Coma

8 Eight


Notas iniciais
Espero sinceramente que estejam gostando da fic ~se é que alguém está realmente a lendo ;^^^; -q~ Bom, Coma já está quase em seu fim... Espero que gostem desse capítulo *^* Boa leitura~ ♥

Bang's pov

Depois de saber que HimChan estava se mexendo, em uma conversa breve com o doutor Park, logo foi descoberto que ele estava em um estado de consciência que os médicos classificam como "comatoso mas responsivo". Em poucas palavras, HimChan responde a estímulos com reações como movimentos ou aceleração do batimento cardíaco.

Nossa agenda, tumultuada pelo comeback, não nos impedia de ir visitá-lo durante as duas semanas em que o loiro passara naquele hospital. Era até divertido ir todos os dias lá conversar com ele, afinal, podíamos falar sobre o que quiséssemos e ele apenas nos ouvia, sem fazer os seus escândalos. Na verdade, até sinto falta dos seus escândalos de vez em quando...

—Duas semanas para se desintoxicar e desestressar já não é de mais, HimChan-hyung? Já não está na hora de voltar? –JongUp falava em um tom baixo, sentado ao lado do loiro.

—Desse jeito, logo estaremos todos estressados em cima de uma cama também... –YoungJae bufou, parecendo cansado.

A verdade é que estávamos realmente cansados, afinal, esse já era o segundo álbum que teríamos que performar sem HimChan, e isso era algo complicado e sufocante para todos.

—Eu não disse a vocês antes, mas nós encontramos no sangue de HimChan 40 microgramas de cafeína por ml de sangue. –doutor Park me contou do outro lado da sala. Estávamos próximos à porta, enquanto os mais novos permaneciam em volta do loiro.

—Isso não é bom, não é doutor?! –baguncei um pouco os meus cabelos, nervoso.

—Não, não é bom. –ele bufou antes de prosseguir. –São 10 microgramas a menos do que pode ser considerado uma dose fatal.

—Mas o senhor não disse que também foi por causa do estresse que ele veio parar aqui? –perguntei um tanto confuso.

—Bem, o estresse foi um grande aliado à cafeína para trazê-lo para cá. Vocês, artistas, são mais propensos ao estresse por conta de viagens, agendas lotadas, shows, álbuns... Vocês trabalham de mais de forma estressante. –o doutor falava de forma profissional, mas ainda parecia preocupado.

—E com HimChan assim, muita coisa acaba nos sobrecarregando ainda mais... –murmurei olhando rapidamente para os mais novos, que acabavam sendo os mais afetados pela ausencia do loiro.

—Mas, a maior culpada pelo estado do HimChan foi a cafeína! –doutor Park afirmou, fazendo-me voltar a encará-lo. –Olha, há poucos casos de intoxicação retratados pela cafeína. Eu mesmo só tive dois pacientes com tal intoxicação. Mas, fazendo algumas pesquisas sobre isso, constatei que ocorre, na maioria das vezes, da mesma forma.

—Da mesma forma? –franzi o cenho, confuso...

—Sim. As principais manifestações ocorrem no sistema nervoso central e cardiovascular. Insônia, agitação e hiperexcitabilidade são manifestações iniciais. Na verdade, é muito difícil prever a resposta de cada um à cafeína. Algumas pessoas são mais sensíveis do que outras. –essa contradição confundiu ainda mais a minha cabeça, mas eu tentava prestar atenção para entender melhor.

—Mas HimChan não pode ter tal sensibilidade... Ele é viciado em café! –arqueei uma sobrancelha, pensativo.

—Bem, olha... É aí que reside o problema. –fez uma pausa, respirou fundo, e logo prosseguiu. – Se alguém tem uma condição médica não diagnosticada, pode ingerir cafeína não sabendo que pode ter um efeito prejudicial, tal como uma arritmia cardíaca, hipertensão ou ansiedade. Na hipersensibilidade à cafeína a pessoa sente-se inquieta, agitada, com um discreto mal-estar e ansiedade. A seguir ocorre taquicardia, sensação de zumbido no ouvido e distúrbios visuais parecendo faíscas no ar. A musculatura torna-se tensa e trêmula, podem ocorrer palpitações, devido ao surgimento de extrassístoles no coração.

Eram muitas informações para a minha cabeça, mas eu tentei absorver ao máximo tudo o que o doutor dizia. Era difícil com tantas expressões médicas, mas deu para entender o que ele queria dizer... Eu acho...

—Oh, HimChan-hyung está dedilhando! –DaeHyun exclamou, surpreso, chamando a atenção de todos no quarto.

Doutor Park, sem dizer uma única palavra, se aproximou da cama dando uma rápida olhada no loiro e na maquininha ao seu lado. Ficamos todos em silêncio enquanto esperávamos que o doutor dissesse algo, mas ele apenas encarava o rosto de HimChan.

—É estranho... Isso normalmente só acontece depois que vocês saem daqui. Mas... –antes que o médico terminasse, a máquina ao seu lado começou a apitar mais rápido, o interrompendo. –HimChan, se acalme! Eles ainda estão aqui... Se acalme!

—Doutor, ele está bem? –o maknae perguntou em um tom assustado.

—Acho que será melhor o levarmos de volta para a UTI. Lá ele será observado melhor por enfermeiros e médicos a todo o momento... Só assim teremos como saber se ele está melhorando. –YoungJae me encarou rapidamente enquanto o médico saía apressado do quarto, depois do que havia dito, aparentemente preocupado com o que estava acontecendo.

Nós nos entreolhávamos sem saber o que fazer. Sem reação. O loiro ainda mexia minimamente os seus dedos, e a máquina ao lado da cama, apitando, deixava o momento mais apavorante, mais assustador. Eu queria falar com HimChan, mas as palavras não saíam frente àquela situação.

