Combatentes
11 Equipe I - Saída de Mestre
Notas iniciais
Maldição. Essa palavra perpetuava em sua cabeça e se ficasse mais um segundo perto daquele cara iria amaldiçoa-lo. Hinata estava sentada no banco da van estacionada próximo a uma grande corporação. Visivelmente de tocaia e ele estava ali ao seu lado: comendo em serviço.
Naruto via os olhos o repreendendo, queimando-o vivo. Arregaçou ainda mais o papel alumínio e abriu o máximo possível a boca para abocanhar o sanduiche. Hinata cerrou os olhos no momento.
Ele tinha tanto tempo para comer aquela porcaria e resolveu fazer na hora que estava em campo? Ele merecia um tiro.
— Dá para você acabar logo com isso? – Os olhos azuis observaram o rosto sério demais. Aquela mulher era uma pedra no seu sapato. Não soube o porquê de Shikamaru e Temari ter lhe destinado para o mesmo campo de pesquisa e coletas de novas informações.
— Dá para você me deixar em paz? – Além de Hinata que escutava aquele absurdo também tinha Sakura e Sasuke. A primeira concentrada em sua função. O último segurando o riso ao escutar a conversa pelo fone.
— Pacote entregue com sucesso. Batendo em retirada.— Hinata iria rebater Naruto, mas escutou a voz do piloto em seu fone. Naruto largou o sanduiche e colocou o capacete de proteção. Hinata o olhou silenciosa. Finalmente o loiro estava saindo do seu lado.
— Bloqueios internos identificados. Repito: bloqueios internos identificados. — A voz da Haruno soou no interfone. E Naruto se concentrou em sua tarefa.
— Saída alternativa II. Se posicionando.— Hinata o viu falar. Viu Naruto acenar positivo e bater à porta da van logo em seguida e sumir da sua vista.
— Possível interceptação.— Sakura informou. Seu disfarce estava indo escada abaixo e caso ela não saísse daquele prédio também iria.
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Primeira equipe. 72 horas antes, Indonésia.
Olhava com atenção a tela do computador. Verificava com exatidão cada passo que iria executar. Não podia falhar, não naquela operação. Uma caneta estava em sua boca e cada nova informação rabiscava novamente a planta de um prédio específico. Irei ter o acesso negado dentre segundos no sistema que tinha invadido.
Sorriu. Recolheu a prancheta e puxou o cabo do dispositivo. Temari colocou o boné na cabeça e saiu daquele local rapidamente. Verificou os dois lados e não captou nada suspeito.
Pegou um ônibus e rodou pela cidade desconhecida por cerca de setenta minutos. Ninguém poderia achar a sua base. Desceu do ônibus e seguiu por uma viela até atingir um prédio residencial. Arrancou o boné após abrir a porta e encontrar o Uchiha a aguardando de braços cruzados.
— Tenho que dizer que foi dose invadir o sistema destes caras. – Temari comentou com Sasuke. – O objeto de distração ainda não chegou?
— Não. – Sasuke foi categórico. Ele já deveria ter voltado.
*
Caminhava calmamente em direção ao prédio majestoso. Aquela corporação estava na lista da operação 52, como Naruto gostava de falar. Olhava para o dispositivo que Temari havia dado horas antes. Olhou para o relógio. O tempo de Temari havia acabado. Era sua vez de entrar em cena.
— Agora é a minha deixa. – Naruto colocou o capuz da blusa espessa de frio que usava. Verificou o local demasiadamente vazio. Procurou a entrada do enorme prédio e sentiu a falta da segurança. Mas deixou isso de lado, assim que inseriu o dispositivo na trava de segurança de alta tecnologia. E o alarme não soou como esperado. Naruto empurrou a grande porta de vidro com facilidade e seguiu para a o balcão de recepção daquela enorme empresa.
Arrumou melhor o capuz. Deixar o seu rosto em evidência não era o que queria no momento. E o segundo passo que daria o fez franzir o cenho. Seguiu até o balcão e viu o telefone e aparelhos tecnológicos usado diariamente por qualquer um. Derrubou o computador, quebrou o telefone e fez maior algazarra possível no saguão amplo demais.
Puxou uma lata de spray do bolso da blusa e sacudiu a mesma para deixar o produto homogêneo. Sorriu. Ao lado de uma escultura bonita tinha uma enorme parede branca. E ali seria a expressão de seu vandalismo ou ato de protesto. Para ele depende de que ângulo estaria olhando e de que lado o sujeito estaria para julgar se aquele ato era vandalismo ou não. Pinchou a parede com tinha vermelha com a seguinte frase: Fim da indústria bélica.
Era um pouco contraditório escrever tal frase. Naruto sorriu contentado com seu trabalho. Era hora de sair. Guardou a lata de spray e pegou um isqueiro. Do bolso retirou um frasco com éter despejando-o sobre o elegante sofá preto de belo design. Colocou fogo no produto em seguida. E riu, aquele piso de mármore branquíssimo iria ficar encharcado. Decidiu sair correndo, não estava com vontade de se molhar.
Olhou para ambos lados certificando que não estava sendo vigiado. Sua parte até agora tinha sido cumprida com sucesso.
Ficou vagando um bom tempo pelas ruas daquela cidade até ter certeza que não estava sendo seguido. O lema da cabeça da operação era: Precaução nunca é demais.
*
— Não. – Sasuke foi categórico. — Ele já deveria ter voltado. – Continuou encostado na parede aguardando o Uzumaki sem paciência. Até ver o mesmo entrar pela porta.
— Meu ato de protesto já está realizado. – Naruto tirou o capuz e seguiu o Uchiha escada acima.
— Temari já chegou. – Sasuke o informou antes mesmo de ele questionar. Estava tudo certo. Entraram no local segundos depois. Viram Hinata arrumando o armamento disponível. Sakura mexendo em utensílios médicos e Temari tirando a camisa.
— E então? – Naruto sentou-se no sofá. Temari o olhou enquanto trocava a blusa.
— Vamos esperar os noticiários. – Temari chamou atenção das outras duas mulheres. – Aquela filial da corporação Tauros Colt vem sofrendo atos de protesto de um tempo para cá. Invés de pensarem que a invasão no sistema é algo a parte irão relacionar ao ato de vandalismo, visto que ocorreu quase no mesmo horário. Pensarão que a invasão no sistema de segurança foi apenas para destravar a porta central.
