Como Enlouquecer Um Vampiro

41 Capítulo 41 - Segunda Madrinha e...Toníco?


Notas iniciais
Agradecendo a todas as leitoras pelo incentivo, elogios, sugestões e até mesmo as críticas, já passamos dos dois mil reviews e trinta e uma recomendações, valeu mesmo e obrigado por fazerem da fic um sucesso.
Bjksss.

PVB

Sentei-me à mesa pra comer as maravilhosas madleines que só o papito sabe preparar, o cheiro estava ótimo e elas ainda estavam quentinhas, mas eu tinha que tirar uma dúvida.

-porque elas estavam brigando? — isso era algo que não entrava na minha cabeça, escolhi Tânia pra ser madrinha de Charlize e quando as outras ficaram sabendo simplesmente surtaram, eu nem sabia que vampiras poderiam surtar.

-acontece que todas querem ser madrinha do bebê. — sorri com a forma carinhosa com que ele se referiu ao meu filhote. — só que somente duas serão as escolhidas.

-na verdade uma, a outra será Tânia. — o corrigi e comecei comer soltando um gemido de satisfação, meu gemido se transformou num som estranho, eu havia engasgado e comecei tossir, o papito correu me socorrer dando leves tapinhas nas minhas costas.

-calma bella, já vou dar um jeito nisso. — ele falou aflito, mas a coisa havia entalado dum jeito que eu nem conseguia respirar e comecei ficar tonta, céus não posso morrer, tem tantas coisas que ainda não fiz, como por exemplo, escrever um livro, fazer uma tatuagem, enlouquecer alguém...e então o ar retornou aos meus pulmões, salva pelo papito, outra vez. Como não tinha outro jeito ele me virou de pernas pra cima e deu mais umas batidas nas minhas costas, a coisa caiu no chão e eu respirei fundo ainda tossindo enquanto ele me colocava sentada na cadeira. — como se sente? A machuquei? — dei um leve sorriso a ele, como se pudesse existir alguma forma de alguém como ele me machucar, ele me ama tanto que passa por cima de todo e qualquer princípio em prol do meu bem estar.

-estou bem. — falei baixinho e com a voz falha, fiz careta pras madleines. — viu papito o que elas fizeram? — falei magoada apontando pra forma em cima da mesa.

-não as faço mais. — ele prometeu e eu me senti alarmada.

-mas eu gosto de comê-las. — falei e peguei mais uma.

-mas coma devagar e coloque pequenos pedaços na boca. — ele disse fazendo bico dei um risinho e concordei. Acabou que comi duas e meu estômago embrulhou.

-acho que vou vomitar. — falei e ele rapidamente me levou até o banheiro mais próximo, dito e feito, vomitei tudinho e me senti exausta depois. — chame Tânia, gostei da massagem que ela faz nos pés, acredita que ela tem a mão levinha? — falei enquanto ele me levava para meu quarto e me acomodava na cama. Ele sentou-se aos meus pés e retirou meu tênis.

-acha que fez o certo em convidar Tânia pra ser madrinha da bebê? — ele estava preocupado, tadinho do meu papito, eu odiava deixá-lo preocupado.

-não sei, mas você mesmo me disse muitas vezes que o que falta pras pessoas é oportunidade, ninguém é gentil com quem só a maltrata, é instintivo, temos que dar a chance dela mostrar que pode ser diferente, que ela pode deixar essa obsessão por Edward para trás, quero que meu bebê venha ao mundo e seja criado da mesma forma que eu, com muita tranqüilidade e muito amor. — eu não sei o que eu disse demais porque ele estava de olhos arregalados. — o que foi? — já me preocupei.

-nada só...só fiquei orgulhoso de vê-la falar assim, tão madura, quanto cresceu e eu nem vi? — disse risonho e eu caí no riso.

-não fique esperançoso achando que vou mudar milagres não acontecem papito. — falei rindo e me controlei. — o bebê está agitado.

-não é pra menos, já volto. — me deu um beijo na testa e sumiu da minha frente, nessas horas percebo o quanto sou lenta. Passado algum tempo Edward veio até mim, já me animei.

-quem você escolheu? — falei dando umas batidinhas ao meu lado pra ele sentar. Ele suspirou e me olhou enternecido.

-escolhi Rosalie. — não me surpreendi com isso. — ela sempre quis ter filhos, sempre foi seu sonho e ela está tão mudada depois que soube da sua gravidez, nosso filho trouxe boas mudanças pra todos, agora me explique porque convidou Tânia?

-cadê o papito? — mudei de assunto rapidamente, ele sorriu.

-está lá colocando ordem na bagunça, piorou depois que escolhi Rosalie. — dei um riso.

