Come Bite Me
44 Cap. 44 - A Strange.
Notas iniciais
Seguinte, tenho novas leitoras agora *------------* Bem vindas.
Bom, nao tenho internet em casa, e estou indo embora, então vou ficar um tempo sem postar D: Mas nao vou abandonar a fic, ok?
Espero que se deliciem ;P
*ignore os erros e boa leitura :D
Já é de dia, Lizie pensava, e não quero levantar.
Os raios invadiam o quarto com força, por causa da janela aberta. Xingando mentalmente, Lizie se sentou na cama, encarando o quarto.
Ela pensava que seria um dia qualquer, normal. Esse dia era, com certeza, um dos piores dias da sua vida.
Um ano ja havia se passado. Um ano sem ouvir a voz dele, sem noticias.
Elizabeth pegou o telefone, e encarou os contatos. O nome ‘’ Andrew Collins’’ ainda estava lá, encarando-a. Lizie não se conteve.
Apertou o botão de chamar, e pôs no ouvido. Ela não queria ligar. Não queria demonstrar que se importava, mas não dava. Ela precisava ouvir sua voz.
Roendo as unhas de nervosismo, pensou em desligar o telefone. Lizie estava prestes a apertar o botão ‘’ encerrar chamada’’ quando uma voz mais do que familiar ecoou seus ouvidos.
- Alô?
Elizabeth congelou. Ela não sabia o que falar, nem fazer. Lizie ficou encarando o nada, ouvindo sua respiração. Aquele tom de voz, aquele suspiro, aquela preocupação que ela conhecia tão bem.
- Lizie?
Isso foi o suficiente. As lagrimas correram seus dedos, molhando a pele. As palavras foram interrompidas quando ele fez o seguinte pedido:
- Fala comigo, por favor...
Ela fechou os olhos fortemente, e abriu a boca.
- Oi...
- Como é bom te ouvir, Lizie... – Ela sentiu que ele sorria. – Como você ta?
- Bem... – Menti – E... E você?
- Não... – O tom de voz abaixou – Hoje... Bem... Hoje faz...
- Um ano. Eu sei. – Ela respondeu chocada. Ele tinha lembrado.
- Me desculpa, Lizie...
Ela fechou os olhos novamente, tentando imaginar o que dizer, mas nada veio em sua mente. O que ela pode fazer foi dizer as palavras que temia.
- Tchau, Andrew.
E desligou o telefone, se arrependendo amargamente depois. Deitou na cama novamente, pensando em como seria capaz de levantar, ou simplesmente ficar de pé.
Ele havia lembrado, ela pensava, ele lembrou e quis ouvir minha voz... Andrew me pediu desculpas...
Lizie planejava ficar o dia inteiro na cama, mas lembrou-se que não adiantaria. Não ia funcionar em nada ficar desse jeito.
Juntando todas as suas forças, ela levantou-se e foi tomar banho.
Voltando do banheiro, Lizie brincava com uma mecha do cabelo. Distraída com seus pensamentos, não percebeu Nathan atrás dela.
- Hey! – Nathan disse, perto de seu ouvido.
- Ah, oi... – Lizie disse, surpresa.
- Olha... Eu queria me desculpar com você. – Ele disse, com um olhar entristecido.
- Espera... Por que?
- Você sabe... Não te trato direito desde quando pisou aqui pela primeira vez.
Ela riu, e Nathan também.
- Tudo bem... – Ela disse satisfeita.
- Creio que começamos com o pé esquerdo – Ele estendeu a mão para Lizie, que sorriu – Prazer, Sou Nathan Youngblood e tenho 19 anos.
- Elizabeth Campbell, 17.
Os dois riram, balançando as mãos. Foram interrompidos por Simon.
- LIZIE! – Simon gritava, correndo em sua direção.
Elizabeth soltou a mão de Nathan, e o encarou.
- Ei, o que foi? – Ela se virou para Simon
- O meu pai... – Ele ofegou – Ele sumiu.
- Espera... Como assim? – Lizie perguntou.
- Recebi um telefonema de casa, da minha mãe. Ela me disse que meu pai estava furioso com algo, e saiu de casa, sem dar satisfação. Ela disse para eu ir para casa, mas não fui. Ao invés disso, vim aqui falar com vocês...
- Por que esta falando isso pra nos agora? –Nathan perguntou, estranhamente surpreso.
- Porque vocês são Caçadores de Sombras... E se meu pai foi sequestrado por aquela coisa que nos atacou no seu antigo quarto?- Ele se virou pra Lizie.
