Coloring The Life - Um Restart Na Vida
24 Vivendo por eles
- Pedro, sai daqui, vocês precisam fazer aquele show! — Disse me contorcendo, enquanto limpavam meu machucado.
- Não! A gente não vai fazer sem você. — Lanza pegou minha mão. — Você é parte essencial dele.
- Não, eu só faço um show de abertura. — Apertei a mão dele com toda força, por causa da dor que eu sentia. — Ai! Isso não parece um machucado, parece que tem um transformer saindo da minha perna. — Lanza riu com minha piada.
- Mas esse show de abertura é essencial para nós. — Ele se abaixou. — E nós queremos uma Shay cantando.
- E se a Shay não for a Manuella? — Essa voz veio da porta. Eu sabia de quem era, a voz familiar, de Alícia.
- Alícia? — Me levantei, e a médica me segurou. — O que você tá fazendo aqui? — Disse assustada.
- O Thomas me ligou, eu fiquei preocupada e dei um jeito de vir pra cá. — Ela entrou na sala.
- É Alícia, você deu um jeito de ir do Brasil para o México. — Dei uma risadinha nervosa. — Como você vai pagar isso? Você não tem dinheiro nem pra comprar um pão! — Disse, exagerando.
- Eu me viro com isso, tiro o dinheiro de algum lugar depois. — Alícia disse, colocando as mãos no rosto.
- Alícia, a gente paga. — Lanza olhou para ela.
- Não! Não precisa! — Alícia disse, indo para trás.
- Lice, já foi demais isso. Você sabe onde você está? México! — Ele também deu uma risada nervosa — Isso é o mínimo que a gente pode fazer por você!
- Tudo bem. — Ela cedeu, dando um longo suspiro. — Mas eu preciso pagar isso que estou fazendo por vocês, e vou voltar ao assunto que eu falava. — Ela olhou para nós dois. — Eu posso abrir o show hoje. — Ela suspirou outra vez.
- Alícia, você nem sabe cantar! — Disse, enquanto levantava minha perna, para a enfermeira fazer um curativo.
- Sim, eu sei cantar. — Ela fez uma expressão tensa.
- Não, você não sabe Alie! — Ri nervosa.
Ela puxou bastante ar, e logo estava cantando uma linda melodia. Eu NUNCA imaginei que Alie era capaz de cantar assim. Cantava tão, maravilhosamente... Ela cantava, até que a médica lhe deu uma bronca, e Lanza a levou para o corredor.
Manuella OFF
Alícia ON
Thomas havia me ligado, dizendo o que tinha acontecido com a Manuella, o terremoto que havia tido. Eu fiquei muito preocupada, eu precisava ficar ao lado deles. Mas como fazer isso? Eles estavam no México. Mé-xi-co! Não pensei duas vezes. Invadi o quarto de minha mãe, que havia viajado para São sei lá e peguei a reserva de dinheiro que ela guardava atrás de suas roupas. — Ela pensava que eu não sabia que ela escondia dinheiro lá. — Mas eu havia descobrido fazia três anos. Nem pensei nas consequências, fui correndo para o aeroporto. Peguei o vôo que decolaria mais rápido, foi o tempo de receber uma ligação do Thomas.
- Oi mô, liguei pra Dizer que o machucado da Manuella piorou, acho que não vai dar para ela apresentar. — Ele falava, com uma voz visivelmente tensa. — E talvez nós não vamos apresentar também, não tem ninguém para abrir o show.
- Tho, eu estou no avião, indo para onde vocês estão.
- Alícia! Você está louca? Pirou? Você está indo para o México? Louca! Você tem dinheiro? — Ele começou a gritar.
- Agora não tem mais volta, tô dentro do avião, desculpa. — Suspirei. — Te amo. — Desliguei o telefone na cara dele.
Ultimamente as coisas que acontecia eram muito estranhas, depois que eu e a Manuella conhecemos os garotos pessoalmente, não fomos mais as mesmas, coisas acontecem toda hora, e sim, eu gostava disso. Coisa para mim, Alícia, tem que ser radical assim mesmo. Afinal, "Thometica" não desiste!
O tempo não passava... O tempo não passava... Estava dando a hora de o show começar, e não tinha notícias da Manuella. Finalmente... "Pouso autorizado" Quase saltei da poltrona quando as portas se abriram. Saindo do aeroporto, adivinha quem está lá, me esperando impacientemente? Sim, meu loiro sinistro.
- Thomas! — Saí correndo, apenas com minha mochila nas costas
- Alícia, você veio mesmo! — Ele me abraçou abrindo a porta do carro.
- Thometica não desiste jamais. — Sorri. — Notícias da Manuella?
- Sim, quando estávamos entrando na casa de som o machucado dela começou a sangrar de novo. Sei lá, não entendo disso. — Ele dizia, acelerando.
- Bendita Manuella. — Coloquei a mão na testa. — Pra onde estamos indo?
- Para o hospital. — Ele disse.
- Vai dar para fazer o show? — Disse, roendo as unhas. Fazia tempo que eu não as roía.
- Acho que não, estava tudo planejado para a Manu abrir o show. — Ele disse. — Por que essa porra de terremoto teve que acontecer agora?
- Eu não sei... — Disse tensa.
Comecei a pensar... Quem abriria o show? Não podia deixar os meninos na mão. Não depois do que eles fizeram para mim e para a Manu. Eles eram tudo o que eu tinha de mais importante na vida, e não deixaria essa conquista tão grande de shows internacionais deles ir por água abaixo. Logo me passou uma ideia brilhante na cabeça. Sim! Seria perfeito! Eu poderia cantar. Eu nunca disse para ninguém. Mas sim, eu sabia cantar. Não melhor que a Manuella, mas sabia cantar. Quem sabe não estava na hora das pessoas reconhecerem meu talento.
Consegui entrar na sala de Manuella, que estava com seu novo namorado. Eu sabia que eles iam ficar juntos! Nós discutimos um pouco, e graças a Deus, consegui convencer o Pe e a Manu a me deixarem abrir o show.
- Emo, dentro de umas horinhas a gente volta. — Lhe dei um abraço apertado.
- Tchau vida. — o Pedrinho disse, lhe dando um selinho. Que fofo!
- Tchau vida. Boa sorte no show. Arrasa lá Alie! — Manu disse.
Fiquei sabendo que o machucado de Manu estava infeccionado, por isso estava causando mais complicações... A ficha ainda não me caía na cabeça de que tudo aquilo estava acontecendo.
Entramos no camarim. Eu pensava naquelas fãs lá fora. Eu já fui uma delas. Eu já chorei por receber um sorriso que nem poderia ser para mim. E hoje. Ah... Hoje! Estava tudo diferente, meu sonho, se realizou.
- Está na hora da Alícia entrar no palco. — Um cara de cabelos grisalhos apareceu na porta.
- Boa sorte Lice! — Pedrinho me deu um abraço.
- Boa sorte Alíciaa! — Thomas gritou. — É só cantar umas três músicas... Relaxa. — Ele me deu um beijo na testa.
- Deus pai amado todo poderoso de sua mãe aparecida. — Disse rápido enquanto saía do camarim.
Passei por alguns corredores, e finalmente, estava sobre aquelas quatro escadas. Paralizei na hora. O medo me tomou. Mas segui em frente, não se esqueça Alícia, você vive pelos garotos.
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