Como Enlouquecer Um Vampiro

39 Capítulo 39 - A mãe da Bella.


Notas iniciais
Oláaaaa amores...mais um post saindo do forno.
Pra bella que sempre reclama da vida, esse cap. mostra o quão sortuda ela é. Esse não tem tanta comédia, mas mostra que um vampiro bom ou mal, é sempre um vampiro.
Bjksss.

PVE

As coisas aconteceram muito rápidas, bella já estava planejando o enxoval do bebê e eu ainda não conseguia acreditar que seria pai, me sentia perdido, feliz e com medo, medo de perder bella, ela não tinha noção do quanto era arriscado seguir com a gravidez, mas antes mesmo de contar a ela, decidimos que aceitaríamos sua decisão, qualquer que fosse, depois do choque inicial ao descobrir que seria mãe, bella simplesmente ignorou tudo o que eu disse sobre a gravidade da situação, tenho a impressão que ela nem lembra sobre o que lhe disse.

Quando Emmet voltou com a jaca que na verdade era um abacaxi, bella comeu um pedacinho só pra não magoá-lo, eu tinha esperança que com o bebê bella amadurecesse e mudasse sua forma de ver as coisas, Charlie não acreditava nisso, mas pra ele, ela mudando ou não, não muda o fato que ele a ama do mesmo jeito. Eu também a amo e isso não vai mudar, só que agora bella precisa amadurecer e ser responsável afinal irá cuidar de uma criança, eu entrava em pânico ao pensar sobre isso, bella cuidando de um bebê.

Nesse momento Charlie estava no escritório com Jasper, eles estavam resolvendo a situação de Charlie, afinal ele tinha uma empresa e uma vida antes de vir pra Forks, ele só veio por causo da bella. O que eles estavam fazendo era o seguinte...

-trapaceando, isso é muito mal. — olhei bella que estava deitada no sofá e lendo um livro antigo que Carlisle deu a ela, ele só deu porque ninguém mais agüentava bella ali sem fazer nada, ela estava enlouquecendo todos nós.

-Edward o vazo está no lugar errado, coloque ele mais pra direita.

-Rosalie volte aqui, quero aquela massagem nos pés que você prometeu, se você prometeu você tem que cumprir.

-Alice vai fazer sol amanhã?

-Alice vai fazer sol amanha? — ela perguntou isso várias vezes.

-Alice já que não vai fazer sol, vai chover?

-me diga Alice vai chover ou não?

-Emmet esse desenho está me irritando.

-Emmet esse filme me dá vontade de chorar.

-Emmet esse programa é muito chato.

-Emmet desligue a TV que eu quero silêncio, preciso tirar um cochilo.

-Esme quero suco.

-Esme o suco não está bom.

-quero leite, quero pão, quero queijo, quero geléia...

-não quero mais comer nada, obrigado.

-Carlisle eu vou morrer? Carlisle há quanto tempo você é vampiro? Carlisle por que...

E muito mais, tudo isso em menos de três horas, por isso Charlie nos deu a idéia de dar a ela algo que a entretece, foi aí que Carlisle deu-lhe um livro antigo e desde então bella não fala nada e permanece quieta lendo. Foi um enorme sossego, ela estava com a cabeça apoiada no meu colo.

-como assim trapaceando? — perguntei e ela deu um risinho.

-nada, só acabei comentando uma frase do texto. — ela respondeu e voltou sua atenção ao livro.

Como eu dizia, Charlie e Jasper estão arrumando toda a documentação pra transferir a empresa de Charlie pra Charlie mesmo. Nesse momento quem está cuidando da empresa é um amigo de Charlie chamado Henry, ele já foi informado que Charlie havia desaparecido a vários dias e que bella não quer saber da empresa e a vendeu pra alguém, esse alguém logicamente é o próprio Charlie, ele usará o sobrenome de Jasper, morre Charlie Swan e nasce Charlie Withlock. Assim que toda a documentação tiver pronta, Jasper irá mandá-la para J.Jenkes que vai autenticá-la. Tudo estava resolvido até Alice ter uma visão: "Um cara estava vindo até Forks atrás de bella, ele não vinha sozinho, havia uma mulher loira com ele."

-quem será e o que quer com bella? — perguntei confuso e Charlie veio rapidamente até nós assim que ouviu o nome da filha.

-o que aconteceu?

-tive uma visão, um homem está vindo procurar bella e tem uma mulher loira junto com ele. — falou Alice confusa.

-é esse homem? — perguntou Charlie e se concentrou no rosto de um homem.

-é sim, já vi que o conhece, quem é? — perguntei mais aliviado, ele só não poderia ver Charlie.

-é Henry. — respondeu Charlie e sentou-se colocando as pernas da bella no colo dele, ela pra variar, não estava nem prestando atenção na conversa. — ele quando soube do meu desaparecimento deve ter imaginado que bella precisa de apoio, imagino que ele queira cuidar dela, já que pra ele, a única família de bella está morta.

-oh meu deus miragem do papito, não suma. — falou bella já chorando e em pânico, ela ouviu só a ultima frase, será que ela não está vendo que Charlie está bem aqui?

