Como Enlouquecer Um Vampiro
26 Capítulo 26 - Reencontro estilo \"a la bella\"
Notas iniciais
Esse cap começa exatamente de onde terminou o anterior.
Pras leitoras que aguardam post da minha outra fic TMOTV sei que está demorando, mas minha inspiração tirou férias, espero conseguir terminar o cap ainda esta semana. Bjksss.
PVE
-vamos logo, ela precisa de soro e cuidados, está exausta — falei sem desviar os olhos dela, estava tão abatida, perguntei-me há quanto tempo ela não se alimentava.
-vão na frente, eu fico e desapareço com o carro, encontro vocês em casa — disse Rose e nós concordamos, sabíamos que ela nos alcançaria antes disso, não correríamos tanto, bella estava muito fragilizada e tinha que tomar o maior cuidado possível.
-obrigado — agradeceu Charlie e saímos dali em direção a forks, Carlisle tomou a frente, ele iria direto ao hospital pegar tudo o que bella precisaria e que estava dentro das recomendações de Charlie, como por exemplo, não pegar medicamentos que continham penicilina, bella também tinha alergia a isso, achamos melhor cuidar dela na nossa casa, Charlie não poderia ficar perto dela, mas pelo menos ele a estava vendo, isso seria impossível no hospital.
A caminho pra casa bella delirava e falava coisas sem nexos, mas algumas dava pra entender direitinho, ela chamava Charlie muitas vezes, fiquei lisonjeado por ela me chamar também, Alice e Jasper também estavam entre seus delírios, até em seu subconsciente ela gostava de nós, isso me dava um certo conforto, saber que agora as coisas iriam se ajeitar, era o que todos nós esperávamos.
-deixe-me levá-la não agüento mais essa agonia — falou Charlie parando na minha frente, rapidamente os outros nos rodearam. — não vou machucá-la, mas não agüento olhar pra ela nesse estado e não poder chegar perto, sempre fui eu que a carreguei nos braços durante sua vida, não é justo eu ficar longe dela.
-não vou arriscar a segurança dela, se afaste — pedi o mais educadamente possível e dei um passo para trás, Charlie permaneceu parado e respirou fundo fazendo uma careta de dor, ele estava sentindo o cheiro dela, respirou fortemente outra vez e trincou os dentes.
-não se torture dessa forma, vai com calma — pediu Alice, isso que ele fazia era impossível um recém criado fazer e não atacar ninguém, a sensação era a mesma que uma barra de ferro quente atravessar sua garganta, insuportável, mais parece que Charlie estava disposto a qualquer sacrifício pra poder ficar com ela, tanto que ignorou Alice e fez outra vez, respirando profundamente fazendo careta de dor e trincando os dentes, após alguns minutos fazendo isso ele deu um passo a frente e eu novamente recuei.
-vamos com calma, se acostume com o cheiro dela e depois que tivermos certeza que não vai fazer nada de imprudente nós não vamos impedi-lo de ficar novamente com ela, mas não ultrapasse os limites Charlie, a vida dela depende disso — foram as palavras ditas firmemente por Jasper que fez Charlie voltar a razão, não importa sua força de vontade, qualquer movimento em falso e ele a despedaçaria sem perceber, não era só o sangue o problema, mas controlar a força, ele poderia querer abraçá-la como antes e isso seria o fim.
Voltamos a correr, eu na frente com bella no colo, meus irmãos e Esme atrás de mim e Charlie por ultimo, enquanto corríamos ele deixava o cheiro dela chegar até ele e respirava fundo, isso nos deixava confusos, recém criados são irracionais e loucos por sangue, isso ia contra tudo o que sabemos sobre os recém criados que no auge da sede matavam e bebiam seus familiares, pais, mães e filhos sem raciocinar, somente depois que o estrago estava feito que eles percebiam o que haviam feito, mas ai não tinha mais volta, por isso assim que despertamos pra essa nova vida a ultima coisa que pensamos é voltar pra família, não entendemos essa reação de Charlie, o mais sensato seria ele fazer o mesmo que nós e deixar no passado sua vida humana, tínhamos certeza que ele jamais faria isso.
