Como Enlouquecer Um Vampiro
25 Capítulo 25 - Encontrando Bella
PVE
Retornamos pra casa depois de muita insistência, Charlie era muito teimoso e sendo um recém criado era difícil lidar com ele, mas até que as coisas não estavam tão ruins, tirando o fato que ninguém sabia onde meu amor maluco se enfiou e que Charlie deixou claro que não vai sossegar até encontrá-la.
Ele tomou banho e colocou uma roupa limpa, por incrível que pareça eram as roupas de Emmet que ele estava usando, não era tão grande quanto, mas eram as que ficavam melhor nele, Alice queria ir até a casa dele pegar algumas coisas, mas se a caso ele quisesse nos enfrentar outra vez era bom estarmos todos juntos, digamos que além de muito forte Charlie também é...bom com lutas.
-vou começar procurando pela minha casa, ver se ela deixou alguma pista de onde poderia ter ido — chegou falando, só nos olhamos, ele não chegaria perto de bella, não mesmo.
-você não tem noção do mal que irá fazer a ela, não tem controle sobre suas próprias emoções, como acha que vai agir estando diante dela? — falei perdendo a paciência — se a ama tanto quanto diz a deixe seguir em frente caso contrário vai matá-la. — ele ficou quieto e respirou fundo, provavelmente tentando não rosnar e avançar pra cima de mim.
-deixá-la seguir em frente sem mim — ele murmurou pensativo — sem você também? — perguntou-me e eu fiquei quieto, eu não poderia existir sem ela.
-não sou um recém criado, vou cuidar dela — prometi a ele, mas ele retrucou.
-vai cuidar tão bem que não sabe onde ela está — disse irônico — escute bem Edward porque eu não vou repetir isso — disse e se aproximou ficando cara a cara comigo, minha família estava toda em volta preparada pra separar a possível briga. — não importa o que sou ou o quão forte fiquei nem você nem ninguém vai conseguir me impedir de ficar com minha filha.
-vai matá-la — falei outra vez — foi um milagre você ter conseguido fugir e não atacar o humano, milagres não acontecem duas vezes seguidas.
-não foi milagre, foi consciência — me corrigiu e se virou pra Alice — preciso de um computador.
-venha comigo — respondeu e foi até o escritório, a seguimos. — pra que precisa de um?
-acredite quando digo que conheço bella melhor que ninguém — e olhou sugestivamente pra mim. — vou achá-la.
-ela estava todo esse tempo escondida dentro dele — disse Emmet incrédulo e correu na frente verificar se bella estava realmente dentro do computador.
-e vocês ainda falam de bella? — disse Charlie olhando pra nós, desviamos os olhares e disfarçamos, ele riu alto disso. — mas bella é mais inteligente — murmurou, acho que ele não estava acostumado a essa nova vida e não percebeu que nós poderíamos ouvi-lo tanto quanto ele pode ouvir nossos murmúrios.
-podemos ouvir qualquer sussurro — avisou Alice e empurrou Emmet que olhava curioso para o computador e dizia baixinho \\\\\\"belinha vamos tirar você daí\\\\\\" — sinta-se a vontade, mas cuidado com a força se não vai quebrá-lo.
-tudo bem — ele concordou e sentou-se cuidadosamente na cadeira, fechou os olhos e ficou quieto, \\"o que deu nele\\" pensou Carlisle, dei de ombros, eu não lia sua mente e Alice não via através de suas visões o jeito era esperar, enquanto isso voltei a um assunto que me deixava muito confuso, bella sabia sobre nós e não nos disse nada, será que quando tivemos nossa maravilhosa noite ela já sabia? Sabia que estava fazendo amor com um vampiro? Isso explicava muitas coisas, o fato dela não questionar do porque não comemos, dela não ter perguntado o que eu fazia no seu quarto e por onde entrei, na verdade ela nunca nos perguntou nada sobre nossa vida, absolutamente nada e nós achando que ela não era intrometida, ela só não perguntava porque já sabia, o mais importante é que ela gostava de nós mesmo sabendo a verdade, não percebemos nada porque ela nunca nos olhou com repulsa e sempre que a convidamos para vir aqui em casa ela sempre veio feliz e saltitante.