Naruto acenou positivo, aquilo fazia sentido em sua cabeça. Sasuke escorou na parede pensativo e Hinata deixou o equipamento de lado.
— Sendo que usamos um dispositivo manual. – Naruto concluiu e Temari afirmou. Agora era apenas uma questão de tempo.
— Mas Temari, isso não os faria aumentar a segurança entorno do prédio? – Sasuke questionou algo que Hinata iria fazer. Aquilo não parecia fazer tanto sentido se fosse uma infiltração simples. Temari sorriu, pegou um par de luvas e se jogou no sofá velho daquele lugar cafona.
— Sim, senhores. É o que queremos. – Temari cessou em sua explicação. Naruto e Sasuke se olharam questionadores. Mas até agora tinha dado tudo certo, não?
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24 horas antes, Corporação Tauros Colt, Indonésia.
Brincava com o palito no canto da boca. Estava pensando que as pessoas tinham uma certa queda por vê-lo trajando uniformes de profissões comuns. Sasuke empurrava a pequena empilhadeira devagar. Olhou a caixa sobre a mesma. E a moça da recepção lhe sorriu aberto. Sem dúvida um belo trabalhador daquela empresa terceirizada que veio trocar os equipamentos detonados no ato de vandalismo dois dias atrás.
Sasuke apenas estendeu a prancheta de recibo. Quando a moça a pegou ele aproveitou para arrumar o boné na cabeça. Passou os olhos no local amplo demais. Escutou o barulho feito pelo salto alto da mulher. E foi substituir os moveis danificados. Desde do balcão ao sofá.
Naruto dava trabalho para ele mesmo quando não queria.
Continuou seu trabalho e assim que ninguém prestava atenção ele foi em direção ao elevador. Observou a câmera no alto. O segurança através da tela observava um homem uniformizado da empresa terceirizada apoiar a mão perto da porta e aparentemente começar a tossir. Um pouco intrigado, contudo quando o homem retornou à normalidade deixou o de lado.
Sasuke apoiou a mão sobre o vão das portas do elevador e fixou um pequeno aparelho eletromagnético. Aquelas coisas eram maravilhosas. E Temari previa todas as possibilidades. Não podiam deixar o agente infiltrado para trás de modo algum. E se eles, os próprios seguranças, ativassem o modo de segurança para impedir que qualquer um chegasse ao térreo o agente poderia sair pelo elevador sem problemas, visto que ele não fecharia as portas.
Subiu até o último andar e ao sair no corredor foi impedido por uma mulher. Fingiu que não entendia o que ela estava falando e retornou para o térreo. E quando as portas do elevador se abriram ele pode vê-la.
Usava um par de óculos. Tinha um crachá pregado no seu paletó elegante e as pernas brancas estavam expostas devido a saia do terninho que não combinava nada com Sakura.
Sasuke colocou a mão na ponta do boné e arqueou a cabeça fazendo um gesto que fez Sakura entender que estava tudo certo até o momento. A Haruno olhou para Sasuke rapidamente e a piscadela do moreno não passou batido.
— Eles são galanteadores. – A mulher que a acompanhava comentou sobre o funcionário de manutenção geral. – Venha comigo, senhorita Shizuno. Sua entrevista será dentre minutos.
Sakura deixou um mínimo sorriso escapar. E como sabia que aquele trabalhador em especifico era galanteador. Mesmo sem querer. Sakura balançou a cabeça e focou em seus objetivos. Segurou firmemente a maleta que carregava e empinou o nariz quando a mulher que a acompanhava a olhou de soslaio. Não devia deixar dúvidas surgirem.
Seguiu pelo corredor de forma elegante, caso tivesse que correr seria um pouco complicado com aquele tipo de sapato. Olhava atentamente para os lados, entretanto apenas via câmeras de vigilância.
A mulher a fez esperar em uma sala. Além dela haviam mais cinco ou seis pessoas. Respirou fundo sentindo um pouco do nervosismo dando as caras. Por que no final das contas aquela seria sua primeira entrevista de emprego. Deixou um pequeno riso escapar e consequentemente chamou a atenção de terceiros. Sakura praguejou e arrumou a postura. Cumpriria sua parte com êxito.
— Senhorita Urameshi. Sua vez. – Sakura levantou e puxou o blazer para baixo. Pegou sua maleta e foi até a porta indicada pela recepcionista elegante. Era a sua deixa. Logo entrou e visualizou o seu carrasco. Caso não passasse naquela entrevista colocaria em xeque todo o plano de Temari. O homem lhe olhou dos pés à cabeça, visualizou a ficha de Sakura e abriu um fino sorriso.
— Shizuno, vamos começar. – Apontou para a cadeira em um sinal claro para a entrevistada da vez sentasse. – O que entende sobre equipamentos anfíbios?
Sakura desfez o sorriso que tinha posto no rosto. O homem esperava uma resposta pacientemente. Sakura olhou para além do homem. O que ela entendia sobre equipamentos da categoria anfíbios? Nada.
Passou a mão no cabelo. Aquela entrevista de emprego seria longa.
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17 horas antes, localização desconhecida. Indonésia
Empurrou a porta do local onde ocupavam um pouco entusiasmada. Tirou o salto alto rapidamente. Aquilo estava acabando com os seus pés.
Naruto olhava para televisão mesmo sem entender uma palavra do que a mulher dizia. Temari verificava algo em seu computador enquanto Hinata olhava para a planta do prédio da corporação de armas verificando os aerodutos.
— Vamos comemorar? – Sakura chamou a atenção de todos. – Consegui meu primeiro emprego.
Temari sorriu. Com aquilo soube que tudo estava ocorrendo como planejado. Sakura se sentou em uma cadeira e deixou a maleta sobre a mesa. Sasuke entrou logo depois ainda vestido com o macacão da empresa que trabalhava temporariamente. Jogou o boné e sorriu a ver que Sakura também já havia chegado.
— E então? – Questionou para rosada.
— Consegui meu emprego. – Sakura disse e neste momento escutou um barulho vir de outro cômodo. Todos olharam para Hinata, a qual ainda estava com roupa de motorista particular.
— Acho que ela acordou. — Levantou com calma e pegou outra seringa. Naruto franziu o cenho.
— Tinha mesmo a necessidade de trazê-la para cá? – Hinata o ignorou e seguiu para o outro quarto a fim de dopar novamente a verdadeira Urameshi Shizuno, a qual ela raptou horas antes. Coisas de Temari.
— Deixa eu ver essa mulher. – Sasuke levantou. – Quero ver se ela é mesmo parecida com você.
