Como Enlouquecer Um Vampiro
38 Capítulo 38 - Bebê a bordo.
Notas iniciais
Bjkss.
PVB
Saí daquele hospital sem saber onde enfiava minha cara, o choque não deu certo, não me conformo com isso, me sentia envergonhada por minha tentativa de dar um choque nele fracassou, isso é tão injusto. Era só um choquinho.
-só um choquinho? Se eu fosse humano teria quase me matado. — nossa como ele é exagerado, não é pra tanto. — bella, admita que você...
-mas não aconteceu nada. — o interrompi sem querer, mas agora já foi. — estamos bem, ninguém se feriu. — na minha humilde opinião isso já era passado, não dizem que é errado remoer o passado? Será que Edward nunca ouviu isso?
-sim, eu já ouvi isso, mas você precisa admitir...
-Edward, esquece isso, já foi. — falei o que era obvio, mas que coisa, já disse que era só um choquinho e que por azar havia falhado.
-só esqueço depois que você admitir...
-vamos fazer um trato? Você não conta pra ninguém sobre o choque e eu não conto que eu quase te dei um choque. — ele me olhou estranho e comprimiu os lábios. Isso era um acordo normal, ninguém sairia perdendo. — mais...se você quiser sair no lucro... — QUERO VOMITAR, quando pensei isso ele parou o carro rapidamente e em um segundo estava me ajudando a descer do jipe, o desgraçado do carro era muito alto, mas houve um pequeno incidente, não consegui segurar o vomito e vomitei na cabeça de Edward que estava um pouco abaixado retirando meu sinto de segurança, vomitei tudo o que havia comido enquanto ele permanecia imóvel, uma parte do vomito caiu no meu colo, assim não dá. Minha cabeça rodou e eu tive que me encostar melhor no banco do carro, respirei fundo sentindo o gosto horrível na minha boca, porque será que estou assim? Isso não é normal em minha vida muito normal. Edward levantou a cabeça lentamente e eu mal conseguia enxergá-lo pelas lágrimas em meus olhos e porque ele estava coberto de vomito, eca que nojo.
-bella... — ele disse lentamente.
-sai pra lá Edward, você ta nojento. — novamente minha voz estava embolada, céus será que estou doente e vou morrer? Meus olhos encheram de lágrimas com essa possibilidade.
-não vai morrer. — ele disse preocupado retirando meu cabelo que estava grudado em parte do meu rosto, comecei tremer de frio e bater os dentes, eu nem vi o movimento, só ouvi o barulho da porta do jipe sendo fechada e o carro foi posto em movimento, olhei pro lado e Edward havia retirado a camisa, ele ficava muito gostoso assim, tirando o fato de que ele está se limpando com sua camisa e depois a jogou pela janela, ver Edward sem camisa piorou meu estado. Fui molenga o caminho todo até em casa, assim que o carro parou o papito veio me ajudar, dessa vez eu morro. Ele me levou direto pro banheiro enquanto murmurava alguma coisa, mas era bem rápido e eu não consegui acompanhar a conversa, mas ele não me levou pro quarto de Edward, ele me levou até o quarto de Alice e a banheira já estava cheia.
-ver seu futuro facilita as coisas. — disse Alice dando um risinho, aposto que ela viu eu vomitar em Edward.
-viu que a culpa foi dele neh? — perguntei enquanto ela tirava minha roupa e o papito me colocava na banheira, senti a água quentinha amenizar minha tontura, a sensação foi ótima.
-porque acha que a culpa é dele? — ela perguntou passando shampoo no meu cabelito.
-é obvio neh fadinha, ele estava praticamente em baixo de mim, devia ter saído quando percebeu que eu iria vomitar, o sentido dele é muito mais aguçado que o meu. — ela ficou pensativa e depois deu um riso.
-tem razão, ele devia ter saído de baixo da cascata de vomito. — ela concordou comigo, eu sempre quis ter uma amiga assim, sabe, que lhe apóia e fica do seu lado, nunca achei que encontraria uma pessoa assim, mas deus foi bondoso comigo e me concedeu essa dádiva. Sorri pra ela.