-elas parecem adolescentes neh? Nós somos os pais, nós é que devemos escolher. — falei o óbvio.

-sua madrinha quem é? — perguntou curioso deitando-se ao meu lado e depois ficou rígido.

-o que foi?

-nada, mas me diga o que pretende fazer em relação ao enxoval? — ele estava desviando a pergunta que eu fiz e a que ele próprio perguntou, o que ele perguntou mesmo? Ele me olhou sorrindo aliviado, eu hein?

-quanto ao enxoval, vou encomendar os melhores tecidos pra fazer as roupinhas. — falei sonhadora e ele caiu no riso. — ai Edward, me diga logo porque está rindo? — falei meio desesperada pela curiosidade.

-é mesmo Edward. — olhei e vi Emmet entrando no quarto todo desesperado. — belinha você precisa controlar isso, ele tem a mania de rir e não contar o motivo. — falou acusatório e eu olhei Edward de olhos arregalados.

-pode contar AGORA por que está rindo. — exigi, fiz bico e cruzei os braços emburrada.

-é que você disse que queria todo o enxoval feito artesanalmente e agora vem dizendo que quer comprar os melhores tecidos, precisa decidir o que fazer. — ele disse rindo e eu revirei os olhos.

-e por acaso você quer que eu saia por aí catando bicho da seda pra eles começarem o processo desde o início? É bem mais prático encomendar os tecidos e mandar fazer as roupinhas. — será que só eu via o quanto sou esperta e prática? Praticidade é praticamente meu nome do meio.

-é isso aí belinha, meu irmão é bem lento às vezes. — Emmet concordava comigo, acho que ele é tão inteligente quanto eu. Edward teve outra crise de risos, não tendo mais o que fazer ri junto sendo acompanhada por Emmet, agora eram dois idiotas e uma esperta rindo a toa, o único que sabia o motivo estava entre os idiotas. Seu riso cessou tão rápido quanto começou.

-Emmet desapareça daqui. — ele disse e Emmet saiu rindo, ele me olhou malicioso. — me acha mesmo um idiota? — falou baixinho e deitou-se sobre mim que já me animei. — nem se anime, pode ser perigoso para o bebê. — jamais faria algo que fosse perigoso para meu bebê.

-mas sexo não faz mal, faz bem. — falei arteira e passei as mãos por seu cabelo.

-pode ir parando por aí, adoro seus carinhos, mas não vamos passar disso por causo do bebê. — falou dando um beijo no meu pescoço. — amo você. — esqueci até das minhas birras.

-eu também, amo muito. — falei dando um beijo carinhoso no meu vampiro. Ele deu um riso baixo e muito atraente. — se quer que eu me controle precisa parar de fazer isso. — falei emburrada, como posso não pensar em sexo com ele fazendo isso? Aposto que é de propósito.

-só um pouquinho. — ele confessou, falei que era de propósito.

-não seja assim, sabe que não posso ficar nervosa, faz mal a mim e ao bebê. — bingo, rapidamente ele se sentou e me olhou concordando com a cabeça. — quero massagem nos pés. — falei e os coloquei no seu colo e ainda mexi os dedinhos. — poderia me dizer por que raios Emmet me trouxe abacaxi ao invés de jaca? — perguntei repentinamente, isso era algo que me deixava com a pulga atrás da orelha, figurativamente falando, já que não tenho pulgas, quem tem é o Istrepinho, bom mais nem ele que é cachorro tem, eu é que não vou ter, percebi que Edward me olhava curioso.

-respondendo sua pergunta, Emmet trouxe abacaxi, porque foi a única coisa que encontrou, ele não é a pessoa mais atenta do mundo e não quis voltar de mãos vazias. — me enterneci com isso e suspirei quando ele começou massagear meus belos e incríveis pezinhos. — você não é muito modesta. — ele comentou e eu o olhei chocada.

-por deus Edward, como pode falar isso de mim? Modéstia é praticamente meu nome do meio, pra te falar a verdade meu nome deveria ser Isabella Praticidade Marie Modéstia Swan Humildade, sou a pessoa mais humilde da face dessa imensa terra, pode perguntar pro papito que ele confirma, eu sou tão modesta, mas tão modesta que sei que sou linda, maravilhosa e gostosa, mas nem por isso fico falando isso por aí, agora sem contar que serei mamita de Charlize, também não fico me vangloriando com isso mesmo sabendo que estou gerando o bebê mais incrível que esse mundo terá, também sem contar o fato que sou amada pelo homem/vampiro mais lindo que existe, mesmo assim continuo sendo modesta então cuidado com o que diz. — avisei seriamente, ele estava de olhos arregalados sabe-se lá por que.

