Como Enlouquecer Um Vampiro

47 Capítulo 47 - Em território inimigo.


Notas iniciais
Olá, até que enfim um post neh? Desculpem pelo atraso dos posts, mas o ânimo desapareceu de tal forma que não conseguia escrever nada, sabem como é, pra escrever comédia tem que estar animada, então eu escrevia e ficava tão ruim que eu apagava e começava do zero, não ficou do jeito que eu queria, mas o ocorrido nesse capítulo é importante.
Novamente desculpem pelo atraso, só postei esse porque seria injusto com vocês que acompanham a fic ficar ainda mais tempo sem post.
Bjksss.


PVB


Antes que eu desse o primeiro passo em direção a construção o papito se materializou diante de mim, ele olhava inconformado de mim para Tânia e de Tânia para mim, mas o que foi agora?
-será que posso passar? — perguntei educadamente, eu queria ver bem de perto a construção, ele soltou um som estranho.
-então Tânia? Trouxe a bella pra ver como estão as coisas? — não gostei do tom com que falou com ela, será que vão brigar? Mas eu não quero que ele brigue com Tânia, se não vou ficar sem Tâniadrasta. O olhei suplicante, eu sei como é quando ele fica nervoso.
-não está vendo? — retrucou e apontou pra mim que estava paradinha ao seu lado, xiiiiii a coisa vai feder por aqui, dei um pequeno passo para o lado tentando sair de fininho.
-e você Isabella fique onde está. — mas porque o papito está bravo, juro que não fiz nada, a menos que Tânia tenha feito algo que eu não saiba, a olhei de canto, ela parecia muito intimidante nesse momento, se encontrava ereta, séria e olhava para o papito de forma altiva, acho que o papito se esqueceu que não está envolvido com uma humana que o máximo que vai fazer é sair gritando e chorando atrás dele, agora quem está o desafiando é uma vampira que não parece nada contente, ele respirou fundo antes de se desculpar, já não era sem tempo. — sinto muito pela grosseria, mas não devia ter trazido bella até aqui. — COMO?
-por quê? — perguntamos juntas, isso não fazia sentido, ele está assim por eu estar aqui? Meus olhos se encheram de lágrimas quando me dei conta que ninguém me queria aqui.
-vem cá. — ele disse meloso e abriu os braços para mim, é claro que não negaria um abraço seu. Quando me senti ser abraçada por ele veio o tão conhecido alívio, o aconchego dos seus braços me deixava segura e tranqüila. — acontece que com sua nova força é bom mantê-la afastada de construções e objetos que não podem ser destruídos, não queremos mais catástrofes, além do mais você precisa de repouso. — disse carinhosamente, mas eu vim justamente por isso, pra testar o quão forte estou.
-eu não tinha pensado nisso. — falou Tânia mais calma. — mas você tem que concordar que deixar bella presa em casa é uma injustiça, ela precisa de ar fresco, passear um pouco. — ainda bem que Tânia entendia sobre isso.
-além do mais bella deveria estar bem agasalhada. — ele disse.
-eu sabia que estava esquecendo de algo. — ela murmurou pensativa e só ouvi a gargalhada estrondosa de Edward que estava parado junto aos demais fofoqueiros vendo o desenrolar da cena. Eles não têm o que fazer não? Já o papito parecia desgostoso com algo.
-porque não vamos passear? Passamos em casa pego um casaco e você me leva dar uma volta. — pedi já animada.
-como quiser senhorita. — falou risonho e me pegou no colo. — nos vemos mais tarde. — disse a Tânia, ela não parecia enciumada em ficar sem o papito porque ele vai passear comigo.
-claro, bom passeio. — disse, jogou um beijo para nós dois e saiu distribuindo ordens a torta e as direita para que voltassem a trabalhar. Saímos dali e eu tive a sensação que ficaram aliviados com minha ausência, mas acho que foi só impressão minha.
-então meu bebê quer passear. — comentou casualmente assim que entramos em casa. — ou só quer ficar a sós com seu papito? — dei um risinho travesso, ele me conhecia muito bem.
-que tal a segunda opção. — falei e riu concordando. Assim que coloquei mais um casaco fiquei me sentindo um esquimó, mas tudo bem. Pulei em seu colo e me arrumei da melhor forma possível e saímos em direção de algum lugar, já que eu não tinha a mínima idéia de que lugar seria esse.
