Como Enlouquecer Um Vampiro

40 Capítulo 40 - A Madrinha.


Notas iniciais
Gente com essa mudança de servidor não consegui acessar minha conta, via as outras fics já sendo atualizadas e nada de eu conseguir, entrei em pânico, mas hoje tudo se normalizou, ainda bem neh?
Sei que algumas leitoras podem não gostar desse pelos motivos que depois de ler vocês irão perceber,mas bella sendo tão bondosa acredito que ela tomou a decisão certa, afinal todos merecem um final feliz e quis sair do clichê de sempre.
Bjksss.

PVB

A viagem foi um porre, êita que não tive sossego, nem grávida eu tenho paz, pois me acredita que inundaram parte do avião? Confesso que fui eu e fiz de propósito, dessa vez não foi acidental, cada movimento meu foi friamente calculado, primeiro falei a Edward que precisava urgentemente ir ao banheiro.

-mas bella você acabou de voltar de lá. — ele disse confuso e eu revirei os olhos.

-estou grávida, não posso controlar meu corpinho que em breve será um corpão. — pra falar a verdade a ultima coisa que me preocupava era com meu peso.

-quer que eu a acompanhe? — ele já estava preocupado comigo, dei um beijinho nele e me levantei.

-não precisa, não vou demorar, mas esse balanço me deixa com vontade vomitar.

-mas o avião não está balançando. — ele disse e me olhou desconfiado, putz.

-Edward, deixe bella sossegada, ela está grávida e você não pode ficar restringindo cada ação dela. — falou Carlisle. No avião estava eu, Edward, Carlisle e Esme, os outros foram correndo porque ficar em um ambiente fechado era perigoso para o papito e Jasper, ou pra quem estiver perto deles. Carlisle veio por precaução, ele sendo médico e avô da minha vampirinha era importante permanecer ao meu lado, outro médico não poderia chegar perto de mim.

-escute os mais velhos, eles sempre têm razão. — falei sabiamente ao meu fofucho e segui em direção ao banheiro, entrei e tranquei a porta, olhei para os lados verificando que ninguém estava vendo e peguei um lencinho em meu bolso e o rasguei ao meio, fiz uma trouxinha e tampei o buraco da pia abrindo a torneira em seguida, depois me olhei no espelho e dei a descarga voltando tranquilamente para meu lugar, me sentia satisfeita, não orgulhosa, mas muito satisfeita.

-está tudo bem? — olhei pra Edward que parecia desconfiado com algo.

-não poderia estar melhor, na verdade poderia sim, mas o papito não está aqui. — falei triste e encostei minha cabeça em seu ombro e tirei um cochilo.

Acordei com uma leve agitação, olhei confusa vendo as aeromoças correndo pra lá e pra cá.

-o que houve? — perguntei a Edward que estava bem sério.

-tem certeza que não sabe? — pensei um pouco e não cheguei a nenhuma conclusão.

-estava dormindo, não tenho como saber.

-acontece que "alguém" fez com que a pia do banheiro transbordasse e tem água por boa parte da primeira classe. — e eu com isso? Pensei só pra disfarçar, eu sabia que havia sido euzinha que entrei em ação. — sem contar o fato que uma parte do seu lenço estava em cima da pia e a outra parte tampava o buraco pra que a água não ecoasse, foi por isso que inundou o avião.

-e porque as aeromoças não fizeram nada e demoraram tanto pra ver o ocorrido? — perguntei incrédula com minha falta de atenção, havia deixado a prova do crime na cena do crime, me segurei pra não rir.

