Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo~ Boa leitura!

Bang's pov

“Bbang... Eu estou bem!”.

Foi a única coisa que consegui recordar do sonho que tive com HimChan assim que abri os olhos. A sensação de que o meu corpo estava boiando me deixou paralisado por alguns instantes antes de me levantar e seguir em direção ao banheiro em passos arrastados. Fiz a minha higiene matinal e, assim que lavei o meu rosto e olhei para o meu reflexo no espelho, pude ver quão inchados os meus olhos estavam.

Eu não queria que os meninos vissem o meu rosto daquele jeito, então, antes de sair do banheiro, peguei uma pomada de rosto que estava por ali e a passei sobre o local inchado para tentar disfarçar um pouco.

—Hyung... –a voz de YoungJae ecoando no banheiro me fez dar um leve pulo.

—Sim, YoungJae?! –abri rapidamente a porta, o encontrando parado próximo a ela. O mais novo, sem dizer nada, apenas suspirou pesadamente desviando o seu olhar para o chão. –Vá tomar um banho, Jae... Vou precisar da sua ajuda. –saí do banheiro dando passagem para que o moreno entrasse, e ele me obedeceu prontamente.

Vaguei pelo corredor até a sala e me sentei no sofá, mais uma vez me perdendo em meus pensamentos.

"Bbang... Eu estou bem!" a voz do loiro ecoava na minha cabeça e, por várias vezes, se repetia. O sonho parecia tão real... A presença de HimChan na nossa sala parecia real. Por um instante eu senti como se tudo o que eu estava realmente passando fosse apenas um pesadelo e que aquele sonho era a vida real, pois HimChan estava nele... E estava bem, como sempre! Depois de tanto pensar naquele sonho, a imagem do loiro no hospital voltou a me atormentar e eu fiquei pensando nela até ouvir alguém me chamar.

—YongGuk-hyung, YongGuk-hyung... –Zelo me chamou chacoalhando o meu ombro.

—Ah! O que foi? –perguntei encarando-o sério.

—Como está o HimChan-hyung? Você o viu? Ele vai voltar logo? –começou a falar animado com um brilho nos olhos. Não consegui dizer uma única palavra, apenas bufei e desviei o meu olhar do mais novo. –Hyung? –sua voz mudou... A animação do seu tom de voz de antes já não existia mais.

—Zelo, vá acordar o JongUp! –YoungJae ordenou ao mais novo, que o obedeceu sem dizer nada.

—Jae, vamos ter que contar. –sussurrei ainda olhando para um canto qualquer da sala.

—Vai ser difícil... E a família dele? Alguém já os avisou? –o moreno se sentou ao meu lado esperando uma resposta.

—Eu havia me esquecido disso... Terei de avisa-los, já que o manager não disse nada sobre isso. –me levantei do sofá e caminhei até o nosso pequeno "escritório".

—A agenda do hyung está toda no celular dele! –DaeHyun veio atrás de mim e me entregou o aparelho.

—Por que querem a agenda do HimChan-hyung? –JongUp apareceu na porta com uma expressão assustada.

—JongUppie, eu só quero ver uma coisa... Não se preocupe. –tentei parecer calmo para não deixá-lo apavorado. Com toda aquela situação, parecia que o pior havia acontecido e eu precisava desfazer esse mal entendido. –DaeHyun, vamos para a sala. Você também JongUp. –saí em direção à sala, sendo seguido pelos mais novos, e nos sentamos mais uma vez.

—JunHong já vem. –YoungJae disse enquanto voltava da cozinha. Esperamos em silêncio pela volta do mais novo e, alguns minutos depois, ele já estava de volta.

—Hyung, aconteceu alguma coisa? HimChan-hyung está bem, não está?! –JongUp perguntou um pouco assustado.

—Eu não posso mais mentir para vocês... Uma hora ou outra acabarão sabendo, então que seja por mim. –os maknaes permaneciam com os olhares sobre mim enquanto DaeHyun e YoungJae olhavam para um canto qualquer. Respirei fundo por mais uma vez antes de prosseguir. –HimChan... Ele... Não poderá vir tão cedo para casa. –hesitei um pouco, mas acabei por criar coragem em contar. Os mais novos pareciam um pouco assustados, mas curiosos em saber o porquê, então eu teria de contar tudo agora. –HimChannie está em coma!

—O QUE? –os mais novos disseram em uníssono com uma expressão de espanto em seus rostos.

—Não, não, não... Isso é mentira, não é hyung?! –Zelo se levantou bruscamente, parando a minha frente. Eu nada respondi. Abaixei a cabeça e suspirei. –Não é, hyung? Por favor, diz que é brincadeira... Por favor...

—Junhonggie... –YoungJae se levantou e abraçou o mais novo a fim de consola-lo.

JongUp, depois de alguns instantes em estado de negação, se levantou e correu para o quarto, sendo seguido por DaeHyun. Mas uma vez, me senti um inútil ali naquele sofá.

—É MENTIRA! VOCÊ ESTÁ MENTINDO! –Zelo empurrou YoungJae e apontou em minha direção, gritando.