-passei em um local que tenho certeza, você vai adorar. — cheguei me remexer de ansiedade. — sossega bebê. — resmunguei, mas permaneci quieta. Fazia um tempão que não passávamos um tempo só nosso, tínhamos muitas coisas pra contar um ao outro, nem esperei chegar e já disparei a primeira pergunta.
-como se sente sabendo que será vovô? — ele diminuiu um pouco a corrida.
-no início foi um choque, nem sabia que vampiros poderiam ter filhos e então de repente você aparece grávida, fiquei sabendo de todos os riscos que iria correr se levasse essa gravidez adiante e quase surtei.
-achou que eu não iria querer o bebê? — perguntei curiosa.
-sim, tinha minhas dúvidas, mas tinha quase certeza que você não levaria essa gravidez adiante, sabe como é, você é muito previsível pelo menos para mim, mas quando me pega de surpresa é sempre uma grande surpresa. — dei um risinho.
-nos primeiros instantes que descobri estar grávida realmente eu não quis, mas tão rápido quanto essa idéia veio ela sumiu, afinal temos que dar continuidade a família, o que seria desse mundo sem um Swan pra animá-lo? — ele riu e me olhou ternamente.
-agora tudo o que quero é que a gravidez continue assim e que em breve você seja como eu. — arregalei os olhos.
-mas não quero ser como você, não quero me transformar num homem vampiro. — ele ria enquanto eu me apavorava com a idéia de me tornar homem, porque ai o Edward não iria mais me querer, já imaginou? Nós dois homens vampiros andando aos beijos e de mãos dadas? Não seja preconceituosa Isabella, pensei comigo mesma, se Edward me ama de verdade ele vai me aceitar independente da minha sexualidade.
-não era disso que eu falava, mas sim que você será da mesma espécie que a minha, será uma bela, maravilhosa e enlouquecida vampira. — disse e caiu no riso de novo, ri junto com ele já que não tinha outra coisa pra fazer.
-eu não serei enlouquecida. — falei rindo. — mas vou enlouquecer todos vocês. — falei brincando e ele perdeu o sorriso tão rápido que quase não percebi.
-não diga isso nem brincando, sabe muito bem que é capaz de fazê-lo, se quiser.
-claro que eu não faria isso, quero todos em perfeito juízo pra ajudar a cuidar do bebê.
-é bom ouvir isso. — disse aliviado, hesitei, mas eu tinha que aproveitar que estávamos a sós e lhe fazer um pedido, tenho certeza que ele o cumpriria como sempre cumpriu todas as promessas feitas a mim. — pode pedir. — só pela minha reação ele sabia que eu queria alguma coisa.
-quando o bebê nascer eu serei transformada. — ele acenou concordando. — sei que pode parecer egoísmo meu, mas não posso evitar, sei que ficarei três dias em processo de transformação.
-gostaria que não passasse por isso, é algo que não desejamos nem aos inimigos.
-está falando da dor? — ele acenou outra vez pesaroso, deve ser mesmo insuportável e eu sempre tive baixa tolerância a dor, ele iria me ver sofrendo e pela primeira vez não poderia fazer nada pra me ajudar, mas ele precisava fazer algo de extrema importância por mim. — não se preocupe, sabe que é doloroso mas também sabe que essa dor vai passar, mas lhe peço que enquanto me transformo que cuide do bebê pra mim.
-sabe que cuidarei muito bem dele. — ele não havia entendido. — o que mais?
-não quero que ninguém coloque as mãos em meu bebê enquanto me transformo a não ser você e Edward, não quero papito que desfrutem da minha filha como se ela não tivesse mãe.
-resumindo, você quer estar por perto pra garantir a segurança da sua filha, tem medo que a machuquem por acidente da mesma forma que você age em relação a objetos. — agora ele havia entendido até de mais pro meu gosto, mas era isso mesmo, sei o quanto são fortes e vai que a apertam de mais e a machucam? Serei obrigada a partir pra violência se isso acontecer.
-isso mesmo. — falei baixinho.
-e não tem medo de que eu a machuque por acidente? Ainda sou um recém criado.
