Como Enlouquecer Um Vampiro
43 Capítulo 43 - Romance ou fogo de palha? Parte II
Notas iniciais
Bjksss.
PVTÂNIA
Fui o caminho toda emburrada, vez ou outra ele ria, assim que o carro parou eu saltei pra fora e corri em direção a minha casa.
–que horas saímos? — ouvi ele perguntar e lhe mostrei o dedo do meio, ainda ouvia sua gargalhada quando me aproximei de casa, respirei fundo, arrumei minha postura e entrei como se não tivesse dado um piti a poucos segundos.
–obrigada por nos convidar pra ir junto. — reclamou Irina, tinha me esquecido completamente delas.
–só fomos ao supermercado, não foi um passeio. — respondi naturalmente e sentei-me perto delas, Kate me olhou inquisitora. — o que foi? — perguntei desconfiada.
–você está diferente, não sei o que é, mas que está diferente, isso está. — pensei um pouco sobre isso.
–acho que mudei depois de saber que serei madrinha da bebezinha, uma criança sempre muda nossa vida. — falei sorrindo.
–a propósito, parabéns, só terá que agüentar Rosalie. — me disse Irina, sorri pra ela.
–nem perco tempo pensando nela. — não perdia mesmo.
–agora mudando de assunto, que vampirão é esse Charlie? Quase tive um orgasmo só de olhar pra ele. — fechei a cara pra Kate.
–é mesmo, lindo, gostosão, quero ele na minha cama, ou melhor, no mato, duvido que minha cama agüentaria nós dois agarrados, com certeza quebraria toda. — olhei mortalmente para Irina.
–vocês não tem o que fazer não? — perguntei estressada.
–não. — responderam juntas e caíram no riso, saí dali e me tranquei em meu quarto, fiquei horas ali olhando o teto e deixei minha mente nula, não queria pensar em nada, muito menos em um certo vampiro com um olhar malicioso e um sorriso de arrasar corações.
–Tânia? — me chamou Kate dando umas batidinhas na porta, suspirei.
–diga. — falei mal humorada e ela riu.
–Charlie está aqui, esperando você pra irem caçar. — dei um pulo da cama e corri trocar de roupa, como iríamos caçar coloquei um shorts e uma regata velha, fui descalço mesmo, eu não gosto de estragar minhas roupas por causo de caça, não sou como Alice que quando sai caçar parece que está indo a um desfile de moda. Desci com a cara fechada.
–achei que tinha desistido. — ele disse sorrindo.
–eu nunca desisto. — respondi mal humorada e olhei Kate e Irina babando nele. — não sei quando volto. — falei a elas e puxei Charlie pela mão o tirando de perto delas.
–está com pressa? — soltei sua mão e não precisei olhar pra ele pra saber que estava com o olhar malicioso.
–sim, então vamos logo, quanto mais cedo irmos, mais cedo voltamos. — respondi e comecei correr, ele me acompanhou tranquilamente.
–parece chateada, se quiser desabafar sou todo ouvidos. — até parece que eu acredito em sua bondade.
–não obrigada. — respondi seca. Ele riu, o desgraçado estava se divertindo com a situação, mas porque isso me irritava tanto? Porque me irritei com ele e com minhas irmãs? — só não estou nos meus melhores dias. — completei mais educada.
–imagino, mas estava tão animada, depois das compras ficou assim, com bella acontece ao contrário, quando vai ao supermercado fica super animada. — ele comentou.
–mas você não fica perturbando ela. — quando percebi já havia falado, merda.
–então está assim por minha causa? Mas eu não fiz nada pra deixá-la com tanto mal humor. — cínico, descarado, safado, lindo, gostoso, filho da puta. O Ignorei e continuei minha corrida fingindo que ele não estava bem ao meu lado.
Corremos em silêncio até uma montanha onde haviam ursos.
–acho que você consegue achar alguns ursos por aqui, ou quer que eu cace por você? — perguntei debochada.
–não precisa, mas se quiser sentar e esperar eu trago pra você, afinal estou lhe devendo. — falou divertido e apertou meu queixo, abri a boca pra retrucar, mas ele saiu correndo, fiquei parada estática não sei por quanto tempo, só porque ele havia pegado no meu queixo? Quando foi que virei uma idiota e nem percebi? Rosnei e saí caçar, encontrei dois ursos e me alimentei sem brincar, estava desanimada comigo mesma. Sentei-me em cima de uma pedra e fiquei pensativa, senti sua presença e olhei em sua direção, gemi frustrada e levantei-me irada.
