Come Bite Me
48 Cap. 48 - Someone is coming
Notas iniciais
a net tava ruim de novo. mas agora voltei com tudo :D Afinal, tenho 3 fics pra escrever!
Mas enfim... Espero que gostem, e os capitulos agora serão maiores.
beijoos, e ainda tem mais u.u
- Eu ia dizer para nos separarmos, — Comecei dizendo – mas não quero me separar de você. Não se eu correr risco de vida.
Ele continuou examinando os caminhos, iluminando ambos. Ele segurou minha mão firmemente, e olhou em meus olhos.
- Confia em mim? – Ele perguntou, examinando cada milímetro da minha face. Sorri de lado.
- É claro.
Ele entrelaçou os dedos nos meus, e sorriu desanimadamente.
- Mesmo sabendo que podemos morrer se formos para o lado errado?
- Mesmo assim.
Ele parou e me fitou.
- Você é louca. – James disse, voltando a olhar para os túneis – Bom, o pessoal daqui já deve ter percebido nossa presença. Nada, nem ninguém, passa sem ser notado.
- Nossa... Aqui tem... – Parei pra pensar — Sensores, ou algo assim?
- Digamos que sim. Desde o momento em que abrimos esse portal, eles já sabem que estamos aqui. É como uma conexão que nunca vou entender.
- Não sei por que Luke falou que eram esgotos... – Fiz cara de confusa – Quer dizer, são túneis. Espera: nós abrimos um portal?!
- É a mesma coisa do que tirar aquela tampa de concreto de um ‘’caixão’’, então... Sim.
- Ah...
Conversando e debatendo, não havia percebido que James me conduzia para o lado direito. Olhando para trás, só escuridão. Até dava calafrios de pensar em algo vir por trás e nos atacar. Por tanto, grudei os olhos no caminho a frente.
- Esses túneis foram construídos antes mesmo de Jesus vir ao mundo — Ele riu — . Desde o primeiro feiticeiro, até o ultimo humano. Já li a respeito, mas nunca tinha passado por aqui. Sei que houveram demônios, vampiros, fadas,licantropes... Tudo o que você pode imaginar , já entrou nesses túneis, procurando a saída, ou o próprio destino. A maioria morreu. – Ele apertou ainda mais minha mão – Mas não quero pensar que isso possa acontecer com você.
Engoli seco, e afaguei seu braço com a outra mão, num ato de conforto. Eu honestamente não podia pensar em James morrendo, até porque era irônico.
Andamos mais uns minutos, até percebermos uma corrente de ar. O fim estava próximo.
- Ta sentindo isso? – Perguntei, um pouco mais entusiasmada do que o normal.
- Estou sim. – Ele disse, apertando o passo – Estamos chegando,e até agora não encontramos nada, e nem ninguém morto.
- Realmente estranho.
James apertou os olhos, e a claridade começava a afetar minha visão. Eu estava doida pra sair logo dali.
Havia um pequeno portão de ferro tapando o túnel, que dava acesso, ao que parecia um castelo, ou Instituto. James segurou a base das grades, e as arrancou com força. Entramos na sala.
Ela era bem grande, e com certeza, tínhamos ido para o caminho errado. Não era o que esperávamos. Grandes paredes de mármore e estátuas cobriam o espaço. A pressão do ar era constantemente forte, e também tinha uma grande lareira com fogo.
- Que lugar é esse?... – Perguntei.
- Também quero saber. – James respondeu, observando todo o local. – Vem.
Ele esticou a mão, e eu a segurei. Com a outra, ele pegou a estela Cassiel. Ele tinha dado esse nome a ela. Andamos em direção a uma porta que tinha ao lado esquerdo do ressinto. De acesso á um corredor, com uma escada no final.
- Vamos. – Ele disse, me guiando.
Achamos uma espécie de prisão, mas geralmente em prisões, se encontram pessoas vivas. Não nesse caso. Havia vampiros, licantropes... Mortos. Apertei ainda mais a mão dele, me encolhendo para seu lado. No canto das paredes, tinham grandes armários vazios por dentro. O lugar realmente fedia a morte, e o estado era horrível. Do lado de cada cela, havia cadernos com anotações, ao que pareciam recentes.
- Calma. Ta tudo bem. – James disse, segurando minha cintura.
- Não está não. – Me esquivei dele, chegando perto das celas para examinar os cadernos. – Aqui diz: Não sobreviveu devido á excesso de... – Apertei os olhos – Não consigo ler a outra palavra...
- Está em Hebraico. – James disse, chegando ao meu lado – Sangue Demoníaco.
— O quê? Você lê em Hebraico?
- Hebraico, Romeno, Búlgaro, Espanhol, Francês, Russo entre outros. – Ele disse, voltando a examinar os cadernos. – Não sobreviveu devido á excesso de sangue Demoníaco.
Ele parou, e olhou o corpo deitado no chão, sem vida. Parecia ser um humano, mas ao invés dos dedos, tinha garras. Ele estremeceu, e arregalou os olhos.
- São experiências. Eles foram experiências.
Não consegui ter um pensamento direito. Entre os corpos, também tinham bebês. Pequenos bebês, que pareciam pequenos monstros. James folheou tudo, e depois, foi em direção a uma mesinha que havia ali no local. Em cima dela, tinha um tipo de lista, com vários nomes, e a espécie de cada ser dali. Eu estava olhando todas as grades, vendo se tinha algum corpo vivo, alguém se mexendo. Mas não havia nenhum.
James congelou. Ele deixou o livro com as listas cair no chão, e deu um passo para trás.
- James?! – Gritei, olhando em seus olhos – O que foi?
Ele não respondia. Somente fechou os olhos, e segurou meu rosto.
- Me diz que foi ilusão. – Ele disse.
- O que aconteceu, James? Do que esta falando?
Olhei para o livro. A pagina ainda estava aberta. Peguei o livro, mas ele tentou me impedir.
- Não... – Ele tentou tira-lo de minha mão, porem fui mais rápida.
Era em ordem alfabética. Apoiei-o na mesa, e tentei procurar o que James tinha visto. Quando meus olhos bateram na letra E, e entendi tudo.
Elizabeth Winchester Campbell, 2 anos – 15 kg ; Não realizado com sucesso. Minha filha obtém sangue duplo, e alto nível do sangue da mãe...
E várias informações sobre mim. Meu sangue congelou dentro das veias, e eu só tive coragem de ler o resto depois de alguns segundos. Minha filha? Quem escreveu tinha sido... Meu pai?
Por intuição, fui à letra R. Sabia que se eu lesse o nome que pretendia, eu não ia agüentar. Mas mesmo assim, o fiz. Não achei o nome da minha mãe, mesmo depois de procurá-lo. Fiquei um pouco mais aliviada.
- Lizie... – James falava, e sua voz era como um eco na minha cabeça.
Eu estava rodando, caindo,me esvaziando por completo.
- Essas experiências foram feitas pelo meu pai. – Tentei dizer, engolindo o choro – Ele estava criando monstros...
Parei, e olhei-o. James me olhava com certa pena, e eu não queria isso, mas era inevitável.
- E eu sou um deles. – Uma lagrima desceu por meu rosto – Eu sou um monstro, James.
- Lizie... – Ele ia me dizer algo, mas parou e olhou para porta – Tem alguém vindo.
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