Rose nos alcançou quando estávamos nos aproximando de Seattle, ela destruiu o carro e assim que bella melhorasse ela daria queixa de roubo, assim evitaríamos problemas, atenção é algo que nós não queremos. Ela correu ao lado de Charlie e conversavam sobre sua vida humana, é claro que ela não contou tudo, mas contou o sacrifício que foi deixar sua família para trás, que se pudesse não pensaria duas vezes pra voltar a ser humana, e que a coisa que mais lamentava era não poder ter filhos, a intenção dela era fazer Charlie entender que as vezes o melhor é deixar o passado para trás e seguir em frente, que sofresse sozinho mas não condenasse mais ninguém a essa vida, teve o efeito oposto.
-se tivesse um filho o deixaria para trás sabendo que se for cauteloso pode desfrutar de sua companhia por muito tempo? Deixaria seu filho sozinho no mundo sabendo que ele não vai sobreviver sem você? — ele dizia olhando na minha direção, já que eu carregava bella, Rose baixou os olhos, nós sabíamos que sem Charlie bella estaria perdida e não importe o quanto nós a ajudasse, o meu amor amenizaria sua dor, mas jamais substituiria o amor por seu pai. Isso decidiu por mim, certo ou errado eu só queria a felicidade e o bem estar dela, ela jamais seria feliz sem Charlie e eu jamais seria feliz a vendo sofrer. Nenhum de nós seria.
-Charlie — chamei baixinho — se fazer algo errado mato você, nem que seja a ultima coisa que eu faça.
-se eu fazer algo a ela eu mesmo me enfio numa fogueira — respondeu convicto, parei e respirei fundo.
-a pegue como a mais delicada pétala de flor, não é só o cheiro que é o problema, precisa controlar sua força ou vai esmagá-la — falei e ele veio hesitante pra perto de mim.
-pense bem no que vai fazer — disse Alice preocupada, o fato dela não ver o que vai acontecer a deixava nervosa.
-não vou fazer nada errado — prometeu Charlie, seus olhos fixos em bella, apesar dela estar toda descabelada e com uma aparência doentia, ele a olhava como se fosse a maior dádiva do mundo, ou a peça mais rara, não o culpava, eu também a olhava assim, ele estendeu os braços e eu passei bella pra ele com todo o cuidado, assim que ela estava acomodada no colo dele eu arrumei a coberta pra que ela não sentisse frio e o vento forte enquanto corríamos, se ela abrisse seus olhos agora se assustaria com o tamanho do sorriso de Charlie.
-meu bebê destrambelhado — ele disse todo meloso e deu uma balançadinha como se a tivesse ninando, e ele estava.
Corremos ao seu lado preparados pra qualquer movimento, mas sabíamos que agora dependia dele, se ele fizesse qualquer coisa não teríamos chance de impedi-lo, mas ele corria sorridente e satisfeito enquanto cantava uma musica de ninar, sua música acalmou nossos ânimos até Alice ter uma visão. Paramos imediatamente.
-o que ela viu — é claro que foi o curioso do Emmet o primeiro a perguntar.
-como assim o que ela viu? — perguntou Charlie estranhando nosso comportamento e nossa parada brusca.
-tenho um dom, vejo o futuro, mais tarde lhe explico — disse rapidamente, Charlie não pareceu chateado por não termos contado isso a ele e também não se importou, isso era estranho, geralmente escondíamos nossos dons porque não gostamos que nos olhem com cobiça, não veio qualquer tipo de reação de Charlie, era como se isso não fosse importante.
-o que você viu? — perguntou Jasper sentindo a aflição de Alice.