-estou com uma sensação tão estranha. — sussurrei pra ela, não queria que ninguém ouvisse nossa conversa de bffs. — você consegue ver se eu vou morrer? Tenho que preparar meu testamento. — isso era algo que eu tinha que fazer, não posso deixar meus bens pra qualquer pessoa, tenho que pensar sobre isso.
-bebê da minha vida. — disse o papito carinhosamente, o olhei com carinha de cão abandonado. — só por uma curiosidade, o que você escreveria no seu testamento? — merda, o papito estava do meu lado e eu aqui cochichando com a fadinha, quando foi que fiquei tão distraída? Sou desastrada por que puxei ao papito, o olhei de forma acusatória, mas respirei fundo refletindo sobre meu testamento.
-meu carro eu deixo pra fadinha, aquele dela é muito chamativo. — como ela consegue andar com algo tão...tão...tão amarelo?
-você não tem carro. — olhei espantada para o papito, COMO ASSIM? — lembra que você foi parar numa cidadezinha e que quando a encontramos Rose teve que destruí-lo? — ele disse lentamente, e não é que ele tinha razão? Descartando o carro fui para o próximo item.
-minha coleção de perfume da Dior eu deixo pra Esme. — ela é uma pessoa incrível, toda vez que eu ouço a frase 'péssima cozinheira' eu lembro dela, mas confesso que ela está melhorando, bem devagar, mas esta melhorando.
-você derrubou sua coleção no chão e ela quebrou, foi na mudança pra Forks. — puts, e não é que ele estava certo de novo?
-meus sapatos eu deixo todos eles pra morarem no caixão reserva. — SILÊNCIO TOTAL.
-como assim caixão reserva? — perguntou Alice confusa, revirei os olhos pra criatura.
-o outro caixão que será enterrado junto comigo, passarei a eternidade ao lado deles, não gosto de dividir meus sapatos. — terminei a frase sussurrando e lágrimas rolaram de meus maravilhosos olhinhos, eu não queria partir pra outra vida sem meus sapatos, o que eu usaria lá? Chinelos? Não mesmo. Sou uma morta com estilo.
-você não vai morrer, só perguntei sobre o testamento por curiosidade. — falou o papito as enxugando, dei um sorriso e fui para o quarto, tudo com a ajuda da Alice e do papito, me sinto quase uma inválida.
Assim que me deitei o cansaço me atingiu em cheio, se eu não vou morrer o que será que eu tenho? Outra coisa que iria junto comigo pro caixão é a minha Magali, meu istrepinho eu deixaria pro papito, ele sabe cuidar direitinho, ele é um ótimo papito. Percebi com um choque que a única coisa que eu tinha de valor é o papito, meu namorado e meus amigos, isso me alegrou. Saber que estou rodeada por amigos.
(...)
Acordei me sentindo pior do que antes, isso é tão injusto, minha vida é tão injusta, essa janela aberta é tão injusta, esse...
-já entendi, é tudo injusto. — olhei e Edward estava deitado ao meu lado, ele parecia preocupado, porque será? — está dormindo a dois dias. — senti minha respiração falhar ao ouvir isso, virei bela adormecida agora? Teve uma vez que eu assisti a esse filme, era um desenho animado bem legal... — bella. — ele me chamou e eu o olhei sorrindo, seus olhos estavam bem claros. — fomos caçar, sabe. — ele parecia hesitante, até parece que eu vou condená-lo por matar alguns pobres animais só pra alimentar sua sede insaciável por sangue de inocentes, ele arregalou os olhos, sabe, ele anda bem estranho. E pensar que vou morrer e deixar ele sozinho pra encontrar outra pessoa pra tomar meu lugar me deu uma vontade de bater nele. — por favor, não pense que vai morrer, se você soubesse o quanto eu a amo e tudo o que eu faria por você, não ficaria pensando sobre isso.
-está...está falando sério? — sussurrei incrédula.
