Combatentes

5 Entre deserto, batatas e flexões


Notas iniciais
Desculpem a demora? Estou meio enrolada estes últimos tempos. Gente! Vocês estão sendo muito legais nos coments, os quais já irei responder . E ah! Eu irei acatar as sugestões feitas por duas leitoras e eu agradeço pela sugestão, entretanto este capítulo ainda está na mesma metodologia que eu estava utilizando. O próximo irei tentar deixar os diálogos mais claros.

O caminhão com seis soldados rasgava o deserto escaldante. Na traseira havia quatro e deste número duas são mulheres. O veículo sacudia tanto durante o caminho, entretanto nenhum corpo saia do lugar. Como a única ruidosa era o barulho do motor e de dois soldados na cabine, os quais conversavam sobre seus filhos.

Tenten ao lado de Neji observava Gaara fazendo cara de paisagem. E Ino ao lado do Sabaku, de braços cruzados estava furiosa.

— Eu não acredito que fomos a segunda melhor equipe e mesmo assim estamos cumprindo o castigo. – Manifestou irada e Gaara ficou ainda mais em silêncio. Não por estar arrependido ou sentindo se culpado por seus companheiros de time pagarem aquele castigo. Sua cabeça estava longe e a declaração da Yamanaka o fez retornar.

— Ah! Nem vai ser tão ruim assim. – Disse irritado. Na maioria das vezes o ruivo era seco e sério, mas nunca deixava suas piadinhas acidas de lado. Aquilo era apenas uma prova, sua atitude estava descontraída. Em missão ele era outra pessoa, era um perfeito combatente.

— Pense pelo lado positivo. Ao menos lhe deixaram trocar de roupa e tomar banho sem homem nenhum no vestiário. – Concluiu sua frase e Ino se calou. Após um sermão longo de como é dever se portar de forma descente, Yamato deixou Tenten e Ino se limparem sozinhas por terem ficado no segundo pódio. E receberiam o castigo pelas brincadeiras e as vestimentas inadequadas do Sabaku.

— Ok, mas se você estivesse com a camisa isso não teria acontecido. – Ino rebateu. Calou-se, mas não estava conformada com aquela situação. Tenten observava o debate tediosamente e Neji observava o dia cedendo para a noite. Gaara franziu o cenho, agora começando se irritar com aquele papo.

— Se você não estivesse praticamente nua eu não precisaria ter tirado a farda. – Ino abriu a boca em um círculo perfeito. Aquilo parecia uma discussão de casal turrão.

— Corrigindo, querido. Neji me deu a dele. Não tive nada com sua parcial nudez. – Tenten pareceu despertar diante daquele argumento. A conversa viria para o lado dela.

— Parou ai! Eu não pedi sua farda, foi o Neji que te obrigou a tirar. – Olhou para o Hyuuga que apenas arqueou a sobrancelha. E os pares de olhos penderam sobre o Hyuuga. Ele lembrou de Tenten ensopada e com os seios demarcados pela regata.

— O que isso importa agora? Não vou sair deste caminhão por descobrir de quem é a real culpa. – O silêncio foi total. Ino calou-se avaliando suas atitudes. Gaara afirmou positivo, afinal a culpa agora estava sendo dividida. E Tenten ficou observando um sorriso no canto dos lábios do Hyuuga. Suspirou, aquilo não havia acabado ainda.

— Mas da próxima vez eu deixo você com os seios amostra. – Disse para Tenten e o espanto ficou evidente em sua face. Aquilo havia a afetado diretamente. E o bate-boca que ocorria apenas entre Ino e Gaara fora estendido aos outros dois. Pareciam crianças com desejos negados e não soldados.

— Ei! Hora descer mocinhas. – O caminhão parou e o soldado os fizeram descer. Não tinha nada além de vegetação rasteira. – Iremos os tirar daqui logo de manhã. Caso ninguém apareça. É por que achamos coisa melhor para fazer.

O soldado disse tediosamente e o outro riu. Por sorte desta vez estavam com armas e o departamento permitiu a retirada de equipamento para acampamento. Estava a mais de quarenta quilômetros da base e a mesma sumiu de vista.

— Até mais mocinhas. – Os quatros estavam tão fulos da vida que nem mesmo atribuíram atenção para a provocação do soldado. E a irritação ficou ainda maior, quando o caminhão que os trouxe sumiu de vista.

— Gaara! Vou te espancar! – Neji largou a mochila no chão e o Sabaku ficou em alerta. Chegou as vezes que ele sempre recebia a seção de porradas, quando a culpa era sua. Naquele caso, parcialmente sua.

******

O vestiário estava cheio. Vários homens, mesmo que já tivessem realizado sua higiene permaneciam no local. E ela observava o sorrisinho sacana na face daquele bando. Estava suja de lama e isso estava a incomodando demais.

