Coloring The Life - Um Restart Na Vida
25 Forget all
Notas iniciais
Alícia ON
Tinha sido tudo muito apavorante, eu nunca senti tanta vergonha na minha vida. Imagine eu! Cantando pra milhões de pessoas, no México. Arrisquei umas da RBD, que fora minha banda favorita. Eu me sentia cada vez mais tonta, terminei a terceira música e saí correndo, torcendo os pés naquelas COISAS que chamavam de salto.
– Thomas, eu vou vomitar. — Disse, correndo ao encontro dele, que estava na ponta das escadas.
– Relaxa Alícia, você tá só nervosa. — Ele disse, pegando nas minhas mãos trêmulas
– Tá tudo bem Alícia? — Koba chegou atrás de mim.
– Não, eu estou com vontade de vomitar. – Disse, me apoiando nos ombros do Thomas.
– Vem cá Lice. — Lanza deu uns tapinhas no sofá de couro em que estava sentado. — É assim mesmo, já vai passar. — Ele mexia naquele Iphone lindo, que nunca pensei que veria de perto um dia.
– Manuella? — Estiquei o pescoço, vendo a conversa dele.
– Sim. Ela achou um canal que está passando o show ao vivo. — Ele sorriu, parecia estar brisando. — Ela disse que você arrasou.
– É, eu arrasei mesmo. — Joguei meus cabelos para trás causando um ataque de risos nos meninos.
– Vocês vão entrar daqui a um minuto. – Uma mulher loira apareceu na porta
– Boa sorte loiro sinistro. – Dei um beijo no Thomas
– Vem cá Alícia. — Pe Lu me puxou.
– Pra quê? — Eu me abaixei para tirar os saltos.
– Você não vai querer fazer o grito de guerra com a gente? — Lanza sorriu, ajeitando a gravata preta.
– O quê? — Gritei, dando um pulo, ah gente! Um desconto, eu ainda sou fanática.
– Vem cá linda. — Thomas sorriu, me guiando pelos ombros.
Os garotos se abraçaram, ficando naquela posição de sempre, parecendo que estavam fazendo uma estratégia de jogo. Mas eu JAMAIS pensei que pudesse estar ali no meio. Foram agradecimentos, e todas aquelas palavras doces. Estava na hora do grito de guerra. Imagine eu, quase explodindo de emoção, com as mãos juntinhas com as dos garotos.
– Tum, pá, tum, pizza! — Gritamos todos juntos e deixei uma lágrima escorrer por meu rosto.
Alícia OFF
Manuella On
Não, eu ainda não acreditava que a idiota da Alícia teve a capacidade de vir para o México, não era Bairro, nem cidade, era outro PAÍS! Mas ela conseguiu salvar a pele dos meninos. A merda do meu machucado infeccionou, eu estava morrendo de febre no meio daquela cama de hospital. — Eu estava praticamente morando em hospitais — Resolvi então procurar alguma coisa pra assistir, e para minha surpresa estava passando o show ao vivo dos meus meninos. Ou melhor, a apresentação da Alícia, que estava cantando RBD. Só não ria muito porque aquilo era um hospital, e a dor me incapacitava de fazer muita coisa. Incrível como um corte pode fazer isso, não?
Percebia a cara tensa da Alícia, mas percebia que ela estava agradando o público. Logo meu celular apita.
"Estamos entrando no palco, Manuzita. O Thomas te mandou um beijo, te amo."
Sim, era o Pe. Fiquei atenta olhando para a televisão.
Acho que tinham se passado mais ou menos uns 50 minutos,confesso, saíam lágrimas dos meus olhos por não poder estar lá com os garotos e eu já não sentia mais nada depois de receber um medicamento na veia. Fui avisada que estava de alta. Quem sabe eu não poderia chegar a tempo para fazer uma surpresa para os meninos? Saí voando de lá o mais rápido que pude, tomando muito cuidado, claro, com minha perna. Consegui pegar um táxi ainda na porta do hospital...
Anda! Anda! Anda! Eu só observava os vultos na janela, enquanto nunca chegava. Revirei minha mochila procurando o passe vip. O carro estaciona finalmente na frente da casa de shows. Paguei com um pouco de dinheiro que eu tinha e fui para trás da casa de shows, ainda mancando. Podia ouvir a declaração do Pe, tava na cara, eles iam cantar menina estranha. E eu já sabia o que fazer. Mostrei o passe e saí correndo. Para minha sorte a mulher que me acompanhou no primeiro show estava lá e, imediatamente deu aquele microfone lindo que o Tho pediu para mim.
Na hora! Cheguei nas cinco escadinhas quando o toque da música começou. Só o Thomas me notou, fazendo uma expressão de surpreso.
– Emo? — Ouvi a voz de Alícia atrás de mim.
Apenas me virei para ela e sorri, logo ouvi Pe começar a cantar, lhe cortei na hora, cantando uma versão que tinha escrito fazia muito tempo. Eu subia lentamente as escadas, com um pouco de dificuldade.
– Eu conheci um menino diferente, me encantei com ele assim tão de repente. Nunca pensei que pudesse me apaixonar, por um menino que só sabe me esnobar. Ele já tem uma banda e eu aqui, com ursinhos pra dormir. Nem violão eu sei tocar, e ele diz que uma garotinha assim que só que se divertir nunca vai te conquistar. — Cantei, e ele parou de cantar, olhando para mim e com aquele sorriso lindo. Na hora esqueci do fato que devia ter cantado tudo em espanhol.
– Que no le gusta de mi la ropa. Que vive hablando de mi cabello. Reclama siempre que tengo que empezar a madurar, mas cuando besa en mi boca, se descoloca y pone loca, un poco más de tiempo y tu te vas a entregar. — Ele continuou em espanhol, olhando para mim.
– Amo demais a sua roupa, me apaixonei pelo seu cabelo, acho lindo o seu estranho jeito de falar. Mais quando beijo a sua boca, perde a cabeça a fica louco, mas é questão de tempo até ele, me namorar. — Continuei em português novamente, terminando a música com um selinho.
– Jeito perfeito de terminar uma música. — Ele sussurrou, sorrindo, em meu ouvido. — Gracias Mexico! — Ele gritou e logo tudo ficou escuro. — Como você saiu do hospital? — Lanza disse, me ajudando a descer as escadas.
– Fiquei um tempo lá, e depois de receber um tipo de medicamento na veia me deram alta. — Sorri, indo ao encontro dos garotos.
– E a música? Você fez na hora? — Ele olhou em meus olhos.
– Na verdade... — Olhei para o chão, meio sem graça. — Fiz um dia depois de te conhecer pessoalmente. — Sorri.
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