Notas iniciais
Aqui está mais um pouco de sofrimento pra vocês ♥ kkkkkkkkkkkkk Eu tenho que parar de fazer o Guk sofrer desse jeito ;-; estou começando a gostar disso SHUSAHUHSUAHSAUHUSAH TEEEEEENSO~~ Mas enfim... espero que gostem ^ww^ Boa leitura!! ♥

Bang's pov

Ao ver meu amigo deitado em uma cama de hospital, com tubos entrando e saindo do seu corpo e fios o ligando a máquinas, não pude mais segurar as minhas lágrimas... Elas eram tão intensas, tão fortes, tão desesperadoras que eu não as pude conter, apenas deixei que rolassem pelo meu rosto enquanto eu me aproximava, um tanto atordoado, do loiro.

—Him-HimChannie... –minha voz saiu baixa e o seu nome, entre soluços.

Eu não conseguia encara-lo, não conseguia acreditar que o meu amigo acabara desse jeito; em coma em uma cama de hospital, tendo que respirar com a ajuda de uma máquina. Haviam tantas coisas ligadas ao mais novo que eu nem sabia para que serviam.

Eu não conseguia me acalmar, nem mesmo ficar parado era possível. Comecei a andar dentro do quarto com as mãos na cabeça. Eu estava confuso... Em minha cabeça eu pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada. Não sei explicar o que se passava nela, mas era tão confuso que era como se eu não estivesse pensando em absolutamente nada mesmo. Era um turbilhão de informações que eu não conseguia digerir, ou melhor, eu não queria digerir.

Voltei a me aproximar do loiro pegando na sua mão e a acariciando, ainda derramando minhas lágrimas. Algumas mechas do seu cabelo estavam sobre a sua testa tampado boa parte dela. Agora eu o via com mais clareza; podia enxergá-lo melhor.

Ainda segurando a sua mão, com a minha mão livre eu retirei o cabelo sobre o seu rosto e o penteei para o lado, deixando o seu rosto mais visível. Eu tremia enquanto o tocava, não sei ao certo por que, mas tremia muito. Consegui parar de chorar desesperadamente, mas ainda deixava algumas lágrimas caírem.

—HimChan, volte logo para nós... Precisamos de você. Eu preciso de você! Volte Channie, por favor. –ao terminar de falar tudo próximo ao seu rosto dei-lhe um beijo rápido na testa e, nesse mesmo instante, ouvi a máquina que mostrava os batimentos apitar chamando a minha atenção.

As ondas de batimento cardíaco dele haviam aumentado. Sem perceber, sorri aliviado.

—Você sentiu, HimChannie? Você me ouviu? Pode ao menos me ouvir? –meu coração foi tomado de esperança... HimChan havia reagido ao meu beijo? Ele havia sentido? Havia me ouvido?—Channie, se você estiver me ouvindo, só quero que saiba que eu... Eu te amo... Te amo muito HimChan! –sorri enquanto falava e olhei para a máquina novamente vendo que nesta mostrava os batimentos ainda em um ritmo acelerado.

O que eu senti naquele momento, não há palavras para explicar... “HimChan voltará... Voltará logo.” eu estava esperançoso agora.

—Cuidarei dos meninos, eu prometo! –acariciei os seus cabelos mais uma vez e limpei as minhas lágrimas que caíam sem dar trégua. –Tenho que ir agora, mas amanhã eu volto! Até amanhã, Channie. –dei mais um beijo rápido em seu rosto e me afastei do seu corpo seguindo em direção à porta. Antes de abri-la e sair do quarto, dei mais uma olhada breve no mais novo.

Por um instante eu tive a esperança de que o loiro pudesse me chamar e que sairíamos juntos dali, que ele pularia da cama e gritaria “Bbang-ah, vamos para casa!”, mas logo eu voltei a realidade, a de que ele não voltaria agora. Dei um último suspiro e abaixei a cabeça antes de sair do quarto e fechar a porta atrás de mim.

Agora eu já não chorava mais, já não tinha mais reação alguma. Enquanto eu caminhava por aquele corredor, deixei que meu olhar se perdesse tendo em mente apenas a imagem de HimChan. A sensação do chão aberto sob meus pés não me abandonou em momento algum desde o momento em que recebi aquela notícia.

Passei pelo balcão sem abrir a boca ou olhar para os lados, seguindo até o sofá. Me sentei em um lugar qualquer ali, sem me preocupar com quem estava ao meu lado, e permaneci olhando para qualquer lugar esperando que o manager aparecesse.

Era como se eu estivesse boiando no vazio... Como se o ar entrasse e saísse nos meus pulmões sem pressa... Como se eu não precisasse piscar. Eu havia me desligado do mundo; não ouvia, não sentia e nem via nada. Não sei por quanto tempo fiquei assim, só sei que não me movi até que o manager me puxou pelo ombro para que eu me encostasse nele e repousasse a minha cabeça no seu ombro.

—Você está bem? –respirei fundo e balanceio a cabeça em sinal de negação. –HimChan vai ficar bem, YongGuk... Acredite apenas nisso. –eu nada disse, só deixei mais uma lágrima cair... Apenas mais uma. –Quer ir embora? –balancei a cabeça, agora, concordando e ele suspirou pesadamente antes de se levantar me puxando junto.

O manager me conduziu até o carro, abriu a porta e eu entrei ainda sem dizer nada. A sensação de que havia um vazio em mim, que algo me faltava, era insuportável e me desligar do mundo foi melhor. Eu queria apenas me isolar, ficar sozinho e chorar até que todas as minhas lágrimas se esgotassem.

