Come Bite Me
2 Cap. 2 - Will's party
Notas iniciais
Se você não for nem uma delas duas ai em cima, obrigada por ter clicado na história. Tudo vai ficar mais legal,ok? beijos ♥
Pessoas, e mais pessoas. Aquele lugar me irritava.
A casa de Will era imensa. Espera... A mansão de Will era imensa!
Simon mal chegou, foi para pista e dança, desenrolar alguém. Eu fui andando por aí, sozinha, até achar alguns cômodos interessantes. A cada lugar que eu olhava,tinha alguém se agarrando.
Pessoas bêbadas, garotas tirando a blusa,gente transando nos quartos... Diria que eu me sinto na festa do American Pie.
Caminho lentamente até o balcão de drinks, e peço uma pro barman. ‘’O povo aqui gosta de beber’’,pensei, olhando as diversas cores das bebidas. ‘’ O grito da pantera ‘’. Era o nome de uma delas. Como sou das que gostam de correr perigo, ( nesse caso, um ataque cardíaco. Ah, é,não tenho coração) pedi uma.
Ouvindo risadas em volta, reconheço uma única voz. Aquela voz irritante. O dono dela, põe a mão em minha cintura, virando-me para encara-lo. Trevor.
- Elizabeth... Quanto tempo não vejo você. – Ele dá um gole no drink, me fazendo revirar os olhos.
- Lizie... – Corrigi, apoiando meus cotovelos no balcão. Fiquei me perguntando o quanto demoraria pra ele sair da minha cola. Tive um caso com Trevor assim que eu e Andrew terminamos. Agora, essa peste não sai do meu pé. Tudo bem que ele era lindo e desejado, mas não passava de um canalha.
- Esta Sozinha hoje? – Ele põe a mão na minha cintura, me puxando.
Eu poderia muito bem empurrá-lo até bater na Muralha da China, mas alguém suspeitaria. Tentei soltar meu braço, mas ele era forte. Olhando aqueles olhos acinzentados, cheios de malicia, me preocupei. Eu realmente tinha medo do que Trevor poderia fazer, até uma terceira voz entrar na conversa.
- Na verdade, ela está comigo.
POV 3ª PESSOA.
A menina sorriu indiferente para quem se aproximava, e abriu um sorriso de lado. Só para parecer menos falsa o possível.
- Hm... – Trevor sorri debochadamente, e da um gole na bebida. – Pegando o Senhor Gray, Lizie? Não sabia que ia descer tanto.
Na boca de James, o sorriso irônico continuava. ‘’ Logo ele pra me salvar?’’, ela pensava.
- Acho que um cachorro daria mais credibilidade do que você. – James disse, soltando-se da garota e andando em direção a Trevor. – Qual é... Seja inteligente. Vai querer arrumar briga logo aqui? – Ele olhou no fundo dos olhos do garoto, que estava assustado. – Logo comigo?
- Vai embora, Trevor. – Lizie diz, cruzando os braços. – Ninguem quer você aqui. É o melhor que você faz.
Olhando nos olhos dos dois, o garoto da meia volta, subindo as escadas e desaparecendo de vista. Lizie suspira aliviada,voltando a apoiar-se no balcão, agora com a presença de James.
- Acho que te devo uma. – Ela diz, sorrindo de lado.
- Não me deva favores. Nunca é um boa idéia. – Ele diz, piscando o olho, fazendo Lizie rolar os olhos. – Um obrigada seria o suficiente.
- Obrigada, então. – Ela diz, entediada.
- LIZIE! – Simon diz, cheirando a bebida e cigarro. – Eu estava te procurando! Eu queria te mostra o... – Ele olha para James, surpreso. – Vocês estão conversando?
- Não, Simon... – Ela olha para James. – Eu já estava saindo mesmo.
Se afastando totalmente do bar, Lizie se perguntava por que se sentia tão eletrizada. Ela precisava definitivamente tomar um ar. Dando voltas para achar a porta, ela se perdeu, mas achou o caminho rapidamente.
Já estava totalmente escuro la fora. O céu completamente nublado, fazendo-a imaginar figuras inusitadas nas nuvens. O vento batia gelado em seu pescoço, e ela se encolheu.
Sozinha, caminhando no meio da noite, ela decide ir até a rua aonde viu aquele homem. ‘’ Isso é loucura, Lizie... Loucura’, ela dizia a si mesma. As vezes, sua mente se esquecia de que caçava coisas. Esse era seu trabalho. Mas o que a incomodava, é que somente ela o via.
Cruzando algumas ruas, e quase tropeçando nos próprios pés, Lizie chegou aonde queria. Um beco. Um beco escuro, e sombrio. Que tipo de pessoa estaria ali essa hora?
‘’ Estou louca, só pode.’’ Dando meia volta para ir embora do local, ela ouviu uma risada.
- Pensando em ir embora? – A voz dizia, e Lizie sentiu um calafrio em toda espinha. A voz estava bem próxima dela. Próxima o suficiente para passar as mãos em seus cabelos e tira-los do pescoço. Lizie estava de costas, e aterrorizada.
- Quem é v... qu...
- Shhh... Se eu fosse você, ia embora. – A voz disse, se afastando. – Sei de tudo sobre você, Caçadora...
O escuro na permitia Lizie de ver o rosto da pessoa, mas ela forçou a vista,até conseguir.
- Então sabe que sempre carrego uma arma comigo. – Ela diz, tocando no cinto.
- Sua armas são inúteis contra mim... – Ele riu. – Até a próxima, caçadora...
E naquele instante, naquele beco, Lizie percebeu que estava sozinha. Somente ela e sua consciência brigavam, perguntando-se quem era ele.
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