Como Enlouquecer Um Vampiro
32 Capítulo 32 - Quando a memória falha...
PVB
Enquanto eles conversavam sobre o que fazer com os vampiros sanguinários de Seattle eu estava sentada no sofá com o Fredi dormindo no meu colo, eu estava só os observando, mas confesso que não entendia algumas coisas, como por exemplo por que não falavam inglês claro pra mim entender? O que Jasper quis dizer sobre reunir os amigos? Até onde sei é uma luta feia e de calamidade máxima, nesses casos a gente afasta os amigos do perigo e não os chamam. Outra coisa que eu não entendia, porque o papito estava tão preocupado, ele poderia ter mudado muito ao se transformar em vampiro, mas eu ainda o conhecia muito bem pra saber quando algo perturba sua mente incansável, continuei ouvindo a conversa deles, mas acabei desistindo, não entendia muita coisa mesmo.
Deixei minha ilustre mente brilhante viajar para o passado, lembrei-me de um dia chuvoso numa noite fria e...puta merda, esqueci, mas deixa pra lá, tenho certeza que não era importante, ou era? Tanto faz, então lembrei da minha Magali, eu tinha que dar um jeito de invadir as terras dos quileute e pegá-la, ela precisa estar em segurança total e perto de mim, mas como fazer isso se cada passo que dou tem alguém de olho em mim? Como se euzinha aqui fosse fazer algo errado, uma tremenda injustiça isso sim, mas tudo bem, também havia outro problema, eu havia prometido ao papito que não iria para a floresta sozinha, se eu prometi, eu tinha que cumprir, sou uma Swan e honro o que tenho no meio das pernas. Mas eu precisava pegar Magali Swan das garras do lobo mal e pegaria antes que ele a matasse e a comesse.
Outra coisa importante, eu tinha que por minha mente em ordem, eu conseguia assimilar várias coisas ao mesmo tempo, mas tudo o que estava acontecendo era demais pra mim, eu tenho um papito vampiro, um namorado lindo, gostoso e maravilhoso, mas também um vampiro tele pata, minha melhor e única amiga era uma vampira vidente, meu melhor amigo era um vampiro que sente e controla as emoções, meu sogro e minha sogra também são vampiros, e Rosalie e Emmet que servem para encher lingüiça também são vampiros, to perdendo alguma coisa? A é...E EU SOU UMA HUMANAAAAAA. Eu quero ser vampira, mas eu adoro dormir, não queria perder isso, eu também adoro chorar e também não queria perder isso, e agora o que que eu faço? Fiz um carinho nas orelhinhas do Fredi, quero aproveitar bem sua infância e não deixar passar nada, em breve ele seria adulto e começavam os problemas, então eu tenho que ser firme do mesmo jeito que o papito é comigo. Tudo o que sou devo ao papito, desde as minhas qualidades que são muitas até os meus defeitos que são bem poucos, bem poucos mesmo, eu sou quase uma pessoa perfeita de tantas qualidades que tenho, ai como tenho orgulho de mim, sorri com isso, é tão bom ser eu.
Esses dias eu sonhei com uma flor incrível e fiquei esperando Edward realizar meu sonho e me dar ela de presente, mas ele não deu e eu fiquei um pouco triste com sua desatenção, mas eu entendo que estão passando por momentos difíceis, afinal faz tempo que não dormem, e isso deixa as pessoas meio lentas. Olhei meu bebê dormindo tranqüilo, aos poucos ele estava se acostumando comigo e com o restante do povo, eu não via a hora de arrumar uma casa pra mim e pro papito, eu gosto muito de estar com Edward sempre por perto, mas eu me sinto sufocada com tanta gente morando junto, aqui não tem privacidade alguma e eu sinto falta das minhas coisas, e também das coisas do papito. Lembrei-me do que aconteceu com os travesseiros de Edward, eu culpei o Fredi por algo que eu fiz, eu sei que isso é muito injusto, culpar um inocente, mas quando eu entrei no quarto meus olhos brilharam de alegria e eu corri pular em cima da cama com o Fredi, então por acaso eu resolvi ver se os travesseiros de pena eram de pena mesmo, abri um e depois os outros, e não é que eram de penas mesmo? Foi então que Fredi se descontrolou e começou brincar com as penas e eu como sou uma pessoa muito bondosa o ajudei. Tadinho do meu Fredi, tão novinho e tão arteiro, suspirei indignada.