-não fique assim, sou eu mesmo. — pois Charlie já estava preocupado.

-então porque disse que minha única família está morta? — perguntou fungando.

-volte a ler o livro, depois te conto. — ele disse e bella voltou a ler o livro como se não tivesse acabado de ter um surto.

-isso não é bom pro bebê, bella tem que ficar o mais calma possível. — alertou Carlisle, mas como manter bella calma ainda era um mistério.

-é só manter um livro que ela ainda não leu perto dela, ela ficará entretida e fica mais fácil manter sua calma. — garantiu Charlie e respirou fundo. — Henry conhece bella e sabe que ela sozinha por ai é complicado, aposto que está vindo buscá-la, ele já havia me dito que se algo me acontecesse ele cuidaria da bella. — ele explicou, mas sua preocupação não condizia com o que ele tinha acabado de falar. Alguém gostava dela a ponto de assumir a responsabilidade por ela, ele devia ficar feliz por isso.

-mas você não o quer perto dela mesmo ele prometendo que cuidaria dela. — afirmou Jasper.

-não é bem isso. — não gostei do tom hesitante de Charlie, principalmente porque ele não pensava sobre o assunto, me virei pra Alice.

-desculpe Edward, mas expliquei a Charlie como se faz pra ter um pouco de privacidade quando você está por perto. — ela respondeu antes que eu perguntasse. Não gostei disso porque era sobre bella, eu queria saber.

-acredito que posso entender qualquer que seja o motivo. — insisti só pra me arrepender depois.

-ele teve um caso com bella há algum tempo atrás, pra variar foi mais um relacionamento fracassado dela.

-e porque não deu certo? — algo me diz que Alice já sabia a resposta e perguntou só pra nós sabermos também.

-bella literalmente incendiou o apartamento dele. — ele respondeu e deu um riso. — foi uma catástrofe o que houve, lamentável. — ele disse rindo, não achamos graça alguma.

-isso é muito sério, o incêndio poderia ter matado alguém. — falou Carlisle enquanto Charlie ainda ria. — você disse a bella que foi errado o que ela fez ou disse que foi acidente? — o sorriso de Charlie morreu, ele não gostava de qualquer crítica sobre bella, foi à própria quem respondeu.

-é claro que foi um acidente, até parece que uma pessoa como eu colocaria fogo em um apartamento de propósito. — ela falou completamente indignada e olhou pra Carlisle. — em minha defesa digo que a culpa foi dele, aquele imprestável e irresponsável como que ele não paga a conta de luz? Eu resolvi ajudá-lo e fiz um gato na energia, mas saiu faísca e eu saí correndo, no outro dia fiquei sabendo do ocorrido, foi notícia em toda a cidade, a notícia dizia assim, "apartamento em bairro nobre pega fogo". — ela disse séria e continuou olhando para Carlisle esperando pelo veredicto de que ela era inocente enquanto Carlisle pensava "porque ela não continuou?".

-termine de dizer o que falava nos noticiários. — incentivou Carlisle e bella revirou os olhos.

-eu já terminei, já disse tudo o que tinha pra ser dito. — ela respondeu seriamente e voltou a atenção ao livro, me perguntei se ela realmente estava lendo e percebi que sim, ela lia e prestava atenção na conversa.

-então ta. — falou Carlisle completamente perdido. — continue Charlie.

-então como forma de me desculpar e pedir que não a processasse eu ofereci um emprego na minha empresa, eu já o conhecia e sabia do seu interesse em trabalhar comigo.

-resumindo, você o comprou. — afirmou Jasper.

-sim. — Charlie não estava envergonhado por isso. — só acho que quem se vende sempre recebe mais do que vale.

-por isso você confia nele como profissional, mas na vida pessoal ele deixa a desejar. — falei e ele concordou, vendo por esse lado entendo seu receio por Henry estar vindo atrás de bella. — acha que ele trará problemas? E mesmo depois do que bella fez ele ainda quer cuidar dela? -isso não fazia muito sentido.

-depois de um tempo eles reataram o relacionamento. — realmente eu não gostei disso, saber que um ex dela estava vindo atrás dela, minha bella é só minha. — terminaram porque bella acabou com o carro dele, isso você entende muito bem. — falou pra mim, sem dúvida alguma eu sei o que bella é capaz de fazer com um carro. — o que estou querendo dizer é que bella fez tudo isso pra ele e ele ainda está vindo atrás dela, ou ele a ama muito ou quer impedir a venda da empresa, afinal ele acredita que eu estou morto.

-se ele a amasse não a teria abandonado, teria suportado e continuaria com ela. — falei e ele concordou, sei o que bella faz com as coisas e mesmo assim não a abandonaria em hipótese alguma. — e mesmo assim você deixou sua empresa nas mãos dele.

-o deixei cuidando de tudo, mas nunca assinei algo ou passei um cargo maior a ele, ele continua sendo o gerente e eu cuido da empresa pela internet, não abandonei meus negócios e muito menos passaria a empresa da minha família pra alguém.

