Come Bite Me
1 Cap. 1 - I saw somebody
Notas iniciais
Gostaria de ter tantas leitoras quanto tive na outra fic. Espero que gostem, e mandem sua opinião.
Obrigada,e vão ler *-*
Aquelas ultimas gotas de chuva caíram sobre o cabelo de Lizie. A menina se encolheu ao sentir a água gelada sobre sua pele. Não pelo frio, mas sim pelo susto. Sua mente, ainda confusa, buscava o rosto daquele garoto que vira em seu sonho. ‘’ Ele estava bem aqui ‘’, pensou. Uma área isolada, com arvores altas, pequenos lagos e nenhuma alma por perto. Era tudo simplesmente deserto, e tudo muito familiar. Parece que ela já esteve ali antes.
Lizie’s POV
E eu corri.
Corri o mais rápido que pude, até não sentir meus pés novamente.Corri até mais do que um dia pensei correr. Aquele lugar me causava calafrios, mas me sentia estranhamente bem ali. É sempre bom correr certo perigo. É sempre bom sentir o gosto proibido, a adrenalina no sangue. Isso deixava o meu lado vampiresca á mostra.
O vento em meus cabelos me dava uma sensação imensa de liberdade. Parecia que meus problemas haviam sumido, ou que nunca sequer existiram. Só havia um dos meus problemas, de fato, que eu não queria esquecer: O rosto dele. Eu não estaria nesse lugar se não fosse por esse sonho maluco, sem sentido.
Vinha sonhando com ele á bastante tempo, e a única informação que eu sabia era que...
Bom, talvez eu não tivesse nenhuma informação.
O fato de estar correndo agora em uma floresta, não explicava minha tamanha curiosidade de saber quem ele é, ou era. Em um dos sonhos, ela havia morrido. Não sem motivos, e sim com um monte deles. Ele causava transtorno e movimentação onde passava. O pior de tudo, era o sonho na qual ele me beijava.
Não conseguia ver a cor dos seus olhos, mas seus toques me davam choques. Ele me dizia coisas que eu não decifrava. Ele me fazia sentir coisas inexplicáveis.
Não, eu não estava sozinha tempo suficiente para sonhar com um garoto me beijando, ou pra procurar um filme pornô. E esse era meu grande problema. Por mais que eu quisesse, tentasse, conseguisse esquecer, eu não conseguia. Andrew vinha em minha mente. O famoso ‘’ amor proibido do passado ‘’. Vivi e senti coisas com Andy, que jamais outro cara conseguiu me fazer sentir. Ele era o único que tocava meu coração, e eu nem sabia que tinha um. Mas infelizmente, por ironia do destino na verdade, ele saiu da minha vida. Por causa de Jennifer.
Esquecer um pouco do passado? Concordo. Voltamos nisso mais tarde.
Um dos meus maiores problemas,foi que eu via coisas que ninguém mais via. Anjos, demônios... Eu não sabia aonde dariam essas visões. É claro, eles não me assustavam, até por que, sou uma híbrida.
Minha mãe, uma mera humana, meu pai, um vampiro.
Oh, não se deixe enganar.Vampiros não procriam exatamente como humanos. Bom, não deveriam.
Uma profecia, um pacto, um simples acordo com o demônio. Nessa profecia, viram que uma pessoa um dia iria nascer para ‘’ proteger a humanidade dos ataques de demônios e blá blá...’’
Bom, acho que eu nasci depois disso. Sim, sou caçadora desses sanguessugas,prazer.
Não sou daquelas que têm presas e não podem sair à luz do sol. Sou uma pessoa normal, mas meu lado vampiresca permanecia nos momentos mais selvagens. Me entende quando digo selvagens? Ah, ótimo...
- Pronta? – Simon me distrai. Andei tão rápido a ponto de chegar logo na casa dele? Ele concerteza percebeu que eu me mantinha calada, pois estava absolutamente viajando em minha vida. – Lizie? Campbell?
- Oi, Simon... – Disse, balançando a cabeça – To pronta sim. Eu tava só pensando.
- Não me estranha você estar pensando – Ele diz sarcasticamente.
- Cala a boca, Simon. – Reviro os olhos, sendo acompanhada por ele na rua.
Simon era meu melhor amigo desde que nasci. Ele viu minha mãe morrer comigo, mas não acreditou no que viu na verdade. Ela simplesmente desapareceu.