—JunHonggie, por que acha que eu mentiria sobre isso? Eu também não queria que fosse verdade, mas é!

—Jun...

—Não, hyung... Me deixa! –novamente Zelo não deixou que YoungJae o abraçasse e o empurrou. As lágrimas caíam por seu rosto rapidamente.

—Zelo-ah, pare, por favor... Sabe que eu também estou sofrendo com tudo isso e...

—Está? Sabe, hyung... Você não o protegeu... Você não o amava! –eu via raiva nos olhos do mais novo enquanto me julgava.

—Eu não o amava? Cale essa boca, JunHong! Você não sabe sobre mim. Eu o amava... Não! Eu ainda o amo! –me descontrolei um pouco e acabei por liberar a minha ira, jogando tudo o que não queria, e não deveria, para fora.

—JunHong, vamos parar por aqui! –YoungJae se colocou entre nós.

Zelo se jogou para trás, caindo sobre o sofá, e cobriu o seu rosto com os braços. O mais novo chorava e soluçava e eu, ao ver aquilo, não sabia o que fazer, mas me sentei ao seu lado e o abracei pelos ombros. O mais alto afundou o seu rosto na curva do meu pescoço, derramando as suas lágrimas por ali.

—Me desculpa por não contar antes para vocês, JunHonggie... Eu só não queria fazer isso pelo telefone. Espero que me entenda. –eu afagava os seus cabelos e a suas costas enquanto falava, consolando-o.

—Zelo-yah, pense pelo lado positivo... –YoungJae se abaixou a frente do corpo do mais novo e pegou em suas mãos enquanto falava, derramando algumas lágrimas. –Ele está vivo! Isso pode ser só temporário para que o hyung se recupere bem.

—Me-me desculpe, hyung... Me desculpe por te culpar e dizer coisas horríveis. –os soluços do mais novo ainda eram presentes enquanto ele falava com um pouco de dificuldade, ainda na curva do meu pescoço.

—Tudo bem, Jun... Eu sabia que seria tão difícil para vocês quanto foi para mim. –bufei, repousando as minhas mãos nas costas do mais novo ainda encostado no meu corpo.

—E vo-você o viu, hyung? –ele se afastou, me encarando com um bico. Seu rosto estava vermelho, assim como os seus olhos.

—Sim, eu o vi ontem antes de voltar para casa. –respondi, soltando-o de vagar, me arrumando no sofá para poder ficar de frente para o mais novo.

—E como ele estava? –Zelo me perguntou com um tom mais baixo.

—Era... Como se ele estivesse apenas dormindo, Jun. Como se ele estivesse apenas descansando de um dia difícil. –Zelo respirou fundo enquanto me ouvia e YoungJae se levantou lançando-me um sorriso rápido antes de sair em direção ao quarto.

—Ele estava realmente dormindo? Não havia nada de errado com o hyung? –o mais novo parecia confuso.

—Bem, o coma deixa as pessoas inconscientes, Zelo; como se estivessem dormindo um sono profundo, mas eu não posso dizer só em vê-lo se ele estava bem ou não. Agora, se havia algo de errado, isso havia... Se uma pessoa não acorda é por que há algo de errado com ela! –repousei a minha mão na perna do mais alto e respirei pesadamente depois de tentar lhe explicar. –Tenho que fazer uma ligação.

Me levantei rapidamente ao me lembrar do que tinha de fazer e peguei o celular do loiro no meu bolso.

—Vai ligar para a família do hyung? –Zelo me perguntou se deitando no sofá e puxando uma almofada para baixo da sua cabeça.

—Apesar de achar que eles já sabem, eu tenho que ligar! –respondi olhando para a tela do aparelho em minhas mãos.

Ao abrir a agenda do celular de HimChan, vendo que a maioria dos nomes ali eram de mulheres, e ao chegar no nome de HyoSeong e ver que a foto ali era dos dois juntos, senti o ciúmes correr em minhas veias e se cravar no meu coração. Tentei ignorar tal sentimento e continuei a procurar pelo telefone da mãe do loiro, o que não demorou muito.

Passei o dedo sobre o nome indicado no celular e ele logo começou a chamar. Junhong ainda me encarava esperando para ouvir a minha conversa. Não demorou muito e logo a mãe do loiro atendeu.

—Não ommoni... Sou eu, YongGuk. –passei a mão sobre o meu cabelo, penteando-o para trás enquanto falava. –HimChan está... Como? Ah... E-eu não sei. –vi o mais novo se sentar no sofá, lançando-me um olhar curioso, enquanto me via conversando ao telefone.

—O que foi hyung? –o mais alto sussurrou ainda no sofá. Como resposta apenas fiz sinal com a mão para que esperasse.

—O manager disse isso? Foi isso?

Motivos... Eu não os entendia, mas ouvindo-os assim, eu realmente não sabia se eram insignificantes ou se eram realmente ruins. Ainda havia esperanças, e isso era apenas o que importava.

HimChan, por que você tem que ser assim?

Notas finais
Eu espero que tenham gostado e que me desculpem por algum erro...