-confio em você, jamais faria algo que me magoasse e sabe o quanto amo meu bebê, impossível ele estar em melhor mãos do que as suas. — ele me olhou de uma maneira diferente, seus belos vermelhos pareciam que iam transbordar em lágrimas, mas elas não vieram, nunca mais viriam. Era o poderoso e imortal Swan quase chorando diante de mim, o abracei apertado. — amo tanto você papito.
-mais eu amo muito mais, saiba que ninguém irá segurar o bebê sem sua permissão, é uma promessa. — agora sim eu respirei aliviada, além do mais não é justo eu sofrer pra ter o bebê e os outros roubarem meu lugar.
-obrigada, eu sabia que podia contar com você.
-e quando que não pode? — perguntou fingindo-se de indignado, nem precisei pensar pra responder.
-nunca. — eu sempre contei com ele, fato.
Aos poucos o ambiente foi mudando, antes era tudo coberto pela neve, até as árvores, agora estávamos em uma floresta normal, continuava frio e úmido, mas não havia gelo.
-pra onde estamos indo? — perguntei curiosa.
-Forks. — o que? Porque estaríamos voltando pra um local que fomos embora há pouco tempo? — o lugar que eu vi fica em Forks, mas não se preocupe, estamos quase chegando. — também, nessa velocidade não me admira que em breve estivéssemos em outro continente. Ele diminuiu a corrida e pude observar melhor ao nosso redor, ele parou diante de um riacho de águas cristalinas, mais adiante pude distinguir uma clareira.
-é aqui? — perguntei descendo do seu colo, dei uma volta ao redor de mim mesma não entendendo o porquê do papito me trazer até aqui. Uma floresta, um riacho e uma clareira, e daí?
-pode ir. — disse indicando com a cabeça em direção a clareira, dei de ombros e fiz o que ele pediu, caminhei tranquilamente e quando entrei na clareira entendi porque estava aqui.
+/- 14 OU 15 ANOS ATRÁS.
Era uma segunda feira chuvosa em Phoenix, eu me encontrava na empresa do papito, sentada em sua mesa e balançando as perninhas pra lá e pra cá, me sentia entediada, desci da mesa e observei a grande cidade que se estendia diante de mim, pouco eu podia ver já que a chuva forte deixava a cidade com um aspecto sombrio, arrepiei-me e corri para o sofá e deitei me enrolando na bibinha, faltava pouco pra irmos pra casa, hoje tinha sido um dia normal como todos os outros, pela manhã fui a escola e o papito foi me buscar, almoçamos e fomos para a empresa, não gosto muito de rotina, foi quando o papito entrou na sala e veio até mim.
-esse tempo está horrível, não fique assustada, em breve vamos pra casa e eu lhe faço um chocolate quente. — falou carinhosamente me colocando em seu colo. — a propósito, você passou na sala de Erick hoje? — é, eu havia dado uma rápida passada lá, mas foi bem rápido mesmo.
-foi rapidinho. — falei e ele deu um riso.
-mas teve tempo suficiente pra estragar o computador dele. — revirei os olhos.
-ele já estava com problemas.
-e você só acelerou o processo. — ele completou e eu concordei.
-quero ir pra casa. — pedi fazendo manha. — aqui ta chato.
-eu sei bebê, eu sei. — ele disse suspirando e parecendo preocupado.
-nunca temos um tempo só nosso a não ser quando estamos em casa, você poderia comprar uma fazenda pra passarmos os fins de semana.
-uma fazenda? Pra você matar todos os animais? Não mesmo. — credo com o papito, o que são algumas vaquinhas, porcos e cabritos.
-mas eu queria ter um lugar só nosso, de preferência no meio do mato pra ninguém se intrometer na nossa vida. — falei isso porque já ouvi muitas pessoas dizerem ao papito: Coloque a bella num colégio interno, deixe que uma babá cuide dela, você é muito jovem pra viver por uma criança problemática, e assim vai, o resultado sempre foi o mesmo, o papito sempre ignorava e dizia: da minha filha cuido eu, isso é assunto meu e não se meta nisso. Mas sempre que eu ouvia me chateava bastante, hoje foi um desses dias e o resultado foi uma funcionária passando no setor de RH pra acertar as contas. Bem feito pra ela.
