Colégio Grand Chase Cgc Fase 1
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Victor vinha furioso. Não poderia estar de outro jeito, afinal, seu castelo foi destruído com apenas um golpe de Jin.
– Aquele por acaso não é o cara que você tentou matar? – Dio estava rindo e olhava para as roupas do ruivo – ele não parece estar muito melhor que você...
Jin lançou um olhar furioso ao rapaz. Ele não conseguia parar de pensar na possibilidade de Dio ser algum outro inimigo, e que ainda poderia ferir as duas garotas. Víctor chegou mais perto e parou assim que viu que o lutador estava acompanhado.
– Mas quem é você?
– Ahh – Dio segurou o queixo e pareceu pensativo – então é você quem estava planejando roubar a profecia? Eu ouvi uns boatos no reino dos Demônios, mas o Alfred me disse para deixar quieto.
Víctor não se atreveu a chegar mais perto dos dois rapazes, parecia temer o que poderia acontecer se falasse mais alguma coisa. Ele deu dois passos para trás, ainda encarando os dois.
– Você? Você é o Demônio da Profecia? O que está fazendo aqui? Deveria esperar que eu o invocasse para comandá-lo! Aquela Profecia está errada?! – Víctor socou uma árvore próxima, ainda tentando entender a situação.
Jin manteve-se em silêncio, apenas esperando o momento exato para tirar as garotas dali e fugir.
– É, eu sou o demônio. E não, não vou obedecer a nenhuma ordem sua. Estou aqui por vontade própria, mas quero que ninguém saiba que estou aqui, portanto... – Jin notou que o braço demoníaco de Dio começou a aumentar de tamanho, e uma foice surgiu.
O rapaz investiu contra Victor, acertando sua cabeça em cheio. Ele não teve tempo para reagir e tombou, com a marca de onde a foice o acertou. Jin começou a recuar e correu até as duas, no entanto, Dio foi mais rápido e ficou entre Jin e as garotas.
– Sai da minha frente! – Jin não esperava pelo movimento rápido de Dio.
– Hê! Até parece. Seria interessante fazer com você o que acabei de fazer com aquele idiota dali de trás, mas seria um desperdício de poção, não é mesmo?
– Você o matou! A sangue frio!
Dio não se moveu. Por um momento, Jin acreditou que o rapaz tivesse se assustado com o que falou. No momento seguinte, Dio socou o lutador, atirando-o contra uma árvore. Jin se levantou rapidamente, na tentativa de revidar o ataque, mas, ao que parecia, o garoto demoníaco tinha se abaixado e estava muito próximo das duas garotas desacordadas.
– NÃO! FIQUE LONGE DELAS! – Jin correu o mais rápido que pôde, puxou Dio pela gola das vestes e o socou até se cansar; foi quando atirou o rapaz no chão. Porém, Dio não tinha nenhuma marca dos golpes recebidos.
Quando ele se pôs de pé, estava mais ameaçador do que antes.
– Eu não o matei. Apenas golpeei a parte do cérebro que guarda as memórias de curta duração, fazendo-o esquecer que me viu. Pelo visto, terei que fazer o mesmo com você... – a foice apareceu em sua mão outra vez e ele a levantou, pronto para acertar o lutador; Jin não se moveu nem nada, pois sabia que seria impossível desviar do golpe –... mas como eu disse, seria um desperdício de poção.
A foice desapareceu, deixando Jin completamente sem noção do que deveria fazer ou falar.
– Você me fez prometer. É por isso que não me atacou. E duvido que vá querer ferir Amy ou Lire – Jin deu um sorriso que deixou Dio confuso.
– É, tem razão. E tenho certeza que vai cumprir sua promessa de não contar a ninguém da minha existência. Na hora certa, eu vou reaparecer.
– Não vou contar. Mas ainda não confio em você – Jin desafiou novamente Dio.