-só me expressei errado. — ele disse depois de um tempo em silêncio. Eu estava perdida em pensamentos imaginando qual o nome completo dele e sua idade. — Edward Anthony Masen Cullen, tenho trezentos e dois anos e uma eterna aparência de dezessete, muito prazer em conhecê-la incrível, maravilhosa e modesta Srta. Swan. — se apresentou galanteador e eu quase enfartei, TREZENTOS E DOIS ANOS? E que porra é essa de Anthony?

-sem ofensas ta? — pedi rapidamente. — mas porque não me disse antes? Agora vou ter que mudar o nome se for um menininho. — reclamei e me aconcheguei em seus braços fortes, não resisti e dei uma lambida no seu pescoço, além do cheiro ele tem um gosto muito bom, ele riu.

-me sinto um pedaço carne. — ele disse rindo, mas não reclamou da minha lambidinha.

-nesse momento você é o pedaço de carne mais suculento que já vi. — não falei mais que a verdade.

-e você é a grávida mais linda que já tive o prazer de ver. — nem preciso dizer que meu pobre coraçãozinho disparou ao ouvir isso. Assim eu não agüento. — você merece muitos elogios, os melhores e que façam você não ser tão modesta. — sorri enorme pra ele, adoro elogios, quem não gosta?

-agora que sei seu nome completo, se for menininho ele se chamará Anthony Swan Cullen Junior. — esse nome vai ficar perfeito nele. — nosso Tonico. — falei alegremente e Edward soltou um suspiro parecendo frustrado.

-Tonico não, por favor. — ele falou com uma expressão engraçada. — engraçada não, estou em pânico, já imaginou falar "venha aqui Tonico, venha com o papito"? — o que é que tem demais nesse apelido fofo e carinhoso? Meu toniquinho. — bella você consegue transformar algo ruim em algo pior. — fiquei triste, eu quero Tonico, e agora? Já sei, vou correr pro papito. — não vai não. — ele falou se deitando sobre mim outra vez, mudei de idéia rapidamente. — que seja Tonico então. — sorri contente.

-obrigado por concordar comigo. — agradeci o abraçando carinhosamente e sentindo meu bebê se mexer.

-sempre estarei do seu lado, sempre. — prometeu me olhando profundamente, é agora que meu coração pifa?

Fiquei ali em seus braços e algum tempo depois eu dormi, sei que sonhei com algo, mas é muito raro eu lembrar dos meus sonhos, só sei que acordei chorando e em pânico, eu sentia muito medo e não conseguia me lembrar do sonho.

-bella estou aqui. — eu nem via nada pela quantidade de lágrimas em meus olhos, só reconheci a voz calorosa do papito e senti -me sendo abraçada por ele. — calma, foi só um sonho, já passou. — falou me consolando e sua voz continha uma enorme preocupação, eu queria falar que estava tudo bem, mas ele saberia que era mentira, ele até parece a fadinha.

-to com medo. — sussurrei apavorada, eu sentia medo de olhar para os lados e ver algo que eu não queria ver, mesmo não sabendo o que era, os fechei fortemente e em seguida senti uma enorme paz, percebi que havia mais pessoas no quarto e meu medo voltou com força, quem eram e o que queriam?

-Jasper e Edward estão aqui, mais ninguém. — meu papito falou e eu voltei a respirar aliviada sentindo uma calmaria e certo conforto.

-foi só um pesadelo, não era real. — havia dor na voz dele, ergui minha cabeça e enxuguei as lágrimas pra poder vê-lo.

-eu não lembro, só sei que está aqui. — lamentei apontando pra minha cabeça.

-de certo modo é bom não lembrar dos pesadelos. — falou Jasper, ele também estava preocupado. Só concordei com a cabeça, isso já tinha acontecido outras vezes, ter pesadelos, acordar em pânico, ser consolada pelo papito...

-lembra que uma vez eu tive um pesadelo assim e você me levou no colo pro seu quarto? Só que eu lhe perturbei a noite toda e não dormimos, você tinha uma reunião importante logo pela manhã e foi pra empresa parecendo um zumbi? — falei rindo, aquela vez ficou marcado no nosso dia da vergonha, o papito praticamente dormiu na reunião e perdeu um importante contrato, eu dormi durante uma prova, a diferença é que eu a fiz em poucos minutos e como sempre eu tirei dez, já o papito...caí no riso.

-claro que eu lembro. — ele disse rindo e olhou pra Edward e Jasper. — teve uma vez que bella surtou com uma colação de bolsas, só que pra variar ela não tinha dinheiro pra comprar e me ligou desesperada da loja, tive que ir lá e comprar as ditas bolsas. — gargalhei alto.