-vamos cruzar com alguns nômades no caminho — falei antes dela, isso era ruim, muito ruim, olhamos pra bella — não acho bom eles a verem.
-nômades? — perguntou Charlie, tínhamos muitas coisas que não havíamos contado a ele.
-eles não têm clã e não são vegetarianos, geralmente gostam de lutas e são desordeiros — explicou Jasper e Charlie deu um passo para trás — não vamos deixar que nada aconteça a ela. — garantiu.
-e o que vai acontecer — ele perguntou a Alice.
-não sei, só vi que eles cruzam nosso caminho, você e bella de alguma forma são imunes aos nossos dons, não posso vê-los.
-não sei vocês, mas eu não vou ficar parado esperando o resultado disso — Charlie falou — quantos. — ele não parecia apavorado ou preocupado como nós.
-uns seis ou menos, me admiro conseguir vê-los estando você junto conosco — Alice falou confusa.
-refletimos sobre isso mais tarde — falou Rose — vamos correr o máximo que puder talvez com alguma sorte eles desviem e acabamos que nem os vemos.
-tem razão — concordei e ela olhou pra mim, quase nunca concordávamos sobre alguma coisa, geralmente nós nem conversamos só brigamos.
-vamos logo — disse Esme feliz, era muito raro ver eu e Rose do mesmo lado.
Corremos atentos a tudo, liberei minha mente pra ouvir mais longe possível, era desagradável, mas necessário, Alice também estava atenta, agora Charlie estava atrás de nós segurando bella de forma protetora e nós na frente formando uma barreira, acontecesse o que for nós não seriamos pegos de surpresa, sempre fomos um clã bem organizado e depois que Jasper se juntou a nós, nos ensinou a lutar de verdade, tanto ataque quanto defesa, arriscado ou não, não seria fácil de nos derrotar, isso \\"se\\" eles quisessem brigas o que geralmente acontecia.
-direita — disse Alice e nós viramos para a direita a seguindo, em seguida ouvi uma mente ao longe ficando cada vez mais distante, tinha outra mais adiante e novamente pegamos outro rumo, assim deixávamos nosso cheiro em vários lugares, somente um bom rastreador poderia nos achar facilmente. E ele nos achou, sua mente estava focada nos cheiros que sentia e em seguida a voz mental foi ficando distante, como se ele não quisesse se aproximar.
-o que deu nele — falei pra Alice que deu de ombros, ela já o tinha visto antes, era o vampiro que supostamente esteve com bella, mas o porquê ele não se aproximou nós não sabíamos.
-quem? — perguntou Emmet.
-o mesmo vampiro que supostamente esteve com bella, o vi cruzando nosso caminho com mais alguns, mas não sei porque ele mudou de decisão e não veio até nós.
-estava com medo — disse Emmet estufando o peito e dando uns tapas nas minhas costas, a força do tapa quase me derrubou.
-quanta delicadeza — resmunguei enquanto eles riam.
Chegamos a casa estava quase amanhecendo Carlisle já tinha deixado tudo pronto para medicar bella corretamente, mas tínhamos umas desagradáveis visitas.
-que cheiro horrível — disse Charlie trancando a respiração.
-não a aperte — disse rapidamente com receio que ele apertasse bella, era instinto nosso ao ver os lobos retrair o corpo e se preparar para atacá-los, no nosso caso já estávamos acostumados, mas Charlie não.
-não se preocupe, não vou apertá-la — garantiu olhando com nojo para os lobos.
-como dão bella pra ele carregar, ele poderia tê-la matado — falou Seth indignado, Charlie rosnou e bella se mexeu com o susto. Olhamos feio pra ele, todos nós.
-Charlie traga bella, já está tudo pronto — falou Carlisle, ele não disse, mas estava muito feliz por Charlie estar com bella, ele achava incrível um amor assim, por Charlie lutar contra si mesmo pra poder estar com a filha, além do mais tínhamos que tirar Charlie dali. — ela precisa dos remédios o quanto antes — com isso Charlie ignorou os lobos e entrou com bella, os segui, não conseguia me afastar dela mesmo sabendo que ela estava no meu quarto. Fiquei triste por saber que devido a seu estado ela não destruiria nada.