–assim não da Charlie, pare com isso. — avisei furiosa, o desgraçado me aparece sem camisa e sujo de sangue, bem sujo. Ele riu me deixando ainda mais furiosa. — estou avisando, onde está sua camisa? — não é possível que ele estava brincando comigo.
–não tenho prática, a camisa virou trapos e eu a joguei fora, mas porque está tão estressada? — se não fosse seu tom divertido, acreditaria que ele estava curioso.
–não estou estressada. — falei mais calma e voltei a me sentar na pedra, pois o infeliz sentou-se bem do meu lado, não tinha outro lugar não? Ele estava quase encostado em mim, respirei fundo em busca de controle.
–vai me dizer o porquê está chateada comigo? Diga-me o que eu fiz. — pediu me analisando, nem eu sabia por que me irritei tanto com ele, por isso fiquei quieta e sem encará-lo. Então sem aviso prévio ele se jogou em cima de mim me prensando no chão.
–o...o que? — perguntei confusa com sua reação, mas perdi qualquer linha do pensamento quando ele me beijou deliciosamente, esqueci da minha irritação e me agarrei em seu pescoço completamente rendida, ele tinha um poder devastador sobre mim, seu beijo era diferente, não era apressado, me beijou lentamente sugando meus lábios e invadiu minha boca com sua língua, retribui mais desesperada do que pretendia, ele tinha um sabor viciante e único, suspirei em sua boca e acompanhei seu ritmo lento, mas muito intenso, acariciou meu rosto como se eu fosse quebrável, tamanho era o cuidado. — não sou quebrável. — falei entre o beijo e ele parou me olhando nos olhos, só me veio uma palavra a minha mente, deslumbrante.
–eu sei, mas eu nunca tratei uma mulher de forma rude ou violenta, não será agora que vou mudar. — falou carinhoso e voltou me beijar daquele jeito delicioso dele, percebi que ele não só beija, mas também aprecia o beijo e o momento, fiz o mesmo e acariciei lentamente seus cabelos e seu pescoço, sentindo seu corpo másculo sobre o meu, senti a tão conhecida euforia se aproximar de mim, a sensação de ter um corpo assim pra apalpar e me satisfazer, rosnei sedutora em sua boca e quando fui aprofundar loucamente o beijo, ele se afastou.
–não não, eu disse que não sou violento, não disse que deixo me dominar, é do meu jeito. — falou sedutor e eu não segurei o gemido quando ele beijou meu pescoço, segurei seus ombros fortes e os apertei, eu já estava muito excitada e me esfreguei nele, ele rosnou em meu ouvido, foi o som mais atraente que já ouvi, ele sentou-se e me colou em seu colo, só então pude sentir sua ereção em minha bunda, gemi de satisfação, aquilo sim pode ser considerado A EREÇÂO. Ele passou as mãos lentamente em minhas pernas, apertou minhas coxas de maneira torturante, passou por minha bunda sem pegar e acariciou minha barriga e cintura, realmente, ele não tinha pressa.
–você é gostosa. — falou levantando e retirando minha regata, passei as mãos em seu peito sentindo os musculos sob a ponta dos meus dedos reagirem ao meu toque, ele respirava rapidamente e beijou meu colo e pescoço, joguei a cabeça para trás sentindo o poder devastador que tinha esse homem, friccionei meu bumbum em sua ereção e ele me abraçou mais forte, eu sentia suas mãos em minha costas, as pontas dos seus dedos deslizando tranquilamente por minha pele e eu reagindo diferente a cada toque seu, eu relaxava e me excitava em seu colo, senti suas mãos deslizarem por meus braços até minhas mãos, as entrelaçamos uma na outra e voltamos a nos beijar, ele é todo sedutor, suguei seus lábios demoradamente sentindo sua textura, tão igual a outros vampiros e ao mesmo tão diferente, tão perturbador e desorientador. Ele soltou minhas mãos e foi direto ao meu shorts, abriu os botões e levantou-me rapidamente, quando sentei novamente em seu colo percebi que ele já havia retirado meu shorts e minha calcinha, eu mesmo abri meu sutiã e o tirei, estava completamente nua sentada no colo dele, sentada de lado e com minha pernas unidas, não com as pernas abertas que era o que eu queria, ele riu da minha expressão desesperada.