-será que ele dormiu? — perguntou Emmet brincalhão, se ele tivesse dito serio eu juro que expulsava ele daqui.
-foi só um cochilo — respondeu Charlie divertido e abriu os olhos vermelhos, seus olhos ficariam assim por mais ou menos um ano, isso se ele não se alimentasse de humanos. Ele ligou o computador e aguardou ele carregar, pelo menos ele não quebrou.
-o que vai fazer — perguntei curioso, ele disse que acharia bella, mas ao invés de sair correndo ele se senta em frente a um computador.
-achar bella — respondeu já de mau humor, não ligávamos muito pra suas mudanças de humor, isso é normal para um recém criado, tudo fica confuso e até nos adaptar demora certo tempo. Juntamos-nos a ele e assim que carregou ele entrou num site de pesquisas, lá digitou: swansegurity.com, sabíamos que ele tinha uma empresa de segurança, mas nunca pensamos que ele tivesse site, somos antigos de mais e muitas dessas tecnologias não nos agradam, além do mais pra que acharíamos interessante uma empresa de segurança?
-que decoração incrível — disse Esme maravilhada olhando pra tela, a imagem de fundo era a sede da empresa, um imponente prédio localizado em Cambridge — Massachusetts, sem dúvida eles tinham mais dinheiro do que imaginávamos.
-se tem uma empresa assim porque razão causa ou circunstância veio parar aqui em Forks trabalhando como delegado — perguntou Emmet, ta ai uma coisa que não entendíamos.
-bella — ele respondeu simplesmente e nós rimos isso explicava tudo — ela queria independência e resolveu seguir seu próprio caminho, mas trouxe na bagagem a mim e minha conta bancária — disse e riu alto, ele tinha que controlar isso, se bella o visse assim correria como correu de Emmet.
-isso é interessante — disse Jasper e prestamos atenção no que Charlie fazia então ele diz:
-ali — e indicou à porta, olhamos rapidamente e não vimos nada, ele riu — tinha que distraí — los, não deixo ninguém saber minha senha.
-quanta maturidade — resmungou Emmet, mas se era algo pessoal dele nós tínhamos que respeitar, em seguida ele digitou \\\\\\"B\\\\\\" e a imagem de um mapa apareceu, ele não fez isso, ou fez?
-vai rastreá-la — disse Alice contente.
-não há e nunca houve a menor possibilidade de eu não saber ou não poder encontrar minha filha — disse e ampliou a imagem do mapa. — tem um rastreador no carro e no celular, os sinais coincidem o que indica que ela está no carro a mais de seiscentos quilômetros daqui — ele falava e indicava na tela — próxima a uma cidadezinha chamada Mill City.
-os tempos mudaram — disse Jasper — devemos nos atualizar mais — só concordamos.
-não sei vocês, mas eu estou indo buscá-la — disse Charlie e levantou-se, a verdade é que nós tínhamos que encontrá-la.
-vamos junto — falou Alice — mas antes, coloque um óculos, ou quer que bella veja seus olhos — Charlie ficou quieto por alguns segundos e depois riu.
-quando bella me ver a última coisa que ela vai notar serão meus belos olhos — e deu uma piscada pra Alice, Jasper não gostou disso, mas sabíamos que Charlie estava brincando, só tinha um detalhe, ele ainda não tinha certa noção do fascínio natural dos vampiros, Alice ficou constrangida mas não foi por causa da piscada, foi porque o achou ainda mais bonito.
-vamos correndo mesmo, na volta Edward vem com bella no carro — disse Carlisle mudando rapidamente de assunto, antes que Charlie resolvesse brincar com Esme também, abafei um riso.