-a coloque com cuidado — pedi e o ajudei a arrumar bella na cama.
-ela precisa de um banho — quando Charlie disse isso Alice entrou feito um furacão no quarto.
-deixe comigo. — falou rapidamente e voltou para seu quarto, lá tinha banheira e ela foi preparar o banho pra bella, lamentei o dia em que brigamos porque ela queria por uma banheira no meu quarto e eu não quis, Alice sempre tem razão, eu já devia saber disso.
-vou ter que furar a veia por causa do soro — disse Carlisle, isso seria demais para Charlie que deu um beijo leve na testa de bella e se retirou como não tinha pra onde ele ir foi lá brigar com os lobos pra defender meus irmãos das acusações que eles faziam contra minha família, esse tipo de discussão sempre acontecia e o resultado era sempre o mesmo, poucas brigas corporais e muitas brigas verbais. Já estávamos acostumados.
Depois que bella tomou um pouco de soro a ajeitamos para o banho, Rose ajudou Alice com isso, não foi um banho demorado porque bella precisava de repouso e alimentação, assim que ela estava aconchegada na cama, Carlisle voltou a dar soro a ela, estava muito desidratada e fragilizada, então Esme preparou uma sopa com todo o carinho para quando ela acordasse se alimentasse de algo leve e nutritivo.
-ela não vai comer isso — Charlie retrucava e Esme argumentava.
-claro que vai, aposto que faz muitas horas que não come nada, assim que ela ver e sentir o cheiro da minha sopa vai ficar com água na boca e vai comer tudinho. — ela dizia feliz da vida enquanto ralava uma canela pra dar um gostinho diferente à sopa.
-não vai não — dizia Charlie e se meteu na cozinha de Esme — então você faz a sua sopa e eu faço a minha, você vai ver qual ela gosta mais.
-mas o cheiro não é ruim pra você? Deixe que eu faço sozinha.
-o cheiro é horrível, mas aposto que minha sopa vai ficar melhor que a sua — ele disse e riu com Esme das suas atitudes, mas nenhum deles abriu mão de preparar a sopa nutritiva para bella, quem estava incomodado era Carlisle, mas ele disfarçava lendo um livro.
Bella só acordou quando estava anoitecendo, estávamos ao lado dela, mas Charlie não quis que ela levasse um choque emocional ao vê-lo tão diferente e estando tão fraca.
-estou ainda mais bonito, mas diferente, quero que ela esteja mais forte e bem consciente quando me ver — ele disse baixinho e saiu do quarto quando bella se moveu resmungando. Charlie não era nada modesto.
-hei bella, como se sente — perguntei tirando uma mecha de cabelo que estava em seu rosto.
-morta — ela disse baixinho e voltou a fechar os olhos, respirei fundo, ela não imaginava nosso sofrimento por vê-la assim.
-tenho boas notícias — falei e dei um beijo em sua bochecha, ela ainda tinha um pouco de febre, mas não era nada grave, por um segundo pensei: ela sabe o que sou e não gritou, olhar pra ela sabendo disso me fez a amar ainda mais e eu sorri largamente quando ela abriu só um olho, como se estivesse me sondando.
-só tem uma notícia pra mim que posso considerar como sendo boa — ela disse e pigarreou, sua voz estava fraca, a ajudei a se levantar e enquanto a segurava Alice arrumou os travesseiros para apoiá-la.
-está confortável? — perguntou Alice.
-estou sim fadinha — falou e coçou os olhos.
-fiz uma sopa pra você, está fraca e precisa se alimentar — disse Esme entrando no quarto com a bandeja, bella olhou e torceu o nariz.
-não tenho fome — bella disse e respirou fundo olhando um ponto inexistente na parede, era tão triste vê-la assim.