— Acredite. Até me surpreendi. – Sakura exclamou. – Acho que alguém pulou a cerca no casamento.
Sakura referia-se ao casamento de seus pais. Quando Temari, horas antes, informou que ela substituiria uma mulher numa entrevista de emprego tanto ela como Sasuke questionaram: por que a Haruno?
E Temari apenas virou o notebook a fim de mostrar a face da individua em questão. Sakura se espantou com a similaridade e Sasuke achou valido, mesmo achando um pouco arriscado deixar a médica da equipe cumprir o papel do agente infiltrado. E Temari decidiu que seria prudente Sakura usurpar o lugar da tal Shizuno antes mesmo da entrevista com finalidade de conhecer o terreno. E devido a isto Hyuuga Hinata a raptou ainda no aeroporto e dopado a mulher sem dificuldades.
— Tema, olha lá! – Naruto chamou a atenção de Temari para o aparelho midiático e a mulher apenas franziu o cenho. Quando tinha cedido aquela intimidade ao Uzumaki? Entretanto deixou suas questões de lado quando viu o noticiário fazendo uma breve nota sobre a filial da Tauros Colt e seu sistema de segurança, o qual estava sendo modificado devido o ato de vandalismo de dias atrás.
— Eu não te disse? – Temari se aproximou e Naruto negou.
— Não me disse nada não. – Temari o fitou descrente. Já tinha explicado a pequena intervenção no sistema de informações de uma das maiores empresas de armamento bélico militar do mundo.
— Está brincando, não é? – Temari questionou e Naruto negou. O Uzumaki viu ela negar com a cabeça num gesto que expressava a seguinte ideia: eu mereço!
— Os responsáveis pela filial irão associar a invasão no sistema operacional ao ato de vandalismo, logo irão contatar a empresa de servidores. – Temari começou a explicar novamente tudo o que tinha dito a Naruto. – Sasuke irá se infiltrar novamente, mas nesta empresa que presta serviço a fim de colocar um dispositivo que trave as hélices no sistema de aerodutos.
— A saída número três de Sakura. – Naruto pontuou e Temari afirmou.
— Caso Sakura seja interceptada após inserir um vírus que irá fazer um limpa no sistema de informações e transvia-los para outro servidor. – Temari apontou para si inconscientemente, como se quisesse enaltecer que seus apetrechos eram os tais dos servidores. — Ela terá três opções de saída do prédio.
— Primeira: Pelo elevador onde coloquei um dispositivo com finalidade de manter todas as passagens abertas. – Sasuke disse e sentou-se perto da dupla.
— Segunda: Onde você estará. – Temari continuou. – Limpando as vidraças do prédio no decimo andar. Ela poderá mudar de rota e se jogar, literalmente pela janela porque você estará lá para retira-la.
— E terceira. – Hinata se aproximou dizendo com a voz um pouco altiva divido a distância. – A última saída de Sakura será pelo sistema de ventilação. Quando Sasuke instalar o aparelho de interferência eletromagnética no painel seguirei por tal rota.
Hinata puxou a planta do prédio sobre a mesa e mostrou a linha vermelha que tinha traçado.
— É a menor rota que tracei. – A Hyuuga prosseguiu com sua explicação. – Como o aparelho de transferência não bloqueara as hélices afiadíssimas além deste tempo acho que seja prudente as duas primeiras rotas de fuga sejam eficazes.
— Caso o aparelho de transferência falhe? – Naruto fez a observação no mínimo interessante. – Hinata se arriscara demais.
— É um risco que temos que correr. – Temari colocou. – Mesmo achando que será desnecessário o uso desta saída. Por isso deixamos em terceiro.
— Invadirei o sistema de segurança deles novamente, o qual estará com baixo funcionamento. – Temari levou o dedo até a boca. – Não será problema Sakura sair do local com o dispositivo em mãos.
— Depois de furtar as informações iremos ter que sumir. – Hinata falou. Era de extrema importância todo mundo conseguir deixar o local. – E a verdadeira Shizuno?
— Deixarei ela num quarto de hotel. – Sasuke informou. – Alias farei isso agora.
— Mas Temari. – Naruto chamou sua atenção. – Enquanto a segurança reforçada?
— Bom, quase ninguém espera um ataque as nove da manhã. – Temari sorriu. – Agiremos de dia, quando o local está bastante movimentado assim facilitando as movimentações de Sakura. Por que se não consigo ter acesso de fora então teremos de dentro.
— E por que a Tauros Colt? – Sakura se aproximou ainda mais interessada na resposta. – Têm várias outras corporações do mesmo calibre a serem investigadas.
— Você está com razão, Sakura. – Temari escutou o relógio apitar. Toda a ação de seu plano começaria entre horas. – Mas foi somente a Tauros que foi mencionada nos arquivos da operação 52. Caso tenha algo, iremos descobrir depois de obter maiores informações.
— E de modo ilícito. – Naruto saltou do sofá um pouco animado. Temari era mesmo muito esperta e caso tudo desse certo na execução do plano Naruto iria coloca-la em um pedestal.
— Então de volta ao trabalho! – Hinata pontuou após colocar as luvas e voltar a lubrificar um fio metálico com finalidade de o mesmo não embolar quando fosse utilizado.
— E só mais uma coisa. – Naruto chamou a atenção de todos. – Ninguém fica para trás.
Sakura tossiu e Sasuke sorriu. Temari balançou a cabeça em sinal de reprova. Aquilo era tudo perigoso demais. E Hinata calou-se. Tinha descoberto quem partilhava da mesma ideia que ela. Mas logo ele? O piloto raposa vermelha.
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1:30 horas antes, Tauros Colt, Indonésia.
A respiração era pesada. Estava com um pouco de receio. Não por que era o seu primeiro dia de trabalho, não! Era por que se tratava de uma espiã. Tipo aquela de três espiãs demais? Não, não exatamente isso.
Arrumou o óculos de grau fajuto, sorriu para a recepcionista. Obteve a identidade verificada e tomou elevador. Através da câmera de vigilância o segurança atento pode ver uma mulher de veste culta levar a mão até a orelha. Beirou-se do painel e aproximou a lente da câmera. E quando viu que a mulher apenas arrumava o brinco desviou o foco para a região dos seios.
— Onde eles estão? – Franziu o cenho e foi repreendido pelo superior na pequena sala de segurança.