Entretanto Hinata permanecia rente a porta com a toalha em mãos encarando meia dúzia de homens, os quais esperavam ela entrar de baixo do chuveiro descaradamente. Foi então que ele entrou no vestiário junto de Naruto.

Hinata os viu tirando a roupa enquanto travava uma conversa trivial. Naruto tinha uma tatuagem rente onde o cós da calça ficava e Sasuke o brasão da força aérea debaixo do antebraço.

— Madame, a hora do banho está quase no fim. Não vai querer dormir cheia de lama, não é? – Um grandalhão questionou Hinata chamando a atenção dos dois pilotos. Sasuke suspirou. Por sorte ou azar era o mesmo soldado que havia trocados socos no dia anterior. Naruto sorriu de forma vingativa. Estava certo que ele reprovava aquela atitude, mas ver a piloto que disse que ele não merecia a farda que usava naquela situação, era no mínimo satisfatório. Entretanto viu a expressão dura na face delicada e Sasuke inquieto ao seu lado.

— Naruto, você viu a Temari eu... – No exato momento que iria dizer algo a Sasuke, Sakura chegou no vestiário. Observou a cena mais à frente e fez cara de nojo. – Isso é nojento.

Comentou a atitude daqueles homens e Sasuke pousou os olhos na rosada. Estava com a toalha em mãos. Pretendia se livrar da lama em seu corpo. Diferente das outras mulheres que tiveram a oportunidade de se limpar primeiro, pois iriam pagar o castigo. Tanto para Sakura como Hinata esta oportunidade fora negada.

— Vocês são nojentos. – Hinata disse calmamente e começou a se despir para alegria daqueles homens. A pele alva foi ficando exposta a cada peça de roupa tirada devagar. Aqueles olhares estavam a incomodando profundamente, contudo viu o piloto irresponsável destinar lhe um olhar de admiração. Ele não olhava para seu corpo e muito menos admirava suas curvas e sim sua coragem de se despir na frente daqueles abrutes.

— Ei! Não querem me ver tomar banho também? – Estava abrindo o cinto para tirar as calças, quando sua atenção fora tomada. Naruto chamou a atenção dos homens todos para si.

— Na verdade, preferimos a azuladinha aqui. A não ser que a rosada queria se despir. – Outro homem comentou arrancando risos de seus companheiros. E Naruto acompanhou no riso, que a passar dos segundos adquiria mais entonação. – É você tem razão, cara!

Naruto disse para o soldado e se aproximou para tocar as mãos numa camaradagem inexistente. Sakura estava horrorizada, afinal ver aquele lado do piloto estava causando enjoo. A falta de empatia de Hinata aumentou ainda mais. Entretanto viu Sasuke acompanhar o riso e Naruto forçar ainda mais o seu, quando os homens cessaram os risos.

— Você não vai ver nada! – Acertou um murro no rosto do homem que caiu do assento. Os outros cinco postaram-se em posição de batalha e foi neste momento que Sasuke suspirou derrotado. – Temos que parar de brigar no vestiário.

E se juntou na briga chamando a atenção dos homens mais distantes. Mal passou minutos havia uma roda em torno dos pilotos, animados e fazendo apostas.

Os socos prosseguiram e Sakura observava a seção de espancamento. Era cada soco que chegava a doer em si. Sasuke não era tão bom de briga como Naruto, o qual acabava de jogar um homem sobre outros três. Hinata recolheu e colocou suas roupas novamente ainda com o semblante sério, para deixar o local e ir para a repartição mais afastada, quando um homem veio para cima de si acidentalmente. E ela não conseguiu desviar. O corpo musculoso e pesado pendeu sobre o seu a fazendo cair no cão. Percebeu que o soldado acima de si havia sido nocauteado. E o apito soou outra vez fazendo os soldados se soltarem para sorte de uns e azar de outros.

— Eu quero nomes! Chega de briga no vestiário, qual é o problema de vocês? – E lá estava outro superior com os braços para trás. – Eu fiz uma pergunta!

— Nenhum, senhor! – A bota continuava a bater contra o chão, mas parou a ver Hinata sob um soldado enorme. Suspirou. – Tirem ele dali e levem para enfermaria!

Dois amigos do nocauteado o suspendeu do chão logo sumindo da vista do Capitão. O silêncio prosseguiu e Naruto tentava controlar a respiração, Sasuke estava com um corte no supercilio o deixando ainda mais charmoso.

— Eu até posso imaginar o motivo da briga. – Olhou para Sakura e Hinata. Negou com a cabeça, tinha vergonha de seus homens. – Soldado Aburame!

— Sim, senhor. – Um soldado quieto que se juntou para ver a briga alinhou o corpo e ficou evidente para os outros. Alguns suspiraram, pois aquele soldado seguia à risca as ordens. E não levaria fumo por esconder a identidade de quem estava fazendo algazarra.