- Um Renegado, Simon...
- Que se dane o verdadeiro nome! Não quero meu pai morto!
- Um Renegado atacou vocês? Como?
- Na minha casa, quando James apareceu pra mim assumindo quem era... Acho que aquela coisa ta jogada até hoje no meu quarto...
- Não. – Nathan disse – Quando mortos, eles voltam para sua origem. Ou ficam espalhados pelo mundo.
- Então não foi aquilo que atacou meu pai... – Simon disse, distante.
- Não.
- Bom... Temos que fazer algo. – Lizie disse, vendo Simon abaixar o olhar, triste.
- Eu devia estar com raiva dele, por ele ter mentido pra mim... Mas...
- Você não tem culpa, Simon... – Lizie afagou seu ombro – É claro que ainda o ama. É seu pai, afinal.
- Eu sei... – Ele sorri fraco.
- Vamos acha-lo. E seu pai não deve estar em apuros. Ele sabe se cuidar – Ela pegou sua mão.
- O que acha dele?
- Bom... – Simon morde um pedaço da pizza – Ela tem mais potencial. Ele é fraco.
- O que? – Lizie perguntou, incrédula – Ele é mais inteligente e esperto. Ela tem cara de ser lerda.
- Ela é a melhor ali. Aposto que ganha os cem mil.
- Quer parar de falar mal das pessoas na qual aposto? Eu vou te bater, e sabe que tenho moral pra isso.
- E sabe que eu sou mais forte, não é ?
- Não, não é.
- Ta... Você ganhou!
- Ainda bem... Não to com saco pra discutir nada hoje. –Ela desviou o olhar.
- Olha, Lizie... – Ele olhou-a – Sei que hoje é um dia difícil pra você, e...
- Espera... – Ela perguntou – O que?
- Bom, hoje faz um ano, e eu achei que...
- Olha, Simon, se quer saber, eu liguei pra ele. Ele me pediu desculpas, e disse que queria ouvir minha voz. Ele implorou pra isso, e eu não consegui acreditar no que ele dissera. Não acredito nele, e não o perdoo, mas eu precisava ouvi-lo, pelo menos uma vez antes de arriscar minha vida em qualquer situação ou missão. Agora, não vem me dizer que hoje é difícil, por que não quero lembra-lo. Não quero sofrer, pois não vai adiantar, entendeu?
Simon engoliu seco. Ficou sem graça, e arrependido por ter dito algo. Lizie fechou os olhos.
- Me desculpa... – Ela disse – Não quero descontar em você...
- Tudo bem... – Ele diz, sorrindo – Sabe que posso ser seu capacho quando quiser.
- Não, não pode. – Ela disse objetiva. Os dois sorriram, e Lizie o abraçou, passando os dedos no cabelo fino dele, perdendo a respiração levemente – Amigos como você valem ouro.
Lizie estava caminhando até a biblioteca. Já estava ficando noite. Assim, ela iria falar com Luke, e perguntar quando iriam.
No caminho, o viu conversando com um homem alto, e ele estava de costas. Lizie se escondeu atrás da pilastra, tentando ouvir a conversa.
- É isso mesmo o que esta pedindo? – Luke perguntou.
- Sim.
Lizie tentava olhar o garoto, mas não dava. Ele estava atrás da parede, e era impossibilitada de vê-lo, não mais.
- Você quer que eu permita? Depois de tudo o que fez com Elizabeth?
- Não quero que permita nada... – O homem disse, friamente. – Só peço uma chance. Mais nada.
Luke parou, e suspirou. Elizabeth tentava entender. ‘’Por que estavam falando sobre mim?’’, ela pensava.
- Esta bem. – Luke disse – Mas ficarei de olho em você, e isso não vale só por hoje.
- Aí está você! – Tara disse, surgindo atrás de Lizie, causando susto na garota. Tara desviou o olhar para onde Lizie estava encarando. Quando Elizabeth voltou a olhar, os dois tinham sumido. – Esta olhando o que?
- Nada... – Lizie piscou.
- Estranha. – Tara disse, sacudindo a cabeça.
- O que quer?
- Te avisar que vamos investigar ‘’Os esgotos da discórdia’’ hoje...
Lizie a olhou, se levantando.
- Esgotos da discórdia? – Ela repetiu, andando. Lizie fez careta – Depois eu que sou estranha.
Notas finais
Até mais. xx.
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