Sakura olhou no espelho ali posto e puxou ar. Quando Temari veio com aquele plano, tudo parecia genial demais, entretanto colocando-o em prática tudo parecia arriscado demais. Usava um terno feminino, optou pelo descarte da saia tubo pois tinha uma certa desconfiança que teria que correr. Logo ela, a médica da equipe estava na linha de frente.
— Sensacional. – Murmurou quando desceu do elevador e seguiu para onde deveria ficar em sua sala. Pelo o que tinha entendido Urameshi Shizuno era uma engenheira que mexia com micropartículas e afins. E antes de ser transferida para uma base de pesquisa e testes iria fazer uma verificação em um projeto, do qual não fazia ideia.
Seguiu para sua sala com facilidade, a qual se situava no décimo primeiro andar. Andou devagar quando homens não uniformizados seguiam em direção contrária da sua. Empinou o nariz e continuou marchando de forma elegante. Quando dobrou o corredor deixou o ar sair do cativeiro de seus pulmões. Caso fosse interceptada tudo iria para o espaço. Inclusive ela.
— Infiltração concluída com sucesso. – Sakura disse assim que se sentou em sua cadeira, em sua sala. — Aguardando permissão para prosseguir, senhora.
*
Deixou um fino sorriso aparecer em seu rosto. Diferente da Haruno, Temari estava um pouco afastada do prédio. Vestida de preto, com botas emborrachadas e tudo mais. Digitava uma sequência de códigos no dispositivo que trazia consigo. Deitada no chão do terraço de um arranha-céu verificava com facilidade a entrada do prédio graças a mira do rifle de longo alcance. Não que foste atirar em alguém, na verdade preferiria que ninguém saísse baleado ou morto daquela operação.
— Invadindo o sistema. – Todos na proximidade com um fone em uma certa frequência escutaram a Sabaku. – Apenas vou dar um jeito neste Firewall.
Temari se concentrou em sua tarefa. Quando derrubasse a outra metade do sistema operacional de rede Sakura teria que ser rápida.
— Sakura, próxima parte. – Sorriu assim que orientou a infiltrada. E quando o informativo de acesso negado desapareceu o sorriso foi ainda mais largo.
— Headshot! – Temari comemorou baixo. Agora faria o que bem entendesse, até eles perceberem que foram invadidos.
*
— Desculpe, mas Headshot não é algo que diz somente quando o tiro é certeiro na cabeça de uma pessoa? — Sasuke questionou enquanto entrava despreocupadamente pela porta dos fundos do prédio.
— Não enche, Sasuke.— Escutou Temari e conteve o riso. De todas as mulheres daquela equipe tinha mais afinidade com Temari e Hinata. Focou na sua tarefa.
Quando estava deixando os caixotes e fitando a escadaria que cedia acesso para a sala de controle Sasuke foi interceptado.
— Você? – Abriu um sorriso amarelo, quando percebeu que era a mesma recepcionista de dias atrás. E por que raios ela ainda lembrava dele? Um rostinho bonito as vezes não traz benefícios. — Trocou de empresa?
— Pois é! Com está terceirização toda do trabalho é complicado se manter apenas com um emprego. – Sasuke ficou em silencio diante da mudez da mulher. Tinha sido pego no pulo, contudo logo viu o sorriso perfeito demais e um suspiro cansado.
— Sei como é. – A recepcionista começou a queixar-se. – Também tenho dois empregos que não pagam o salário de um. Por favor, quando terminar aqui leve sua equipe para verificar o sistema de ar condicionado. Está péssimo.
— E onde fica? – Sasuke sorriu aberto. E a mulher sorriu em retribuição.
— Na mesma sala de controle dos aerodutos. – Apontou em direção as escadas e explicou para Sasuke. Este afirmou positivo e subiu sem empecilhos maiores. Aquilo estava fácil demais.
Abriu a porta minutos depois, abriu o macacão e retirou o aparelho de interferência. Ajustou a frequência e agora era apenas esperar o sinal.
*
Era a terceira vez que seguia até a cafeteira posta em cada andar. Não era a mesma, entretanto era única coisa que justificava seu bate perna pelos corredores sem desconfiança. Sakura tinha que seguir até o vigésimo andar e estava sendo um pouco complicado. Pegou novamente o elevador e por um instante olhou para a câmera. Abaixou a cabeça, ainda estava sob vigília. Temari ainda não tinha derrubado o sistema de segurança.
Sakura parou no vigésimo andar e ficou um pouco tensa. Diferente dos outros andares a segurança era exacerbada. Trincou os dentes, afinal chegou à conclusão que realmente iria levar um tiro. Passou a mão na nuca, quando o seu salto alto era o único que fazia barulho ao caminhar e consequentemente chamava a atenção para si. Ah! Ela iria morrer! Sua cabeça a fez crer isso, quando viu homens armados com equipamentos pesados. Para que tudo aquilo, não? Afinal quem iria ser louco o suficiente para tentar extrair qualquer coisa daquele lugar. Ainda mais informações! Conduta desnecessária. Ela.
Se aproximou da última porta do corredor e os seguranças que a bloqueavam trajando o terno preto a olharam desconfiados. Aquela era a sala que ela teria que invadir, inserir o dispositivo com vírus e envia-los para outro lugar em três minutos.
— Senhora, não têm permissão para acessar este andar. – Um dos seguranças a informou e Sakura olhou para trás fingindo procurar outra pessoa. Era obvio que era consigo que estavam falando. — Retorne imediatamente, caso contrário iremos abrir fogo.
Um frio subiu por sua espinha. Da distância que estava iria morrer sem deixar dúvida se foi a óbito ou não, mas ela prosseguiu em sua caminhada suicida. Da manga comprida um objeto metálico deslizou para sua mão. Era uma questão de ordem, de agilidade e de sorte que definiria quem iria cair no chão. Eles ou ela.
*
— Descobriram a invasão. Diminuição de tempo para conclusão da operação: 12 minutos.— Temari informou assim que foi bloqueada inesperadamente. — Façam o que tenham que fazer e deixem o local.
Temari largou o notebook e colocou o olho próximo a mira da lente. Não conseguiu identificar movimentação estranha fora do prédio. Aquilo significava que o disfarce de Sakura ainda estava de pé.
*
Escutou a voz de Temari soar em seu fone com pequenas interferências. Ótimo aquilo significava que o aparelho que segurava era mesmo eficaz. Nem Haruno e nem Hyuuga virariam picadinho caso tivessem que usar a saída número três.