O caminho todo até em casa foi silencioso, era melhor assim... Eu queria chorar sozinho agora. Assim que chegamos a frente do dormitório, o manager repousou uma mão no meu joelho e o balançou chamando pela minha atenção.

–YongGuk, fique calmo ou você pode acabar em um hospital também. Aja como um líder! Seja forte! –assenti e saí do carro.

"Aja como um líder!" Eu não fiz isso o dia todo... Não mereço o título de líder do grupo. Líders tem de cuidar dos seus dongsaengs, e eu não fiz isso.

Agora eu começava a raciocinar novamente, mas apenas isso. Enquanto eu subia, não via ou ouvia nada, apenas seguia automaticamente em direção ao dormitório. Abri a porta e andei calmamente pela sala olhando tudo o que havia lá.

O lugar que HimChan mais gostava do sofá, a marca do copo quente que ele deixou na mesinha de centro, as fotos das fãs que ele colocava em porta retratos por toda a estante... HimChan estava por todo lado ali! Para todos os lados que eu olhasse algo relacionado a ele me vinha em mente.

Um soluço acabou chamando a minha atenção fazendo-me voltar a realidade e sair dos meus devaneios. Andei pelo corredor procurando de onde veio o soluço de choro. Os maknaes dormiam tranquilamente e DaeHyun também parecia dormir em sua cama.

—YoungJae?! –chamei pelo moreno logo ouvindo outro soluço. –Jae... –continuei chamando pelo mais novo não obtendo uma resposta, mas, ao olhar para a cama do loiro, vi que algo se escondia atrás do seu travesseiro.

Me aproximei da cama e, ao olhar por sobre o colchão, encontrei YoungJae sentado no chão, com a cabeça apoiada sobre os seus braços cruzados. Seu rosto estava vermelho e seus olhos, inchados... Parecia ter adormecido enquanto chorava.

—Oh Jae... –falei em voz baixa encolhendo os ombros e os soltando novamente, suspirando profundamente. –Você chorou muito sozinho, não foi?! –dei a volta na cama e me abaixei ao seu lado, acariciando os seus cabelos.

YoungJae já dormia profundamente... Cada vez que eu olhava para ele, sentia-me culpado. Culpado por ele estar sofrendo sozinho. Culpado por não lhe oferecer o meu ombro para ele chorar. Culpado por deixá-lo cuidando de tudo sozinho.

Peguei o mais novo no colo, tirando-o daquele chão frio, e o coloquei sobre a cama do loiro. YoungJae dormia na cama de cima do beliche, e eu não conseguiria colocá-lo lá.

—Me perdoe, YoungJae-ah. –acariciei o seu cabelo mais uma vez, depositei um beijo na sua testa e me levantei. –Preciso de um banho... –sussurrei para mim mesmo, peguei um moletom qualquer e fui para o banheiro.

Assim que me despi, liguei o chuveiro e entrei em baixo d'água, ficando parado, apenas deixando que ela caísse pelo meu corpo. Nesse meio tempo, as palavras de DaeHyun ao telefone voltaram a me atormentar.

"Hyung, o... O HimChan-hyung...(...) HimChan-hyung não pode voltar para casa hoje.(...) Hyung, você não está entendendo...(...) HimChan-hyung está em coma!"

Era como se eu estivesse ouvindo tudo de novo. Minha vontade era de surrar a parede, e eu ia fazer isso, mas quando fechei minha mão em punho e me preparei para desferir um golpe ali, a imagem de HimChan sorrindo me veio em mente. Perdi as forças rapidamente e levei ambas as mãos a parede, voltando a chorar.

—Por que, HimChan? POR QUÊ? –gritei olhando para cima. –Por quê..? HimChan, volta... Eu preciso de você, por favor, volta. –me encostei na parede, em que antes me apoiava, e escorreguei minhas costas nos seus pisos até me sentar no chão. –Por que, meu Deus? Me diz, por que faz isso? SE VOCÊ EXISTE, SÓ ME DIZ POR QUE TEM QUE SER ASSIM? SE FOR PARA LEVAR ALGUÉM, QUE SEJA EU! –eu estava com raiva. Gritava olhando para cima, chorando desesperadamente.

Minha respiração, de repente, aumentou bruscamente... Senti meu coração bater forte contra o meu peito como se ele estivesse sendo esmagado. Me ajoelhei no chão e coloquei minhas mãos no meu peito tentando, inutilmente, fazer aquela dor passar. O ar começou a me faltar. Tudo escureceu. Era como se eu estivesse prestes a desmaiar. Na verdade, a sensação era de que eu ia morrer!

Tentei ficar de boca aberta para respirar melhor, mas era em vão; nada que eu fazia adiantava. Meu desespero aumentava a cada tentativa falha que eu tinha, até que a dor passou sozinha depois de alguns minutos, que mais pareciam uma eternidade.

Ofegante, sentei novamente no chão e tentei voltar a respirar normalmente. Chorei silenciosamente por mais alguns minutos, abraçado aos meus joelhos, e logo terminei de me banhar. Me vesti, calcei os meus chinelos e saí do banheiro seguindo para a sala.

Eu não conseguiria dormir no quarto junto com os outros... Eu ainda sentia necessidade de chorar. Me deitei no sofá e puxei uma almofada para repousar a minha cabeça. Quando olhei para a roupa que eu estava vestindo notei que não eram minhas.

—O moletom do HimChan?! –aproximei a manga da blusa perto do meu rosto para cheira-la. –Ainda sinto o seu perfume. –derramei mais algumas lágrimas até que o sono me tomasse e eu não aguentasse mais, e acabei por adormecer.

Apenas em meus sonhos eu posso te ver... Apenas neles eu posso sentir a sua presença...

Você pode aparecer saudável nele ao menos, HimChan?

Eu não quero mais acordar!