-então eu já sei o que ele quer. — olhamos pra Jasper, sua cara não estava nada amigável. — quem cuida da bella fica com a empresa, mesmo ela sendo maior de idade é fácil provar que ela não tem capacidade de administrar os próprios bens, ele fica responsável por bella e de quebra fica com a empresa. — segurei o rosnado e não fui o único, humanos são tão gananciosos, tão...nojentos, eles muitas vezes são o mostro e não nós.

-só que isso não vai acontecer, Jasper vai mandar os documentos pra Seattle e como já é de se esperar bella não possui qualquer vínculo com a empresa, ele vai perder a viagem até aqui. — concluiu Charlie.

-ele chega quando? — perguntei.

-amanhã, parece que ele tem pressa, mas não tenho a mínima idéia de quem é a mulher que está vindo com ele nem o que querem. — avisou Alice.

-eu também não sei quem é a mulher. — falou Charlie se recostando no sofá. — bella?

-diga papito, mas já adianto que estou muito chateada e com vontade de matar Henry, mas não quero dar mal exemplo pra minha Charlize. — ela disse soltando o livro. Não foi isso que chamou minha atenção.

-Charlize? Acha que é menina e escolheu o nome sem me dizer ou pedir minha opinião. — falei incrédulo e a criatura revirou os olhos.

-estou contando agora, e tipo, é óbvio que o nome dela é em homenagem ao papito, não precisava ser nenhum gênio pra perceber isso. — falou alegremente e deu uma piscadinha pra Charlie que tinha um sorriso maior do que o rosto. Minha família estava desapontada, todos já tinham escolhidos os nomes, menos eu. Sem contar que o nome não homenageava ninguém a não ser Charlie. Na escolha do nome bella esqueceu todos nós.

-só Charlize? Não tem segundo nome? — perguntou Charlie todo contente.

-claro que tem, eu tenho dois nomes e vou fazer o mesmo com ela, Charlize Eduarda Swan Cullen vulgo Duda. — ela já tinha até o apelido, mas agora era o meu sorriso que quase rasgava o rosto, minha chateação por não ter participado da escolha, a chateação da minha família por também não participar, tudo esquecido. Só restava a satisfação por ela lembrar de mim num momento tão importante da nossa vida, e também por ser um nome normal sem as estranhezas que ela coloca nos nomes.

-se for menino posso escolher? — pediu Alice e bella riu.

-claro que não Alice, sou eu a mãe, sou eu que vou sofrer pra ter esse bebê, nada mais justo eu fazer todo e qualquer tipo de escolha. — Alice fez bico e todas as chantagens que pra variar não funcionou com bella. — mas se Emmet quiser fazer o berço eu agradeço.

-o que? Eu fazer o berço? Por quê? — Emmet perguntou mal se contendo de alegria.

-não mesmo. — Alice bateu o pé. — eu vou encomendar o enxoval mais lindo e mais caro que um bebê já teve o prazer de ter, tudo com qualidade incluindo o berço.

-não vai mesmo, eu quero o berço feito de madeira e quero tudo artesanal, se você quiser fazer alguma peça tudo bem e eu aceito, mas quero tudo feito manualmente, nada de marcas e etiquetas e ponto final. — em seguida ela começou chorar. — o filho é meu e eu escolho o que quero pra ele, isso não é justo para com minha humilde pessoa, até já idealizei como quero tudo e vem vocês se achando no direito de opinar, papito fala pra ela que o filho é meu, só meu e eu não divido com ninguém nem com meu Istrepinho. — o choro dela aumentou, ela começou soluçar e a respiração acelerou preocupando todos nós.

-calma bella respire fundo. — disse Alice se ajoelhando perto dela. — vai ser tudo artesanal, prometo nada de compras só, por favor, se acalme. — ela suplicou e bella começou exercitar a respiração até ela se normalizar, não imaginamos que bella já estava tão obsessiva com a criança, até onde sei ela nem gosta de crianças.

-prometa de novo, prometa que não vai comprar nada. — bella pediu chorosa e Alice não pensou duas vezes.

-prometo, será como você quiser, mas porque quer um berço de madeira? — pelo menos isso a Alice queria entender, ela não se conformava com essa decisão de bella, mas depois de ver o quão rápido ela se alterou resolveu aceitar e não piorar a situação.

-porque se o berço for frágil o bebê pode quebrar, ela é meia vampira e muito forte, o berço tem que ser resistente. — "é mais fácil eu quebrar o berço do que minha vampirinha e se você contar isso pra alguém eu peço o divórcio" ela pensou e me olhou seriamente, abafei um riso e concordei com a cabeça. Mas espera aí...DIVÓRCIO? Eu sou um idiota mesmo, a mulher que eu amo e que está esperando um filho meu que trouxe luz pra minha vida, alegria pra toda minha família nos tirando do mais profundo tédio e eu NÃO A PEDI EM CASAMENTO! Saí correndo o máximo que eu conseguia e fui até o escritório onde tinha o cofre, o abri e peguei em minhas mãos a caixa que me pertencia, parei de repente e pensei: aqui não tem uma única jóia que ela mereça. Desanimei e sentei-me no chão olhando as jóias que eram da minha família humana, as observei sabendo que não havia uma única peça que eu poderia dar quando a pedisse em casamento. Eu só sabia que a amava e que bella é extremamente vaidosa, jamais aceitaria uma simples jóia. "Se ela ama você ela aceitará qualquer coisa que ofereça" pensou Charlie, Alice já havia dado com a língua nos dentes.