-nunca falei tão sério, você trouxe tantas alegrias pra todos nós, com você por perto as coisas são tão diferentes, sabe quando você vive na completa escuridão então o sol aparece pra iluminar não só o seu dia, mas também toda a sua vida? Você é assim pra mim, meu sol. — meus olhos estavam cheios de lágrimas e isso era injusto, pois não poderia vê-lo, isso foi a coisa mais linda que já ouvi de alguém que não fosse o papito. As pessoas tendem a se afastar de mim, se livrar de mim como se eu fosse um peso morto sobre seus ombros. A minha vida toda ouvi que sou louca, que eu quebrei, que eu estraguei, até que roubei, que botei fogo, que apaguei o fogo quando não devia, que afoguei, que derrubei, que sou esquecida, que lembro do que não devo, que invento coisas, que minto bastante, que falo a verdade em momentos errados, que sou insensível e até que sou sensível de mais; O pior é que lá no fundo, bem no fundo eu sei que isso é mentira. Isso me confunde. Ninguém nunca me chamou de heroína quando me joguei na frente de um carro e salvei o menininho, ninguém nunca me chamou de gênio quando passei com honras em Harvard nem me chamaram de linda quando eu era a mais bonita da festa, porque ninguém se aproximava o suficiente pra me dizer isso, estavam receosos que eu os machucasse, sem querer. Infelizmente era isso que acontecia. Agora ouvir isso de alguém que não tem nenhum defeito, que seu rosto não possui uma única imperfeição, que seu sorriso é lindo sem precisar estar indo ao dentista, que não fica doente e que poderia ter a mulher que quisesse, mas preferiu a mim, o ser imperfeito, aquela que afasta as pessoas, foi de mais pra mim, desmaiei.
(...)
Acordei e percebi que meu braço estava preso por alguma coisa, olhei e não pude acreditar em tanta má sorte, eu estava no soro, de novo.
-ainda bem que acordou. — olhei pro papito, seus olhos estavam meio escuros, é diferente olhar pra ele e ver seus olhos mudarem de cor, ele fica lindo de todo tipo. Ele pegou um algodão o molhou num copo de água e passou nos meus lábios, a sensação foi tão boa, cheguei suspirar de satisfação. — como se sente? — ele estava com o rosto carregado de preocupação.
-bem. — na verdade eu me sentia como se um trator tivesse passado por cima da minha ilustre pessoinha, mas não quis preocupá-lo ainda mais, com o que quer que seja.
-sabe que nunca conseguiu mentir pra mim. — claro, ele sempre pega minhas mentirinhas.
-porque está tão preocupado? Aposto que é só uma gripe forte que me deu, aqueles exames e tudo isso. — falei apontando pro meu braço. — é exagero, sabe que estão exagerando, não sabe?
-eles não estão exagerando. — ele falou meigamente, dei um risinho melosa. — só querem o seu bem...mas...me diga bella, o que eu lhe ensinei sobre sempre usar preservativo? — não entendi o porque da sua pergunta, fiquei ainda mais confusa quando Rosalie entrou com a famosa bandeja de comida.
-precisa se alimentar. — ela falou carinhosamente e até animada, nunca a vi animada, brava sim, mas animada? Nunca, jamais, never. Acho que já deu pra entender o porque da minha confusão. Estreitei os olhos pra essa criatura loira.
-bebê, lhe fiz uma pergunta. — voltei meu olhar para o papito.
-ensinou que em hipótese alguma era pra esquecer de usá-lo, que sempre devo carregar um comigo e que ser responsável e madura é fazer sexo com camisinha, sempre. — isso eu sabia, estava na ponta da língua.
-então posso saber, porque raios, não usou com Edward? — ele contou? Não acredito que ele fez isso, EU iria contar, mas esqueci, isso é pessoal de mais e era entre mim e o papito, COMO ELE PODE EXPOR NOSSA INTIMIDADE DESSA FORMA? Mas pra isso eu também tinha uma resposta na ponta da língua.
-porque você me ensinou a usar camisinha com parceiros, homens, jamais disse sobre usar camisinha com um vampiro. — isso era óbvio, o papito sempre disse "bebê, você precisa saber que alguns 'homens' não gostam de usar camisinha, você precisa dizer que só faz se ele usar", viu só? Ele nunca falou nada sobre se prevenir com vampiros. Ele estava novamente puxando os próprios cabelinhos, eu acho uma graça quando ele faz isso. Dei um risinho enquanto Rosalie murmurava alguma coisa e pegou nas mãos dele as retirando de seu cabelo.