— Pacote entregue com sucesso. Batendo em retirada.— Sasuke murmurou após plugar o aparelho no dispositivo de controle dos aerodutos. E o barulho característicos das hélices de ventilação foi diminuindo.
*
— Estamos com interferência no sistema operacional de rede, bem como no de ventilação. – Um segurança verificava a situação no painel, quando as câmeras de segurança também ficaram indisponíveis.
— A corporação está sendo alvo de ataque. – O superior concluiu. – Acione o sistema de segurança. Vamos fechar o prédio imediatamente. Ninguém entra e ninguém sai até identificarmos o agressor.
Ordenou. E um dos agressores, uniformizado e tudo tinha acabado de sair do prédio. E pela porta principal.
*
— Repito senhora! Não se aproxime mais. – Escutou a voz grave lhe alertar, mas Sakura não cessou em sua caminhada. Iria morrer?
E nem tinha galanteado o Uchiha bonitão! Ser Haruno Sakura era complicado. E como não bastasse isso um alarme soou. Era o seu fim.
— Bloqueios internos identificados. Repito: bloqueios internos identificados.— Murmurou no seu comunicador a fim de avisar os seus parceiros. Sentiu um calor anormal lhe atingir. Segurou com firmeza o bisturi que trazia consigo. Apertou o passo.
Os dois seguranças verificavam os lados rapidamente e quando cederam a atenção merecida a Haruno algo fora do comum aconteceu.
Um bisturi voador estava seguindo na direção de um dos homens.
O objeto cortante geralmente utilizado em cirurgias cravou de forma descente na jugular de um segurança. Sakura o viu tentar conter a enxurrada de sangue que tingia o chão branco do local. Enquanto o outro observava a cena um pouco atônito.
Sakura não lutava. O que iria fazer?
Correu para cima do grandalhão e observou o cano da arma virando graciosamente em sua direção. Ela iria morrer, ela tinha matado um cara. Sakura travou sua corrida e agachou rapidamente. Do tornozelo retirou uma pequena faca cirúrgica e novamente fez outro lançamento sensacional. A ponta da faca atingiu a perna e devido a dor o homem efetuou disparos acidentais. Sakura trincou os dentes e tirou um fio metálico do bolso de seu paletó. O passou pelo pescoço do homem ficando por trás. Atribuiu força no ato quando usou o pé na própria costa larga do homem. O fio começou a cortar, o sangue escorrer e o homem agonizar em sua frente. Aquilo era cruel.
Caiu em seguida e Sakura os deixou de lado. Odiava fazer aquele tipo de coisa. Retirou um grampo do cabelo assim que viu a passagem impedida. Estranhou o silêncio no corredor e a falta de segurança. Provavelmente todos se concentrado no grande saguão. Invadiu a sala ampla demais, logo depois inseriu o dispositivo no computador e sem mais comandos o processo de copiar e deletar foi iniciado.
Agora apenas faltava ela sair rapidamente.
*
Agora, Tauros Colt, Indonésia.
— Saída alternativa II. Se posicionando. – Naruto falou e saiu da van sendo acompanhado pela Hyuuga. Teriam que ser ágeis.
— Seguirei para a parte leste da edificação. – Hinata começou enquanto arrumava uma touca preta na cabeça. – Terei menos tempo que o previsto. Sasuke, está na escuta?
— Estou ouvindo.— Ambos ouviram a voz do Uchiha no fone.
— Siga para o mesmo local. – Hinata pediu. – Irei precisar de apoio.
Naruto sentiu a adrenalina subir. Fitou os olhos claros mais uma vez antes de se separar da Hyuuga. Era verdade que a empatia era pouca, mas não queria que ela morresse. Retirou o seu comunicador, para que, somente Hinata escutasse o que pretendia dizer. Agarrou no cotovelo da mulher e está o olhou interrogativa.
— Toma cuidado. – Naruto falou baixo e Hinata ficou em silêncio. Aquelas raras vezes em que Naruto agia como adulto a fazia desconstruir a imagem de perfeito idiota que tinha criado.
— Você também. – Hinata se afastou tentando concentrar-se novamente. Iria entrar naquela tubulação de ar e sair com Sakura caso fosse necessário. Ninguém ficava para trás e desta vez não seria diferente.
*
— Possível interceptação.— Sakura informou. Seu disfarce estava indo escada abaixo e caso ela não saísse daquele prédio também iria. Naruto escutou a rosada. Já estava no sexto andar subindo lentamente como orientado. Nem mesmo os trabalhadores estavam com permissão para adentrar a unidade e muito menos para deixa-la.
E com muita lábia Naruto convenceu um segurança que ele não violaria nenhum destes impedimentos. E no fundo era verdade, apenas limparia as vidraças. Nem dentro e nem fora.
— Estou quase no décimo. – Naruto informou no comunicador. – Sakura quando quiser.
Naruto disse assim que estava rente a janela do prédio. Sakura teria que quebrar uma vidraça e pular no vazio e como combinado Naruto estaria lá. Com seu equipamento de segurança e o rodinho de puxar água.
— Saída número três em condições propícias.— Naruto escutou a Hyuuga. De todas as saídas aquela era a mais arriscada. Agora estava a critério de Sakura. Qual iria usar?
*
— 98%.. – Sakura murmurava enquanto olhava para a tela. Faltava pouco, bem pouco. Era questão de minutos, talvez segundos. Agora vinha a parte mais fácil: era apenas sair. Como uma funcionaria desesperada. Noventa e nove, cem!
Retirou o dispositivo e puxou os cabos conectores. Olhou para a porta após colocar no bolso o dispositivo.
— Muito bem, Sakura. Agora saia daí imediatamente.— Escutou Temari ordena-la. Naquele caso nem isso Sakura precisava: de ordens! Deixaria aquele local custe o que custar. Trancou a porta e olhou para os dois seguranças. Apertou o passo os deixando para trás.
— Possível interceptação. – Informou quando viu seguranças averiguando o andar. Sakura inspirou e ouviu Naruto informar que estava na posição. Era somente pular. Todos estavam apreensivos. Tinha sido uma boa ideia deixar Sakura ser o agente da vez? Não que duvidassem da capacidade dela, mas ela parecia ser a menos apta para a função.
— Por favor! Ajudem! – Todos escutaram o alarde da Haruno. Os seguranças que averiguavam o andar observaram a mulher visivelmente abatida. Em prantos. Sakura apontava para trás indicando o caminho da possível tragédia. Por que tinha que ser uma tragédia para ela estar tão desesperada daquele jeito.
