Coma
1 One
Notas iniciais
Em quê me baseei para escrever essa fic? Na vida corrida do B.A.P... /é
Isso mesmo... Foi ao notar o quão corrida estava ficando a vida deles e notar que eles estavam ficando mais magros ~é, estão mesmo u.u~ que eu, pensando na saúde deles, resolvi escrever "Coma". ~só pra constar, essa fic foi escrita muuuito antes do processo do B.A.P contra a T$~
Acho que já está bom, neah?! kkkk Chega!!
Sem mais delongas~~ Boa leitura!
E lá estavam eles... Seis belos meninos se preparando para subir no palco para apresentar sua mais nova performance. Todos muito animados, como sempre, e um tanto inquietos... Mas, um deles se destacava mais naquele meio. O rapaz de pele leitosa parecia mais agitado que o normal. Aos olhos dos garotos que o acompanhavam, aquilo era efeito da cafeína e logo passaria... Afinal, o loiro havia tomado vários copos de café americano e normalmente acabava ficando mais agitado.
Não era a primeira vez deles em um palco, mas era o retorno de HimChan depois de seu “pequeno acidente” e isso o deixava nervoso. Conseguiria atender a expectativa das fãs? Ele não queria decepcioná-las, mas sabia que havia ficado um pouco fora de forma e pensava que, nem mesmo se desse o seu melhor, talvez seu desempenho não ficasse como antes tão cedo.
Os quatro mais novos, ao perceber que YongGuk começava a ficar agoniado com tamanha agitação do loiro, e que ele queria poder saber o motivo real de tamanha inquietação, resolveram sair da sala deixando os dois sozinhos. HimChan andava de um lado para o outro, hora ou outra, mexendo em tudo o que encontrava no seu caminho. YongGuk se levantou rapidamente parando o mais novo, segurando-o pelo braço, e o encarando com uma expressão preocupada em seu rosto.
–HimChannie, acalme-se... Vai dar tudo certo, como sempre deu! –o mais velho, e líder do grupo, disse colocando as mãos em seus ombros e olhando fixamente nos orbes negros do loiro.
–Tem certeza, YongGukkie? Estou com medo... –disse com um semblante preocupado sem desviar os olhos dos do mais velho.
–Com medo? Medo de..? –o líder inclinou sua cabeça para a direita ao questionar o garoto, esperando uma resposta, essa que não veio em forma de palavras. YongGuk logo percebeu a preocupação do seu amigo. –HimChannie... –abraçou o mais novo, que permaneceu imóvel. –Eu prometo que vai dar tudo certo! –depois dessas palavras o mais novo retribuiu ao abraço e sussurrou.
–Obrigado YongGukkie... Obrigado de verdade... Eu acredito em você! –apertou os braços em torno no corpo do líder e logo afrouxou, afastando os corpos, antes colados pelo abraço, e o solto tentando se afastar do corpo do mais velho, que ainda o segurava pela cintura.
–Hyung? –uma terceira voz surgiu naquela sala, fazendo com que o mais velho soltasse o mais novo.
–Sim, JunHonggie?! –o loiro respondeu tentando parecer o mais tranquilo possível.
–Temos que ir agora! Vocês vão demorar muito ainda? Isso não é hora de namorar... –JunHong, ou simplesmente Zelo, como preferia ser chamado, deu um sorriso divertido ao ver a cara de repreensão dos mais velhos por dizer tal coisa.
Eles não eram... Ou melhor, não podiam ser... Não! Nem em sonho!
Sim, eles se gostavam, mas não achavam certo tais pensamentos que tinham um pelo outro. Não podiam nem mesmo cogitar a possibilidade de um dia poderem ter um... Relacionamento? Não mesmo! Em suas cabeças isso era completamente errado e sujo!
Sem discutir, seguiram em silêncio os mais novos, que iam na frente, até o palco. Essa era a hora! Eles teriam de dar o seu melhor para as suas fãs! B.A.P estava completo, novamente, e haviam muitas pessoas esperando por isto.
Na cabeça de HimChan, à caminho do local em que iriam se apresentar, o mesmo pensamento se repetia inúmeras vezes. "Vai dar tudo certo... Vai dar tudo certo... TEM que dar tudo certo!" A pressão sobre ele pareceu aumentar quando subiram no palco e as fãs começaram a gritar o seu nome. "TEM que dar tudo certo... Tudo mesmo..." O medo e a ansiedade começaram a tomar conta do seu corpo. Suas mãos começaram a tremer.
O mais velho, que estava de frente para ele esperando a sua parte começar para cantar, começou a observar as mãos trêmulas do moreno e percebeu que ele começava a suar. Chegou a sua vez de cantar, mas ele não o fez. Estava preocupado com o mais novo, que agora estava mais branco que o normal.
~HimChan's pov~
Foi tudo muito rápido. A dor, como eu nunca sentira, esmagou o meu peito. Pensei, "vou morrer, vou morrer!" Parecia que um elefante estava deitado sobre meu tórax, meu ombro, meus dentes. Eu suava muito. Bang, ao invés de começar a cantar, veio falar comigo e a música parou. Tudo parou. Todos pararam.
–O que há, HimChannie? Você está muito branco! –a voz de YongGuk parecia ficar distante a cada palavra.
Eu não conseguia responder. A dor era demais para me permitir falar. "Meu Deus", eu pensei, "estou tendo um infarto! Como isso pode ser possível? Sou muito novo, não posso morrer." Comecei a gemer de dor. Gemia muito. Cai no chão de tanta dor e não consegui mais me mover.
As pessoas corriam, falavam a minha volta. As vozes delas se misturavam, alguém tentava me fazer respiração boca a boca, mas eu não sabia quem era, apenas senti o ar entrando e saindo. As imagens passavam na minha cabeça como um turbilhão. "Os meninos, o YongGukkie!" Só conseguia pensar neles.
Estranhamente, como que saí do meu corpo, eu passei a olhar a cena de cima. Senti uma imensa compaixão pelo meu corpo, que parecia todo machucado. "Morrer tão cedo". As pessoas corriam de um lado para o outro, desesperadas. Vi os meninos chorando desesperadamente, como se fossem me perder naquele momento.
A cena ia ficando distante. Tudo muito estranho. "Acabou", eu pensei. Era como se ouvisse meu próprio pensamento. Fiquei boiando no escuro. Não lembro mais de muita coisa depois disso. Gravou-se apenas a impressão de ver o meu corpo se afastando de mim; os meninos, desesperados, tentando massagear o meu peito, fazer respiração boca a boca... Tudo parecia um imenso desperdício.
De fora, de longe, era um garoto que estava perto da morte. Um garoto com expressão contraída e olhos tristes. Já não lembrava da minha família, dos amigos, dos meninos. Apenas olhava para aquele garoto, morrendo com dor no peito. E aquele garoto era eu. Aí, tudo escureceu de vez.
Não lembro da primeira coisa que vi, ao acordar. Apenas o bip-bip dos aparelhos, o meu eletrocardiograma exposto naquela pequena tevezinha da UTI. Pensei, pela primeira vez, que tinha morrido. E que aquele lugar era o Inferno. E não estava nem um pouco errado.
Notas finais
Prometo ser rápida em atualizar aqui~~ kkkk
Obrigada a quem leu ~se é que alguém leu...~ ^*^ ♥
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