Como Enlouquecer Um Vampiro

48 Capítulo 48 - Consulta incompleta.




PVCHARLIE


Eu andava indignado com muitas coisas, muitas mesmo, nesse momento estávamos no quarto de bella e Edward, Carlisle a examinava pra saber como ela está, as mudanças no corpo e o tamanho da barriga, mas isso era pra ser uma tarefa extremamente fácil, se a paciente não fosse bella e se a madrasta não fosse Tânia.


-cuidado Carlisle. — disse Tânia pela milésima vez retirando a mão de Carlisle da barriga de bella, ele suspirou impaciente e voltou a consultar bella, colocou um termômetro em baixo do braço e bella riu o retirando.
-faz cócegas. — disse rindo e entregando novamente a Carlisle. Eu e Edward estávamos encostados na parede só observando a consulta mais esquisita de nossas vidas.
-mas precisa ficar com ele, pra saber sua temperatura exata. — disse Carlisle e enfiou o termômetro na boca de bella, ela o cuspiu longe.
-eca eca eca, sogro como pode colocar o termômetro na minha boca sendo que agora pouco ele tava no meu sufaco. — reclamou colocando a língua pra fora e passando as mãos várias vezes como que pra limpar alguma coisa. Carlisle foi até sua pasta e pegou outro voltando a colocar na boca de bella, o outro havia quebrado ao cair no chão.
-esse está limpo. — ele disse, mas via-se claramente o quanto ele estava desgostoso, não era pra menos, estávamos nisso a mais de duas horas e ele não conseguia concluir nem um exame. Quando não era bella era Tânia, ela retirou o termômetro da boca de bella e observou atenta.
-esse negócio é tão esquisito, como que pode o ser humano inventar algo tão... — e ficou pensativa, pra nossa desgraça bella completou.
-termometral. — coloquei as mãos sobre o rosto em desespero.
-isso. — disse Tânia e eu quase gemi de tanta incredulidade. Não era possível uma coisa dessas, ou era?
-me de isso aqui. — disse Carlisle chateado e tomou o termômetro das mãos de Tânia que fez bico. — não era pra ter tirado, agora vou por e ele vai ficar aqui. — disse novamente colocando-o em bella que também fez bico.
-obedeça. — resolvi interferir, se não ficaríamos aqui o restante do dia, eu queria saber logo como estava bella e o bebê e se ele consegue ter uma previsão de quando vai nascer.
-o tamanho da sua barriga equivale a uma grávida normal de sete ou oito meses. — ele disse e eu respirei fundo, não quero pensar no sofrimento da minha filha quando for ter bebê, também não queria imaginar o momento da transformação.
-também não quero pensar nisso. — disse Edward pesaroso, se algo desse errado nós dois perderíamos as pessoas mais importante de nossas vidas, eu perderia minha filha e meu neto, ele perderia seu filho e sua amada, as coisas tinham que dar certo. — e dará Charlie, todos estamos atentos a qualquer mudança em bella, se eu ver que algo dará errado a transformo antes mesmo do bebê nascer, enquanto ela se transforma o retiramos, não é fácil, mas não vou perder nenhum dos dois. — disse triste, mas convicto. Ele tinha razão, temos que ter esperança e sermos fortes por bella.
-agora sim. — disse Carlisle retirando o termômetro e verificando, ficou um pouco tenso e eu já me aproximei pra saber o que era. — ela está com trinta e nove graus, isso em adulto normal o faz delirar.
-está dizendo que não sou adulta ou que não sou normal? — perguntou bella estreitando os olhos para ele.
-o que estou querendo dizer é que...
-por que garanto que sou os dois. — ela disse o interrompendo.
-sei disso, mas o que estou...
-além do mais, peraí...se você falou que sabe então porque falou aquilo?
-por nada, mas voltando... e não me interrompa, por favor. — acrescentou quando bella abriu a boca voltando a fechá-la lentamente. — sua temperatura está acima do que consideramos normal, está muito quente, mas sua aparência saudável não condiz com sua temperatura.
-mas híbridos são mais quentes que humanos normais, tem quase a mesma temperatura dos lobisomens, então está tudo normal. — disse Tânia.
-sei disso, mas... — foi a vez de Tânia interromper Carlisle, ele parecia bem inconformado, só pra constar que não era o único a sentir assim.
-então porque tanta preocupação?
-não é só preocupação, é precaução, precisamos estar atentos...
-estamos atentos a tudo em bella, não precisa fazer tempestade em copo d’água, vai acabar assustando ela. — Tânia disse e bella olhou desolada concordando com a cabeça. — além do mais...