-elas estavam...err...fazendo certas coisas com o comandante e só viram quando os passageiros começaram reclamar. — mas sou muito sortuda, pensei alegremente. — aqui está a metade do seu lenço. — ele mostrou discretamente e quando eu fui pegar ele guardou no bolso. — só entrego depois que estivermos em casa. — resmunguei e não teve jeito, mas pensando bem de que ele me serviria? A não ser se eu resolvesse entupir a pia outra vez. — bem por isso que só vou devolver quando chegarmos em casa. — agora eu fiquei com vergonha e senti meu rosto esquentar, é terrível saber que nem nos pensamentos eu tenho privacidade. Senti seus dedos passarem carinhosamente por minha bochecha, mas sentia vergonha de encará-lo.- não me prive de ver o maravilhoso mar de esmeraldas que são seus olhos, é só o que peço. — dei um leve sorriso e ergui a cabeça encontrando seus belos olhos, nesse momento senti meu bebê se movimentar e arfei de tanta emoção, ele crescia muito rápido, estou grávida de poucos dias e parece que estou de dois ou três meses.

-ele mexeu. — falei maravilhada massageando minha barriga, a sensação de ter uma vida sendo gerada dentro de você é indescritível, com certeza eu vou querer ter mais de um filho.

-ele cresce rápido. — ele falou preocupado. — desculpe, mas você não poderá ter outros filhos, você será como nós. — ele explicou e eu me senti perdida.

-mas você pode porque eu não posso? — será que estou deixando passar algo? Já que ele está rindo e uma aeromoça passou com um pano na mão o olhando fascinada, fechei a cara.

-safada sem vergonha. — falei pra ela que fingiu não ouvir e se apressou saindo de perto de nós. — ninguém respeita mais um homem casado, é o fim do mundo mesmo. — falei indignada.

-é o fim do mundo sim. — ele concordou comigo e colocou sua mão sobre a minha que massageava minha barriguiti. — vai dar tudo certo, só precisa ser forte. — ele queria acreditar nisso.

-força é comigo mesmo, sou uma Swan e não posso ser a vergonha da família. — disse convicta e ele caiu no riso, o acompanhei completamente perdida.

(...)

Me sentia acabada depois de uma longa viagem, havia um carro no aeroporto que nos levaria até em casa, coisas de Alice, pensei comigo mesma. Mas apesar do cansaço me sentia agitada e fui cantando alegremente.

-fui morar numa casinha nhá
infestada dá
de vampiro ro
havia lá lá lá
um gostozinho nho
olhou pra mim
pegou em mim
e fez um filho. — confesso que não sou a melhor cantora do mundo e nem a mais criativa em canções infantis, mas estou grávida e é isso que as mães fazem, cantam pra alegrar os filhos. No meu caso canto pra alegrar minha filha, meu marido, meu sogro e minha sogra, já que estavam todos rindo. Suspirei alegremente e acariciei minha pança, meu bebê vai ser tão amado e tão mimado quanto eu, isso posso garantir.

O carro parou em frente a uma casa maravilhosa.

-Charlie está esperando por você, aqui é onde vão morar. — me informou meu sogro.

-isso aqui é lindo. — falei impressionada com a quantidade de neve. — vamos Edward. — falei animada e desci quando ele abriu a porta pra mim.

-você fica aqui, volto pra vê-la mais tarde. — disse me dando um beijo, não retribuí.

-e o que tem de tão importante que não pode entrar comigo? Já digo pra você que não aceito traição então se prepare pra se comportar. — avisei seriamente. — pegue minha bolsa e vamos que estou com frio. — isso aqui podia ser lindo, mas que era frio isso era.

-não vamos morar junto, por enquanto. — congelei e não foi por causo do frio. Ele não vai morar comigo? O que foi que eu fiz? — você não fez nada, mas ainda não nos casamos e vai ficar estranho a gente só morar junto. — pois ele que volte da época em que veio.

-morar junto é estranho sem estarmos casados? E o que me diz de você ter me engravidado antes disso? O que me diz da primeira vez que fizemos sexo você ter invadido meu quarto? Não seja antiquado e vá para sua casa pegar as suas coisas. — ordenei e depois me lamentei. — acho que não me sinto bem, eu e o bebê queremos e precisamos que você permaneça do nosso lado, vai nos negar isso? Não nos ama? — passei a mão na testa pra enxugar o suor, mas por causo do frio intenso eu não suava, droga, assim minha encenação fica fraca. Ele arqueou sua perfeita sobrancelha e depois sorriu.