-mas não há uma única jóia que eu possa dar a ela. — falei. "Siga o seu coração meu filho, bella já está aqui preocupada com seu súbito desaparecimento". Levantei-me e fui em direção a sala levando comigo a caixa nas minhas mãos. Lá estava ela sentada e me olhando preocupada, seus pensamentos alarmados achando que eu a abandonaria grávida "isso não poderia acontecer agora, meu filho precisa ter um papito só dele porque eu tenho um só meu, como ele pode ter coragem de me abandonar com uma cria sua em meu ventre?" ela pensava indignada, sorri pra ela que imediatamente mudou a linha do pensamento "como ele fica lindo sorrindo, EDWARD PEGA EU" meu riso alargou.

-eu vou dar uma volta. — anunciou Charlie e levantou-se dando um beijo na testa de bella.

-agora que é o melhor momento? — perguntou Emmet ansioso com o pedido. Olhei feio pra Alice.

-é mesmo Charlie, afinal é sua filha. — argumentou Rosalie disfarçando a ansiedade.

-bem por isso, não acham que eles merecem privacidade? Esse é um momento muito importante pra eles. — ele falou e deu um riso correndo até Rosalie, a pegou e jogou sobre seus ombros e saiu correndo com ela esperneando, depois só se ouviram risos e até que enfim minha família entendeu que nós tínhamos direito a esse momento.

Assim que fiquei a sós com ela me ajoelhei na sua frente, ela era a única que não sabia o que estava acontecendo. Aproximei-me e beijei lentamente seus lábios macios e gostosos enquanto ela se agarrava a mim puxando meus cabelos, me deliciei com seu gosto antes de me afastar, ela já estava com uma cor melhor e se alimentando bem sem estar vomitando com tanta freqüência, mas não era por isso que eu iria abusar de sua fragilidade. Afastei-me e coloquei sobre seu colo a caixa antiga com as jóias, os olhos dela brilharam ao observar os desenhos feitos na madeira.

-são as jóias que pertenceram a minha família humana. — comecei hesitante, ela tinha coragem pra jogar a caixa na minha cabeça. — de uma olhada. — ela não pensou duas vezes em abrir a caixa toda afoita e jogou todas as jóias e cima do sofá sem a menor delicadeza.

-são lindas Edward, olha essa aqui. — ela pegou admirada um colar e sem pensar duas vezes o arrebentou em dois, arregalei os olhos, não era bem isso que eu tinha em mente, segurei suas mãos quando ela pegou o próximo.

-não é pra você estragar. — falei cauteloso e retirei o outro colar que estava em suas mãos. — elas não são caras, mas tem muito valor sentimental.

-então elas são caras. — afirmou bella. — as coisas mais valiosas que existem são justamente essas, as que têm valor sentimental. — sorri pra ela sabendo que ela estava correta em sua avaliação.

-são todas suas. — ela arregalou os olhos surpresa. — quero que se case comigo, você aceita ser esposa de um vampiro que é completamente louco por você? — seus olhos encheram de lágrimas e ela esqueceu completamente das jóias.

-casar com você? Mas é claro Edward, mas já digo que quero uma casa só nossa e o papito vai com a gente. — ela já tinha planos?

-por mim tudo bem, bom, escolhe um anel pra por no dedo, espero que tenha algum que lhe agrade. — essa é a parte vergonhosa da situação, a qual eu tinha receio, mas eu simplesmente não poderia esperar pra fazer o pedido até comprar algo descente, eu já tinha demorado demais.

-Edward não seja idiota. — ela disse carinhosamente. — vindo de você eu aceitaria até um barbante enrolado no dedo, mas já que tem muitos anéis escolha um ao seu gosto, garanto que sua escolha será perfeita. — ela disse sorridente e muito animada, olhei os anéis e peguei um com pedrinhas pequenas pra combinar com ela que é delicada. — esse não. — o soltei rapidamente, isso que ela havia dito que vindo de mim ela aceitaria qualquer coisa. — gostei desse aqui. — ela falou e pegou um com pedrinhas em ouro amarelo e branco. — o amarelo lembra o dourado dos seus olhos. — e me olhou fixamente dando um sorriso, concordei imediatamente com sua escolha. Até nesse momento ela lembrou de mim, o engraçado é que mesmo lendo sua mente eu sou pego de surpresa porque bella não pensa antes de agir, primeiro ela age e depois ela pensa, ela é toda ao contrário.


(...)


No outro dia agimos normalmente enquanto ouvíamos o barulho do carro entrar na estrada que dava acesso a nossa casa. Charlie estava no andar de cima e bella já havia sido instruída sobre como falar com Henry, o problema era se ela seguiria as instruções. O carro parou e de lá desceram as duas pessoas que Alice havia visto, Henry e uma mulher loira. Eu estava atento a seus pensamentos. Eles passaram em Forks e o informaram que bella estava na casa de amigos, deram o nosso endereço a eles.