-o que foi bebê? — perguntou o papito vindo se sentar ao meu lado, encostei minha cabeça em seu ombro e suspirei outra vez, eu adorava ficar assim com ele, me dava uma paz tão grande.
-só queria saber quando vamos pra nossa casa.
-estou resolvendo isso, já contratei uma empresa de mudança e amanhã eles vão pegar nossas coisas em La Push e depois vão pegar as coisas aqui de Forks, Carlisle me vendeu uma casa no Alaska, vamos mandar nossa mudança pra lá, e enquanto ajeitamos a bagunça dos vampiros por aqui, a empresa arruma e decora a casa, assim que resolvermos esses problemas vamos pra nossa casa. — falou me abraçando, com o papito era sempre assim, enquanto eu estava indo com o fubá ele já estava voltando com a polenta pronta.
-não vejo a hora de estarmos no nosso cantinho, lá tem lareira? Porque não dá pra morar num lugar frio daqueles sem lareira. — falei apavorada com a idéia de passar frio.
-não se preocupe com isso — quem me respondeu foi Carlisle. — a casa é extremamente confortável, foi a única exigência de Charlie.
-isso é bom. — falei me aconchegando mais no papito, isso também sempre foi prioridade nas escolhas das casas que já moramos, ela tem que ser confortável, não necessariamente grande, mas ele sempre quis dar o melhor pra mim. — você a comprou? Já viu? Como ela é? Qual a cor? É grande? Tem banheira? Tem piscina? Tem quadra de esportes? Tem garagem grande? Quantos quartos? O seu fica próximo do meu? Qual o tamanho da cozinha? E da sala? Essa tem biblioteca? Tem escritório? Fica perto da cidade ou no meio do mato? Tem jardim? O quintal é grande? Qual o tamanho? — essa perguntas eram essenciais, como a casa de Forks não tinha biblioteca trouxe só alguns livros, deixei muitas coisas minhas na nossa casa em Cambridge, espero que essa do Alaska tenha espaço suficiente pra mim guardar todas as minhas coisas, e acredite, são muitas. O papito riu.
-já comprei, já a vi por fotos, ela é bem bonita, de madeira rústica, é grande, tem banheira, não tem piscina, não tem quadra de esportes, a garagem tem espaço suficiente pra três carros, tem três quartos e o meu vai ficar ao lado do seu, como sempre — ele disse e eu dei um risinho, eu só conseguia dormir tranqüila se o papito estivesse próximo a mim. — a cozinha é incrível, o terceiro quarto vamos fazer sua biblioteca, então vou mandar buscar todas as nossas coisas que estão em Cambridge. — me animei muito com isso, saber que eu teria minha amada e adora biblioteca, pra mim esse lugar sempre foi meu santuário. — fica afastada da cidade e próxima a casa dos Cullen's e dos Denalli, a paisagem é toda branca devido à neve, tenho certeza que você vai adorar. — ele concluiu, se ele disse que eu iria adorar eu acreditava nele, além do mais iria morar pertinho do Edward, não poderia ficar mais feliz.
-isso é ótimo — falei animada, mas eu queria minha Magali ali comigo. Suspirei triste e olhei pro papito completamente desolada.
-o que você quer? — falou dando um risinho.
-minha Magali, ela está lá sozinha naquela casa fria e acabada pelo tempo, quero ir buscá-la. — fui direto ao ponto, comigo é assim mesmo.
-mas... — começou o papito e depois ficou quieto, então caiu no riso, fiquei pensando, to perdendo alguma coisa?
-ela esta sozinha e você rindo dela — falei magoada e ele parou de rir imediatamente, então ele me olhou com ternura.