-ficará muito difícil pra você estar num ambiente fechado com ela, acredite, será melhor assim — falou Rose antes que Charlie protestasse, ele só acenou concordando, com Rose o filho da mãe não discutia, Rose olhou pra nós com sua típica pose de \\\\\\"uma mulher como eu consegue qualquer coisa\\\\\\", segurei a língua pra não dizer que ela não conseguiu ter nada de mim, não queríamos uma discussão agora.
-vou passar em casa antes, tenho que pegar algumas coisas — avisou e saiu correndo, será que dava pra esperar? Não tinha outro jeito, fomos atrás, ele entraria na cidade onde tinha vários cheiros de humanos, estávamos preocupados que ele não pudesse se controlar.
-fique próximo a nós, caso não consiga se controlar nós o seguramos — pediu Alice e ele foi um pouco mais lento, seguimos pela floresta mesmo, não queríamos que ninguém visse Charlie, eles perceberiam a diferença e isso não poderia acontecer.
-dá onde tem tantas cicatrizes — ele perguntou a Jasper, até havia demorado pra ele ter feito essa pergunta, para os vampiros essa era a marca de Jasper, o significado do quão bom lutador ele é, se houvesse uma batalha, Jasper é exatamente o tipo de vampiro que deve se temer.
-nada nos marca a não ser mordida de outro vampiro — disse evasivo, isso não era algo que ele gostava de falar, ele não se orgulhava e não se orgulha do que foi se não fosse por Alice e sua perseverança sabe se lá o que teria acontecido com ele.
-se eu ganhar um tiro não vai acontecer nada? — pelo menos ele não foi indelicado e insistiu no assunto, o clima ficou um pouco mais leve e explicamos mais sobre nossa espécie, contamos um pouco sobre os volturi e a lei de que um humano jamais poderia saber de nossa existência, que a sentença era a morte ou a transformação, ele só ouviu e não questionou nada, seja lá o que passava por sua mente estava num lugar onde eu não poderia acessar.
-isso não passa — resmungou outra vez massageando a garganta quando um cheiro humano nos atingiu. Nós sabemos o quanto é difícil pra ele, nós já estávamos acostumados a essa sensação.
-com o tempo fica mais fácil — disse Carlisle — mas nunca passa totalmente, é um dos preços que pagamos por sermos assim. — pra nós era desagradável, não evoluir, não ter filhos e não compartilhar uma vida normal com alguém, com o passar dos anos nos conformamos com a nossa condenação por um pecado que não cometemos, hoje em dia não era tão sofrido como antigamente, era somente tedioso, \\\\\\"era\\\\\\" porque depois que uma certa professora entrou nas nossas vidas as coisas ficaram bem mais divertidas, mas também preocupante e perigosa.
-vocês não gostam de ser assim — Charlie afirmou e parou quando chegamos no quintal da sua casa, estava anoitecendo e os trabalhadores estavam indo embora, somente o vigia permanecia. — sabem alguma coisa sobre o que houve na minha cozinha — perguntou derrepente, Charlie era rápido em perceber as coisas, muito rápido.
-foi ele — me dedurou Emmet sem pensar duas vezes, nem explicou o motivo.
-uma amiga da família, Tânia, ficou com ciúmes quando sentiu o cheiro de sexo que vinha de Edward, o seguiu e quis matar bella, Edward a impediu mas não deu tempo de salvar a cozinha — explicou Alice antes que Charlie me atacasse.
-a propósito porque o surto de bella depois de uma noite de sexo? — eu vou calar a boca de Emmet nem que seja na porrada, avancei nele e Alice se enfiou na minha frente, eu jamais ergueria a mão contra Alice e ela sabia disso, rosnei e respirei fundo.
-Emmet mantenha essa boca fechada — avisei o que Charlie pensaria de mim? Que fui até sua casa me divertir com o belo corpo de sua filha e nem perdi permissão para namorá-la? Pior que foi exatamente isso que aconteceu.