-eu desisto. — disse Carlisle levantando-se da beira da cama e começando arrumar suas coisas. — quando eu tiver que consultar bella outra vez, quero fazer isso sem mais ninguém por perto, não consigo consultá-la porque elas não deixam. — desabafou e saiu velozmente pela porta. Olhei pras duas as repreendendo, em troca recebi olhares confusos.
- o que deu nele? — perguntou Tânia olhando na direção que ele havia saído.
-sei — lá, vocês que são vampiros não sabem imagine eu. — falou bella se acomodando na cama.
-mas eu sei. — falei e cruzei os braços sobre o peito, eu só precisava esconder meu sorriso. — vocês duas não o deixaram em paz pra ele poder consultar bella.
-mentira, sério? — disse Tânia desacreditada, e de olhos arregalados. — mas que mentira mais...
-cabeluda. — bella completou inconformada. Sentei-me ao lado delas na cama e trouxe Tânia para meu colo, ela veio toda animada.
-sabe Charlie eu e bella queremos fazer compras, desestressar um pouquinho. — ela disse com olhos pidões, eu já vi muito esse olhar em bella quando...
-e vocês querem que eu vá junto pra carregar as compras. — falei o que era óbvio.
-e pagar também. — falou bella animada.
-claro que não, dessa vez só pra carregar mesmo, e sua companhia é muito agradável. — disse se enroscando em meu pescoço, acho melhor me controlar, não posso desrespeitar bella dando uns amassos em Tânia na sua frente, uns beijos tudo bem, mas o que eu queria fazer bella deveria estar no mínimo uns trezentos quilômetros de distância.
-agora sei a quem bella puxou pra ser exagerada. — falou Edward dando um beijo na testa de bella. — vou falar com Carlisle, ele está bastante chateado.
-diga a ele que lhe dou um docinho pra ele melhorar seu humor. — só não entendi porque bella cochichou.
-você não pode dar doce a ele, você nem tem doce. — falei risonho e perdi o sorriso quando constatei o óbvio. — onde está.
-onde está o que? — ela perguntou inocentemente, eu conhecia essa carinha de anjinho que ela tem.
-onde está o doce. — falei lentamente e ela olhou rapidamente para os lados, Edward respirava fundo controlando os risos e saiu dali pra falar com Carlisle, voltei minha atenção em bella, sua gravidez de risco requer muitos cuidados, principalmente a alimentação, sem contar que muito doce faz mal a ela e ela tem a mania de não escovar os dentes direito.
-não tem doce papito, juro. — mas quando falou isso ela escondeu as mãos embaixo das cobertas pra mim não vê-la cruzar os dedos. Respirei fundo e olhei em volta, onde bella poderia ter escondido o doce? Quando fui me levantar Tânia me segurou.
-não tem doce papito, digo, Charlie, não tem doce, neh bella? — percebi que Tânia sabia onde estão, eu não acredito nisso.
-claro que não tem, nem sei da onde o papito tirou a idéia maluca de que guardo doces por aí, até parece que euzinha aqui guardo doces dentro do colchão. — bella disse e Tânia teve a coragem de completar.
-ou no fundo falso de algumas gavetas. — olhei pra cima me perguntando porque eu, justo eu. Tirei Tânia do meu colo e fui vasculhar as gavetas, ouvi bella sibilar bem baixinho.
-onde erramos? — e Tânia respondeu no mesmo tom.
-agora fudeu. — apesar de tudo eu me segurava pra não rir, bella eu até entendia, ela sempre foi assim, mas Tânia tem séculos de vida e muita experiência, como pode ser desatenta dessa maneira? Acabei encontrando uns cinco quilos de doces escondidos em algumas gavetas, todos muito bem embalados pra não chamar minha atenção por causo do cheiro. Os coloquei em cima da cama e fiquei completamente sério, elas tinham que entender que era para o bem de bella, sem contar que alguns desses chocolates a deixavam extremamente agitada.
-quer dizer que não tem doces por aqui. — falei olhando de uma para outra. — quem comprou todos esses doces?
-não fui eu, eu nem sabia que tinha isso por aqui. — falou bella balançando a cabeça para baixo e para cima, ela mentia.
-nem eu, porque eu compraria doces se eu não como a muito tempo? — disse Tânia, pelo pouco que conheço da minha loira morango, tenho certeza que foi ela quem os comprou, bella nem foi para a cidade depois que chegamos.
-levante-se bella, vou fazer uma vistoria no colchão. — o coração dela acelerou tanto que me deixou preocupado. — hei bebê o que foi? — ela me olhava assustada e eu soube, bella tinha feito merda, de novo. — esquece ta bom? Pode continuar deitada você precisa de repouso. — imediatamente ela ficou aliviada, assim que ela fosse pro banho eu verifico o que tem no colchão, além dos outros doces.