-sua Magali sempre está dentro da sua bolsa, porque a deixou em La Push? — fiquei refletindo sobre isso, então me lembrei que era verdade, ela estava na minha bolsa, levantei rapidamente e só ouvi um barulho de algo caindo no chão, em seguida ouvi um choramingo que parecia um cachorro machucado, mas não parei pra ver o que tinha acontecido, precisava ver Magali o quanto antes, saí correndo em direção ao quarto como se minha vida dependesse disso, ouvia claramente alguns risos quando entrei no quarto e corri até minha bolsa, a abri e joguei tudo em cima da cama, entre tantas coisas que havia ali avistei minha linda e maravilhosa Magali, a peguei com todo o cuidado que uma pessoa delicada como eu deve ter e dei-lhe um beijinho, cheguei suspirar de alegria e voltei correndo pra sala pra me aconchegar outra vez no papito, mas aconteceu uma desgraça no caminho até a sala, eu juro que não sei o que aconteceu e nem como aconteceu, quando comecei descer a escada a cabeça da Magali caiu e saiu rolando, eu fiquei em choque e paralisada no lugar vendo a linda cabecinha dela rolando degrau por degrau da maldita escada até parar no meio da sala diante de todos que estavam estáticos olhando de mim para ela e dela para mim, minha respiração acelerou, minhas mãos suaram e senti meu coração bater muito rápido, eu sabia que alguém havia mexido nela, e essa pessoa teve acesso a minha bolsa e as minhas coisas pessoais. Trinquei os dentes e segurei fortemente as lágrimas, em seguida olhei mortalmente para Rosalie assassina de Magali Cullen, eu jamais a perdoaria pelo que fez, como ela pode ser tão má a ponto de fazer isso com uma inocente e indefesa boneca? Eu sabia que ela não gostava de mim porque não dei o maldito dez a ela, mas o que ela fez pra me atingir foi golpe muito baixo.
-eu.vou.acabar.com.você. — falei pausadamente e desci correndo em direção a ela, mas o papito me segurou e comecei me debater pra ele me soltar. — solta papito, que eu mostrar pra essa loira que não se mexe com uma Swan. — falei me remexendo toda enquanto ele me segurava pela cintura, eu percebia todos paralisados com os rostos e expressões confusas, aposto que a loira não contou o que fez.
-porque está assim? — disse o papito, ele não parecia fazer esforço algum para me segurar e eu estava me irritando com isso, comecei de chorar de tristeza, ela teria que pagar pelo crime que cometeu, isso não é justo. O papito me virou e me abraçou enquanto eu chorava de ódio de Rosalie, de tristeza pelo que ela fez, pela Magali.
-pelo amor de deus bella o que aconteceu? Diga-me, por favor. — o papito pediu enquanto eu o abraçava apertado, eu queria dizer e pedir pra ele bater na loira assassina, mas não conseguia. Eu estava acabada de tristeza.
-você é literalmente louca — falou a loira e eu engoli o choro com todas as minhas forças e tentei me soltar do papito, mas ele continuou me segurando e rosnou.
-me solte papito, ela tem que pagar pelo que fez. — falei pra ele. O choro recomeçou.
-bella olhe pra mim. — ele pediu e eu parei de me debater e enxuguei as lágrimas para poder vê-lo. Encontrei seus olhos vermelhos e preocupados, funguei de tristeza. — me diga o que aconteceu. — Respirei fundo e tornei a enxugar outras lágrimas. Eu percebia que ao redor de nós estava tudo silencioso.
-alguém cometeu essa injustiça com a Magali. — falei mostrando o corpinho dela em minhas mãos. — esse alguém teve acesso a minha bolsa e fez isso com ela. — tornei a respirar fundo. — esse alguém fez isso pra me atingir, esse alguém usou minha Magali pra se vingar de mim porque eu não dei o dez que ela queria, ela nem merecia um dez. — desabafei e encostei a cabeça no peito do papito que tornou a me abraçar e eu tornei a chorar. Então a gargalhada estrondosa de Emmet quebrou o silêncio que tanto reinava, o olhei e ele estava rolando no chão de um lado para outro, fiquei confusa e olhei pros outros, tinha a impressão que eles me olhavam com pena, menos Rosalie que me fulminava com os olhos e Edward que parecia preocupado. Foi então que uma coisa veio a minha mente, tornei a avançar em Rosalie e novamente fui segurada pelo papito, mas que droga.