Estávamos em casa, brincando, como sempre fazíamos. Minha mãe no telefone com alguém, gritando. ‘’ Não venha tocar na minha filha, ou eu mesmo acabo com você’’, ela gritava.
Desde de pequena eu tive esse medo. Quando ela morreu, meu mundo havia simplesmente desabado, pois eu também não tinha meu pai. Ele mora em um hospício... Pois é. Ele foi dado como louco após bater na minha mãe.
Enfim... Eu moro sozinha.
- Por quê você prometeu ao Will que eu ia, mesmo? – Digo, entediada.
- Porque você quase nunca sai de casa – Ele diz, indiferente – É dada como maluca.
O fuzilo com o olhar, enquanto Simon mantinha as mãos no bolso.
- Talvez eu seja.
- Para com isso... Sabe que eu estava brincando. Nãos seja idiota de aceitar minhas criticas. Você sabe que eu minto. – Ele hesitou,e olhou para o alto – Eu sou gay.
- Sei que não esta brincando... Até o fato de você ser gay. Sempre soube. – Pisquei os olhos, enquanto ele virava os dele. Prendi o riso. — Sei que sou louca, mas eu gosto de ficar sozinha. Gosto de pensar nas coisas.
- E já esta pensando no trabalho de biologia de amanhã também?
Eu havia esquecido completamente. O maldito trabalho.
- O que o idiota do Gray passou? – Bufei, me lembrando que seria preciso olhar nos olhos dele amanhã.
O professor Gray era daqueles professores exibidos, que possui muito dinheiro e dá em cima das alunas. É claro, só as fúteis ficavam com ele. Tambem, não era pra tanto... Ele não era nada mal. Mas eu o odiava.
- É... — Simon me fitou por um instante — Você nunca foi com a cara dele, não é?
- Honestamente? Não. Acho que nunca irei.
Andando mais um pouco, e conversando sobre diversas coisas, estávamos quase chegando à festa de Will. Ele não morava muito longe, mas em compensação, éramos lerdos. Ele é amigo de Simon, mas não vou muito com a cara dele.
Não via a hora de chegar em casa. Poder voltar para meu mundo. Meu ‘’próprio’’ mundo.
As ruas de Londres hoje estavam calmas. Não havia quase ninguém nas ruas, e eu gostava disso. Do silencio. Uma movimentação estranha do outro lado da rua me fez parar por um minuto. Um homem, com casaco preto de coro. Na verdade, ele estava todo de preto. Os longos cabelos cobriam parcialmente seu rosto, deixando um pouco dos olhos á mostra. Eram verdes, eu acho. Nas suas costas, haviam o que pareciam ser lanças. Ele estava á uns 10 passos de distancia, e me encarando. Meu sangue congelou, e me veio um enorme frio na espinha. Não me assustei com o fato dele estar ali. Me assustei com o modo de como me encarava. Seus olhos me fitavam, como se eu fosse algo sobrenatural.
Ta, sou um pouco, mas não vem ao caso.
Apertei o braço de Simon com força, fazendo-o gemer. Ele me olhou preocupado, e balançou meus ombros de leve.
- Lizie? O que aconteceu? – Ele olhou para onde eu encarava.
- Não ta vendo? – Tentei dizer,com a voz fraca.
Ele virou a cabeça, e voltou o olhar em mim.
- Não tem nada ali, Lizie. O que esta vendo?
Ele estava certo. Não havia nada ali mais.
‘’O que aconteceu?’’, eu pensava. Eu podia ter certeza de que havia um homem parado ali.
Balancei a cabeça negativamente, e continuei a andar na direção do homem que tinha desaparecido. Chegando ao local : Nada.
Eu estava louca, afinal?
- Vamos... Acho que vi demais. – Disse, empurrando Simon para o outro lado da rua.
Continuamos caminhando, e ele falava sobre o novo Video Game que tinha ganhado. Ser amigo de nerd é foda. Uma ultima olhada para trás, para ter certeza de que não estava louca. Simon não acreditaria em mim, e por isso, não sabe sobre o meu ‘’trabalho’’. Quando meu olhar se fixou na casa vermelha na rua de trás, vi uma sombra.
Não, eu não estava totalmente louca. Tinha alguém ali.
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