-que milagre, a casa ainda está em pé. — ele disse a mulher. — lembre-se do que eu lhe disse, bella é bem diferente, mas é fácil lidar com ela principalmente agora que está fragilizada pela perda do todo poderoso. — Charlie segurou o rosnado, mas era muita cara de pau mesmo.

-não se preocupe tudo o que quero é cuidar da minha filha e de quebra a fortuna que ela tem direito. — congelamos no lugar, será possível? Charlie deu uma espiada pela janela e foi à vez dele congelar "esse rosto eu jamais esqueço".

-essa é Liza, a mãe da bella. — ele falou incrédulo. — o que essa vagabunda quer aqui? Edward se ela ofender bella eu a mato, já estou avisando pra que não tentem me impedir. — agora as coisas complicaram.

-só não esqueça da minha parte. — Henry falou a ela, eu mal acreditava em tanta...eu mal tenho palavras pra expressar o tamanho da minha repulsa. Os pensamentos estavam todos alarmados. Eles subiram as escadas e bateram na porta.

-nossa! Essa casa é incrível. — ela sussurrou a ele.

-se comporte e pareça emocionada ao vê-la. — ele a repreendeu baixinho. Esme os recebeu e pareceu surpresa ao receber visitas.

-olá! Em que posso ajudá-los? — Esme perguntou educadamente mesmo sua vontade sendo a de expulsá-los.

-sou amigo de bella e fiquei sabendo do ocorrido, viemos prestar nossa solidariedade. — "nossa que mulher gostosa, mas sei — lá, me dá um medo só de olhar pra ela", ele está certo em temer, não só a Esme como a todos nós.

-hum. — Esme murmurou e fez cara de surpresa. — claro, entrem. — ela os convidou e eles entraram observando a casa discretamente, a loira chamada Liza tinha a ganância estampada nos olhos.

Na sala estava bella sentada no sofá comigo ao seu lado, Jasper do outro e Alice ao lado dele, bella estava rodeada por pessoas que a amam, Carlisle estava no escritório e Rose estava com Emmet na floresta, como ele não conhece o significado da palavra discrição preferimos manter ele afastado. Bella retirou os olhos de mim estranhando minha preocupação e olhou em direção a porta onde estavam os pilantras e talvez futuros lanches de Charlie.

-a bella minhas condolências. — falou Henry com cara de tristeza e veio até ela, ela se levantou e deixou que ele a abrasasse. — sinto muito, imagino o quanto deve estar sofrendo. — ele murmurou no ouvido dela e eu enlouqueci de ciúmes "se controle Edward e não piore as coisas" Jasper me repreendeu e eu respirei fundo. Assim que ele soltou bella, ela deu um risinho e deu-lhe um tapa na cara que ele chegou virar o rosto para o lado, a olhei de olhos arregalados, isso não estava nos planos, mas confesso que adorei.

-oh meu deus Henry você não imagina o tamanho do meu sofrimento. — bella lamentou como se não tivesse acabado de bater nele.

-eu imagino sim, mas porque me bateu? — ele perguntou incrédulo enquanto massageava o rosto.

-não bati em você, como tem coragem de me acusar dessa forma? — ela respondeu ultrajada, "manda ver bella, mostra pra esse idiota como você enlouquece qualquer um" Ela pensou consigo mesma, disso eu não tenho a menor dúvida.

-tem razão, a viagem me deixou muito cansado. — ele respondeu "maluca" ele pensou e eu me segurei pra não torcer aquele pescocinho.

-que viagem? — bella perguntou confusa, mas por dentro ela ria horrores.

-a viagem até aqui, vim só pra vê-la. — ele deu um sorriso.

-ótimo, agora já viu, tchau e cuidado com o retorno, vai que sofre um pequeno acidente e tipo, morre. — bella disse entusiasmada e voltou a se sentar no sofá. Eles disfarçaram a surpresa, mas não muito.

-e você não quer saber quem sou eu? — perguntou Liza maternalmente, Charlie andava de um lado para o outro completamente irado.

-não te conheço, não sou uma pessoa curiosa, mas posso dar um chute. — bella respondeu tranquilamente. — você é a avó do Henry. — não consegui disfarçar o riso, a cara de Liza foi impagável, afinal ela é não é nenhuma senhora de idade a ponto de ser avó de um cara como Henry que tem uns trinta e poucos anos. Antes que ela retrucasse Henry a olhou sugestivo e ela deu um sorriso, "esse sorriso é mais falso do que o relógio que eu dei de presente de amigo secreto, disse ao papito que o presente era super caro, então comprei um relógio de poucos dólares e fiquei com todo o restante do dinheiro pra mim, ai ai ai, até hoje eu não lembro o que fiz com o dinheiro, tenho certeza que eu investi em algo importante, afinal estamos falando de mim" arqueei uma sobrancelha para bella, pra variar ela se distraiu e não ouviu a parte em que Liza se apresentava como sua mãe.

-não vai me dizer nada? — ela perguntou confusa, "ela disse alguma coisa Edward? " acenei com a cabeça pra bella, "era importante?" acenei novamente com a cabeça.