-o que foi "eu" fiz agora? Hein sua maluca? — disse Rosalie.
-você ouviu papito, ela acabou de confessar. — falei indignada porque ninguém fazia nada, só ficavam lá me olhando estranho. — além de matar Magali você me roubou. — acusei mesmo, essa ladra filha da mãe. Ouvi um ofegar, mas não vi quem foi.
-bella você não pode sair acusando as pessoas dessa maneira. — disse o papito sério.
-mas ela me roubou, e se ela não roubou, onde foi parar meu dinheiro? Quero ele. — falei e estendi a mão livre, eu queria o que me pertence por direito.
-eu não roubei nada. — ela disse furiosa, mas a mim ela não engana, dei um riso debochado. — não havia nenhum centavo no carro e nem dentro da sua bolsa.
-então confessa que você mexeu na minha bolsa e matou Magali? — eu estava muito furiosa. — confessa pilantra, que além de assassinar minha boneca você me roubou, sua ladra sem vergonha. — falei mesmo e ouvi outro ofegar.
-pra início de conversa o dinheiro era nosso, você só o tinha porque nós ficamos com pena da pobre coitada que não tinha nenhum centavo e ainda não sabia onde estava seu papito. — ela disse furiosa e debochada, eu congelei no lugar, ela estava mentindo com a maior cara de pau, o dinheiro era meu. Só meu. Não podia ser medida o tamanho da minha indignação.
-mentirosa filha da puta — falei indignada.
-bella olha a educação, não foi assim que eu criei você. — o papito me repreendeu e eu respirei fundo em busca de controle.
-quero meu dinheiro de volta e quero agora sua ladra de quinta categoria. — falei e estendi minha mão novamente.
-você só pode estar de brincadeira. — foi a vez dela dizer indignada. — não vou dar a você dez mil dólares, mas nem que eu pudesse morrer eu faria isso. — foi minha vez de ofegar, do que essa louca está falando?
-dez mil dólares? — perguntei confusa e ela me olhou também confusa.
-sim, os dez mil dólares que nós emprestamos a você pra expandir suas buscas por seu papito.
-não emprestei dinheiro algum de vocês, ainda mais dez mil dólares. — falei a verdade, se eu tivesse todo esse dinheiro em minhas mãos não sairia do shopping enquanto não gastasse tudo.
-bella. — disse o papito lentamente e eu olhei curiosa, ele me soltou e respirou fundo. — você havia me dito que tinha dez mil dólares no seu carro e me perguntou se Rosalie havia pegado ele antes de destruir seu carro. — fiquei pensativa, eu sabia que não estava me lembrando de algo importante, mas o que será? Olhei em direção a Jasper e ele estava segurando o Fredi que dormia tranquilamente com a cabeça na curvatura do seu pescoço, dei um sorriso a ele que devolveu, eu gostava muito de Jasper, isso aumentou ainda mais por saber que ele estava cuidando do meu Fredi, é bom ter amigos prestativos e leais.
-bella? — chamou Edward e olhei dando um sorriso. Mas ele estava muito sério, será que era agora que ele me dizia que sou louca e que não me quer mais? Nossa dessa vez foi rápido, mas já tive namoros que duraram poucas horas, acredite em mim quando digo que tive um namorado que terminou comigo depois de quarenta minutos de namoro, achei uma grande injustiça fazer isso com uma pessoa adorável como eu, eu tenho olhos verdes lindos, cabelos longos e bem cuidados, uma pele parecida com bunda de bebê de tão perfeita, tenho um sorriso de arrasar corações e acima de tudo, tenho covinhas, eu sou maravilhosa, cheguei suspirar do tanto que me amo. — BELLA? — ele chamou de novo, só que agora falou bem mais alto. Eu hein.