-um dia teremos um lugar só nosso, no meio do mato onde ninguém terá acesso, será o nosso cantinho e de mais ninguém, nem que tenha que cercá-la com cerca elétrica pra ninguém se aproximar. — falou animado e desde então eu sempre sonhei com isso, mas o tempo passou e com ele certas lembranças, inclusive essa. Ele prometeu e eu havia esquecido, mas ele não.
Voltando para o presente momento olhei a clareira emocionada. Era incrível e mesmo com o tempo fechado a deixava com um aspecto misterioso que ao invés de me assustar me fascinou de tal maneira que eu mal me movia, parecia um sonho em preto e branco.
-você não esqueceu. — falei baixinho ainda observando nossa clareira. Agora só falta por uma geladeira pros dias quentes termos onde tomar água gelada.
-lembrou? — não entendi porque ele se assustou com isso, afinal sempre tive ótima memória.
-claro, mas...como você lembrou? Afinal quando se transforma as memórias humanas ficam falhas. — perguntei olhando para ele e sua expressão preocupada.
-jamais esqueceria algo que havia prometido a você, mas me diga lembrou de mais alguma coisa? — ele parecia entre ansioso e preocupado.
-tem mais? — ele sorriu satisfeito.
-não, claro que não, mas o que achou? — perguntou mostrando ao redor.
-fascinante, isso aqui é incrível e é só nosso. — falei maravilhada.
-sim, é só nosso. — mas comemoramos cedo de mais, senti um cheiro que cheguei retorcer o nariz e vi que o papito fez o mesmo e se colocou em posição de defesa diante mim. — era só o que faltava. — ele disse, olhei para os lados pensando em quem poderia feder tanto, alguém tem que ensinar esse ser a tomar banho de vez em quando. Por incrível que pareça senti o leve tremor sob meus pés, seja o que for com certeza é grande e pesado, será que tem elefante por aqui? Algo me diz que não era bem um elefante que vinha em nossa direção. Quando avistei queria realmente que fosse um elefante, mas parecia um cachorro bem grande com pelagem preta, em seguida outros lobos se juntaram a ele, pela primeira vez vi o bando de La Push como realmente eram, sem mentiras ou máscaras.
-oieeeeee. — os cumprimentei acenando, a única coisa que me chateava era que nossa clareira tinha vizinhos. Isso me desanimou um pouco, queria um momento a sós com meu papito e queria que ninguém soubesse desse lugar, agora já era. — que mal educados, nem nos cumprimentaram. — falei indignada, o lobo preto soltou um som estranho e se afastou dos de mais, depois outros dois o seguiram, os outros ficaram ali como se fosse pra cuidar de nós, o papito continuava em posição de defesa na minha frente. — relaxa papito, são os lobinhos de La Push. — eles eram tão fofinhos, queria um desses pra mim.
-eles são os protetores de La Push contra os vampiros, mas não estamos nas suas terras, então diga logo o que querem. — o papito disse mal humorado. Foi quando apareceu Sam, Jacob e Seth, eles vestiam somente bermudas.
-já não tinham ido embora? Porque voltaram? — perguntou Sam me encarando como se eu fosse um inimigo, isso me magoou, ando muito sensível por causa da gravidez.
-não estamos nas suas terras. — repetiu o papito.
-sei que não estão e é só por isso que não atacamos, mas digam o que querem e vão embora. — ele estava de mal humor, resolvi amenizar o clima.
-como está Emily e Billy? — será que estavam todos bem? Será que sentiram minha falta? Pensei animada.
-estão muito bem depois que foram embora. — eta que Sam ta com a língua afiada hoje, o olhei compreensiva, deve ser falta de sexo.
-calma ai Sam. — pediu Seth. — como vai belinha? Você parece diferente. — ele me cumprimentou me analisando e o papito ficou muito tenso.
-estou muito bem, estou diferente porque... — rapidamente o papito tapou minha boca, eu queria contar que estava grávida.
-porque... — incentivou Jacob desconfiado de algo.
-ela vai se casar em breve. — disse o papito.
-imagino que seja com aquele sanguessuga. — não gostei de Sam falar de Edward dessa forma.
-sim porque? Algum problema nisso? — perguntou o papito estressado.