Depois de alguns instantes, sua respiração foi ficando serena, seu coração foi se aquietando e HimChan logo estava calmo novamente. Nenhum movimento, nenhuma reação. Eu e os meninos ficamos apenas encarando-o por alguns instantes antes do médico voltar para o quarto com dois enfermeiros e uma maca.

—Vocês ainda poderão vê-lo, mas lá poderemos vigiá-lo melhor. HimChan precisa descansar. Me desculpem, mas terão que se despedir do amigo de vocês por hoje! –doutor Park nos mandava embora delicadamente, e nós o fizemos; despedimos-nos do loiro e saímos.

A última coisa que me lembro de ter visto naquele corredor, depois que saímos, foi os enfermeiros levando-o para o lado oposto ao que eu e os mais novos íamos. Ver HimChan se distanciando cada vez mais fez o meu coração se apertar com o medo de algo acontecer ao meu amigo.

—Hyung, será que HimChan-hyung está bem? –DaeHyun me perguntou enquanto voltávamos para a vã.

—Tenho certeza de que HimChannie está se esforçando para voltar, DaeHyunnie. –respondi soltando um suspiro por fim.

O silêncio logo se instalou. Agora eu podia ver com clareza; HimChan era quem sempre deixava o clima mais alegre em momentos nos quais não tínhamos o que falar. Nunca havia silêncio quando ele estava por perto.

Assim que chegamos ao dormitório, cansados, nos arrastamos até a sala. Zelo se esparramou no maior sofá, enquanto DaeHyun, YoungJae e JongUp trataram de ocupar o outro.

—JunHong-ah, deixe o hyung se sentar aqui. –dei alguns tapas na perna do mais novo, pedindo por espaço para me sentar.

—Só se o hyung me deixar colocar os pés no seu colo. –Zelo respondeu-me com um bico, fazendo-me rir.

—Eu deixo. Então me dê espaço. –o mais novo logo levantou as suas pernas, permitindo-me sentar ali, e novamente suas pernas se abaixaram, acomodando-se sobre as minhas.

—Ah, é tão cansativo fazer performances uma atrás da outra, hyung! –JongUp reclamou, apoiando a cabeça no ombro do moreno ao seu lado.

—Concordo com você JongUppie... Mas não se folgue nos meus ombros! –DaeHyun empurrou o menor, fazendo-o se encostar em YoungJae. –Eu também estou cansado!

—Yah! E você acha que eu também não estou? –YoungJae o questionou franzindo o cenho.

Daehyun deu de ombros em resposta ao que o bochechudo havia dito, levando uma almofadada na parte de trás da sua cabeça em seguida. Os maknaes e eu apenas rimos da cena enquanto DaeHyun e YoungJae faziam caretas um para o outro como se fossem duas crianças.

Se HimChan estivesse aqui agora, o que ele faria? Não é preciso pensar muito para saber que ele se meteria no meio dos dois e aumentaria a bagunça, fazendo com que todos acabassem se divertindo juntos. Os maknaes provavelmente seriam atacados pelo loiro também, e eu ficaria apenas observando tudo do sofá.

Por quê? Porque, por algum motivo, se eu entrasse na "bagunça" HimChan iria parar. Ele iria se levantar e se sentar no sofá, como andava agindo a um tempo atrás. Talvez fosse pelos sentimentos que tínhamos, ou melhor, que temos um pelo outro. Não tenho certeza...

Depois de algum tempo, tomamos nossos devidos banhos, jantamos e fomos dormir. Ou melhor, os mais novos foram dormir. Eu, por outro lado, preferi por tentar ocupar-me com composições. Muitas ideias surgiam, e eu tinha que passá-las para o papel antes que as perdesse. “Easy”, esse seria o nome da música que eu criaria naquela noite.

“Você era do tipo que me abraçava e dizia que

Eu não era uma pessoa calma e fria

Quando minhas mãos estavam tão geladas que você não as soltava toda noite

Eu sinto falta disso, me sinto tão frustrado hoje”.

Eu abri o meu coração, e logo os primeiros versos saíram de forma pura e natural. Essa música somente eu saberei para quem estava sendo escrita... Essa música será para você, Kim HimChan.

Bang’s pov off

—--------//--------

HimChan’s pov on

Não lembro da primeira coisa que vi, ao acordar. Apenas o bip-bip dos aparelhos, o meu eletrocardiograma exposto naquela pequena tevezinha da UTI. Pensei, pela primeira vez, que tinha morrido. E que aquele lugar era o Inferno. E não estava nem um pouco errado.

Ainda meio confuso, e estranhamente sonolento, dei uma rápida olhada em volta vendo que havia muitos enfermeiros ali. Meus olhos estavam pesados, e logo se fecharam novamente antes que pudesse pensar em tentar chamar por alguém para perguntar por que eu estava ali.

A sensação de que eu não conseguiria acordar novamente me assustava e, enquanto permanecia com os olhos fechados, me esforcei em lembrar o que me levou para aquele lugar. As lembranças pareciam com um pesadelo. Eu só torcia agora para que quando abrisse os olhos outra vez pudesse ver os meus amigos...

Queria poder estar em casa... Queria estar com Bang YongGuk.

De repente, todas as lembranças sumiram novamente. Como se nada tivesse acontecido, tudo se apagou. Eu não ouvia mais nada, não sentia mais nada... Estava inerte.

Notas finais
Ai a fic já está chegando ao seu fim e a minha vida começa a ficar mais triste ;^; ~SOS~ Esse capítulo foi bem paradofeatchato mesmo... Sorry kkkk Mas para acordar o Channie eu tinha que voltar lá no começo e explicar o que aconteceu exatamente. Espero que tenham gostado e que ainda me amem ♥ /aquelas