-sim. — falei hesitante, não queria ganhar um fora diante de todos eles, e saber que justo Edward não me queria foi um baque pra mim, mas sou acostumada a levar muitos tombos durante minha humilde vida, teve uma vez que eu achei que fosse me casar, mas ao invés do meu namorado me dar uma aliança me deu uma vassoura, a princípio achei que era pra mim voar, mas ai lembrei que não sou uma bruxa e devolvi a vassoura, só então ele disse que a vassoura era pra mim limpar a bagunça que eu havia feito em seu apartamento e que depois que estivesse tudo limpo era pra mim sumir da sua vida, resultado: dei uma vassourada nele e saí correndo e chorando, liguei pro papito e ele foi ao meu encontro pra me dar seu apoio. No fim do dia tomamos um porre de sorvete e dormimos na sala mesmo assistindo um filme de comédia, até que o dia não foi tão ruim.
-querida, Edward está falando com você. — disse Esme, puta que pariu, viajei na maionalga e não escutei o que ele disse.
-eu sei, estou ouvindo. — menti na maior cara de pau, mas Jasper riu e o papito também.
-então me responda o que eu havia perguntado. — Edward disse carinhosamente, se ele falou assim é porque não vai terminar comigo, sorri grande pra ele e fui em sua direção saltitante, me joguei em cima dele que me segurou e dei-lhe um beijo bem gostoso.
-wowww — ele falou quando paramos de nos beijar. — se eu soubesse que quando você fica distraída você faz isso, eu teria a distraído mais vezes. — me senti no céu com isso, eu o amava tanto. Passei a mão no seu rosto perfeito e fui sincera com ele, se ele realmente me amava ele não ficaria chateado comigo.
-desculpe, mas realmente me distraí e não ouvi nada do que me disse. — falei com medo de ele me soltar, mas ao invés disso ele deu um risinho e um beijo no meu pescoço, fiquei arrepiada e ele viu, mas não comentou perto dos outros.
-foi o que imaginei, mas não era nada importante, vamos esquecer isso, tudo bem? — eu concordei rapidamente, então Rosalie ficou extremamente furiosa.
-como não era nada importante? Ela me acusou de roubo, me acusou de matar a boneca dela e de mexer nas suas coisas, justo ela que estraga tudo o que toca, justo ela que parece um furacão que por onde passa deixa rastros de destruição por todos os lados, como tem coragem de me acusar? — ela disse rosnando furiosa e eu abracei Edward bem forte, não sentia medo, mas me aproveitei da situação pra grudar mais nele, ele pareceu gostar.
-me chamou de furacão? — perguntei indignada com sua falta de delicadeza para com a minha humilde pessoa.
-até parece que você não percebe tudo o que faz, se toca garota, lembre-se de tudo o que já estragou aqui em casa, imagine em outros lugares. — ela disse como se me conhecesse a vida toda e tivesse presenciado alguns de meus momentos em que eu estragava as coisas por acidente. Então fiz o que ela disse e lembrei-me da minha amiga Patrícia, ou melhor, ex-amiga, ela era legalzinha e um dia a convidei para ir conhecer minha casa e meu papito, como eu gostava dela acreditei que ela não daria em cima dele, ledo engano. Liguei avisando que iria chegar em casa com minha amiga Patrícia, eu já tinha falado dela pro papito, ele ficou super contente e quando chegamos ele estava na cozinha preparando um lanche, Paty ficou paralisada no lugar olhando pra ele, ele se virou e sorriu pra nós, veio até mim e me deu um beijo, eu os apresentei e ela gaguejou, depois ele pediu licença e ela disse que eu deveria ter contado a ela que meu papito era muito gostoso, dei um sorriso falso em retorno e os dias passaram, na primeira oportunidade que tive incendiei o cabelão loiro dela por "acidente" e ela ficou quase careca, dei um riso alto ao lembrar da cena dela chorando e correndo pra longe de mim, nunca mais a vi.
-Charlie você precisa controlar bella, ela está mais estranha que o normal — disse Emmet de olhos arregalados e o papito rosnou pra ele, e dalhe papito.
-bella você deve estar cansada, porque não sobe toma um bom banho e vai dormir? Amanhã resolvemos esse problema. — ele disse e começou puxar os próprios cabelinhos, dei um risinho e me soltei de Edward indo até ele.