-bella vamos ser racionais, não use sua gravidez pra tirar vantagem da situação. — me falou Esme, eu sabia que cedo ou tarde ela iria bancar a sogra.

-tudo bem. — concordei magoada, principalmente com Edward, ela eu entendia pois era minha sogra, mas ele é meu marido e pai dos meus filhos, como pode não me defender? — com licença. — falei pegando minha bolsa que ele segurava e me encaminhei para meu lar doce lar, não me despedi e não falei com ninguém, mas ele segurou meu braço.

-só vou arrumar minhas coisas, não demoro. — quando ele falou isso dei um pequeno sorriso vitorioso e acenei com a cabeça, antes de eu entrar em casa me virei pra Esme e lhe mostrei a língua, isso era infantil e eu não sou assim, mas ela mereceu.

O papito veio me receber de braços abertos, agora sim me sinto em casa.

-seja bem vinda e espero que goste da casa. — ele falou alegremente e eu o olhei triste. — Edward não vai demorar, em breve ele estará aqui — ele me consolou.

-mas eu não gosto de ficar longe dele. — lamentei e dei uma olhada em volta por pura curiosidade e meus olhos cresceram. — papito isso aqui é incrível. — falei saltitando, já nem me lembrava do motivo pra estar triste. Saí pulandinho em direção a lareira que estava acesa deixando a casa aquecida e aconchegante, no caminho bati em algo e só ouvi o barulho de vidro se quebrando, parei incrédula com a falta de atenção do vaso.

-esse vaso é um caso perdido. — falou o papito rindo e começou juntar os cacos. — vou arrumar a casa do nosso jeito, os decoradores colocaram muitos vasos de vidros. — ele falou e eu olhei a casa confirmando minhas suspeitas: A decoração era legalzinha, mas pra que tantos vasos? Que eu saiba ninguém vai morrer. Voltei e me sentei em frente a lareira enquanto o papito com sua super hiper mega velocidade arrumava as coisas. Comecei refletir sobre minha vida, me sinto tão...grávida, porque será? Acariciei minha pancinha e suspirei, se continuar nesse ritmo em um mês ou cinco, estarei com minha Charlize em meus braços, os observei e vi que são finos, eu não tenho os braços fortes do papito pra amparar meu bebê durante sua vida, mas é o que tenho e isso terá que bastar. Voltei a realidade quando ouvi batidas nada educadas na porta e em seguida um ser furioso entrou por ela quase a derrubando, lembram quando falei que não tenho paz?

-o quer aqui? — perguntou grosseiramente o papito ficando em minha frente e me impedindo de ver Tânia.

-quis ver com meus próprios olhos, deixe-me vê-la. — ela também não foi muito educada.

-terá que passar por cima de mim. — falou o papito e se agachou ficando em uma posição estranha.

-só quero saber, é verdade que está grávida? E de Edward? Responda Isabella. — seu tom de voz era meio desesperado, mas não gostei da forma que ela se dirigiu a minha digníssima pessoa. Levantei-me e fui pra perto do papito, a roupa quente que eu usava não aparecia minha barriga de grávida.

-é verdade, estou grávida de Edward e iremos nos casar. — falei alegremente e mostrei o anel em meu dedo, ela trancou a respiração e trincou os dentes.

-não faça nada de imprudente ou não respondo por mim. — falou o papito furioso, estou perdendo alguma coisa? Dei um sorriso a ela e esperei ela me dar os parabéns, só fiquei esperando.

-fez de propósito não foi? Prendeu Edward a você, vai usar o monstro que cresce em sua barriga pra afastá-lo ainda mais de mim. — meu sorriso morreu ao ouvi-la se referir ao meu filho dessa forma. — esse monstro que cresce dentro de você irá matá-la sugando todas as suas energias e todas as suas forças, depois disso essa criatura vai sair por aí em busca de sangue e matar quem cruzar seu caminho, ainda quer continuar com isso? — ela disse cruelmente e eu arfei incrédula.

-como pode falar isso de um bebê? — minha voz não passou de um sussurro, segurei fortemente as lágrimas, esse não era o momento de chorar, meu bebê precisa ter uma mãe forte pra defendê-lo.