-a chantageie, diga que se ela não comer não contará a noticia — disse Charlie do andar de baixo, assim que disse a bella ela agarrou o prato e começou comer. Mas comeu três colheradas e empurrou o prato.
-desculpe, agradeço seu esforço, mas a sopa não está boa, o gosto de canela está muito forte — disse sinceramente a Esme, minha mãe perdeu o sorriso enquanto Charlie ria no andar de baixo.
-fiz outra sem canela, espere que já volto — ela disse e saiu, ela foi pegar a sopa que Charlie havia feito.
-vai dizer a ela que você fez essa sopa? -Charlie perguntou incrédulo a Esme.
-vou sim — retrucou e subiu outra vez.
-ela não vai acreditar — Charlie disse divertido.
-agora você é um vampiro, não consegue mais sentir o gosto da comida, quem garante que não errou no tempero? — disse Esme já pronta pra jogar toda a bandeja de sopa em cima dele.
-porque estão quietos? — perguntou bella confusa, sorri pra ela.
-estou feliz que esteja bem, mas precisa se alimentar — ela revirou os olhos, sua atitude a seguir deixou todos nós de queixo caído. Assim que Esme voltou com a sopa que Charlie havia feito bella arregalou os olhos e quase arrancou o prato da sua mão, ela comeu do mesmo jeito que havia comido na escola, como se sua vida dependesse daquele prato de comida.
-hummmm — gemeu enfiando um pedaço de pão na boca — isso parece à sopa do papito, até o cheirinho é igual — falou com a boca cheia de comida, com isso acabou caindo um pouco pra fora da boca, mas ela pareceu não se importar, quando ela falou sobre seu pai seu rosto entristeceu e ela diminuiu o ritmo em que comia.
-coma tudo, está muito fraca — falei limpando ao redor de sua boca, agora eu entendia porque Charlie cuidava e a mimava tanto, bella parecia literalmente uma criança, comia como uma criança fazia besteiras como uma criança, mas era inteligente e bonita como uma mulher e fazia amor como uma mulher, era até injusto e nada educado pensar isso sendo que ela está tão frágil, ela não me respondeu e só continuou comendo, depois ela repetiu, parece que Charlie havia feito a quantia exata de sopa para ela.
-agora quero saber onde está meu papito e quero saber agora — disse firmemente e me alcançou o prato vazio, o peguei e olhei para Carlisle pedindo ajuda. Como dizer isso a ela de uma forma delicada? — sem me enrolar ta legal. — exigiu.
-bella queremos que saiba que não temos culpa do que houve — começou Carlisle lentamente, ela nos olhava com os olhos estreitos — sei que você sabe certas coisas sobre nós...
-não sei nada sobre vocês — garantiu — não sei mesmo — e balançou a cabeça repetidas vezes.
-nós sabemos de um certo livro que foi parar \\"acidentalmente em suas mãos\\" — Carlisle disse, não sabíamos como iniciar esse assunto se ela não confirmasse primeiro.
