Come Bite Me

45 Cap. 45 - So kiss me


Notas iniciais
VOLTEI, VOLTEI VOLTEI :D
A INTERNET TAMBEM VOLTOU, ÊEEEEEE!
Que saudadeee de voces amores!
Se deliciem com mais um, ok?
Vou postar mais u.u
Beijinhos.

A noite estava fria o suficiente para Lizie querer mais do que nunca o seu casaco. James andava a frente dela, andando atentamente a qualquer coisa que pudesse assustá-los. Haviam varias nuvens no céu escuro. Nuvens carregadas. Ela se perguntava se ia chover.

Tara e Nathan andavam juntos, um passo atrás de Lizie, conversando sobre xampu. Tanta coisa pra conversar. Pense nas pessoas que podem morrer hoje investigando os túneis subterrâneos.

Elizabeth mordia o labio inferior com força, pensando quem poderia ser o homem com quem Luke conversava mais cedo. Aquela postura, o jeito em que mexia nos cabelos... Ela conhecia. Mas a voz, não. Ela não sabia ao certo se já havia ouvido aquela voz alguma vez, mas todas as opções estavam em aberta.

Perdida nos próprios pensamentos, Lizie não reparou que James tinha diminuído o passo, para ficar do seu lado.

- Noite bonita, não? – Ele começou, assustando-a.

- Suas mudanças de humor tão acabando comigo... – Ela disse, em tom cansado.

- Eu sei. – Ele disse, com o olhar no horizonte da Fifth Avenue — Até entendo por que falou desse jeito comigo.

Lizie ergueu a sobrancelha para ele. O que, afinal, ele sabia?

- Ah, é? – Ela desafiou – Então por que eu estava daquele jeito?

- Não que seja o motivo certo, mas... – Ele sorriu sem humor – Deduzi que realmente estava em um dia ruim. E que, certamente descontaria nas pessoas. Por isso não levei a sério. Até porque seria inevitável você fazer de mim um estranho. Somos quase colegas de quarto. Colegas íntimos...

- Olha, James, – Lizie interrompeu – não to com cabeça pra isso agora.

- Eu sei. – Ele começou de novo – Mas também deduzi que era por causa de Andrew.

Lizie o olhou chocada. Uma súbita falta de ar a surpreendeu. Como ele sabe disso? Como pode simplesmente deduzir uma coisa dessas?

- Como você...

- Antes de você sequer saber da minha existência – Ele disse -, eu costumava frequentar os lugares aonde você ia. Pra saber seus costumes, amigos e tudo mais. – Ele pausou como se pegasse ar. Mas como James não respirava, Lizie considerou como habito – Nas horas em que não estava em casa, eu estava no seu quarto...

- Ta, e daí? – Ela perguntou, sem realmente entender.

- Digamos que tem um calendário especifico no canto esquerdo da sua parede. – Ele diminuiu os passos, e abaixou a cabeça – Tem uma data especifica circulada em vermelho, e embaixo dela, está escrito Andrew e uma cara brava. Notei que o dia era o mesmo da nossa briga. – Ele perdeu a cor dos olhos, e por um momento, ela achou que ele estivesse, talvez, triste.

Elizabeth sentiu vergonha de si. Ela não tinha idéia de que esperaria essa resposta.

Ela se lembrava de quando tinha feito esse rabisco no calendário. Geralmente, as pessoas arrancavam as paginas do ano que se passou. Bom, não ela. Lizie não possuía coragem o suficiente para tirar o ano de 2011 dali. O dia era marcado por Andy. Por seu passado, infelizmente, feliz.

- Por quê gravou esse dia? – Ela tentou dizer, com a voz falha.

Ele olhou-a subitamente. Tara e Nathan tinham ficado para trás, para checar aquela área. O lugar em que estavam era cercado por arvores, e a chuva começava a cair,como minúsculos flocos de neve. Lentamente, a chuva ia piorando, mas eles não foram intimidados.

- Por que... – Ele se aproximou dela, mas não muito – Eu sabia que aquele dia seria algo marcante, mas não somente pra você... – Ele desviou o olhar.

- Para quem mais, então? – Lizie se permitiu perguntar, olhando os olhos de James, que agora pareciam estar mais escuros.

- Aquele, seria o dia em que eu cairia na real. – Ele deu mais um passo na direção dela. A chuva já era mais forte – Seria o dia em que eu saberia que outro homem ainda permanece no seu coração,ocupando o meu lugar. – Ele acariciou a bochecha molhada dela, que fechou os olhos. – Pode ser egoísmo da minha parte, mas não ligo. Eu já te vi com Andrew uma vez. – As palavras saíram doídas – Você estava de mão dada com ele. Eu achei a cena estúpida. Estúpida o suficiente para me fazer achar que era eu que devia estar ali com você. Eu devia estar te fazendo sorrir. – Ele fechou os olhos fortemente — Tudo pareceu tão errado, ah, e como. Mas eu não pude evitar; não pude evitar te olhar.

Lizie permaneceu calada. Era demais para absorver. Aonde isso tudo daria? Ela não fazia idéia.

- James...

- Agora, — Ele pareceu não ouvi-la – meu tempo esta acabando. Eu sinto. Tudo o que eu queria, era uma chance. E hoje, o meu tempo esgota. Não sei o que pode acontecer nas próximas horas ou décadas, mas nos próximos segundos, eu juro pelo Anjo, que o que mais quero é sentir seus lábios nos meus. Nem que seja pela ultima vez.

Tudo na cabeça dela era um redemoinho. Tudo o que poderia ter dito segundos atrás, não importava mais. Se bem que, ela não saberia o que falar. Tudo pareceu se perder no exato momento em que James a tocou. Agora, as mãos dele seguravam sua nuca suavemente, e ela sentia a chuva cair sobre suas pálpebras, e molhar sua roupa. O polegar dele estava acariciando sua bochecha, enquanto os restos dos dedos se perdiam em seus cabelos.

Ela poderia tê-lo afastado, empurrado, falado poucas e boas, mas não. Só o que ela pôde fazer, o que ela conseguiu fazer, foi pronunciar as palavras menos esperadas por ela, e até mesmo por ele.

- Então me beija.

Notas finais
Uia :3