-bella, coma um pouco, precisamos conversar com você, mas primeiro a alimentação, o assunto é muito importante e se não comer não contamos o que é. — ela disse carinhosamente, ela nem gosta de mim, aposto que tem veneno na comida.
-só como se você comer também. — eu também sei negociar, ignorei a curiosidade que me corroia segundo a segundo.
-sou uma vampira, não como. — ela disse depois que fez cara de surpresa, aposto que ela não imaginou que eu a faria comer também.
-como posse ter certeza que não tem veneno aí? — perguntei apontando pra comida, eu falo mesmo.
-jamais faria isso, eu nem me alimento de humanos por que não quero ser mais monstro do que já sou, porque faria algo tão cruel com você? — retruquei na hora.
-monstro ou não, é a mulher mais bonita que já vi. — amenizei, ela estava com uma carinha tão triste. — mesmo sendo tão mal humorada e parece que não pratica sexo há anos, você continua sendo bonita, mesmo quando você rosna e me olha estranho, mesmo quando você...
-a comida bella. — o papito me lembrou, é mesmo, a comida. Comecei comer bem hesitante, qualquer gosto diferente que eu sentisse eu cuspiria fora, mas não percebi nada, pelo gosto e pela aparência, foi o papito quem fez, comi tudo, nem tinha percebido o quanto estava com fome. Quanto mais eu comia, mais o rosto deles de iluminava.
-onde está Edward? — achei que ele estaria aqui quando eu acordasse, fiquei triste, eu gostava tanto da sua companhia.
-está por aí destruindo algumas árvores e sentindo-se culpado, mas logo ele estará aqui. — Rosalie não parecia preocupada com esse fato.
-porque ele está fazendo isso? — Edward é bem estranho quando quer.
-pra se divertir, derrubar árvores é um hobby de vampiros. — explicou o papito, então tá, quem sou eu pra discutir sobre isso?
-e inda falam sobre desmatamento? Isso é muita irresponsabilidade, que vá caçar coelhos ao invés de destruir as pobres e inocentes árvores. — eu já estava chorando e inconformada. — não sabia que Edward era tão insensível. — funguei. Confesso que fiquei decepcionada, eu sou amante da natureza e ele o demolidor.
-vamos descer? Ainda temos que conversar. — ela me ajudou a me levantar e eu fiquei tonta, to odiando tanto essa porra, mas tanto. Ela também me ajudou na minha higiene, troquei de roupa e não resisti, tive que perguntar.
-cadê a Alice? — era pra ela estar aqui me ajudando e não Rosalie que a qualquer momento poderia me matar.
-está lá impedindo Edward de destruir mais árvores. — eu sabia que minha amiga fadinha é a melhor amiga de todas, eu sabia, é impressionante como Alice não me decepciona.
-e você está me ajudando...diga logo mulher, porque está me ajudando? — fiquei estressada.
-você não pode ficar nervosa. — ela me repreendeu com extrema gentileza, isso tá fedendo. — agora com licença. — e me pegou no colo.
-hei, eu posso andar sabia? — resmunguei e ela riu, fomos em direção a sala e eu estava emburrada, ela me colocou no colo do papito e meu bico se desmanchou, fiz bico de novo quando vi Carlisle trazendo o maldito soro, ele colocou de novo no meu braço e sentou-se de frente pra mim. Estavam tensos.
-saiu o resultado dos seus exames. — ele me informou e eu fiquei tensa, é tão grave assim? Ouvi um barulho e olhei em direção a porta, lá estava Edward com o rosto transtornado, Alice e Jasper preocupados, eles já sabiam o resultado do exame e sabiam que era grave. Seja homem Swan, falei pra mim mesma e arrumei minha postura, eu estava forte e agüentaria a minha doença até o fim, não sou de ficar me lamentando a toa.
-e qual é a doença que eu tenho? Já adianto que sou forte e não precisa me poupar de nada, então não me iluda e diga quantos dias ainda tenho de vida. — eu sou fodástica meu povo.
Estavam todos os Cullen's ao meu redor, já vão começar velar meu corpinho? Mas nem morri ainda, que povo apressado.
-você está... — ele parou de falar e murmurou algo, isso lá era hora de falar sozinho?