–não devia rir, Charlie. — saiu mais carinhoso do que eu pretendia, sua expressão enterneceu e eu me derreti toda.
–temos tempo. — falou deslizando uma mão por minha cintura e bem lentamente foi em direção ao meio das minhas pernas, as abri o mais rapidamente possível, com a outra mão ele me puxou mais para si e contornou delicadamente meu seio, mas não no bico e sim ao redor, sentindo o tamanho, deduzi, senti seus dedos deslizarem em minha entrada úmida e gemi me contorcendo, encostei a cabeça no vão do seu pescoço e deixei que ele fizesse o que quisesse e do jeito que quisesse, eu não falava, só gemia com o rosto afundado na curvatura do seu pescoço, só sentia seus dedos deslizarem lentamente pra dentro de mim e sua outra mão acariciar o bico dos meus seios que estavam muito sensíveis devido minha necessidade de senti-lo dentro de mim, me contorci quando ele movimentou seus dedos, tinha dois deles dentro de mim se movimentando deliciosamente, isso era uma tortura.
–Charlie. — gemi seu nome quando ele intensificou os movimentos, me contorci e rebolei neles, me agarrei em seus ombros sentindo a maravilhosa sensação, a sensação de um orgasmo chegando, ergui minha cabeça encontrando seus olhos, isso me deixou mais desnorteada do que estava, ele deu um leve sorriso e enterrou seus dedos fortemente, cheguei trincar os dentes, ele me beijou calmamente enquanto eu gemia e arfava, o orgasmo veio de um jeito abrasador, avassalador e minha mente desligou-se totalmente do meu corpo, fiquei quieta sentindo os espasmos percorrerem meu corpo, respirei fundo e deixei minha cabeça pender para trás, quando abri os olhos que eu nem tinha percebido que havia fechado fui recebida com seu sorriso perfeito, seus olhos brilhantes e também maliciosos, gemi outra vez, só que de desgosto.
–porque esse olhar malicioso? — sussurrei. Encostei minha cabeça em seu ombro e fiquei deslizando meus dedos sobre seu peito. Ele me deitou no chão e me cobriu com seu corpo, ele estava me analisando, mas eu me sentia muito bem pra ficar retrucando, bem demais.
–esse é o meu olhar, não posso mudá-lo, você não gosta? — perguntou distribuindo beijos carinhosos por meu rosto.
–pior é que gosto. — eu sabia, sabia que estava fazendo merda, mas como impedir? Como pará-lo se o que eu queria era que ele me possuísse ali mesmo e de todas as formas possíveis?
–gosta é? — falou malicioso, levantou-se e começou retirar as calças, me apoiei sobre os cotovelos pra não perder um detalhe sequer.
–você é lindo, perfeito. — tenho certeza que minha cara era a mais idiota possível, mas dessa vez ele não riu debochado ou convencido, ele estava tranqüilo e eu quase surtanto. Finalmente nu, finalmente o vendo como ele realmente é, sorte que não posso morrer, se pudesse teria tido um enfarto, um AVC, qualquer porcaria dessas. Charlie é incrível, perfeito em todos os sentidos, ele lentamente voltou a se deitar sobre mim que o recebi de braços abertos, braços e pernas, enlacei seu quadril com minhas pernas com receio dele sair daqui e sumir, não entendi esse receio e me senti perdida.
–se quiser que eu pare, é só falar, em qualquer momento. — ele disse beijando meus seios.
–não quero que pare, não mesmo. — até parece que sou louca de fazer uma besteira dessas, o senti passando seu membro maravilhoso em minha entrada relaxei o corpo e aguardei ansiosa ele se enterrar em mim, mas ele entrou lentamente, ele é muito calmo. — mais rápido. — supliquei em minha ânsia desesperada por senti-lo dentro de mim. Ele deu um riso.
–já disse que não tenho pressa, é diferente transar com uma vampira, não quero perder nenhum detalhe. — pelo menos sei que sou a primeira vampira que ele teve, saber que ele poderia estar com outras me deu uma raiva enorme e eu impulsionei meus quadris fazendo com que ele ficasse atolado dentro de mim, eu gemi alto e ele rosnou, o som do seu rosnado era muito erótico. Senti que ele saiu de dentro de mim e voltou com tudo, arqueei as costas tamanho era o prazer que sentia.