-e o quer que diga? Eu não sei você, mas eu estou cansada e preciso de repouso afinal, perdi o papito pro urso morto de fome, aquele desgraçado, ai se eu te pego urso comedor de papito. — ela disse e imitou com um gesto de alguém que está enforcando outro alguém.

-bella, preste atenção. — falou Henry, não gostei da forma como ele falou com ela. — ela disse que é a sua mãe, essa é Liza, provavelmente Charlie disse o nome da sua mãe, agora você não está sozinha no mundo, tem uma mãe que está morrendo de vontade de abraçá-la, então não seja mal educada, tenho certeza que Charlie onde quer que ele esteja não ficaria satisfeito por vê-la tão mal criada. — ele disse se achando o máximo por saber que o ponto fraco de bella é justamente Charlie, bella por sua vez estava paralisada no lugar e encarava Liza, a abracei lhe passando confiança, é disso que ela precisa agora. Revoltava-me saber que se Charlie realmente tivesse morrido bella iria conviver com cobras.

-está dizendo que essa mulher é minha mãe? — bella perguntou incrédula e começou analisar Liza descarada mente.

-isso mesmo, se quiser estou disposta até fazer exame de DNA. — falou Liza satisfeita por ver a reação de bella, ela não conhece bella e não tem noção de com quem está lidando, em seguida bella solta uma das suas.

-ainda bem que puxei ao papito, já imaginou se eu tivesse puxado você? Andaria na rua com um saco plástico na cabeça, afinal não gostaria de assustar ninguém com minha terrível aparência. — falou cheia de pena pra Liza que se encontrava séria.

-bella tenho certeza que não foi essa a educação que seu pai te deu. — falou Henry como se falasse com uma criança, em seguida se aproximou de bella e fez um carinho em seu rosto tentando passar confiança, quando eu fiz isso eu consegui acalmá-la, agora teve o efeito oposto, quando ele passou o dedo nos lábios dela ela o mordeu e quase o arrancou fora.

-isso é pra você nunca mais encostar em mim. — ela disse séria e apontou o dedo na cara dele. -se não percebeu estou noiva. — falou e mostrou o dedo com o anel de noivado. — então nunca estarei sozinha no mundo, e dá próxima vez que encostar em mim, esse aqui é meu noivo. — disse apontando pra mim. — ele vai acabar com você, Edward, o coloque pra fora imediatamente, e você. — disse a Liza que estava chocada com tamanha falta de educação. — sua parideira de Isabelinha, da o fora daqui antes que eu chame o papito. — ela consegue ferrar com tudo em poucas palavras.

-bella, Charlie está morto. — falou Alice ficando ao lado de bella e olhando sugestivamente, com isso bella surtou.

-como está morto e ninguém me avisa? Oh meu deus o que faço sem meu papito. — ela disse chorando e me abraçando, a abracei chocado com sua falta de atenção.

-vou levar bella comigo, ela não tem condições de permanecer aqui. — falou Henry, "qualquer clínica psiquiátrica a aceita sem pensar duas vezes", eu me segurava em bella pra não matá-lo ali mesmo.

-bem que você disse que ela tinha problemas mentais e que Charlie nunca a ajudou com isso, pobrezinha da minha filha. — falou Liza com uma falsidade sem tamanho.

-bella não vai sair daqui. — disse Jasper mandando uma alta dose de medo e pânico pra eles. — ela está noiva do meu irmão e só pra vocês saberem ela não tem bens algum, ela já vendeu a empresa e o dinheiro num ato de desespero pela perda do pai ela doou tudo pra uma instituição de pesquisa contra o câncer, sorte dela que não a deixamos desamparada.

-ELA FEZ O QUE? — berraram praticamente juntos. — bella como pode ser tão irresponsável? Como vai viver de agora em diante? — falou Henry em desespero, ele contava com o dinheiro pra viver sua vida com muita mordomia, ele não era um cara pobre, mas queria mais, muito mais. O tempo todo eu me concentrava em bella e no meu filho pra não fazer uma besteira.

-como eu disse, nós cuidaremos dela, mas se vocês quiserem ajudar financeiramente nós aceitamos de bom grado, meu pai é médico e apesar das aparências não temos dinheiro de sobra, já que você é a mãe e que nunca esteve ao seu lado, tenho certeza que você pode ajudá-la com dinheiro, vou passar o número da conta pra vocês e qualquer dano que bella cause eu os aviso. — Jasper sabe jogar com as pessoas como ninguém, nesse momento eles já faziam planos pra sair daqui sem qualquer responsabilidade com bella.

-e como Henry deve saber, bella estraga coisas caras as vezes. — Alice falou já prevendo sua saída daqui.

-estávamos pensando em ficar na cidade por alguns dias, mas não há um hotel descente, talvez a gente fique em Port Angeles e depois vemos o que fazer com relação a bella. — falou Henry, ele disfarçava muito bem, mas sentia muita raiva de bella pelo que fez.