-papito. — falei carinhosamente e dei-lhe um abraço bem gostoso nele que me retribuiu imediatamente. — saiba que sempre estarei aqui com você. — falei e me soltei pra olhar em seus olhos que me olhavam com ternura. — nunca vai ficar longe de mim e qualquer problema pode dividir comigo, estou aqui para o que você precisar e nunca, nunca, nunca vou lhe abandonar. — e o abracei novamente. — agora me diga, porque estava arrancando seus lindos cabelinhos? — novamente Emmet começou rir com seu jeito super discreto, e então ele disse.
-pobre Charlie, nunca vai se livrar da bella — então o papito rosnou furioso e em segundos ele não estava mais perto de mim, olhei confusa e o vi cara a cara com Emmet, olhando assim pareciam dois armários ambulantes, e por incrível que pareça Emmet era ainda maior que o papito, mas nesse momento o papito parecia mais ameaçador, os deixei lá discutindo bem baixinho e já que eu não ouvia e nunca fui de me intrometer em assuntos alheios fui até onde estava a cabeça da minha Magali, me agachei e a peguei com cuidado, pobrezinha o que não deve ter passado nas mãos de Rosalie. Enxuguei uma lágrima e me sentei quieta no sofá e tentei montá-la com todo o cuidado, mas hoje não era meu dia de sorte, e nem dela, pois não é que caiu um bracinho? Assim não da, me estressei de novo, mas mantive minha dignidade e tentei por o bracinho, pois não é que caiu uma perninha? Respirei fundo e meus olhos marejaram, peguei a perninha e coloquei no meu colo, depois voltei a pegar o bracinho e tentei colocá-lo, vamos bella é só montar, não deve ser tão difícil, respirei fundo e enxuguei as lágrimas traiçoeiras, observei bem todas as partes dela com cuidado e tentei por o bracinho outra vez, não consegui e peguei a cabeça, tentei por mas ela não encaixava, tornei enxugar as lágrimas e minhas mãos começaram suar e tremer um pouco, eu amava Magali porque era o último presente que vovó Swan havia me dado, eu tinha que cuidar e proteger ela, então eu tinha a obrigação de mantê-la inteira e principalmente conseguir montá-la, por deus como que eu não consigo por a cabeça de uma boneca no lugar? Respirei fundo e fui para uma próxima tentativa, mas uma mão branca surgiu e a pegou de mim, o corpinho e a cabeça com as perninhas, então Rosalie se sentou ao meu lado e em questão de segundos minha Magali estava inteira, fiquei surpresa com a rapidez que ela conseguiu montar, então ela respirou fundo analisando a boneca, parecia perdida em pensamentos, analisei minha Magali e fiquei aliviada por vê-la inteira e montada, ela ficava uma graça assim, mas porque eu não consegui montá-la? Sentia-me frustrada com isso, mas confesso que no momento o que mais me surpreendeu foi a atitude dela, ela deu um beijinho na boneca e a colocou no meu colo, em seguida ela literalmente havia desaparecido da minha frente, fiquei confusa e olhei ao redor pra ver onde ela havia ido, mas ela não estava ao alcance das minhas vistas, olhei para os demais e não entendi suas expressões, abracei Magali e encostei minha cabeça no sofá, em seguida senti braços ao meu redor e me aconcheguei em Edward, depois disso tirei um cochilo tranqüila, mas não menos surpresa com o que Rosalie fez.
Acordei com o movimento de quando me colocaram na cama, abri um olho só e vi Edward dando um risinho, abri o outro.
-não achei que fosse acordá-la, desculpe-me — ele era tão educado, mas tão educado que às vezes parecia eu.
-não tem problema. — falei e bocejei. — deita aqui comigo. — pedi e ele se deitou ao meu lado e eu encostei minha cabeça em seu peito definido, ele nos cobriu e me abraçou, eu gostava tanto dele, nunca achei que eu fosse amar um homem que não fosse o papito, eu sentia que com Edward eu poderia compartilhar toda a minha vida sem receios de ser julgada, acredito firmemente que ele também me ama embora nunca dissemos isso um ao outro, ele começou fazer um carinho no meu rosto e não desviava seus olhos dos meus, ele é tão lindo. Comecei brincar com os botões da sua camisa, era tão bom ficar assim e ter um tempo só pra nós, as coisas estavam bem tumultuadas por aqui.