-todos, mas a escolha é de vocês, agora saiam daqui. — perai...essa clareira é nossa, quem tem que sair são eles. Olhei chorosa pro papito que tirou a mão da minha boca.
-desculpe querida, achei que não teria problema em trazê-la até aqui, mas não se preocupe, encontro outra clareira como essa e essa sim, será só nossa. — mas eu queria essa.
-tudo bem. — foi só o que eu disse.
-esperem aí, você está sim diferente e fisicamente. — disse Jacob e outra vez o papito ficou rígido, agora eu entendi, eles não poderiam saber que estou grávida, entrei em pânico. Sorte que usava um casaco enorme e ele disfarçava minha barriga. Será que eles fariam mal ao meu bebê? Foi então que fiz uma grande besteira, instintivamente coloquei as mãos sobre minha barriga em forma protetora, com esse gesto eles viram o que estava bem diante de seus olhos, e ofegaram. Num movimento muito rápido o papito me pegou no colo e saiu correndo a uma velocidade tão grande que eu não via absolutamente nada, mas eu sentia o chão tremer, eles estavam vindo atrás de nós.
-corre papito. — eu disse apavorada com o que eles fariam se nos alcançassem. O papito corria enquanto rosnava, oh céus e agora quem poderá nos defender? Não, não apareceu nenhum chapolin colorado. Apesar de todo meu pânico eu sabia que o papito não permitiria que algo acontecesse comigo ou com seu netinho, mas eu estava preocupada que o ferissem enquanto ele me defendia, foi quando o lobo preto saltou por cima das árvores em nossa direção e eu gritei com o susto, juro que não sei como, mas antes que ele nos atingisse bateu em alguma coisa invisível e voou longe dando tempo pro papito ganhar velocidade e distância, aos poucos senti o leve tremor no chão sumir, eles haviam ficado para trás, o perigo havia ficado para trás e estávamos seguros, graças a...
-FOI SEU ESCUDO. — gritei quando percebi o que de fato aconteceu. — mas como? — que eu saiba ele não sabia usar seu escudo físico, precisava de treino.
-não sei, só sei que tinha que defendê-la e no auge da minha ira eu senti algo querendo se soltar de mim, meu escudo apareceu no melhor momento possível. — ele também estava impressionado. — desculpe, só queria passear um pouco com você, não devia ter vindo até Forks. — lamentou-se.
-não podia prever isso, a culpa é toda deles, bem feito praquele lobo preto, apanhou e nem viu o que o atingiu. — falei orgulhosa, o papito estufou o peito.
-é, eu sou o melhor mesmo. — olhei pra ele desacreditada. — que foi? — ele ainda pergunta.
-você não é muito modesto. — acusei.
-você puxou isso de mim. — era melhor eu ter ficado quieta, ele tinha razão. Sorri na maior cara de pau, ele riu junto comigo.
-foi um belo de um susto. — comentei, ele não havia diminuído o ritmo da corrida com medo dos lobos aparecerem outra vez.
-me sinto tão culpado, eu nem deveria ter me afastado tanto com você nesse estado, foi uma grande idiotice trazê-la até Forks. — fiz um carinho no rosto dele.
-mas já passou, sabia que eu senti o cheiro horrível deles?
-sentiu? Será que suas habilidades vão se manifestar também além da sua força. — fiquei pensativa, não tinha a mínima idéia sobre isso. Assim que cruzamos a fronteira dos Estados Unidos com o Canadá sentimos cheiro de vampiros.
-também to sentindo cheiro de vampiros. — falei me encolhendo em seu colo, nunca fui medrosa, mas agora tenho que estar segura pra cuidar do meu bebezinho.
-são os Cullen's e Tânia. — falou extremamente aliviado, mas porque estavam vindo atrás de nós?
-O MINHA NOSSA VOCÊS ESTÃO BEM. — Tânia já chegou se esgoelando, ela estava completamente surtada. — eu sabia, sabia que deveria ter vindo junto, eu sabia que era perigoso, quase perdi vocês, nunca mais, me escutem, nunca mais vão se afastar dessa maneira. — apesar de ser uma ordem, não me senti ofendida, pelo contrário, saber que ela se preocupa comigo e com o papito me enterneceu bastante. Desci do colo do papito e fui erguida por Edward que estava transtornado.