-sem contar que ele saiu no meio do expediente de trabalho e disse que eu havia sofrido um acidente, só que ele chegou à loja praticamente junto com uma funcionária, ela aproveitou que ele foi me socorrer e saiu do trabalho pra poder comprar uma das bolsas e deu de cara com o patrão que tinha saído pra socorrer a filha. — quase morri rindo, a cara deles ao olhar um para o outro era impagável, eles lá se olhando e eu enlouquecida por causa das bolsas.

-a demitiu? — perguntou Jasper rindo alto.

-claro que não, mas foi bom saber que quando eu não estava na empresa as funcionárias saíam pras lojas e cafés, faziam de tudo, menos trabalhar. — minha crise de riso aumentou, tive que me controlar porque minha barriga já estava doendo.

(...)

Estava sentada no sofá em frente a lareira quando Rosalie veio falar comigo, ela estava hesitante.

-não fui eu. — já me adiantei e ela riu nervosa, xiiii.

-sei que não foi você. — ela disse rindo e eu já me animei com o que ela teria pra falar comigo, larguei o Felizardo ao meu lado e prestei atenção nela. — ele é bonito. — ela disse se referindo ao meu bichinho de pelúcia, era uma girafinha e eu tinha certeza que era macho, por isso o batizei de Felizardo Swan Junior, só ouvi os risos de Edward, ele estava no nosso quarto organizando suas coisas. — você...err...não se importou de Edward me convidar pra ser madrinha. — ela comentou casualmente, pegou Felizardo no colo e depois riu. — a orelhinha está caindo. — ela comentou e eu olhei pros lados verificando se não tinha ninguém, depois olhei pra ela.

-fale baixo. — sussurrei. — isso foi um pequeno acidente, sabe como são as mudanças, elas sempre destroem alguma coisa, mas é só costurar. — falei como quem não quer nada, mas continuei falando baixo, o papito não pode saber que eu quase arranquei a orelha de Felizardo fora, já perdi a conta de quantos bichinhos de pelúcias meus que o papito costurou, sem contar os que não tiveram concerto e foram parar no lixo, tiveram um fim tão triste e fedorento.

-Isabella Marie Swan. — gelei ao ouvir isso e me virei lentamente pro papito, essa audição dos vampiros é bem irritante às vezes. Ele veio calmamente e pegou Felizardo das mãos de Rosalie, o analisou bem e balançou a cabeça negativamente. — não tenho mais habilidades pra costurar seus bichinhos, precisa parar de fazer isso. — falou balançando Felizardo e sua orelhinha caiu no chão, eu sabia que ela estava só penduradinha. Ele se abaixou e a juntou do chão.

-não foi de propósito, mas eu estava brincando que ele havia se comportado mal e eu o corrigi puxando sua orelha, o resultado está aí. — falei olhando para o chão.

-e quando foi que eu a corrigi com um puxão de orelha? — perguntou sentando-se ao meu lado. — nunca lhe dei um tapa sequer, precisa parar de destruir as coisas, você vai educar seu filho e tem que dar o exemplo.

-acha que ela vai se espelhar em mim? — perguntei surpresa.

-acredito que sim. — fiquei maravilhada com essa possibilidade já que sou cheia de qualidades, meu bebê será perfeito em todos os sentidos. Ele saiu levando Felizardo e a orelhinha, voltei minha atenção a Rosalie.

-sei que Edward fez a escolha certa, madrinhas são muito importantes na vida de uma criança, elas sempre dão bons presentes.

-ISABELLA MARIE SWAN. — o papito gritou de algum lugar e eu sorri sem graça pra Rosalie.

-ignore-o. — pedi educadamente. — ele está completamente insano. — falei com cara de horror e foi à vez dela cair no riso. Confesso que minha auto estima foi parar lá em baixo e olha que isso é muito raro de acontecer, nunca tinha visto ela sorrir assim, tive uma idéia e a olhei ansiosa e com os olhos pidões, seu sorriso morreu ao olhar pra mim. — seja minha boneca, só um pouquinho. — eu iria fazer trancinhas e encher seu cabelinho de fitinhas, a maquiar e servir chá, colocar vestidinhos e sapatinhos...tantos planos.

-adoraria, mas Emmet está me chamando. — falou tão rapidamente que eu quase não entendi, se levantou, acariciou rapidamente minha barriga, me deu um sorriso apressado e literalmente sumiu. Tive a impressão que ela estava em pânico e que estava fugindo de algo. Acho que é só impressão, o que poderia assustar uma vampira afinal de contas?