— Alguém feriu eles! – Sakura praticamente se jogou sobre os braços de um homem enquanto o outro olhava para ela um pouco atônito. Recordando-se de algo que seu superior indicou: mulher na faixa de vinte e sete anos, suspeita.
— Calma, senhorita. – Um segurança do prédio tentou acalma-la enquanto o outro de terno a olhava de soslaio. Foi quando um tintilar de um objeto metálico se fez ouvir. O som seco e frio desmanchou todo o teatro da mulher desesperada.
Sakura olhou para seu bisturi, para o homem de terno e para o trabalhador que a segurava nos braços. Abriu um fino sorriso amarelo. A casa tinha caído e ela estava embaixo.
Pressionou o pescoço do homem com força e este logo perdeu a consciência. Foi puxada pelo pé pelo o outro e se desesperou. O que iria fazer? Retirou um salto e jogou na direção do rosto do homem. Se livrou de suas mãos com certa facilidade após seu lançamento e socou o rosto do mesmo assim que levantou.
O homem balançou o rosto. Aquele soco tinha sido forte, bastante forte. Porém não o suficiente. Foi então que Sakura se jogou contra o corpo do rapaz e neste ato o encurralou na parede. Tentou alcançar o mesmo ponto no pescoço que iria apaga-lo, entretanto, o homem estava precavido e a bloqueava. Aquilo era irritante!
Foi então que a Haruno deu uma joelhada em sua genitália. Ato que o fez abaixar por um instante e neste mesmo instante ela pressionou o bendito ponto.
— Adeus! – Sakura se despediu do homem inerte no chão. Estava cansada, estava com medo e queria deixar aquele lugar rapidamente. Foi no momento que pegou seu salto e o calçou que percebeu algo: o fluxo de pessoas que tentariam a impedir iria aumentar.
Não conseguiria ir pelos elevadores. Saída número um: descartada.
Não conseguiria chegar até o decimo primeiro andar e saltar para a plataforma de limpeza suspensa onde Naruto estava. Saída número dois: descartada.
Andou por mais um tempo e ao passar por um corredor se deu conta de um detalhe. Regressou em sua caminhada e certificou-se que realmente tinha visto uma entrada para o sistema de ventilação.
— Hinata, está na escuta? – Questionou rente ao comunicador. Escorou na parede e retirou outro acessório cirúrgico espreitando o corredor.
— Irei sair pelos dutos. Repito: irei sair pelos dutos. – Sakura arrumou a passagem com facilidade. Olhou a altura, a largura e depois o seu quadril. – Irei ficar entalada aqui!
*
— Irei ficar entalada aqui.— Sasuke e Hinata se entreolharam. Pelo visto tinha outra pessoa que esquecia dos comunicadores além do Naruto.
— Certo, Sakura. Irei te buscar. – Hinata informou. Sasuke serviu de apoio para a Hyuuga adquirir altitude e entrar pelo tubo de ventilação um tanto estreito.
— Hinata, você tem apenas oito minutos. – Sasuke informou após verificar o relógio. – Ao oeste tem uma passagem com um declínio favorável. Chegar lá ira ser a melhor opção.
Hinata afirmou e entrou pelo tubo. Logo viu a hélice mediana e empoeirada girando lentamente. Se arrastou pela tubulação concentrada. Teria que tomar muito cuidado.
— Sakura! – Sasuke do lado de fora chamava a atenção da Haruno. – Preste atenção. Sua localização é ao leste da edificação. Se arraste para oeste o mais rápido possível. Mais adiante irá encontrar um declínio no duto. Ele é o central devido a isso é mais largo. Não desça até Hinata mandar.
— Certo. – Escutou a voz da mulher. Estava um pouco baixa e ruidosa. E diria que também continha um tom de aflição e medo. E compreendia, pois, até ele estava daquele modo. Deixou as duas mulheres de lado para entrar em contato com outra. Temari tinha perdido a comunicação por algum motivo.
*
Repetia o que Sasuke lhe tinha dito diversas vezes feito um mantra e no final adicionava mais umas palavras: caso não você vai morrer. Da última vez que teve que se arrastar do modo que estava fazendo no momento a situação não era boa. E novamente tinha que confiar cegamente em um homem. Deus! Aquilo só podia ser castigo.
Se arrastou o mais rápido que podia. O seu terno estava empoeirado e os sapatos já tinham ficado para trás. Logo viram o tal declínio no duto, caso prosseguisse iria despencar.
— Hinata, estou em posição. – Sakura informou. – Aguardando contato.
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Subir estava sendo complicado. Hinata conseguia avançar um metro acima e descia dois quando escorregava. Foi quando escutou a voz de Sakura em seu fone. Cerrou os olhos, por que ela estava aguardando logo acima da hélice central do aeroduto de ar. E entre minutos aquela coisa retornaria a girar em potência máxima.
Hinata jogou as pernas contra uma lateral do duto e apoiou as costas na outra. Começou a subir praticamente na vertical, quando sentiu a corrente de ar aumentar. Aquilo era um péssimo sinal.
— Hinata, três minutos.— Escutou Sasuke a informar. Estava preste a sair daquele duto paralelo e chegar no central. Agarrou a boca do duto logo em seguida. E os olhos claros fitaram as hélices empoeiradas pouco metros abaixo de si. Um sistema antigo de ventilação, entretanto muito eficaz contra roubos e furtos, afinal quem era louco o suficiente para entrar e sair por aquelas vias? Ninguém.
— Estou aqui, Sakura. – Hinata informou assim que ficou de pé nas finas bordas de emendas e parafusos. Olhava para baixo e não via nada além de escuridão. Olhou para cima e viu a mesma coisa. Nada. Ligou uma lanterna e segurou ela com a boca.
Verificou novamente a hélice começando a adquirir potência.
Pegou a pistola com uma espécie de arpão na ponta. Iluminou o ponto mais alto que conseguiu e efetuou o disparo. O metal sendo perfurado gerou um barulho, o qual logo desapareceu devido o barulho das hélices. O fio metálico que Hinata lubrificou mais cedo estava firme e seguro que aguentaria o peso das duas sem problema. Agora era apenas subir ou melhor: fazer Sakura descer.
— Sakura? – Hinata a chamou enquanto fitava as hélices.
— Na escuta.
— Estou com uma lanterna. – Hinata começou. – Irei iluminar onde você deve saltar. Agarre o fio, caso contrário.