-bebê? O que você tem aí dentro não é um bebê, é um monstro que vai matá-la. — respirei fundo, eu tinha que controlar a situação, observei bem e percebi que Tânia é como eu, não é uma pessoa má e rebelde, só é mal compreendida.

-se você se comportar e não falar mais do meu filho dessa maneira deixo você ser madrinha dele, se você quiser. — falei educadamente, ela tinha o direito de recusar. Ela arregalou os olhos e foi a vez dela arfar.

PVE

Assim que entrei em casa Esme disparou.

-vai mesmo morar com eles? — ela estava triste por me ver sair de casa, mas já estou bem velho pra isso, eu realmente queria morar com ela, mas achei que talvez ela não quisesse, bella é muito imprevisível.

-não é justo eu ficar longe enquanto ela precisa de mim, além do mais eu ficaria mais lá do que aqui.

-sei disso, mas acha mesmo necessário sair de casa definitivamente?

-mamãe, não seja assim. — falei e fui até ela lhe dando um abraço. — além do mais é perto, podem me visitar quando quiserem.

-é só gritar por socorro quando a belinha tentar queimar você, nós corremos socorrê-lo. — revirei os olhos pra Emmet, bella não seria capaz...ou seria? Depois do choque com certeza ela seria capaz, arregalei os olhos.

-acho que ela não fará isso. — não havia certeza alguma na minha voz.

-tudo ficará bem. — me garantiu Alice e eu fiquei aliviado, ela riu. — agora vá arrumar suas coisas, a parte de você sair de casa eu não tinha visto e acabei organizando o seu quarto.

-esse escudo é complicado, até se acostumar. — falou Jasper sentado com o Istrepinho em seu colo, ele usava seu dom pra acalmá-lo, nesse momento ele fazia carinho nas orelhas do bichinho, caí no riso.

-desde quando você gosta de animais? — perguntei ainda rindo, ele deu um riso sem graça.

-acabei acostumando com ele. — disse dando de ombros, mas não parou de acariciar o bichinho, subi para meu quarto arrumar minhas coisas e os deixei zoando Jasper, eu não parava de rir, mas enquanto pegava uma mala pra guardar algumas roupas meu sorriso morreu, os Denalli vieram nos dar boas vindas.

-sejam bem vindos pela milésima vez ao Alaska. — disse Carmem brincando, todos eles eram fáceis de conviver, todos menos Tânia.

-e Edward? — ela perguntou como se não soubesse onde eu me encontrava.

-está no quarto arrumando suas coisas, ele vai morar com bella. — respondeu Esme e os pensamentos de Tânia ficaram alarmados.

-porque ele vai fazer isso? — ela perguntou incrédula.

-bella está grávida e em breve irão se casar, ela precisa do seu companheiro perto dela. -Rosalie jamais deixaria passar a oportunidade de pisar em Tânia, só que não era pra contar agora.

-Carlisle, sabe que bella pode morrer não sabe? — ouvi Eleazar perguntar preocupado, ele não achava justo perder alguém com um dom tão incrível, segurei um rosnado.

-sabemos disso, mas ela quis seguir adiante e essa decisão cabe unicamente a ela. — Carlisle respondeu preocupado, nós sabíamos que as chances eram meio a meio, isso se o estado dela permanecesse do jeito que está. Só ouvi Tânia saindo furiosa, ela queria ficar a sós com seus pensamentos. Só depois que ela estava longe que fui até eles. Quando me enxergaram vieram me dar os parabéns, apesar dos riscos eu estava muito feliz, eu estava confiante que tudo daria certo.

-Edward será papai, mas é tão jovem. — Carmem era brincalhona, mas estava feliz por mim, os demais não estavam diferentes, mas tentaram não pensar no pior pra não estragar minha alegria, isso não era muito animador.

-em breve terei esposa e filho, nunca pensei que sentiria tão completo. — falei sorrindo, mas como sempre aparece algo que atrapalha, Alice viu Tânia com bella e...o que foi aquilo?