-quando Alice viu que o futuro de vocês desaparecia em Forks saímos correndo, fiquei tão preocupado. — disse me abraçando, então foi minha fadinha favorita que avisou sobre o perigo, santa Alice de Caucutá.
-estamos bem, mas Edward foi terrível, eles correram atrás de nós mas o escudo do papito resolveu dar o ar da sua graça e salvou nosso coro, eles queriam me pegar quando viram minha pança de grávida fiquei com tanto medo que... — ele me calou com um beijo delicado, agora sim eu me sentia em casa, figurativamente falando é claro, já que não posso morar no meio do mato ainda mais com um filho nos braços. Ele riu entre o beijo.
-devíamos ter acabado com aqueles pulguentos quando tivemos chance. — disse Rose vindo me dar um abraço. Ela também estava aliviada por estarmos bem. Vi Tânia segurar o rosto do papito entre suas mãos e dizer tão firmemente que ninguém discutiu.
-nunca mais Charlie faça isso, não imagina o medo que senti sabendo que poderia perder vocês, esses lobisomens são difíceis de lidar, fique o mais longe possível deles e se quiser vamos até lá e acabamos com isso agora mesmo.
-não quero que machuquem Seth, ele sempre foi muito legal comigo. — falei com medo deles machucarem Seth.
-legal ou não, ele recebe ordens que não pode desobedecer nem que queira, se Sam ou Jacob ordenar a ele que mate você ele vai obedecer, mesmo contra sua vontade. — me explicou Edward, mas tenho certeza que Seth não faria nada contra mim.
-não quero que machuquem ele, o Jacob vocês podem matar, e o Sam também. — falei e ele riu me abraçando, ai ai ai, que cheirinho totoso ele tem, mas verdade seja dita, ele é todinho totoso.
-não pense nisso. — falou no meu ouvido e depois me acomodou em seu colo. — acho bom voltarmos.
-porque sua família não veio com você? — perguntei a Tânia que estava abraçada ao papito no maior love.
-tinham muitas coisas pra fazer e nós dávamos conta se acaso tivéssemos que enfrentar os lobos. — me explicou, achei estranho sua família não se preocupar com ela, já que os Cullen's estavam todos unidos e vieram atrás de nós.
-eles... — mas Edward me calou outra vez com um beijo, o que eu ia perguntar mesmo? Deixa pra lá.
(...)

Nesse momento eu estava deitadinha no sofá, foi um dia e tanto, só queria um momento com o papito e deu no que deu, será que os lobos fariam mal a mim? Eles me conhecem, já dei aulas pra eles, sabem o quanto sou agradável, de boa índole, carinhosa, prestativa... e por ai vai, isso não é certo, achei que fossem meus amigos, mas acho que me enganei, será que meu amigo James iria gostar de saber que estou grávida? Faz um tempão que não o vejo, será que a Alice consegue saber onde ele está? Me levantei e fui até o telefone pra ligar pra minha fadinha, mas ele tocou antes disso, quem será?
-casa da família Swan, deixe seu recado após o sinal e se não retornarmos em algumas horas avise a polícia sobre... — mas era Alice e cortou meu recado.-sou eu bella, não adianta dizer que não está em casa e fingir que foi a gravação da secretária eletrônica que eu ouvi. — disse rindo, ops.-mas diga Alice, porque ligou? — perguntei curiosa e ela ficou um pouco quieta. — Alice, você ainda ta aí?-estou, liguei porque você queria falar comigo. — ops parte dois.-então, eu queria saber...-James está vivo e muito longe daqui, é melhor que continue assim. — ela disse, mas porque não falou logo se ela já sabia o que eu queria? As vezes a Alice consegue superar sua própria estranheza.-obrigada, tchau. — desliguei rapidamente e voltei a deitar no sofá, então me dei conta de uma coisa, eu havia desligado na cara dela, que falta de educação a minha. Mas agora já foi. Ou vai ir? Sei — lá, agora fiquei confusa.

Notas finais
Lembrem-se, o ocorrido com os lobos é de extrema importância para os capítulos finais da fic, afinal eles tinham que saber da gravidez dela.
Bjksss.