— Eu quero nomes! – Gritou para o homem que permaneceu estático. – Quem estava envolvido na luta de vale tudo?

— Senhor! Aqueles novatos começaram a briga, quando o soldado assediou as moças, senhor. – Disse calmamente e apontou para Sasuke e Naruto. Estavam encrencados. Aquele Capitão era outro machão assumido. – Olha só! Temos cavalheiros no esquadrão.

Disse sorrindo aberto e os dois pilotos suspiraram. O ato de honra iria custar caro no final das contas.

— E por isso vocês vão ajudar na cozinha! – Naruto se pudesse diria um “ Qual é?” Entretanto não manifestou absolutamente nada. Hinata ouviu o castigo que eles iriam receber e suspirou.

— Senhor! Creio que não haja necessidade, senhor. – Disse corajosa e o Capitão a olhou feio. – Está querendo dizer o que devo ou não fazer, soldado?

— Não senhor! Apenas quis dizer que os dois não tiveram culpa. – Argumentou sem arredia. – Senhor, eu reafirmo a informação da soldado.

Sakura disse em alto e bom som, afinal para ela seria injusto os dois pagarem por defende-las mesmo que elas não tivessem pedido.

— Eu decido quem teve culpa ou não, madames! – O Capitão gritou sem necessidade. O poder havia subido até a cabeça. Era desnecessária sua conduta. – Claro, senhor!

E os quatro responderam em uníssono.

— E por isso que ambos irão para a cozinha e as madames irão acompanha-los! – Disse de forma mais branda. – Deixem os quatros se limparem, afinal sacos e sacos de batatas os aguardam. E espero que isso não torne a acontecer. Dispensados!

— Sim, senhor! – O vestiário foi se esvaziando e Naruto entrou debaixo da água gelada. O exército o sugava demais. Tomaram banho e seguiram para a cozinha em silêncio.

— Mamãe, me bata e me mande para casa. – Naruto disse a ver várias sacas de batata. Hinata inflou as bochechas, Sakura sorriu forçado e Sasuke quis socar Naruto.

— Que isso, Naruto? Daqui três dias a gente acaba. – Disse a pegar uma faquinha cega. O Uchiha já estava pensando que seria melhor estar no deserto vigiando os grãos de areia.

******

Estavam sentados um ao lado do outro. Ela remexendo ora em outra na cadeira, ele amarrando o cadarço da bota. Por alguma razão eles foram convocados logo quando deixaram o campo de treinamento.

Temari observava com o canto do olho o Nara. Admitia, ele era um estrategista em tanto. Suas táticas para passar o trajeto lhe redeu o primeiro lugar. Shikamaru de esguelha a fitava. Para ele aquela brigada com mais de três mil homens estava ficando pequena demais a ponto de ficar grudado com a Sabaku. Seus beliches eram lado a lado, foram integrantes do mesmo quarteto e agora estavam ali, aguardando alguém entrar pela porta.

— Então, aqueles dois mostraram uma ótima desenvoltura. Deveriam ser poupados do... – Um olhou para o outro de forma questionadora e antes que pudessem ouvir a conclusão da frase a porta fora aberta por um Capitão acompanhado de um soldado.

— Senhor! – Temari e Shikamaru ficaram em pé, prestaram continência e o homem olhou de forma confusa. – Seguimos ordens para aguarda-lo aqui, senhor.

E antes mesmo do homem questionar Temari sanou sua questão. Só havia um problema, aquele Capitão não era o que havia solicitado a presença de ambos.

— Ora, eu me lembraria. Desculpinha esfarrapada. – Temari arregalou os olhos e Shikamaru franziu o cenho. Do que aquele Capitão estava falando? Pergunta ressoa na cabeça de ambos. – Espero que não tenham ficado de namorico neste quartel. Caso sim, serão banidos do exército.

— Senhor, acho que há um equívoco... – Shikamaru tentou se explicar, contudo o homem fez sinal para que ele cessasse. – Não quero saber! E para não levar isso adiante vou aplicar um castigo básico.

Temari permaneceu soturna se perguntando seu nível de sorte. Provavelmente estavam no lugar certo, contudo na hora errada.

— Duzentas flexões no pátio agora! – O homem gritou e o soldado que o acompanhava abriu a porta.

— Senhor, está acontecendo... – Temari se adiantou a explicar a situação, mas cessou quando recebeu um olhar feio. – Sim, senhor.

— Eu não ouvi. – O Capitão disse ainda os fitando de muito perto.

— Sim, senhor! – Ambos disseram fulos da vida, contudo mantendo a postura e a língua dentro da boca. Seguiram para o pátio. Lado a lado se colocaram. E a seção de flexões começou. Aquele dia estava sendo longo.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado! Qualquer dúvida eu irei esclarecer ^^ Beijos docinhos! ♥