Hinata parou a ver a hélice adquirindo potência. Caso contrário iria morrer. Aquela era a única hélice central daquele duto. A baixo dela apenas existia o vazio e depois o chão. Caso o fio arrebentasse e Sakura não morresse fatiada pelas hélices iria morrer devido a queda.
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— Eu sei. Ao seu sinal. – Sakura respirou fundo e deslizou no duto. Sentiu a garganta queimar e a falta de terra firme crescer. Sakura se pendurou na boca do duto de ar. Por sorte estava com luvas desde que inseriu o vírus. Algo relacionado em não ter as digitais identificadas.
Sakura sentia o seu peso a puxando para baixo. E foi ao olhar para baixo que viu o ponto de luz. Hinata só podia estar brincando com sua cara.
— Hinata! – Sakura a chamou. Negou com a cabeça. Pedir para ela saltar era homicídio duplamente qualificado e por motivo torpe. Mas ela tinha outra opção?
— Sakura, você tem que saltar agora!— Escutou a voz da Hyuuga e identificou a arbitrariedade. Cerrou os olhos e respirou fundou. Colocou os pés na parede do duto metalizado e forçou os joelhos. Aquilo era um salto de fé e necessidade.
Se jogou! Saltar no vazio por si só já era loucura. E para Haruno saltar no vazio sabendo que tinha uma hélice adquirindo velocidade era ainda maior. Sakura focou sua atenção no ponto de luz e logo viu o fio metálico espesso. Era hora de agarra-lo.
Segurou, mas suas mãos não conseguiram se fixar. Iria morrer daquele jeito?
*
Bateu a porta da van e jogou o capacete de proteção de lado. Por algum motivo Temari não estava respondendo.
Dirigiu com certa velocidade até o local onde ela deveria estar. Estacionou a van velha atrás do prédio e nem mesmo tentou contato pelo comunicador. O que tinha ocorrido com Temari? Logo se encontrou no terraço onde a Sabaku era para estar, mas não estava.
— Temari! – Gritou por ela, entretanto não obteve resposta. O que tinha acontecido? – Ei! Temari.
Olhou para todo o terraço e não achou nada da mulher e foi atrás de si que escutou passos. Naruto se calou ao sentir o gélido causado pelo frio do cano da arma a ser encostada em sua cabeça. Cerrou os olhos.
— Ajoelha! – Escutou uma voz, a qual não era de Temari. Aquilo significava duas coisas: Temari estava morta e ele também iria estar. Naruto ajoelhou devagar.
— Calma aí, cara. – Falou baixo e sentiu a boca do revolver ir de encontro a sua cabeça novamente. Escutou a voz de Sasuke soar em seu fone e logo sumir. Seu fone foi retirado com brutalidade de seu ouvido.
— Vamos levar este aqui. – Escutou o provável homem dizer. – Talvez ele abra o bico sobre o porquê de estarem sondando a Tauros Colt.
Não soube dizer se ficou feliz ou triste ao ouvir aquela declaração, pois com ela soube que aquele homem estava tão desinformado como ele e outra: Temari tinha sido interceptada por ele.
Estava preste a levar uma coronhada, quando escutou o típico barulho de um disparo. E a perceber que não era o seu sangue decorando o chão soltou todo ar preso em seus pulmões. Olhou para trás e viu Temari ainda apontando o rifle em sua direção. Ela estava bem.
— O que você estava pensando em subir aqui e gritar meu nome para os quatro ventos? – Temari estava furiosa e Naruto negou. Temari abaixou a arma e jogou a mochila nas costas. – Vamos antes que mais deles subam aqui.
Minutos antes aconteceu a mesma cena, entretanto com Temari. A surra tinha sido boa, mas não o suficiente para apaga-la. Tinha sido amoitada atrás de um tubo de ventilação pelos seus carrascos, os quais desejavam atrair mais pessoas para aquele local. E foi o que ocorreu.
— Como eles sabiam que você estava aqui? – Naruto questionou para Temari enquanto desciam as escadas.
— Descobriram o IP do notebook e numa velocidade absurda rastrearam. – Temari informou. Aquilo era a primeira vez que algo do gênero acontecia. – Vamos temos que deixar este lugar imediatamente.
*
Estava escutando um grito. Cada vez mais agudo e próximo. Via também as hélices girando e girando com mais força. Estranhou o alarde de Sakura, por que ela estava gritando tanto? Tinha segurado no fio, não? Não.
Hinata deixou a boca abrir, quando com a lanterna pode ver a Haruno despencado em queda livre. Olhou para o outro extremo do duto, enrolou uma parte do fio em sua mão e esperou. Teria que pegar a Haruno.
Apoiou a mão na parede e contou mentalmente. No três. Impulsionou os pés no metal e se pendurou no fio. Esticou um braço e tentou agarrar Sakura. Não foi bem isso o que aconteceu. Sakura segurou na cintura da Hyuuga de forma desesperada.
Hinata sentiu o seu ombro bater com intensidade no duto metalizado. Sakura tinha se segurado no final, entretanto nela e não no fio. Sentiu as mãos deslizarem e a lanterna cair de sua boca.
Sakura agarrou a única fonte de luz que tinham antes de ela despencar. Segurou ainda mais no corpo da Hyuuga e se aproximou o suficiente para a azulada abraçar sua cintura.
— Valeu. – Sakura disse baixo demais. Estava desesperada e não era a única. Hinata observou os fios rosados subirem, coisa que indicava a velocidade das hélices.
— Hinata.— Ambas escutaram a voz do Uchiha. – Seu tempo acabou. A única chance de sair é contar o intervalo entre hélices e rezar para passar entre o vão.
Sakura iluminou as hélices a poucos metros. Hinata olhou para o outro lado, local em que estava e por onde tinha chegado. Não teria jeito de voltar para lá. Entreolharam-se. Não tinha outra opção.
— O fio vai além das hélices. – Hinata mostrou para Sakura o bolo de fio no molinete. – Podemos usá-lo para diminuir a queda, entretanto.
— Entretanto o fio irá enroscar nas hélices assim que entrar em contato, provavelmente irá romper depois de minutos. – Sakura continuou.
— E neste meio tempo podemos descer ainda mais girando. – Hinata concluiu e Sakura assentiu. – Mais alguns minutos e será impossível passar entre as hélices.