-to tão cansada, e meu sogro ficou um tempão aqui e nem me consultou direito. — reclamou enquanto eu a arrumava de maneira confortável na cama, claro que Carlisle não consultou direito, ela e Tânia não deixaram.
-mais tarde vou falar com ele, não se preocupe. — falei lhe beijando a cabeça ouvindo os batimentos do seu coração se tranqüilizarem assim como sua respiração, ela havia dormido.
-vamos descer. — falou Tânia baixinho e me puxou pela mão em direção a sala, assim que me sentei falei pra ela.
-porque comprou doces pra bella e ainda escondeu de mim? — ela que estava animada murchou, me segurei pra não confortá-la. Me contentei em segurar sua mão. Ela suspirou antes de me olhar fixamente com seus belos olhos dourados.
-desculpe, mas ela queria e eu não consegui dizer não, mas pense sobre isso, em pouco tempo ela será como nós, nunca mais irá colocar um único grão de trigo na boca. — entortei a cabeça para o lado, grão de trigo na boca? Segurei o riso, ela deveria ter dito um pedaço de pão, respirei fundo ouvindo coisas que só achei que saíssem da boca de bella. — nunca mais irá matar a sede com litros de refrigerante, nem saborear o doce gosto de um salgado, vai esquecer que maria mole é mole e não dura, irá esquecer como é lamber o prato... — a calei com um beijo que mostrava todo meu desejo e o quanto a amo, até deixei pra lá as asneiras que ela disse, eu estava acostumado a ouvir esse tipo de coisa.
-sabe, eu trocaria um dia de compras só pra ficar assim com você. — abri um enorme sorriso, pra uma mulher abrir mão de compras só se tiver algo muito melhor pra fazer. A puxei para meu colo e ela se encaixou no meu quadril com extrema perfeição. Me acomodei melhor no sofá.
-isso é bom, muito bom, mas só ficar aqui comigo ou quer fazer outras coisas? — falei sugestivamente passando a mão em sua bunda gostosa.
-adoraria fazer outra coisas, mas...
-tem alguém chegando. — completei ao sentir a aproximação de um empata foda, era Kathy.
-quem morreu? — disparou Tânia sem sair do meu colo.
-ninguém morreu, mas vai morrer, Emmet e Edward começaram brincar de luta e Edward arremessou Emmet contra nossa casa, parte dela desabou e agora estão lá, Emmet quer revanche a todo custo e isso vai custar o restante da casa. — disse Kathy, justo agora que eu já estava animado. Suspirei inconformado, não sou acostumado a tanta falta de privacidade, sempre morei somente com bella e me acostumei a não ter privacidade alguma, mas somente quando se trata dela, essa casa que comprei de Carlisle já fica um pouco afastada da dos Denalli e da dos Cullen's, mas não tenho sossego.
-diga a Eleazar e a Carlisle que coloquem ordem na bagunça, quero a casa pronta até amanhã e se não acontecer por causo de Edward e Emmet cabeças vão rolar. — disse Tânia tranquilamente e encostou a cabeça no meu peito.
-você não vai até lá? — perguntou Kathy, achei seu tom curioso demais.
-mas é claro que não, jamais trocaria a agradável companhia do MEU namorado por duas famílias de vampiros que sabem muito bem viver sem mim. — gostei da forma que ela disse MEU namorado. — mais alguma coisa Kathy? É que você nos pegou em um momento bem íntimo. — Kathy deu um risinho e se retirou, não gostei do risinho. — ela que pode tirar a bunda da lama, não divido você com ela nem com ninguém. — humm, agora entendi. — já fez sexo com mais de uma mulher? — e agora? Falo a verdade ou minto?
-sim. — respondi hesitante.
-gostou?
-era somente sexo, não havia sentimentos envolvidos, mas gostei sim.
-que bom que você já experimentou os diferentes prazeres da vida, porque garanto pra você que enquanto for meu namorado não admito uma terceira pessoa envolvida em nossa relação, nem mulher nem homem.
-concordo, sou só seu e você é só minha. — falei a deitando no sofá e subindo em cima dela.
-só sua, enquanto me quiser. — até parece que com uma mulher perfeita dessas eu olharia pra outra mulher, se fosse pra ser assim eu jamais a teria pedido em namoro, jamais me arrependerei dessa decisão.
Mais tarde descobri o que bella escondeu no colchão junto com um monte de doces, eram minhas revistas pornográficas, fotos com outras mulheres a amigos em festas, bella não queria que Tânia as visse para que não brigasse comigo.