Come Bite Me
47 Cap. 47 - We can die
Notas iniciais
BOM, eu e a Mary Gostosa Herondale ( hehe) estamos com uma fic nova :D
TRATEM DE LER! --> http://fanfiction.com.br/historia/309174/Highway_To_Hell/
Lizie’s POV
Andamos mais um pouco, até chegarmos ao cemitério. Minhas pernas ainda estavam bambas por causa do que aconteceu uns minutos antes, mas isso não vem ao caso. Hoje ainda continuava não sendo o meu dia, definitivamente.
Não tinha nada de especial nesse cemitério. Era como todos os outros. Com arvores assustadoras, covas pra lá de esquisitas... Porem o cheiro era horrível. Cheiro de morte. Irônico, não? Minha cabeça ainda latejava com as informações que James me deixou sabendo. Será mesmo que ele me amava? Será mesmo que eu o amava?
- Por que o mundano não veio? – Tara disse, perto demais de mim.
- Ele chegou de ultima hora... – eu disse – E nós sabíamos do plano fazia um tempo, então ele não veio. Disse que atrapalharia.
- Ele até que é gato. – Ela disse. Imediatamente, a olhei surpresa. Não esperava – O que foi? Não sou feita de ferro. Tenho sentimentos.
- Não tem não. – Eu disse, cortando-a – Não pelo Simon.
- Unf! – Ela bufou, desviando o olhar – Você é chata.
Desviei o os olhos, e apertei o passo para perto de James. Ele estava reto, olhando para o horizonte atentamente. Seu perfil era refletido pelo luar, deixando as curvas da maçã do rosto á mostra.
- Ei. – Eu disse – O que há de errado?
Ele sorriu fracamente, ainda olhando o horizonte.
- Estou indo em direção á morte. – Ele riu.
- Não me refiro a isso. – Continuei – Você parece distante, não sei...
- Às vezes me perco em meus pensamentos.
- E no que esta pensando, agora?
Ele sorriu novamente, e segurou minha mão de repente. Tomei um susto quando senti seu toque frio, mas logo me acostumei com a temperatura. Entrelacei os dedos no dele.
Não precisava dizer mais nada.
- É aqui. – Disse Nathan, se referindo a uma sepultura que ali estava.
Observando mais de perto, vi uma lápide do lado, mais adiante. Passei os olhos, e finalmente, consegui ler: Rosalie Campbell. 1971-2012
Pisquei algumas vezes antes de voltar à realidade, mas sem ter tempo pra tomar fôlego, li a seguinte: Elizabeth Campbell. 1995-2012
Meu fôlego travou. Senti a ar se prender em meus pulmões, e tudo a minha frente ficou turvo.
- Lizie? – Disse James – Você ta bem? Parece meio... Verde.
O olhei por um segundo, e senti seus braços me envolverem. Me apertei contra seu peito, mas logo voltei a olhar as lápides; nada.
Não havia nada ali, e nem sequer alguma lápide. Meu peito doeu.
- Eu... Eu vi... – Tentei dizer – Meu nome tava escrito ali, e o da minha mãe também, mas...
- Ei, calma. – Ele me apertou mais – Você teve alucinações, só isso.
Não, eu sabia que não tinha sido. Mas, por quê o da minha mãe estava escrito ‘’Até 2012’’? Ela morrera bem antes, e ali dizia que tinha sido esse ano?
É claro... A não ser que ela ainda esteja... Viva?
Não, não, não... Isso já seria demais pra mim.
- Vocês, entrem. – Ordenou Nathan. Ele levantou um concreto do chão, e tinha um grande túnel embaixo. – Tara e eu investigaremos por aqui. Se alguém surgir, pegaremos. Agora vão.
Olhando pra mim, James soltou um pouco os braços.
- Você ta bem? – Ele disse, me erguendo.
- Sim... – Eu disse, tentando manter firmeza a voz – Vamos.
Eu e James pulamos, mas não antes dele desejar um boa sorte para Tara e Nath, e vice-versa. Uma escuridão me pegou, e eu mergulhei.
Estava escuro, até demais. James estava a minha frente, e o céu num tom azul escuro.Minha mãe apareceu do meu lado, segurando minha mão, sorrindo. Passamos por um grande lago, e a grama cobria metade das minhas botas.
Com uma intenção mais do que infantil, corri para ver meu reflexo na água do Rio Winchester. Eu o havia batizado com esse nome, por causa do meu nome do meio. Elizabeth Winchester Campbell. Mas o simples fato de ter me olhado nas águas cristalinas me assustou.
Eu estava nova. Mais do que devia. Eu aparentava ter 6 anos, mas meu raciocínio estava fora da idade. Eu ainda pensava como uma pessoa matura. A minha frente, James me olhou. Um olhar decepcionado, e em seguida, virou de costas e caminhou até as profundezas.O perdi de vista.
Passei a mão no rosto, tentando acreditar se aquilo era verdade. Minha mãe me olhou lentamente, e um ‘’me desculpe’’ escapou de seus lábios.
- Seu pai precisa de você. – Ela disse – E eu, em breve, precisarei.
Tentei perguntar algo, pelo menos tentar falar algo.Mas minha voz não saía.
- Lizie, querida... – Ela passou a mão em minha face. – Você pode me salvar.
Uma lagrima desceu de seu rosto, e eu tendei entender cada palavra dita por ela, antes que seu rosto, que eu ainda me lembrava perfeitamente de como era, desaparecesse.
Ela flutuou bizarramente pelos ares, me deixando sozinha enquanto o lago formava uma grande onde, e me engolia conforme o tempo...
- Lizie?
Abri os olhos devagar, e me deparei com James, me segurando. A entrada, lá em cima, que foi aberta por Nathan, tinha desaparecido. Umas tochas iluminavam os corredores de pedra. Parecia uma caverna.
- Você ta bem? – Ele perguntou. Tentei desvendar seus olhos verde-amarelados, e me senti melhor ali, na presença dele. Mais segura. Segurei sua nuca, tentando sorrir e despertar do terrível pesadelo momentâneo.
- Agora estou.
Ele sorriu brevemente, e me ergueu.
- Não podemos ficar muito tempo aqui. Temos que seguir caminho.
Me apoiei em seus ombros, ficando de pé. Olhei o caminho na qual seguiríamos.
- Acho que esses são os túneis. – Ele disse, pegando um tocha da parede.
Iluminando-os, deu pra perceber que parecia não ter fim. Existia um lado da direita, e outro da esquerda.
- Se formos para o errado – Disse James. – Correremos grandes riscos.
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