— No três. – Sakura iluminou as hélices. Ainda estava em tempo. Segurou firmemente em Hinata a qual começou a descer. A respiração acompanhava a contagem mental sem consciência. Hinata continuou a descer e assim que ficou bem próxima da hélice pode ver o rosto sujo de poeira da rosada. Aquilo poderia ser a última imagem antes de morrer. Sakura afirmou positivo. Era a hora de se esborrachar.
Hinata soltou o fio e invés de cerrar os olhos os arregalou ainda mais. Se fosse morrer queria ver. Sua alma parecia ter saído de seu corpo por um instante e retornado com o grito de Sakura. Foi então que percebeu que também estava se esguelhando.
Cessou com o fio metálico e ambas se olharam. Estavam inteiras. Sakura sorriu aberto enquanto tentava retomar o controle de sua respiração. Estava tão agarrada a Hinata que quase eram uma só. Hinata estava preste a sorrir, quando o fio arrebentou e mal a gritaria parou, ela retornou.
Novamente estavam em queda e agora livre.
*
Retirou os fones rapidamente. Caso as duas tivessem morrido saberia entre minutos, Sasuke recolheu o resto de equipamento que tinham utilizado. Por estratégia aquela ala do prédio estava bloqueada. Era apenas esperar a van estacionar do outro lado da rua.
— Sakura! Hinata! – Chamou no seu comunicador e não obteve resposta. Tentou contatar Naruto e não conseguiu.
— Estamos bem. Bater em retirada.— Escutou a voz de Hinata soar e um alivio o tomou. E como se fosse ensaiado Temari apareceu com um corte raso no rosto.
— O que aconteceu? – Sasuke se aproximou e avaliou o machucado. Olhou para além de Temari e viu Naruto fazendo mil e um gestos na van.
— Depois te conto. – Temari retirou a mão do Uchiha de seu rosto. – Cadê as meninas, perdemos a comunicação.
— Estamos aqui! – Escutaram a voz de uma das duas. Sakura empurrou a grade e tossiu assim que ar limpo atingiu seu sistema respiratório. Ela estava horrível.
— Ótimo! Temos que ir agora. – Temari estava tensa e o trio percebeu isso. O que tinha acontecido deveria ter sido sério. Seguiu para van ainda com uma arma rente ao corpo. Hyuuga olhou para Haruno e Haruno olhou para Uchiha.
— O Uzumaki deve saber o que houve. – Sasuke informou. – Agora vamos sair e você são sensacionais!
Sasuke sorriu aberto e correu para van deixando duas mulheres estáticas para trás. Elas eram mesmo fantásticas.
*
O silêncio na van era grande. Sakura limpava a ferida no rosto de Temari enquanto Naruto dirigia. Sasuke e Hinata verificavam o equipamento. Todos notavam a irritação da Sabaku e Naruto estava um pouco sério.
— Tema, não precisa ficar assim. – Naruto começou com uma intimidade questionável. – Imprevistos acontecem e acabou tudo bem.
Os outros três compreenderam a irritação e insatisfação da Sabaku. Visto que ela era a cabeça da operação, gostaria que as coisas tivessem saído como o planejado.
— É Temari. Está tudo bem. – Sasuke falou. Temari olhou diretamente nos olhos negros. O piloto não estava zombando de si. Estava sendo sincero.
— É, mas poderia ser perfeito. – Temari começou. – Tenho certeza que se fosse com Shikamaru...
— Epa! – Naruto a cortou. – Você deu o seu melhor, coordenou como uma líder. Fez o que estava ao seu alcance e nós estamos todos aqui. Indo direto para casa, cara.
— É isso aí. – Hinata concluiu e Temari conteve o sorriso. Aquela equipe era sensacional. Naruto era sensacional.
— Agora vamos relaxar e ver o que conseguimos. – Sakura pontuou. Aquela mulher era uma caixa enorme de surpresas.
— Vamos, Temari! – Naruto chamou a atenção da Sabaku ainda séria. Ligou o rádio e escutou uma música batida. – Você tem que deixar a música entrar no seu coração.
Tanto Temari como as outras duas mulheres o olharam abismadas. Naruto cantava desafinadamente e Temari não conseguiu conter o riso.
— Vai, Sasuke! – O Uchiha abaixou a cabeça e depois começou a cantar junto do Uzumaki. Como sempre.
— É isso aí! – Sasuke comentou um pouco constrangido. Naruto o fazia parecer um idiota as vezes.
— Parem! Isso é um inferno. – Temari bradou rindo. Aquela equipe sem dúvida era muito boa, mas cantavam muito mal.
— Inferno é onde o Shikamaru deve estar agora. – Hinata comentou e riu. Aquilo era uma verdade quase absoluta.
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Equipe II, Localização desconhecida.
— Eu vou morrer! Por Deus! – Shikamaru gritava enquanto via Ino pisando cada vez mais no acelerador. – Para essa droga de carro!
— Dá para você parar de gritar? – Ino chamou sua atenção enquanto olhava para a rua em uma perseguição ferrenha. – Não consigo me concentrar!
Shikamaru apertou os punhos no banco enquanto Ino pisou no acelerador e o carro voou. Escutou o grito de comemoração da Mitsashi no banco de trás.
— Da para você parar de cantar? – Neji, o qual atirava pela janela repreendia TenTen. A poeira daquele deserto impossibilitava a visão de qualquer ser.
— E dá para você parar de ser um pé no saco? – TenTen rebateu nervosa enquanto trocava o pente de sua arma e voltada a atirar pela outra janela.
— Shikamaru! – O Nara se assustou, quando Gaara apareceu no visor do carro de ponta cabeça. O ruivo estava em cima do carro. – Puxa isso aqui para mim!
— O que?! – Shikamaru questionou quando abriu a janela. Devido o bate-boca e o som de disparos era impossível ouvir direito.
— Puxa o pino! – Gaara pediu novamente. – Agora!
Shikamaru puxou o pino apavorado. O que estava acontecendo? Por que ele tinha que ter ficado com aqueles loucos? Queria voltar no tempo.
Puxou o pino da granada de mão, entretanto a granada rolou pelo carpete. Indo ainda mais para o fundo do assoalho do carro cheio de explosivos. O Nara olhou para Gaara gritando consigo. Viu o desespero de Ino por conta de seu deslize. O Hyuuga começar a gritar por desespero. TenTen rindo feito a louca que parecia ser e depois começar a chorar.
— TEMARI! – Foi a última coisa que Shikamaru gritou antes da granada explodir. Aquela era a pior equipe que já tinha participado.
Continua...
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