-de que época vocês vêm — Charlie perguntou divertido. — os tempos são outros, eu sou um pai liberal, a única coisa que me irrita profundamente é alguém magoar meu bebê, se isso acontece viro uma fera imagine agora que sou um vampiro — sua voz era ameaçadora e ele estalou o pescoço, antes que Emmet falasse uma besteira Rose tapou sua boca.
-é isso que fazemos por quem amamos, a gente cuida e protege — concordou Esme.
-por isso não posso me afastar dela — ele falou — vou ser rápido — disse e correu Jasper o seguiu como se fosse sua sombra, não era seguro deixar Charlie sozinho.
-valeu Emmet — disse irônico — ainda bem que não posso ler a mente dele, vai saber o que deve estar pensando de mim. — ele ainda ri.
-os tempos mudaram e sabe disso — falou Alice.
-tanto sabe que antigamente ele jamais invadiria o quarto de uma donzela pra fornicar com ela — ignorei Emmet pras coisas não ficarem pior, bella não era nenhuma donzela, mas era macia, cheirosa, bonita, divertida, e fogosa, acho bom parar com isso, não quero ficar excitado na frente do meu sogro. Charlie era muito esperto e graças a ele em breve estaria com bella nos braços sã e salva, nem que eu tivesse que enfrentar Charlie para defendê-la, apostávamos no amor incondicional que ele sente pela filha pra que ele não a machuque, mas eu estaria bem perto dela caso ele não conseguisse se controlar.
-o que ele quer aqui — perguntou Carlisle — qualquer coisa que precisasse era só pedir ou pegar lá em casa.
-Charlie é independente e nunca precisou de ninguém, nem pra cuidar de bella, essa independência ele trouxe pra sua nova vida — falei.
-ele sempre vai defender o sogro — olhei mortalmente pra Emmet.
-Emmet, por favor, tente se controlar — pediu Carlisle, meu irmão estava bem insuportável hoje.
Charlie voltou com uma mochila e passou rapidamente por nós, novamente tivemos que correr atrás dele, depois que entramos na floresta ele respirou fundo.
-nem quero pensar naquele cheiro — ele disse, eles haviam entrado pela janela e o vigia nem viu nem ouviu nada, mas Charlie sentiu o cheiro dele, olhei bem pra ele, tinha que admitir que sua força era imensa, ele era um homem admirável. — mas eu faço qualquer coisa por ela — murmurou outra vez.
-você está indo muito bem — falou Alice e ele sorriu. — sabia que os únicos da família que não beberam sangue humano foram Carlisle e Rose — Charlie quase parou de correr ao ouvir isso.
-nunca? — perguntou e nós concordamos — quantos anos vocês tem?
-Carlisle tem quase quinhentos, depois vem o Edward com pouco mais de trezentos, Esme tem duzentos e oitenta, minha Rose tem...ai amor porque fez isso? — ele só parou por causa do tapa que Rose deu nele.
-não se conta a idade uma mulher — ela disse.
-agora fiquei curioso, porque independente da idade você aparenta ter uns dezenove anos — Charlie disse sorrindo — sem contar que é a mulher mais linda que já vi, sem desmerecer as outras é claro — nem preciso dizer que Rose se achou o máximo, vaidade era praticamente seu nome do meio.
-tenho quase duzentos e cinqüenta — ela respondeu sorrindo largamente — nem parece neh? — e jogou o cabelo para o lado.
-não parece mesmo — Charlie disse ainda sorrindo, se eu não soubesse o quanto Rose ama Emmet diria que ela estava paquerando com Charlie, por que Emmet ao invés de cuidar da sua mulher prestava atenção no brilho de alguns insetos que pra nós ficava muito bonito durante a noite.
-acha que bella está bem — perguntei preocupado, enquanto conversávamos e corríamos eu não deixava de pensar nela.