-sou professora de história, tem noção de quantos livros passou por minhas mãos? — disse e mostrou as mãos para nós — acredite, foram muitos, muitos mesmo, sem contar tudo que já li na internet, é leitura pra lá leitura pra cá, é leitura pra tudo quanto é lado, vocês não tem noção do quanto eu já li nessa minha triste e acabada vida, lí tanto que me formei bem antes do esperado, sabia que eu até pensei em fazer medicina? Mas não era minha praia, sabia que eu gosto de praia? Na verdade eu prefiro piscina mas sendo água é quase tudo a mesma coisa então acabei me formando em história, mas sabe que o meu maior sonho é viajar e conhecer o mundo inteiro principalmente o Egito, lá tem múmias, sabia que eu acho interessante múmias? Elas são tão quietinhas dá uma pena de vê-las mortas a tanto tempo, sabia que eu assisti um filme chamado A MÚMIA e quase morri de pena da pobre coitada, tava lá quietinha no cantinho dela pois foram atrás só pra incomodar, que deixassem ela lá, bem feito que a múmia matou eles, mas depois fiquei uma semana sem dormir direito pois tinha medo dela? Ridículo isso, é claro que ela não viria me pegar, porque o Egito é muito longe, tem noção da distância que é de lá aqui? Muito muito longe, mas eu não ligo é só pegar um avião, não tenho medo de avião, mas a gente sempre tem medo de alguma coisa no meu caso tenho horror ao escuro, não sei porque, nunca tive traumas de nada principalmente do escuro, mas isso é fácil de resolver é só dormir com a luz acesa, sabia que eu tinha uma colega da escola que não tinha medo do escuro? Ela era deficiente visual, mas fizemos uma rifa pra reunir dinheiro pra ela pagar uma cirurgia, acredita que depois disso ela continuou cega? Ainda disseram que a cirurgia tinha sido um sucesso, na minha humilde opinião foi um fracasso isso sim, claro que não falei isso a ela, seria muito indelicado da minha parte, até que ela era legal, mas atravessou a rua sem olhar para os lados e foi atropelada acabou morrendo a coitada nem teve a chance de ver a luz, mas dizem que depois que morre a gente vê e segue a luz divina, então foi bom pra ela, pelo menos depois de morta viu alguma coisa, sabia que eu acreditava em vida após...... — bella simplesmente não fechava a boca, ela mal respirava do tanto que falava, eu a olhava fascinado e minha família de boca aberta e olhos arregalados, percebemos que Charlie estava sufocando os risos no andar de baixo ao invés de nos dizer como parar bella, como não tinha outro jeito a calei com um beijo, estava com saudades e apesar dela estar fraca não pude resistir, como era óbvio ela parou de falar e me beijou de volta, minha família saiu discretamente e eu pude aprofundar melhor o beijo, sentindo sua macies e seu cheiro gostoso, me deitei cuidadosamente por cima dela, não podia esquecer que ela ainda tinha a agulha enfiada no braço, enquanto a beijava lentamente passei a mão por seu rosto, meu furacãozinho estava tão frágil que achei covardia continuar, sem contar que Charlie estava reclamando que ele não ligava para os amassos que sua filha dava, mas ouvir era bem diferente. Parei o beijo e fiquei olhando seu rosto.
-o que foi — perguntei carinhosamente quando seu lábio tremeu.
-onde estava quando precisei — ela disse baixinho e lágrimas rolaram de seus olhos, as enxuguei com meus beijos — onde estava que não salvou o papito e não cuidou dele — a medida que ela falava eu congelava e ela passava as mãos no meu cabelo. — não fique bravo comigo...
-jamais ficarei bravo com você, sei que falhei e muito, mas eu não sei lidar com algumas coisas me sinto perdido — a interrompi antes que ela dissesse algo que se arrependesse mais tarde, minha interrupção não adiantou de nada, pois ela continuou.
-eu sei que é errado não contar algumas coisas, mas não contei porque o papito me fez prometer — ela disse e foi baixando o tom de voz, esse não era o melhor momento pra termos qualquer tipo de conversa.
-está exausta, durma e descanse, quando acordar e se estiver melhor conversamos — falei já a arrumando direito para que se sentisse mais confortável possível, quando terminei de cobri-la ela já dormia agarrada na dita cobertinha, achei estranho ela não perguntar sobre isso, mas estava tão cansada. Dei-lhe um leve beijo nos lábios e desci, encontrei todos reunidos na sala, mas não encarei ninguém muito menos Charlie, nunca pensei o quanto nossas habilidades poderiam ser tão inconvenientes.
-ela dormiu — falei me sentando.
-nós nem imaginávamos isso — ironizou Emmet.
-pelo menos ela está melhor, foi só o susto — disse Carlisle, em suas mentes todos estavam felizes por mim.