-estou tão animada em saber que vamos morar perto, não vejo a hora de mudar pro Alaska. — falei.
-eu também fiquei só não gostei de saber que vamos morar perto dos Denalli. — fiquei confusa, eles não eram parentes?
-achei que gostasse deles, afinal não são parentes?
-não, eles são vampiros assim como nós. — como que eles me avisam isso só agora? — não me diga que não sabia disso? — ele perguntou incrédulo.
-como que eu iria saber se ninguém me contou?. — retruquei ofendida. — quem sabe das coisas é Alice. — ele riu.
-mas agora você sabe, e fico preocupado que você não se de bem com as irmãs Denalli. — ele parecia mesmo preocupado, resolvi tranqüilizá-lo.
-Edward, não seja bobinho. — falei dando um risinho. — elas vão me adorar assim como sua família, além do mais vou conhecer a casa delas e terei a casa dos Denalli e a de vocês pra mim visitar, já que vamos morar perto, será que elas deixam eu mexer nas coisas delas assim como você a Alice? — me senti elétrica ao imaginar isso e senti Edward ficar rígido. — o que foi?
-nada, acredito que elas não vão deixar você mexer nas coisas delas, elas tem ciúmes. — sua voz parecia engasgada, quando egoísmo delas neh? Eu só iria mexer, não iria estragar nada, eu juro.
-onde estão os outros? — perguntei estranhando o papito não ter aparecido aqui.
-acharam que você não iria acordar e foram caçar, Charlie é um recém criado e precisa caçar mais vezes seguidas, ainda mais que ele fica perto de você.
-e porque você não foi junto? — imaginei que se os outros foram caçar ele sendo um membro da família deveria ter ido junto.
-fiquei pra cuidar de você e zelar seu sono. — meu coração disparou ao ouvir isso e dei um sorriso grande e me deitei por cima dele.
-então estamos sozinhos? — falei cheia de intenções, seus olhos ficaram com um brilho diferente e ele suspirou.
-completamente sozinhos, tem algo em mente? — ele parecia ansioso com algo. Só concordei com a cabeça e comecei dando beijos em seu pescoço, ele tinha um cheiro tão incrível, na verdade todo ele é incrível, senti suas mãos hesitantes deslizar por minhas costas, porque ele estava hesitante? Até parece que iria acusá-lo de me agarrar, pensei indignada e continuei distribuindo beijos, dei um beijo demorado em sua boca carnuda e gostosa, era fácil, muito fácil viciar em Edward.
-o que você quer? — sussurrou em meu ouvido e foi à vez dele distribuir beijos por meu pescoço e começou descer em direção ao colo. Suspirei.
-quero você pelado e agora. — minha voz não passou de um sussurro.
-e eu quero você. — ele disse e cobriu minha boca com a sua em um beijo que com certeza causaria inveja em quem visse, enquanto nos beijávamos e sugávamos a língua um do outro em comecei abrir os botões da sua camisa, assim que me livrei dela passei a mão em seu peito, minha respiração estava descompassada e meu coração acelerado. Então parei o beijo e me levantei sob seu confuso e atento, sem desviar meus olhos dos seus comecei tirar minhas roupas, peça por peça e quando estava completamente nua eu nem vi o movimento, só senti quando ele me colocou deitada na cama, tem alguém com muita pressa por aqui, e eu gostei disso.
-está vestido. — falei e foi a vez dele se levantar e tirar as roupas, a cada peça de roupa que caía no chão meu coração acelerava mais, eu estava ansiosa e muito excitada, da outra vez até nossos gemidos foram contidos pra não acordar o papito, mas agora não havia ninguém por perto. Tem noção do que é ver um homem como Edward Cullen nu na sua frente? Não? Pois eu tenho, e só digo uma coisa: ele é meu.
-você é maravilhosa. — ele disse carinhosamente e se deitou por cima de mim, amei o elogio e sorri satisfeita.
