lentes.

-quer colocar pra mim? — falou inclinando a cabeça na minha direção, respirei fundo e me aproximei do seu rosto, coloquei as lentes meio aérea, digamos que seu rosto é uma enorme distração.

-prontinho. — falei observando o quanto havia ficado diferente, mas não menos bonito.

-fiquei bonito? Porque se não fiquei, eu as tiro e faço uma lista, você compra e eu espero aqui, não posso sair feio por ai. — disse divertido e eu soltei a verdade outra vez.

-está lindo. — ele sorriu largo.

-que bom, vamos? — só concordei com a cabeça, pelo visto ele é conservador, mas que merda, não dou uma dentro.

Entramos no supermercado e ele pegou um carrinho, grudei nele com a desculpa que se precisasse eu o seguraria pra que não fizesse bobagens, mas eu só queria estar perto dele, nem me lembro a ultima vez que fiz sexo com um vampiro, humanos são bons, mas muito frágeis e se cansam rápido.

-olha só que homem mais lindo. — sussurrou uma mulher no ouvido da outra, fingimos que não ouvimos.

-nem me fale, mas duvido que olhe pra gente com uma loira dessas do lado. — não segurei o sorriso.

-obrigado por acabar com minhas esperanças. — a outra resmungou.

-é sempre assim? — ele perguntou, não parecia sem graça pelos comentários.

-sim, então pode ir se acostumando com elogios.

-já estou acostumado. — olhei pra ele e ri.

-você é convencido. — afirmei e ele concordou com a cabeça. -agora sei de quem a bella puxou tanta modéstia. — nos seguramos pra não gargalhar e fizemos as ditas compras, ele olhava tudo, a aparência, data de validade e mais algumas coisas que eu nem entendia, como por exemplo, qual a diferença entre gordura saturada e insaturada? Pra mim é tudo a mesma coisa. Mas foi no caixa que eu percebi uma coisa, Charlie é safado e galinha.

-deu trezentos e dois dólares. — a moça do caixa disse meio embasbacada, segurei um rosnado pra essa sem vergonha, mas o que estou pensando? Ele é livre e não é nada meu, desanimei com esse pensamento.

-está aqui gatinha, só não demore muito que eu tenho pressa. — ele disse galanteador e piscou pra ela então lhe passou o cartão, a coitada mal conseguia segurar o cartão e seu coração estava tão acelerado que parecia saltar no peito, isso não ajudava no alto controle de Charlie, ele me olhou pedindo ajuda e eu murmurei por baixo do fôlego.

-ela está assim por sua causa, deixe comigo. — ele se afastou e eu percebi que ele não respirava, tomei o cartão da mão dela sem cerimônia e ela me olhou assustada, ela nem havia percebido minha presença. — tome o meu cartão e é pra hoje. — falei mal humorada e entreguei meu cartão a ela, seu medo fez com ela agisse rapidamente, digitei a senha e aguardei, enquanto isso olhei pra Charlie, ele estava chateado com alguma coisa, peguei meu cartão e saímos de lá rapidamente, só quando chegamos no carro que ele falou.

-eu não sabia que ela teria aquela reação, quase a ataquei ali mesmo. — falou encostando a cabeça no carro. — não sabia que causava essa reação nas mulheres, justo agora que nem posso tocá-las, merda. — resmungou e eu dei um leve sorriso.

-sabe que a culpa foi sua, da próxima vez as ignore, assim o coração não acelera tanto e fica mais fácil suportar. — o instruí e guardamos as compras. Assim que pegamos a estrada de volta ele disse.

-obrigado. — o olhei sorrindo.

-de nada, mas agora já sabe como deve se comportar diante das humanas atiradas. — ele sorriu concordando. — tome seu cartão e quanto ao que eu paguei nem se preocupe. — dinheiro nunca foi problemas, ainda mais quando se tem a eternidade e não precisa gastar com comidas.

-talvez eu a convide para jantar, então eu pago a conta. — não me segurei e gargalhei alto.

-e me levaria pra jantar a onde?

-onde há alguns ursos talvez. — me imaginei caçando, só eu e Charlie, me animei com a possibilidade de ter alguma coisa com ele.

-conheço ótimos lugares de caça, se quiser companhia é só me avisar.

-pode ser hoje? Preciso caçar depois do que houve no supermercado, pra não cair em tentação. — o olhei compreensiva, eu sei o quanto é difícil e o quanto ele é esforçado.

-quando quiser, não tenho muitas coisas pra fazer no dia a dia e também preciso caçar, nossa ultima viagem de caça já faz uma semana.

-eu não faz nem isso, mas preciso me alimentar com mais freqüência. — concordei e fiquei quieta, minhas mãos pinicavam de vontade de tocar nele outra vez, nem que fosse só um pouco, mas me segurei. Fiquei perdida em pensamentos e senti seu olhar sobre mim, não o olhei de volta, acredito que fico com cara de idiota toda vez que olho pra ele. Ele riu e eu ri sem olhá-lo.

-algum problema? — sua voz era carregada de diversão.

-nenhum. — não resisti e o olhei, seu olhar tinha muita malícia, ele arqueou uma sobrancelha e eu briguei com ele.

-da pra parar de fazer isso? — ele me olhou confuso, revirei os olhos. — deve saber o efeito que causa nas mulheres, pare de olhar assim, de arquear a sobrancelha assim , mas que coisa. — disse emburrada e cruzei os braços olhando pela janela. Percebi que eu havia feito merda. — desculpe-me, isso foi muita grosseria de minha parte.

-tudo bem, vou me comportar. — ele prometeu e eu olhei, gemi de surpresa e desgosto, ali estava à mesma expressão de malícia, a sobrancelha arqueada e um sorriso arrebatador em seus lábios.

-faz de propósito. — acusei e me afundei no banco do carro. Ele riu.

Notas finais
Como sabem, o próximo também será o pv de Tânia.
Um spolier só preparar os ânimos.
"-que horas saímos? - ouvi ele perguntar e lhe mostrei o dedo do meio, ainda ouvia sua gargalhada quando me aproximei de casa."
"-não obrigada. - respondi seca. Ele riu, o desgraçado estava se divertindo com a situação, mas porque isso me irritava tanto?"
"-assim não da Charlie, pare com isso. - avisei furiosa, o desgraçado me aparece sem camisa e sujo de sangue, bem sujo. Ele riu me deixando ainda mais furiosa."
"-temos tempo. - falou deslizando uma mão por minha cintura e bem lentamente foi em direção ao meio das minhas pernas..."
Bjksss.