Colégio Grand Chase Cgc Fase 1
16 Capítulo 16
Notas iniciais
O que restava da Fortaleza veio abaixo no momento da explosão. O impacto foi tão grande que arremessou a todos, fazendo-os parar na entrada do local.
Arme conseguiu, segundos antes da explosão, criar um escudo que englobou a todos que estavam próximos a ela. Porém, ele não resistiu o suficiente e desapareceu no momento em que bateu no chão.
– Estão... todos bem? – Ronan perguntou, levantando-se com esforço, ainda segurando o escudo.
Ele ouviu alguns resmungos que pareciam ser de Lass não muito longe dele; Elesis levantou a espada; Ryan já estava de pé, apoiado no machado; Sieghart tinha se sentado, com as costas para uma árvore próxima; no entanto, não havia o menor sinal de Arme e Mari.
– É só impressão minha ou... [N/A:saibam que eu tenho a péssima mania de perguntar isso o tempo inteiro] – Ryan largou o machado – tá faltando alguém?
De repente, Sieghart levantou-se e Ronan derrubou o escudo, parecendo que se lembraram de algo e falaram ao mesmo tempo:
– Mari!
– Arme!
– Putz, tem razão! Onde elas estão? – falou Lass, ajudando Elesis a se levantar.
– Estamos aqui... – Mari falou, carregando Arme pelos ombros. As duas vinham devagar, uma ajudando a outra a andar.
– Onde estão... a Amy e... a Lire...? – Arme guardou o cetro dentro das vestes – elas estavam muito perto da explosão... será que...?
Elesis se jogou no chão e começou a chorar. Lass, que estava levantando-a, se assustou com a repentina crise de choro da garota e caiu sentado no chão. Ryan encostou-se em uma árvore próxima e abaixou a cabeça, falando baixo:
– Não, não... a Lire não...
Sieghart e Ronan foram em direção as duas feiticeiras. O imortal abraçou Mari e a fez se sentar, puxou a mochila da garota e tirou um vidrinho que continha uma poção vermelha. Mari bebeu e seus ferimentos foram sumindo, rapidamente. Porém, ela não falou nada e começou a soluçar. Sieghart a abraçou novamente e ficaram assim durante um bom tempo.
Ronan, pelo contrário, não conseguiu fazer Arme andar e nem se sentar. Ela começou a soluçar, seus soluços se transformando em lágrimas de desespero. Parecia que estava guardando o choro fazia um bom tempo. A única coisa que Ronan pôde fazer foi abraçá-la, enquanto ela se agarrava em sua roupa, chorando.
– Arme... se a Amy está mesmo... – o rapaz engoliu a palavra “morta”. Não queria deixar a namorada pior do que estava; porém, o que ele disse foi o suficiente para fazê-la chorar ainda mais.
Jin se levantava com esforço, a manga direita das suas vestes estava rasgada e seu braço estava com um corte muito profundo; o rapaz não conseguia movê-lo. Quando ele tocou o ferimento, sentiu uma dor aguda no local em que havia tocado e uma fraqueza pareceu se espalhar pelo outro braço.
Ele se ajoelhou, tamanha era a dor que sentia. Mas não era apenas dor física, era também dor emocional. Olhou para os lados procurando por algum rosto familiar, nem que fosse do próprio Víctor. Jin fechou os olhos, tentando se lembrar do que ocorreu momentos antes da explosão. As lembranças passaram a vir rapidamente dentro da sua cabeça, eram lembranças palpáveis, fáceis de enxergar.
– Depois que Mari e Arme me passaram as energias arcanas eu acabei ficando mais forte; comecei a correr e, depois, pareceu que tudo a minha volta ficou fora de foco. Passei pela Amy e pela Lire... – sentiu uma pontada no peito, uma sensação de solidão se abateu sobre ele– pude ver os rostos delas... e depois... me virei para socar Víctor e...!
Jin socou o chão com o braço esquerdo e sentiu um choque passar por ele.
– MAS QUE DROGA! ELAS ESTAVAM MUITO PERTO! – ele começou a gritar, não conseguia agüentar mais aquela dor. Mas começou a sussurrar – estavam muito perto... e se eu as matei... Amy... principalmente ela!
O lutador deixou a gravidade puxar o peso do seu corpo e ficou deitado, de bruços. Ficou assim durante um tempo, sem saber se haviam se passado horas, minutos, segundos ou se não havia passado tempo nenhum.
Súbito, ele começou a ouvir uma movimentação próxima a ele. Alguém vinha andando devagar e parecia carregar algo muito pesado, a julgar pelo som pesado dos passos.
– Você tá completamente acabado!
– Quem...? – Jin se levantou e deu de cara com um rapaz de cabelos cor vinho, um braço estranho: do cotovelo para baixo parecia com uma garra negra. Ele carregava duas pessoas que eram nada mais nada menos do que...
– Lire e Amy! Você... se fez alguma coisa a elas...
– Só as salvei da explosão que VOCÊ causou. Sorte que desmaiaram com o impacto ou eu estaria perdido... – o rapaz deu uma risada forçada – meu nome é... hum... qual é o meu nome mesmo?
– Está de brincadeira... não sabe o próprio nome? – Jin segurava o braço direito com o outro, parecia com medo de perder o braço ferido.
– Lembrei! Meu nome é Dio! Muito prazer! E você é? – ele colocou as duas garotas no chão, encostadas em uma árvore e estendeu a mão.
– Jin. Não sei se notou, mas não posso retribuir o cumprimento – ele continuava segurando o braço, mas sem tirar os olhos das duas garotas.
Dio sorriu novamente e tirou do bolso da calça, o vidro com a poção milagrosa.
– Sabe, eu por acaso tenho essa poçãozinha aqui... e eu posso dá-la a você.
Jin esticou o braço para pegar o vidro da mão do rapaz, mas este levantou o braço, dizendo:
– Bem... temos que fazer um acordo. Você promete não contar a ninguém que me viu e eu te dou a poção numa boa – ele abriu a palma da mão e deixou o vidro a mostra.
– E como você sabe que vou cumprir minha promessa? – Jin desafiou Dio, não queria confiar no rapaz logo de cara.
– Você é quem sabe. Mas tenho certeza de que vai querer manter sua palavra de honra. E ainda tem essas duas jovens damas... – ele sorriu maliciosamente na direção de Amy e Lire – vamos... acho que você não quer que nada aconteça a elas, não é mesmo?
– Está jogando sujo. Está certo, eu prometo; mas se você se aproximar delas... eu te mato! – Jin estava a ponto de chutar Dio até a morte, mas com o braço naquela situação, não teria a menor chance de se defender.
Dio deu a poção a Jin, que viu seu braço se recuperar rapidamente. Ele estava levantando as duas, ia levá-las até onde estavam os amigos, embora não fizesse a menor idéia de onde estariam aquela altura.
No entanto, algo surpreendeu os dois rapazes: Víctor vinha mancando na direção de Jin, com uma grande parte de sua roupa queimada, tal foi o efeito da explosão nele.
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