-o que foi isso? — perguntei chocado com sua visão.

-não tenho a mínima idéia, só sei que pode ser perigoso. — ela mal terminou de falar e eu saí correndo, ela ficou pra explicar aos outros o que aconteceu, Jasper veio comigo.

Será que as visões da Alice estão falhando? Porque aquilo não poderia acontecer, o que será que está ocasionando toda essa confusão? Eu estava preocupado, e Charlie onde estava que não impediu isso? Encontrava-me apavorado com a possibilidade de Tânia machucar bella, ela é bem falsa quando quer e bella não percebe as coisas direito, vendo por esse lado, imagino os maus bocados que Charlie não passou com meu furacãozinho.

-diga Edward, o que aconteceu? — cheguei parar com o que vi, o que diabos estava acontecendo com Jasper?

-porque não solta esse cachorro? Jasper...porque o trouxe com você? — eu não acreditava no que via, ele correndo preocupado com bella e segurando carinhosamente o cachorro, isso não era normal ainda mais vindo de Jasper.

-ele não está fazendo mal a ninguém, e toma que o filho é seu. — disse bravo e me passou o bichinho, tenho a sensação que ele gosta mais de Jasper do que de mim. Segurei o cachorro e recomecei a corrida e novamente parei com os risos de Jasper.

-o que foi agora? — perguntei chateado, tínhamos que ver bella urgentemente.

-você fala de mim, mas olha o jeito que você segura ele? — olhei nos meus braços e quase gemi de desgosto, eu o segurava como se fosse um bebê e de forma tão carinhosa quanto Jasper.

-é culpa da bella. — falei e dei um riso, só cuidávamos porque era o cachorro dela, e cuidávamos melhor que ela.

-com certeza, vamos logo oh papito de Istrepinho. — me zoou e eu fiquei quieto até a casa dos Swan's, eu estava bravo.

Charlie abriu a porta antes que eu batesse e me olhou parecendo perdido, não precisei perguntar pra saber que bella havia aprontado uma das suas. Entrei cautelosamente e parei completamente chocado com Jasper ao meu lado tão chocado quanto eu, BELLA ENLOUQUECEU?????

Era a visão da Alice, bella deitada confortavelmente no sofá em frente a lareira e TÂNIA FAZIA MASSAGEM NOS SEUS PÉS E ESTAVA TODA ANIMADA.

-Tem visitas. — Charlie falou e bella ergueu a cabeça e sorriu para nós. Tânia nem olhou pra nós de tão concentrada que estava.

-o que raios é isso? — Jasper foi o primeiro a encontrar a voz, eu nem isso consegui fazer.

-como assim? Eu Isabella Marie Swan estou deitada no sofá com muita dor nos pezinhos, sabe, a viagem acabou comigo, estou próxima à lareira porque de tantos lugares no mundo que eu poderia morar me enchotaram justamente pro Alaska, isso aqui é frio demais já estou até fazendo planos pra morar no Caribe assim que o bebê nascer, aproveitar o calor e o sol, mas respondendo a pergunta do meu adorado cunhado Jasper da silva...o que ele perguntou mesmo? — olhou confusa pra nós e arregalou os olhos. — lembrei, e Tânia que é uma pessoa muito caridosa está prestando um enorme favor a sua comadre que está quase morta de tanta dor nos pés, permita-me dizer, mas Tânia é melhor nisso do que Rose. — e sorriu alegremente pra Tânia que sorriu de volta. Bella interpretou a pergunta de Jasper erroneamente e descreveu o quadro que víamos, olhei pra Charlie que suspirou e falou baixinho.

-Tânia veio tirar satisfações sobre a gravidez e bella a convidou pra ser madrinha da criança, o resultado vocês estão vendo. — falou indicando as duas que estavam fofocando sobre...mim? Como assim elas estavam falando de mim?

-hei, podem parar de falar de mim. — falei sério, elas se olharam e deram risinhos.

-desculpe amorzinho, mas não é exatamente sobre você, só estamos comparando nossas experiências sexuais e devo admitir, Tânia você é fogo viu? Mas também, sendo uma vampira tem mais é que aproveitar. — bella disse compreensiva.