-imagine você. — falei e passei as mãos por seus ombros enquanto ele me beijava, Edward era bem contido, sorte que não sou nenhum pouco tímida e levei minha mão direto ao seu membro que se encontrava pronto pra mim, me senti mais úmida do que estava e fiz um movimento de vai e vem bem lento, ele rosnou no meu ouvido e senti minha intimidade escorrer, gemi quando ele sugou lentamente meu seio e com a mão massageou o outro, deixei-me levar pelas sensações maravilhosas que era seu toque, gemi quando ele passou a mão na minha intimidade e ele gemeu também, claro que ele percebeu o quanto eu necessitava dele.
-senti falta do seu corpo. — ele me disse e me penetrou com um dedo, abri mais as pernas gemendo alto. Ele rapidamente os tirou e colocou seu membro na minha entrada, era agora, respirei fundo e relaxei corpo pra recebê-lo por inteiro, mas ele me penetrou bem lentamente, sua expressão era maravilhada e um leve sorriso brincava em seus lábios. Quando ele estava inteiro dentro de mim tranquei a respiração e a soltei lentamente, senti-lo me preencher dessa maneira era de me fazer perder o ar. Mas nada me preparou para ouvir o que ele disse antes de começar se movimentar, ele olhou bem dentro dos meus olhos e disse. — EU TE AMO. — pareceu a mais bela canção cantada por um anjo, e pra mim era isso mesmo, sorri imensamente.
-eu também. — falei e gritei, porque ele saiu todo e se enterrou fundo em mim, agarrei seus cabelos com força e deixei que ele nos guiasse então minha mente deu um click. — estamos sem camisinha. — falei com a respiração falha.
-não tenho doenças lembra? Sou um vampiro. — a forma como ele falou que era um vampiro pareceu sombria, isso me excitou ainda mais.
Não foi apenas sexo que nós fizemos, foi amor. Dormi em paz e com o corpo e a mente satisfeitos, dormi nos braços dele e se dependesse de mim, jamais faria qualquer coisa pra que ele saísse da minha vida.
Acordei me sentindo renovada e percebi que havia alguém do meu lado, senti meu corpo gelar e olhei na direção do intruso que ousa se deitar na minha cama, encontrei com um par de olhos dourados que me olhavam ternamente, respirei fundo pra manter a calma e vi que ele tinha cabelos acobreados e incomuns, parecia uma juba, surtei quando percebi que eu estava nua. Quem foi que fez isso com uma alma caridosa como a minha?
-AHHHHHHHHHHHHHHHHHH — gritei em pânico e mais rapidamente do que eu imagina ele estava em pé e vestido, o desgraçado me deixou pelada enquanto eu dormia. — AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. — cadê o papito quando se precisa dele?
-calma bella, sou eu, Edward. — ele disse de olhos arregalados e com as mãos pra cima, eu o olhei confusa. — seu namorado vampiro, lembra? — agora eu enlouqueci e saí correndo e gritando em busca de ajuda, encontrei o papito no corredor já segurando uma coberta e ele me cobriu rapidamente enquanto eu chorava, céus tinha um vampiro no meu quarto.
-o que foi agora? — ele perguntou e quem respondeu foi o tal de Edward.
-não sei, ela acordou e começou gritar então saiu correndo como se eu fosse um estranho. — mentiroso desgraçado.
-ele disse que é vampiro. — sussurrei assustada e olhei pro papito, ele estava rindo.
-preste bem atenção em mim. — ele disse lentamente e eu fiquei confusa. — lembre-se do que sou, vamos, não deve ser tão difícil. — ele dizia divertido com algo, olhei pra tal de Edward e ele parecia nervoso, olhei de volta pro papito e encarei seus olhos vermelhos, tudo veio como flesh, eu e o papito, o papito vampiro, eu e Edward. Não acredito que paguei um mico desses, outra vez. Pensei em me desculpar, mas então raciocinei rápido e fingi desmaiar, acredite em mim, isso sempre funciona, eu acho. Deixei o corpo mole e fui em direção ao chão, mas acabei batendo com cabeça no canto da parede e não é que desmaiei de verdade? Mas que azar.
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