-acredito que a viagem foi cansativa e já passou da hora de saírem da minha casa. — falou Esme e já foi abrindo a porta. — passar bem e não se preocupem, cuidaremos da bella, afinal ela não pode sentir falta de uma mãe que nunca teve. — Esme estava revoltada com Liza, com Henry ela até entendia, ele era só um "amigo" querendo se dar bem, mas Liza era a mãe da bella, isso era revoltante, Esme se aproximou da Liza e sussurrou em seu ouvido. — ela nunca perguntou por você, nunca quis saber de você, nunca sentiu sua falta porque Charlie sempre foi presente em sua vida, conviva com a certeza que você não passa de uma vagabunda querendo se dar bem, que você nem lixo é perto da bella, agora saia daqui e nunca mais volte, se não eu literalmente sirvo você no jantar. — sua voz era letal e Liza só saiu porque Henry a arrastou, suas pernas tremiam.

Só respiramos aliviados quando o carro saiu da frente da nossa casa.

-eles já foram? Até que enfim. — falou bella saindo do meu abraço e jogou as mãos para o alto. — já imaginou se eu tivesse puxado ela? Minha vida seria um horror, tudo por culpa do dinheiro, pois que peguem esse dinheiro e enfiem no cú. — arregalamos os olhos por vários motivos, primeiro o choro de bella era falso, segundo ela sabia o que estava fazendo e terceiro que palavrão foi esse? Depois só vimos Charlie passar velozmente pela sala e murmurar.

-vou matá-los. — e saiu pela porta sem chance de segurá-lo.

-eu ajudo. — falou Jasper e saiu correndo atrás, olhei pra Alice que deu de ombros.

-não vejo nada, esse escudo da bella ora funciona, ora não, isso me deixa maluca.

-então é isso. — falei pra mim mesmo. — por isso sou pego desprevenido com bella. — ela olhou pra mim e disse.

-e eu lá tenho culpa disso? Eu não posso controlar algo que só sei que tenho, mas não posso controlar, e me diga uma coisa, cadê o papito? — e agora? Ele e Jasper vão fazer a maior borrada e como contar a bella que Charlie vai matar e possivelmente beber sua mãe e seu ex amigo?

-foi matar sua mãe. — chegou Emmet falando como se isso fosse algo normal, Carlisle veio rapidamente até nos.

-Emmet, bella não pode ficar nervosa e já passou por muita coisa hoje, será que você poderia, por favor, manter a boca fechada? — ele falou e correu verificar a temperatura de bella. — como se sente?

-na verdade só com um pouco de dor nas costas, na cabeça, nas pernas e até meus pezinhos doem um pouco, mas estou bem. — ela garantiu o olhando completamente desamparada. — sem contar que o papito vai matar a parideira de Isabelinha, no mais, está tudo na mais perfeita ordem.

-parideira de Isabelinha? Por favor, bella me explique isso. — pediu Rosalie sentando-se ao seu lado.

-não tem o que explicar, pra mim mãe é quem cuida, ela só me pariu, por isso a chamo assim. — disse e parou as mãos de Rosalie que estavam a caminho da sua barriga.

-só vou encostar. — insistiu Rosalie e dessa vez bella permitiu com receio, ela tinha medo que o encostar de Rosalie fosse o mesmo que o encostar dela.

-você está melhor, isso é bom, mas não deixa de ser estranho, geralmente as mães enfraquecem e nem conseguem se alimentar, você já está com uma cor melhor e se alimenta muito bem. — falou Carlisle confuso, mas não menos otimista, se continuar nesse ritmo bella tem grandes chances da gravidez ser um sucesso.

-falando em se alimentar, estou com fome. — ela disse e ouvimos sua barriga roncar, ela realmente sentia muita fome.

-o que quer comer agora? — Esme perguntou enquanto planejava ir ao supermercado, bella comia muito e a despensa estava quase vazia.

-qualquer coisa, estou realmente com fome. — bella falou e Esme correu pra cozinha.

-o bebê está crescendo rápido. — falei em seu ouvido e ela me olhou dando um risinho.

-quando vai arrumar um emprego? — O QUE?

-por quê? — perguntei confuso e ela me olhou seriamente.

-como porque Edward? Você vai se casar e ter um filho vai assumir a responsabilidade e terá que manter e dar conforto pra sua família, precisa de um emprego, ou acha que o papito tem a obrigação de por comida a mesa pra sua filha, seu neto e seu marido? Seja responsável Edward. — mas eu não como, e em breve nem ela.

-bella meu amor. — falei enrolando uma mexa de seu cabelo em um dedo meu. — não preciso arrumar um emprego, todos esses anos acumulamos muitos bens, não há a menor possibilidade de você ou o bebê passar qualquer tipo de necessidade. — até parece que eu deixaria minha família passar fome.

-então quando nos casar eu serei uma Cullen e você me dará um cartão de crédito com um limite bem alto, afinal tenho minhas necessidades básicas e ainda tenho que cuidar da Charlize. — ela falou com os olhos brilhando de alegria, eu via muito esse olhar em Alice, disfarcei meu pânico, não fui o único.

-sim, você terá. — concordei e ela sorriu animada.

-bella, Charlie deu um cartão a você, porque quer outro? — perguntou Rosalie confusa.

-o papito me regula muito, o cartão que ele me deu tem um limite muito baixo, agora que serei mãe, esposa e dona de casa preciso de um limite maior.

-mas bella, até onde sei seu cartão tem um ótimo limite. — disse Alice.