-nem diga nada se não piora, se põe no meu lugar, com duas mulheres falando sobre isso e uma é sua filha, sem contar que você ouve tudo. — senti pena de Charlie, tive uma idéia brilhante.

-vou ao banheiro, digo, vou ali. — e apontei pra qualquer lugar e saí correndo, olhei e ainda segurava o cachorro, nem quis voltar pra devolvê-lo, senti ser seguido e não precisei olhar para trás pra ver que era Jasper, Charlie preferiu agüentar as fofocas, coitado dele. Nesse momento se meu cérebro tivesse fiação teria dado um curto circuito.

-o que a bella tem na cabeça. — murmurou Jasper incrédulo enquanto sentávamos no chão, retirei meu casaco e embrulhei o bicho que estava com frio.

-eu leio sua mente e nem eu sei. — falei frustrado. — sorte que não tenho dor de cabeça.

-sabe que isso vai dar a maior confusão não sabe? — olhei confuso. — assim que Alice, Rose e Esme saberem que bella convidou justo Tânia pra ser madrinha do bebê elas vão surtar e fazer o maior barraco.

-nem me fale isso. — falei desanimado. — o que acha de sairmos em uma viagem de caça e demorar anos pra voltar? — falei e dei um riso, apesar de tudo ficar longe da mulher que amamos nem passou por nossa cabeça. — o que levou bella a fazer isso? — perguntei mais pra mim do que pra ele.

-uma coisa eu sei, bella sempre resolve as coisas da sua maneira, ta certo que sua maneira é estranha e toda torta, mas que ela resolve isso ninguém pode discordar. — tive que concordar com ele, mas precisava ser tão torta?

-mas justo Tânia? — falei inconformado depois de um tempo em silêncio. Ele riu.

-mas percebeu que Tânia mal o olhou? Aposto que nem pensava de forma possessiva sobre você. — agora que ele falou percebi que era verdade.

-é verdade, será que me livrei dela? — perguntei animado, ele riu um monte.

-pode ter se livrado no sentido amoroso, mas não no sentido comadre. — me joguei de costas no chão e olhei pro céu, novamente me perguntei o que bella tem na cabeça? A resposta era simples, não me importava desde que entre seus pensamentos eu estivesse presente, pra mim isso bastava e eu agüentaria Tânia como comadre. Gemi de desgosto e voltamos pra casa dando de cara com uma confusão sem tamanho, eram gritos, rosnados, tinha até tapas e uma bella esbaforida metida no meio da confusão com um monte de vampiras iradas. Olhei e vi Emmet, Carlisle e Eleazar praticamente encolhidos num canto, eles não queriam ser alvos delas e de suas iras, mas eu e Jasper tínhamos que parar com isso.

-vocês enlouqueceram? — falei e imediatamente tudo ficou silencioso, mas a frase de bella ecoou no ar.

-...e to com fome. — em seguida dei um passo para traz com o olhar mortal delas, até Esme estava metida no meio da confusão.

-até você mamãe? — perguntou Jasper incrédulo, elas voltaram a discutir e se acusar, nos ignorando completamente, nos juntamos no canto dos encolhidos.

-hei, EU TO COM FOME. — bella berrou e seu grito foi abafado pelos rosnados das mulheres da família. Charlie apareceu na porta tranquilamente.

-bebê, acabei de fazer umas Madleines que tenho certeza, você vai adorar. — bella saiu do meio delas e foi pra dentro da casa toda saltitante. Deixou para trás uma confusão sem tamanho e tivemos que intervir antes que se matassem, pra que tudo isso? Antes dela fechar a porta se virou e me olhou sorrindo, lá vem bomba.

-a propósito, escolhi Tânia pra madrinha, mas o bebê precisa de duas, pra não sair dizendo que você não participa de nada, você escolhe a outra. — e fechou a porta, imediatamente todas as mulheres, menos Tânia, me olharam sorrindo carinhosamente, bella ferrou comigo, de novo. Eu disse que la vinha bomba.