Ficamos por horas ali, enroscados e praticamente fundidos um no outro, depois ele permaneceu em cima de mim distribuindo beijos leves e carinhosos por meu rosto e pescoço, eu fiquei quieta, suspirando vez ou outra e lamentei quando o dia amanheceu, lamentei porque agora voltávamos a ser o que éramos antes, ele o papito da belinha, eu...eu a madrinha da bebê, sem qualquer outro tipo de contato, sem relacionamentos sérios, eu não era sua namorada e ele estava livre pra se enroscar com quem quisesse.
–acho que está na hora de voltar. — fiz o possível para disfarçar a melancolia em minha voz, acho que consegui já que ele não comentou nada.
–tem razão, tenho que preparar o café da manhã da bella. — me deu um último beijo e levantou-se me puxando com ele, nos vestimos rapidamente e pegamos o caminho de volta, corremos em silêncio, quer dizer, eu corria em silêncio, ele ficou cantarolando e assoviando vez ou outra, apesar da noite espetacular que tivemos, eu só sabia me lamentar, o desgraçado não fez sexo comigo, ele fez amor de um jeito único, sem gritos, árvores quebradas e nenhum dano, mas foi tudo muito intenso, muito prazeroso e eu queria repetir, mas não sabia se ele queria, então permaneci quieta em meu drama particular, envolvida com seu aroma e com sua presença, algum tempo depois avistamos minha casa e...E ELA ESTAVA PEGANDO FOGO.
–O QUE A BELLA FEZ DESSA VEZ. — ele disse assustado e disparou na minha frente, corri tentando alcançá-lo me sentindo confusa, o que raios a bella tem haver com isso? Chegamos e vimos os Cullen's junto com minha família, cada um olhava pra um canto, menos pra bella que estava sentadinha enrolada numa coberta tão colorida que se eu fosse humana teria quase me cegado, ela estava embaixo de uma árvore e Edward a abraçava, ela parecia tão inocente e inofensiva.
–o que aconteceu? — perguntei preocupada vendo minha casa desmoronar diante dos meus olhos.
–pegou fogo. — respondeu a anta do Emmet, isso eu estava vendo.
–mas porque pegou fogo? — perguntei impaciente e ignorei os olhares deles pra cima de mim e de Charlie, tenho certeza que cheirávamos a sexo sem contar meus cabelos que parecia um ninho de rato, os ignorei, mas percebi que Rosalie me olhava irada, sorri arrogante pra ela.
–bella acordou muito cedo e enquanto Charlie não chegava pra preparar o café da manhã ela veio dar bom dia a sua família. — respondeu Carlisle, não entendi sua expressão de pânico, mesmo assim me desesperei e corri até ela.
–está tudo bem? Não se machucou? Carlisle já examinou você? Sei que é horrível o cheiro da fumaça. — perguntei preocupada e ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas, me deu uma pena tão grande dela. Aposto que estava assustada pelo perigo que correu.
–estão me acusando de ter incendiado sua casa. — ela disse com a voz embargada e eu arregalei os olhos.
–quem? — perguntei entre dentes, sem pensar duas vezes ela apontou para o restante dos Cullen's e minha família, virei os olhando mortalmente. — o que pensam que estão fazendo?
–ela veio aqui dar bom dia e sim, ela incendiou a casa. — respondeu Eleazar.
–como? Como que ela incendiou nossa casa e um bando de vampiros não viu? — minha voz estava carregada de sarcasmo.
–resolvi fazer o café da manhã a ela e fui até a casa dos Cullen's pegar café, quando voltei ela saía correndo e em seguida tudo explodiu. — me explicou Carmem, isso é ridículo, impossível bella ter feito algo assim, olhei pra ela encolhida e se sentindo injustiçada, tadinha dela.
–não se preocupe com o que eles dizem, o que importa é que todos estão bem. — falei a ela que sorriu aliviada e já se animou.
–então não está brava comigo?
–claro que não, porque estaria? — perguntei confusa e ela se aproximou cochichando em meu ouvido.
–eu só queria ver o que acontecia e deixei ligado todos os botões do fogão, mas Carmem demorou e eu fiquei tonta com o cheiro de gás então saí correndo, mas não sei o que aconteceu depois porque tudo explodiu. — tranquei a respiração, e se tivesse alguém da minha família lá dentro?
–se tivesse algum de vocês lá dentro isso não teria acontecido, bella nem deveria ficar sozinha no estado delicado que é sua gravidez. — falei a eles que me olharam incrédulos, como puderam ser tão irresponsáveis? Poderia ter acontecido o pior se ela não tivesse saído de casa, nem quero pensar nisso. — aonde vocês estavam?