-bella. — olhei pro papito, ele fixou seus olhos em mim e disse algo que eu jamais pensei em ouvir, que eu não estava e nunca estaria pronta pra ouvir, que eu não queria ouvir. — você está grávida.
A princípio minha mente deu um branco, eu não pensava e não conseguia raciocinar, acho que não ouvi direito.
-meu bebê vai ter um bebê. — eu permanecia com os olhos fixos nos olhos do papito, eu só quero saber uma coisa, QUEM É O PAI DESSA CRIANÇA? Olhei pra cima, eu queria ver o céu, saber que engravidei do divino espírito santo me deixou confusa, isso é possível? Porque só pode ser dele, a única pessoa que não usei camisinha é um vampiro, e vampiros não podem ter filhos.
-bella. — falou o papito depois de respirar fundo, ele continuava preocupado e eu boiando. — vampiros podem ter filhos, é raro, pois é difícil um vampiro se relacionar com uma humana e não matá-la, mas você está grávida e Edward é o pai da criança. — fechei os olhos e respirei fundo, estou grávida, GRÁVIDA? Eu não posso ter um bebê. Abri os olhos depois de ouvir uns arfares, Rosalie me olhava com certo nojo, Alice, Jasper, Emmet e Carlisle me olhavam compreensivos, Esme chocada, o papito me olhava incrédulo e Edward parecia aliviado e decepcionado, fechei os olhos de novo, não queria vê-los, nenhum deles.
Estou grávida, esperando um filho de Edward. Mas...mas...eu não sei nem cuidar de mim mesma, como posso ter um bebê? Minhas mãos foram sem permissão diretamente à minha barriga, onde antes era lisinha e perfeita agora já tinha uma leve protuberância, alisei sem me conter, um bebê? A ficha não caía. Tipo, gerar, dar a luz, criar, educar, formar um vampirinho? Eu não tenho essa capacidade, o que vai ser do meu filho com uma mãe como eu? Seja homem Swan, pensei outra vez e respirei fundo. Seja forte.
Vi-me dentro de um filme.
"Vi eu e o papito em vários momentos, ele se recusando a contratar uma babá, ele também tinha obrigações com seu trabalho, mas eu sempre fui sua prioridade, eu estava acima de qualquer coisa na sua vida. Eu estragando sem querer algumas coisas e ele rindo dizendo que me amava. Eu chorava, eu sorria, eu fazia manha, eu dormia com ele quando tinha pesadelos ou quando chovia muito forte, ele me carregou no colo durante toda a minha vida, me levantou quando eu tropecei, ele sempre dizendo e demonstrando o quanto me amava."
Abri os olhos e o olhei, quero ser uma mãe pro meu filho assim como o papito é um papito pra mim, sei que não chegaria aos seus pés, mas isso não significa que eu não possa tentar, mas dessa vez não poderia ter erros, uma criança não é um objeto que se estraga e joga fora comprando outro em seguida, posso fazer isso? Juro que senti um leve movimento em minha barriga onde minhas mãos ainda permaneciam, era meu bebê. Mas já? Senti meu rosto molhar pelas lágrimas, mas essas eram diferente de qualquer uma que eu já tenha derramado, e olha que não foram poucas.
-eu não sei...cuidar de mim, me ajuda e não deixe eu machucar meu bebê, por favor. — supliquei ao meu papito, eu nunca precisei tanto do seu apoio como agora. Em retorno ele suspirou aliviado e me olhou orgulhoso, então ele deu o maior sorriso que eu já vi em seu rosto depois que virou vampiro.
-sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa, eu também me senti perdido quando a vi, não sabia o que fazer, mas tinha a mesma coisa que vejo em seus olhos, a determinação, tudo ficará bem. — se ele disse eu acreditava nele, mas no fundo eu sabia que não era só isso.
-é complicada a gestação. — olhei para Edward, ele continuava transtornado. — não é fácil gerar um híbrido de humano com vampiro, a criança tende a ser muito forte, geralmente as mães morrem ao dar a luz, outras nem agüentam a gestação, morrem antes. — congelei no lugar, morrer antes de ter meu bebê? Quer dizer que o bebê morre junto? Ele acenou com a cabeça e a apoiou entre as pernas. Eu me sentia no mais puro choque, eu só sabia de uma coisa, eu não vou deixar meu bebê morrer, não sei como, mas não vou.