Dio se afastou de Jin sorrindo; uma fumaça negra começou a envolver o garoto e Jin conseguiu ouvi-lo dizer “Vai confiar”. Um ruído baixo e intenso começou, forçando o lutador a tapar os ouvidos e fechar os olhos. Quando ele abriu os olhos, Dio havia sumido.
Jin puxou as duas meninas e começou a correr na direção da Fortaleza. Começava a escurecer e ele ouviu Amy reclamar alguma coisa e depois ficar em silêncio.
– Ela fala enquanto dorme? Que engraçado...
Minutos mais tarde, ele chegou até o local em que os amigos estavam. Jin pensava em fazer uma surpresa para o grupo, mas ouviu algo que o assustou. Decidiu ficar entre as sombras.
Estavam todos sentados próximos a uma fogueira, e ele ouviu Arme falar.
– Por que eles não aparecem? –a feiticeira estava com os olhos inchados e vermelhos.
– ELAS MORRERAM! NÃO ENTENDE ISSO?! – Ryan levantou-se e Jin pôde notar que ele também esteve chorando – MORRERAM!
– Ryan, já chega – Elesis estava com a voz fraca, parecia diferente da Elesis que o lutador conhecia – nós já entendemos, não precisa continuar com isso.
– Então, parem de chorar!
Sieghart levantou-se, erguendo a espada.
– VOCÊ NÃO QUER ACEITAR O QUE ACONTECEU! E NÃO PODE SE ESQUECER QUE O JIN TAMBÉM SUMIU!
– ELE TAMBÉM ESTÁ MORTO! – Ryan estava sem o machado, mas parecia mais do que disposto a enfrentar o imortal sem portar nenhuma arma.
– PAREM COM ESSA DISCUSSÃO INÚTIL! – Mari atirou uma pedra na direção do druida, não o acertando por pouco – CHEGA! Não quero mais saber o que aconteceu ou deixou de acontecer! Só quero que fiquem quietos! A GENTE PERDEU TRÊS DOS NOSSOS AMIGOS! O QUE VAI ACONTECER QUANDO VOLTARMOS PRA VERMÉCIA? A GRAND CHASE VAI SE DISPERSAR?!
O silêncio foi total; até mesmo a floresta em volta estava quieta e parecia estar atenta a tudo o que diziam.
– A Mari está certa. Esse grupo vai acabar se dispersando – Ronan olhava para a fogueira e parecia não se interessar por mais nada.
Jin sentiu que o ar em torno deles estava ficando muito carregado. Foi então que, enquanto olhava para os amigos, ele viu Lass abraçado a Elesis.
– Pelo menos dois deles estão unidos... acho que já é hora de aparecer.
Jin saiu de seu esconderijo. Todos se viraram para ver quem acabara de chegar e, ao se depararem com o lutador, tiveram as reações menos esperadas pelo ruivo.
Elesis deu um gritinho e se agarrou nas vestes de Lass que, por sua vez, puxou a adaga. Ronan e Ryan pegaram suas armas e teriam acertado Jin se ele não tivesse desviado em tempo; Arme levantou-se e criou um escudo em torno do rapaz, que o protegeu dos diversos golpes de Sieghart. Mari não falou nada, apenas escondeu-se atrás de Arme.
– EI, PERAÍ, SOU EU! O JIN! – o lutador continuava assustado com o que os amigos estavam fazendo e apesar de estar protegido pelo escudo, se sentia completamente inseguro.
– O JIN... ESTÁ... MORTO! ASSIM COMO A MINHA IRMÃ E A AMY! – Ryan estava completamente fora de si e não parou de golpear mesmo quando Ronan e Sieghart, percebendo seu erro, pararam de tentar destruir o escudo.
Quando o druida finamente se cansou, Ronan tirou o machado das mãos dele.
– Ele não está morto... e elas estão aqui... – Ryan sentou-se no chão e colocou a cabeça entre as mãos, onde começou a soluçar.
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