Come Bite Me
49 Cap. 49 - I want you anytime
Notas iniciais
Muito obrigada, isso me motiva MUITO a continuar. Vou postar cada vez mais se recomendarem, só um aviso u.u kkk
Amanhã tem mais delícias, e mandem reviews!
James me pegou pela mão,e me puxou para um dos armários, fechando rapidamente a porta em seguida. Ele me empurrou para o canto, e se pressionou contra mim. Acho que ele teria que fazer isso mesmo, pois o espaço era bem pequeno. Ele esticou as mãos por cima de meus ombros, colando o rosto em meu pescoço. Um grande déjà vu se passou em minha mente.
Olhando pela brecha da porta do armário,vi alguém entrando. Era um homem alto, mas não dava para ver seu rosto. Usava uma roupa toda preta, que lembrava um... Caçador de Sombras.
Ele foi em direção a lista, e escreveu algo. Em seguida, hesitou por um momento, deixando escapar um certo grunhido, e foi para mais longe. A sala era escura e grande, e o homem foi para a primeira cela, ficando afastados de nós.
- Quando ele voltar, me avisa. – James sussurrou, apoiando a testa na curva do meu pescoço – Quero pedir pra você não se preocupar com o que viu.
- É difícil... Eu sou um mons...
- Shhh... Não fala isso, por favor... Você não sabe como me afeta.
- Mas é a verdade, Jay. Eu não posso ficar perto de mais ninguém. Só faço mal aos outros e a mim mesma. Você não sabe o quanto me odeio, e odeio o meu pai por...
Mas não consegui terminar de falar. Ele tomou conta de meus lábios, prendendo-os contra os dele. Tudo na minha mente se dissolveu, e eu me esqueci das palavras, das preocupações. Ele curvou a cabeça, aprofundando ainda mais o beijo. James pressionou nossos corpos, colando-os de vez. Meu corpo estremeceu. Ele encerrou o beijo, olhando-me nos olhos. Me senti um pouco envergonhada, por ele ver o estado em que me deixava; ofegante.
- James,não faz isso...
- Para de falar...
Ele me beijou de novo, ainda com mais força, paixão. Dessa vez, deixei me levar. Até porque era impossível não deixar. Tentei mexer minhas mãos, e segurei seus ombros com vontade, querendo ficar o mais perto dele possível. Sempre que eu o beijava, sentia que era como a primeira vez. James sempre me surpreendia, e creio que sempre irá surpreender.
Ele escorregou os braços para baixo, puxando minha cintura com as mãos. Era difícil se movimentar ali, mas não impossível. A qualquer momento,podíamos morrer se alguém descobrisse que estávamos ali. E foi pensando nisso, que abri os olhos, para ver onde o homem estava. E para minha surpresa, ele tinha saído da sala. Estranho como me senti a vontade de repente.
- Ele saiu. – Eu disse, entre o beijo. James apertou mais minha cintura.
- Estamos a sós...
Ele aprofundou o beijo, mas dessa vez, foi calmo. Os movimentos foram lentos e longos. Sim, do jeito que eu gostava. É bem melhor do que um beijo desesperado. Senti o toque da língua dele, e na mesma hora, estremeci. A partir daí, o beijo foi com certeza com segundas intenções, porém o ritmo continuou o mesmo. Eu estava prendendo o fôlego no máximo, enquanto James dava suas investidas.
- Eu preciso respirar, sabia?... – Eu disse, segurando a nuca dele.
- Eu não. – Ele me deu um selinho, rindo.
- Isso ainda não me faz esquecer tudo, infelizmente.
- Poxa... – Ele sorri de lado – Beijo tão mal assim?
Eu ri, arrastando minhas mãos para baixo, segurando a gola da sua camisa e puxando-o pra mais perto possível. Mordi seu lábio inferior, arrastando-o com os dentes.
- É claro que, se você beijasse mal, eu não estaria te agarrando dentro de um armário rodeado de gente morta.
- Bom... Você poderia ser uma louca qualquer. Não parou pra pensar nisso?
- Tenho pensado em muitas coisas ultimamente. – Abaixei o olhar, e voltei a encará-lo – Acho que tenho que relaxar.
- Eu sei bem como te fazer esquecer os problemas... – Ele abaixou para meu pescoço, beijando-o. James dava mordidas atrás da minha orelha, mordiscando o lóbulo da mesma. Segurei seus braços definidos, tentando buscar apoio e controle.
- James... – Eu disse, com os olhos já fechados – Aqui não é lugar pra isso...
Ele me ignorou, e continuou com o trabalho. Aquele realmente não era lugar para isso, mas era difícil me concentrar em algo com ele atacando meu pescoço.
James apertou os dedos em meus quadris, enquanto eu segurava sua camisa com força. Se eu deixasse ele iria além de amassos em um armário velho...
- James, é sério... – O empurrei de leve, apenas para olhá-lo nos olhos – Não dá. Não aqui.
Ele me fitou, seriamente.
- Tem razão. – Ele soltou minha cintura — Até por que vamos ter bastante tempo quando sairmos daqui.
A simples idéia de pensar no que aquilo poderia significar, me causou calafrios, e um enorme frio na barriga.
- Calma, Lizie... – Ele sorriu convencidamente de lado, e acariciou meus braços – Não fica nervosa.
Droga! Esqueci que ele era um vampiro, por tanto ele ‘’sabia’’ tudo o que sentia. Ele sentia também. Todos os sentidos eram mais apurados.
- Cala a boca. – Fechei os olhos, sentindo minhas bochechas corarem. Saímos de lá de dentro,e estávamos prestes a sair também da sala, quando me lembrei de que o homem havia escrito algo no caderno. – Espera!
Voltei para o final da sala, e peguei a lista. Ainda estava na letra E, e para minha surpresa, meu nome havia sido riscado.
- Meu nome... – Eu disse, sentindo a proximidade de James .
- Vai ver ele desistiu de você... Quer dizer,de te procurar, sei lá...
- Não... É algo maior.
Na mesma hora, me veio uma pontada no estomago, e uma forte dor me atingiu. Aquilo não era bom.
Voltei a examinar os cadernos, e mais nomes também estavam com riscos, e do lado deles, a palavra morte.
- James! – Tentei dizer, e o mostrei – Ta vendo?
- O que? – Ele se voltou depressa pra mim, tocando a lista – O que era para eu estar vendo?
Olhei para ele, com um rosto confuso.
- Os nomes riscados estão com a palavra ‘morte’ do lado. James o meu nome também esta riscado!
- Não tem mais nomes riscados, Elizabeth. – Ele disse – O seu é o único.
O fitei, e voltei a encarar os cadernos. Ele tinha razão. O meu nome era o único riscado, e não tinha nada escrito do lado dele.
Fiquei pensando se aquilo tinha sido coisa da minha cabeça, ou uma simples mensagem. Mas acho que não poderia ser imaginação, como o meu nome na lápide. Parecia real demais para algo imaginário.
Notas finais
amo vocês. Xx.
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