-não há a menor possibilidade de ela estar bem — ele respondeu e me olhou compreensivo todo o humor havia desaparecido de seu rosto, imagino o estado que estava o meu — lá em casa as coisas têm que estar sempre nos mesmos lugares porque se não bella não as encontra, agora imagine ela procurando por mim por aí? Eu nem sabia que essa cidade existia, o que ela foi fazer lá? — ele dizia quase desesperado, seu desespero aumentou e ele chutou uma árvore a arrancando completamente. — droga eu nem quero imaginar se alguém encostou um dedo nela, juro que faço com esse infeliz pior do que fiz com essa árvore.
-calma Charlie — exigiu Carlisle — por que raios acha que alguém fez algo a ela.
-bella distorce as coisas, ela vê as coisas de formas diferentes, por isso sempre as estraga — ele respirou fundo tentando recuperar o controle — uma vez um cara disse a ela que tinha uma criança doente e que precisava de ajuda,estava na cara que era um marginal mesmo assim bella não percebeu isso e foi com ele, então recebi uma ligação de um cara pedindo resgate, ele seqüestrou bella — gelei ao ouvir isso, era muito ingenuidade acreditar nisso, nem na época em que eu era humano nós acreditávamos dessa maneira nas pessoas.
-e o que aconteceu — perguntou Alice preocupada que algo de ruim tivesse acontecido a bella.
-rastreei seu celular, os celulares dela são modelos muito simples, ninguém imagina que um aparelho tão comum possa ter um chip de rastreamento instalado, por isso não o jogaram fora, nem avisei a policia eu queria acabar com eles pessoalmente, estouramos o cativeiro imobilizamos os bandidos e nem sinal da bella, a encontrei em casa me esperando e reclamando que seus pés doíam do tanto que tinha andado.
-como assim? Ela não tinha sido seqüestrada? — perguntou Esme confusa, eu só pensava e rezava para que bella estivesse bem.
-e foi — disse Charlie e passou as mãos nos cabelos — perguntei a ela onde esteve e ela me disse \\\\\\"papito precisaram de mim, mas quando cheguei lá não tinha nenhuma criança, então fiquei brava com o rapaz e fui embora sem me despedir\\\\\\", até hoje ela não sabe que foi seqüestrada.
-e como ela saiu e ninguém viu? — perguntei.
-do mesmo jeito que ela saiu da casa do Billy, andou pela floresta e foi pra casa sem ninguém saber — disse Emmet — a belinha é rápida e esperta, pelo menos pra algumas coisas ela é esperta.
-o que estou dizendo — falou Charlie ignorando Emmet, ele aprende rápido — é que é fácil manipular bella, se alguém viu que ela precisava de ajuda e quis se aproveitar ela não vai perceber isso.
-vamos mais rápido — falei e ganhei velocidade, o único que me acompanhou foi Charlie sendo um recém criado aproveitava sua força pra ganhar velocidade.
-porque os outros estão ficando pra trás — ele perguntou.
-sou o mais rápido, você me acompanha porque ainda é novo nisso, essa força incontrolável ira durar mais ou menos um ano, depois ela diminui um pouco, seus olhos também vão ficar da cor do nosso, isso se você seguir a dieta vegetariana.
-depois disso vou correr como outros?
-exatamente — concordei e ele ficou pensativo, o deixei com seus pensamentos e fiquei perdido nos meus.
O que bella veio fazer nessa cidade? Ali era tão pacata quanto Forks, não entramos na cidade, seguimos paralelos a rodovia e depois entramos numa estrada de terra, olhamos pra Charlie.
-estava no mapa — disse e seguiu caminhando, ele parecia cauteloso com algo, andamos por mais alguns minutos e ouvimos um coração batendo, imediatamente nos colocamos a frente de Charlie.
-não pode ser bella, aqui não tem nada a não ser mato dos dois lados, sem contar que é madrugada — disse Jasper — deve ser alguém que mora pelas redondezas.
-é bella sim — disse Charlie — é exatamente o tipo de lugar que ela passaria pra procurar alguém, mas não sei por que continua aqui — ele estava ansioso. — não me deixe fazer mal a ela, por favor — ele disse olhando fixamente pra mim.