-quem disse isso mentiu e muito, não posso viver com um limite de vinte e cinco mil dólares. — ela falou em pânico.

-só isso? Mas que maldade do Charlie. — falou Alice com as mãos na boca de tanto horror que sentia.

-vocês sabem que a maioria da população vive com muito menos que isso. — falou Carlisle.

-isso é verdade. — concordou bella. — teve uma vez que me faltou dinheiro e eu fiz um empréstimo escondido do papito, acontece que não pude pagar e sobrou pra ele, mas como eu não contei ele só descobriu quando o gerente linguarudo e fofoqueiro ligou avisando do atraso do pagamento. — ela disse triste e encostou a cabeça em meu peito. Fiquei triste por ela, mas não consigo entender como alguém como ela faz esse tipo de coisa.

Bella comeu duas vezes antes de Charlie chegar, isso era muito satisfatório, principalmente porque ela não estava vomitando.

-papito o que você fez? — ela perguntou batendo o pé no chão e com as mãos em sua cintura.

-fiz o que devia ser feito, aquele encosto nunca mais vai incomodar ninguém. — achei que ele mentiria me surpreendi com isso.

-talvez ela nunca mais voltasse. — sugeri, Charlie não se sentia culpado.

-duvido, conheço gente daquela laia, ela sabia que vocês ajudariam bella, tenho certeza que cedo ou tarde ela voltaria pra perturbar nossa paz, cortei o mal pela raiz. — ele respondeu friamente.

-você comeu ela? — ele arregalou os olhos pra bella, isso lá era pergunta?

-a única coisa de útil que ela já fez na vida foi bella e ainda não fez sozinha, não queria nada dela em mim, sem contar que um acidente de carro é comum hoje em dia, isso foi idéia de Jasper, muito inteligente devo dizer.

-só achei que era mais fácil, só ajudei porque também acredito que cedo ou tarde ela voltaria pra incomodar. — Jasper falou satisfeito com o que fez, há séculos ele não matava ninguém, mas sendo pra proteção de bella acredito que eles fizeram o certo, o passado que fique onde pertence, no passado. Sei que isso não faz parte do nosso cotidiano, que não gostamos de fazer isso, mas às vezes é preciso correr pra só depois andar, eu quero que meu filho viva em um lar harmonioso e na mais perfeita paz, se Liza voltasse às coisas se complicariam, como disse Charlie, ele cortou o mal pela raiz.

Depois de tantos anos ela só apareceu quando soube da morte de Charlie e estava interessada unicamente no dinheiro dele, só que ela bateu de frente com vampiros com poderes sobrenaturais, mas tenho certeza que bella cuidaria direitinho da parideira de Isabelinha, caí no riso quando pensei isso, sorte que pelo menos pra nossa filha bella escolheu um nome descente, olhei pra ela que já nem pensava mais em Liza e no fato de seu pai tê-la matado, isso é meio estranho, mas vindo dela se torna tudo normal.

-se for menino qual o nome? — perguntei curioso.

-estou em dúvida. — ela disse animada. — mas se quiser pode me ajudar.

-quais você tem em mente? Aí a gente escolhe um deles. — sugeri também animado e me sentei a trazendo para meu colo.

-gostei de Cólica de Jesus, Bronsibel, Chaplin Disney, Dezêncio, Elacervandro... — a medida que ela ia falando os nomes a sala ia caíndo no mais completo silêncio e todo meu ânimo diminuía, desculpem o palavreado, mas que porra do caralho é essa? Sem me conter tapei a boca dela com a mão, eu estava em pânico, já imaginou chamar meu filho de "venha Pimpão, venha com o papai", quem surtou fui eu, TEM que ser menina.

-bella bebê. — ela olhou rapidamente pra Charlie que tentava a todo custo disfarçar o pânico em seu rosto. — não vai colocar nome estranho no meu neto, é tudo que te peço, por favor. — ele pediu quase tendo um treco.

-então vou por Charlie Junior, sabe que eu gosto de Junior. — ela disse manhosa.

-não é legal chamá-lo de Charlie, já temos um Charlie na família. — ele argumentou e bella sorriu, "consegui", olhei curioso pra ela e seu sorriso convencido.

-ou é Charlie Junior ou um dos nomes anteriores que eu acabei de falar. — foi então que nos demos conta do que bella acabou de fazer, novamente ela nos distraiu e dessa vez sobrou até pra Charlie.

-você sabia que eu iria retrucar em por meu nome num filho seu e fez com que nos apavorássemos com suas sugestões. — ele disse incrédulo enquanto bella concordava alegremente. — logicamente depois de ouvirmos os nomes qualquer um mais normal nós concordaríamos de bom grado. — novamente bella concordou com a cabeça.

-acertou, até parece que eu iria chamar meu filho de um nome horrendo daqueles, mas agora já está escolhido, se for menino será Charlie Junior Swan Cullen vulgo Pimpão, digo, Junior. — e caiu no riso, ela riu tanto que chegou ficar sem ar. — enganei...oito...vampiros...fodões. — ela disse entre risos. Virou e mexeu e ela acabou escolhendo os nomes que sempre quis.

Dois dias depois, nos mudamos pro Alaska.