Observei Edward, ele estava transtornado, se algo desse errado ele perderia a mulher que ama e o filho, ele ergueu a cabeça e me olhou, então percebi que eu não era a única perdida e confusa nessa história, ele é tão novo nisso quanto eu, pelo menos nisso, nós somos iguais. Você quer esse bebê? Ele acenou com a cabeça e eu não pude segurar o sorriso, abri os braços e ele não hesitou em correr até mim me tirando do colo do papito e me abraçando tomando cuidado com o maldito soro, eu o abracei de volta me sentindo viva, realmente viva.
-eu amo você e esse bebê. — ele sussurrou no meu ouvido. — eu não sei como a gente vai fazer, eu também não sei cuidar de uma criança, mas qualquer coisa e gente recorre ao seu papito. — dei um riso com o rosto escondido na curvatura do seu pescoço sentindo seu incrível cheiro. Isso me acalmava.
Depois de lágrimas roladas, me sentei no sofá e permaneci quieta, Jasper trouxe meu Istrepinho e o colocou no meu colo, então ele deu um beijo na minha testa e sentou-se ao lado da fadinha, todos ficaram perdidos em seus próprios pensamentos. Observei meu istrepinho e o ninei pra ele dormir, então fiz um carinho de leve nas suas orelhinhas e ele gemeu de alegria, o sacudi e dei um risinho, ele estava tão feliz quanto eu, ele tornou a gemer, percebi que todos olhavam pra mim de olhos arregalados, sorri grande pra eles e voltei a cuidar com muito carinho do meu cãozinho. O Joguei pra cima, rolei ele no meu colo pra lá e pra cá e o abracei com todo o carinho e o amor que eu sentia, eu nem vi o movimento, mas quando percebi o papito havia tirado ele do meu colo e estava abanando o pobrezinho, lá se foi minha alegria, não vejo a hora do meu bebê nascer pra mim brincar assim com ele.
-NÃO. — me assustei com o grito de Edward, meu lábio tremeu e eu comecei chorar bem baixinho, eu só queria que ele não gritasse comigo, eu não fiz nada e nem sei por que ele gritou.
-quero melancia. — falei fungando e só de imaginar o gosto da melancia minha boca encheu de água. QUERO MELANCIA, QUERO MELANCIA, QUERO MELANCIA.
Assim que me deram à melancia, fiquei enjoada e não comi. Até o cheiro me fez mal. Mas agora eu posso fazer isso e está tudo bem, pois estou grávida.
-quero jaca. – falei manhosa e Emmet sorriu largo se levantando rapidamente.
-deixe comigo belinha, tem uma fazenda perto da divisa com o Canadá que tem umas jacas bem bonitas, não me demoro. – falou parecendo uma criança de tão animado e em seguida saiu correndo, suspirei satisfeita e me acomodei melhor no sofá.
-quer mais um travesseiro? – perguntou Rosalie que agora não saía do meu lado, concordei animada e ela foi pegar. O papito deu uma gargalhada e Edward o acompanhou, homens...são sempre assim, escandalosos e muito pouco discretos.
-e agora? Está melhor? – ela perguntou arrumando o travesseiro.
-está sim. – concordei sorridente. Na verdade não senti muita diferença, mas não quis ser indelicada.
Quando Emmet voltou tive uma enorme decepção.
-ta aqui belinha. – ele chegou sorridente, ele também tinha covinhas que ficavam muito fofas nele. Observei a jaca, ela estava estranha, bem estranha, céus o que houve com a jaca?
-Emmet seu idiota. – falou Rosalie furiosa. – isso não é jaca, é abacaxi.
Mesmo sem querer eu comi um pedacinho do abacaxi, não quis magoar Emmet. Ele ficou satisfeito depois disso.
Notas finais
Não sei se vai ter post esse fds, foram três post em três dias consecutivos, ebaaaaaaa. Mas se eu conseguir terminar eu posto.
Pra quem acompanha minha outra fic, a The Mark Of The Vampire, já estou terminando o cap. se der tempo de eu revisar posto ainda hoje, se não, fica pra amanhã mesmo. :D
Bjksss.
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