–caçando, Eleazar estava na casa dos Cullen's com Carlisle, Edward deixou bella aqui e foi até em casa buscar a cobertinha, bella estava com muito frio. — explicou Kate, olhei pra bella que baixou os olhos, tenho a impressão que a história da cobertinha era só pra distrair Edward, ele acenou concordando e eu caí no riso, fazia tempo que eu não ria tanto, bella e Emmet me acompanharam sabe-se lá porque, bella tapeou todos eles, Charlie me olhou agradecido, só não entendi o motivo.
–onde vamos morar até reconstruir a casa? — perguntou Eleazar mal humorado, retruquei sem pensar duas vezes.
–por culpa minha bella e Charlie tiveram que se mudar depois do meu chilique, acabei com a cozinha deles e agora bella nos deixou sem teto, estamos quites. — lembro muito bem da bronca que recebi pelo que fiz, na época não me senti arrependida, acredito que bella também não deva se sentir assim, esse tipo de coisa acontece, às vezes.
–acontece Tânia, que agora as coisas são diferentes, ela não pode ficar destruindo nossas coisas. — respirei fundo em busca de controle que eu nem tinha e disparei a Carmem.
–ela não vai destruir nossas coisas, isso foi uma fatalidade, liguem pra loja de materiais de construção e peçam tudo pra fazer outra casa, nós mesmos fazemos e ficará muito bem feito e mais rápido. — não sei porque ainda estão discutindo, eles se mexeram e foram até a casa dos Cullen's fazerem as ligações, não sei pra que tudo isso, nós nem dormimos, não comemos nem nada parecido.
–desculpa pelo que fiz. — bella pediu baixinho, olhei pra ela e sorri grande.
–estávamos mesmo precisando de uma reforma. — só não disse que era uma pequena reforma e não construir outra casa, ela não precisava se preocupar com isso, pode fazer mal a ela e ao bebê, foi à vez de Edward me olhar agradecido, e eu aqui boiando.
–os demais vão ficar na nossa casa, não sei se você vai querer também. — Rosalie deixou claro que não havia lugar pra mim na casa dela, dei de ombros, eu não me importava com essa merda, não sinto frio, fome e nem durmo, nem preciso de um teto.
–pode ficar lá em casa. — disse bella olhando feio pra Rosalie, congelei no lugar, eu morar sob o mesmo teto que Charlie, ISSO.
–é bem vinda lá, se quiser. — olhei pra ele e lá estava aquele sorrisinho malicioso dele, sorri enorme pra ele.
–não vou incomodar? — fiz um charme básico e ele riu sibilando.
–você não me incomoda, não mesmo. — e saiu em direção a sua casa, saí correndo atrás toda animada.
–tem certeza? Afinal bella precisa de tranqüilidade e privacidade. — eu não poderia ignorar a parte mais importante disso tudo, o bem estar dela. Ele sorriu.
–obrigado por defendê-la. — ah, então está aí o motivo do seu olhar agradecido, dei de ombros, não estou acostumada a receber agradecimentos e isso me deixa sem graça, ainda mais vindo dele. — ganhou alguns pontos comigo por causo disso. — então mordeu meu lábio diante dos outros, olhei direto pra bella que estava de olhos arregalados, ele me deu um selinho e continuou seu caminho pra sua casa, olhei e Rosalie e Alice me olhavam com a cara fechada, qual é? Elas já têm seus companheiros e eu e Charlie somos livres, mas eu não conseguia me mover, se eu soubesse que um incêndio me faria dividir o mesmo teto que ele, eu mesma teria tacado fogo em minha casa, sorri alegremente pra bella e saí correndo atrás de Charlie, santa belinha.
Percebi que estava me apaixonando por ele, o choque dessa afirmação me deixou desnorteada, mas ao invés de eu parar de correr eu acelerei, me sentia perdida, isso não poderia acontecer, só senti uma porta batendo com tudo na minha cara. A porta se espatifou. Eu nem vi que já chegado na casa dos Swan. Olhei confusa e vi Charlie me olhando um tanto chocado.
–duas bellas eu não aguento. — falou indicando os restos da porta, sorri sem graça. Dei um passo para trás pensando se deveria correr e evitá-lo ao máximo, mas ele foi mais rápido e me puxou para um beijo com direito a língua e tudo, não sei porque, mais resolvi ficar. Mentira, sei sim. Por ele.
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