-ela enganou vocês direitinho — disse Charlie dando um riso baixo.
-como assim? — perguntei confuso e ele riu ainda mais.
-bella fala muito quando quer desviar um assunto, o engraçado é que ela sempre consegue.
-belinha sua pirralha — resmungou Emmet, o olhei feio, é pirralha mais é minha.
-com você também? — perguntei, bella era sim muito esperta, enquanto falava sem parar nós pensamos sobre tudo, menos que ela estaria nos distraindo pra não ter aquela conversa.
-eu sempre sei quando ela faz isso, mas deixo porque acho uma graça ela falando sem parar e emendando vários assuntos sem nunca terminar nenhum — ele disse e levantou-se — vou ficar um pouco com ela.
-quer que a gente o acompanhe? — perguntou Jasper já se levantando.
-se for possível quero ficar a sós com ela, pelo menos um pouco — ele pediu, mas era claro que ele não gostava de pedir isso, só o fazia por consideração a nossa ajuda para com ele e bella.
-acho que está tudo bem, mas mantenha o controle das suas emoções, isso ajuda muito — disse Carlisle, eu fiquei nervoso, ele já havia mostrado que conseguia se controlar, mas eu tinha receio de que ele a machucasse por acidente.
-qualquer coisa eu corro pra longe dela — disse e respirou fundo, subiu as escadas devagar e cauteloso, ouvimos o barulho da porta do quarto ser aberta e não ser fechada, não estávamos preparados para ouvir...
-PAPITOOOOOOOOOOOOOO...... — o que aquela criatura fazia acordada? E como não percebemos que ela acordou, perguntei-me se ela realmente havia dormido. — haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa — corremos a toda velocidade ao ouvir seu grito estridente, se fossemos humanos teria estourado nossos tímpanos.
Só um pensamento nos rodeava: Charlie havia atacado bella e eu me desesperei. Paramos ao ver que Charlie estava encostado na porta do quarto e bella estava na mesma posição que a deixei olhando fixamente para Charlie e gritando, mas o que.....
-PAPITOOOOOOOO — gritou de novo — haaaaaaaaaaaaaaa — mas ela não chorava e Jasper sentiu o quanto ela estava feliz, mas porque diabos gritava daquele jeito? Charlie cruzou os braços sobre o peito e respirou fundo, olhei pra ele que tentava a todo custo esconder o sorriso. Eu me sentia completamente perdido e se fosse humano estaria tonto. — haaaaaa — os gritos dela foram abaixando até que ficou quieta, o quarto mergulhou num completo silêncio — haaaa — ela sussurrou e ficou quieta outra vez — haaaa — por que ela estava fazendo isso?
-já acabou? — perguntou Charlie e ela acenou positivamente com a cabeça. — será que podem nos dar licença — ele murmurou pra nós.
-não sem antes alguém me explicar o que está acontecendo aqui — falou Jasper mais perdido que cego em tiroteio — ela está imensamente feliz e ansiosa, porque gritou desse jeito — ele estava nervoso, quem respondeu foi a própria bella.
-o papito sempre disse que eu não reajo normalmente em determinadas situações, numa situação dessas que você vê seu papito que está desaparecido há dias aparecer na sua frente branco feito leite e os olhos vermelhos desse jeito, o normal seria gritar apavorada, foi o que fiz — disse tranquilamente, respirei fundo em busca de controle, eu me apavorei com a possibilidade de Charlie ter feito algo a ela e ela faz isso? — pela cara de vocês eu fiz direitinho — comentou satisfeita — está tão bonito, mas não veio me abraçar — disse e começou chorar e espernear, Charlie só revirou os olhos e fez um gesto com a mão pedindo pra que saíssemos, assim que fechamos a porta Emmet disse:
-alguém tem que ficar ali pra cuidar de Charlie, alguém tem que defender ele da belinha — disse apavorado.
Fale com o autor