-não vou deixar — falei e seguimos o som do coração, fora da estrada escondido entre matos e uma árvore estava o carro dela, estava no mesmo estado que o meu ou ainda pior.
-o que ela faz fora da estrada? — falei inconformado e só vi o relance de Charlie passando por mim e dizendo.
-não estou respirando — por via das dúvidas grudei nele, prestei atenção a cada movimento seu. Do jeito que ele chegou ao carro ele arrancou a porta fora.
-poderia tê-la aberto — disse Alice e paralisou assim como eu e Charlie, bella estava deitada nos bancos da frente, o espaço pequeno a fazia ficar encolhida, ela não se moveu mesmo com o barulho alto da porta sendo arrancada.
-BELLA — gritou Charlie e deu um passo para trás, o cheiro dela impregnado no carro fechado era muito concentrado, agora ele viu o tamanho do problema que era pra ele permanecer ao lado dela.
-bella — falei e me aproximei a olhando cuidadosamente, qualquer machucado nela eu veria, nunca pensei que meus anos estudando medicina seriam tão úteis, parecia que ela estava dormindo, mas estava suada e tremendo — está com febre — falei e continuei minha análise, ela estava descabelada a tal ponto que seu cabelo parecia uma vassoura e sem qualquer maquiagem, os lábios ressecados, o rosto corado devido a febre. — precisamos arrumar água — falei mais pra mim mesmo do que para os outros.
-tem na mochila, trouxe também o kit de primeiros socorros — disse Charlie e alcançou a mochila para Carlisle que abriu a outra porta pra também ver como bella estava. Charlie realmente conhecia bella.
-está desidratada — concluiu Carlisle derramando um pouco de água na boca dela, ela soltou um suspiro e permaneceu quieta, fiquei olhando pra ela enquanto Carlisle a examinava, ele era muito melhor que eu nisso, verificou a temperatura, olhou pescoço e braços e constatou que havia um grossor na sua pele. — bella tem alguma alergia — perguntou a Charlie que suspirou.
-claro que têm a picada de insetos, a vários medicamentos, a tecido novo, a muitos alimentos, a gordura, a lactose, a camarão, a alguns perfumes, a poeira... — à medida que ele nos falava íamos olhando pra ele, ele estava brincando só pode — entre outras coisas, por isso trouxe os medicamentos que ela está costumada a usar, será que dá pra parar de me olharem assim e cuidar da bella — disse estressado e nós voltamos à atenção pra ela, Carlisle deu o remédio pra febre e a cobrimos com uma cobertinha que Charlie trouxe na mochila, se não fosse nossa preocupação com bella teríamos rido, era um cobertor fino e todo colorido, resumindo: o cobertor era a cara dela, assim que a peguei no colo e a aconcheguei pra que não passasse frio durante a corrida ela abriu um pouco olhos, estavam tão tristes e vazios que me deu uma enorme sensação de desconforto e tristeza, mas se iluminou um pouco ao me ver.
-Edward — ela sussurrou.
-estou aqui, nunca mais vou deixá-la sozinha — prometi tanto pra mim mesmo quanto pra ela, não era justo isso que estava acontecendo com ela.
-o papito — ela sussurrou com a voz falha e fraca, em seguida fechou os olhos — quero meu papito — e respirou fundo deixando uma lágrima cair, em seguida adormeceu.
Notas finais
\"-Charlie - chamei baixinho - se fazer algo errado mato você, nem que seja a ultima coisa que eu faça.\"
\"-meu bebê destrambelhado - ele disse todo meloso e deu uma balançadinha como se a tivesse ninando, e ele estava.\"
\"-desculpe, agradeço seu esforço, mas a sopa não está boa, o gosto de canela está muito forte - disse sinceramente a Esme, minha mãe perdeu o sorriso enquanto Charlie ria no andar de baixo.\"
Bjksss
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