Notas iniciais
ooi ! Desculpem os dias que fiquei sem postar, passei por uns probleminhas aí, rs.

Já tinham se passado três dias depois do hotel pegar fogo, e a Manu continuava no hospital, porque aconteceu alguma complicação depois dela respirar fumaça e descobrirmos que ela tem rinite.

Nós nunca conseguíamos pegar a Manu acordada, pois pela quantidade de remédios que ela tomava, ela passava o dia inteiro dormindo.

- Thomas, tira meu Iphone da boca e me dá ele aqui. — dei um tapa no ombro dele, com a mão direita, já que quebrei o braço esquerdo depois que a Manu me "jogou" da escada.

- Ah tá, foi mal. — ele tirou o Iphone da boca e limpou em sua camiseta.

Cruzamos a porta de vidro no hospital, e foi o tempo de eu postar no twitter: " Mais uma vez no hospital, meus amores, para ver como está nossa Manu.". A família Restart estava muito procupada, tanto com a Manu, quanto com a gente.

Já fomos reconhecidos e tivemos a permissão para irmos até o quarto da Manuella. Passávamos por aqueles corredores brancos e encardidos, e eu me lembrava de quando vi a Manuella pela primeira vez. Aquela garota de cabelos volumosos e repicados, ohos marcados, a pele branca...

- Só pode entrar um por vez. — Um médico de cara "quadrada" saiu de dentro do quarto da Manuella. — Mas ela está dormindo agora... Não sei se acordaria tão fácil assim. — Ele deu um sorriso estranho, sua boca não "se encaixava" em seu rosto.

- Vai lá, Pe. — Pe Lu colocou as mãos em minhas costas.

Peguei bastante ar, que cheirava a álcool e borracha. Fechei os olhos e empurrei a porta branca e pesada. Lá estava ela. A palidez de sua pele agora não tinha saúde. Parecia ter emagrecido um pouco, e seus lábios rosados, agora estavam brancos. Muito brancos.

Não, não consegui me conter. Me ajoelhei e enterrei a cabeça nas mãos, apoiado na cama de Manuella.

- Nossa... — suspirei, com minha voz abafada por meus braços. — parece que nos conhecemos faz muito tempo. Pelo menos pra mim...

- Pra mim também. — ouvi a voz dela. A Manuella, estava acordada.

Ela colocou a mão na minha cabeça, e comeou a brincar com meu cabelo.

- Desculpa ter te empurrado da escada. — Manuella disse ao perceber meu braço engessado.

- Você queria me proteger. — sorri.

Pe Lanza OFF

Manuella ON

Aquela manhã eu não conseguia dormir. Ainda estava tudo tão... Fresco em minha memória...

Resolvi então fingir que eu estava dormindo, para aquele médico me deixar em paz. Mas o real motivo era porque eu ouvia vozes... E eu sabia de quem eram aquelas vozes.

Com os olhos fechados, ouvi a porta abrir. E aquele perfume familiar e maravilhoso invadiu o quarto do hospital. Eu queria abrir meus olhos, mas não conseguia. Parecia que eu havia dormido, mas estava consciente. Minha mente estava lá, meus sentidos estavam lá, mas meus olhos teimavam em não abrir.

Senti alguém se apoiar na cama, aquilo só fez com que mais um pouco do perfume do Lanza invadisse minhas narinas.

- Nossa... — Ouvi a voz doce dele abafada, seguida por um longo suspiro. — parece que nos conhecemos faz muito tempo. Pelo menos pra mim...

- Pra mim também. — Consegui falar, e meus olhos abriram automaticamente.

Forcei um pouco a vista, pois aquela luz clara e branca do quarto invadiu meu olhar com um clarão.

Vi o olhar assustado do Lanza, e então sorri, brincando com o cabelo dele. Notei o brao engessado dele, e logo lembrei da cena dele rolando da escada.

- Desculpa ter te empurrado da escada. — olhei para dentro de seus olhos

- Você queria me proteger. — ele sorriu.

- Escuta, aquele médico chato foi embora? — sussurrei.

- Sim, ele foi fazer não sei o quê. — ele respondeu, dando aquele sorrisinho que eu tanto... Que eu tanto... Ai não sai! ADORAVA! Pronto!

- Chama os meninos aqui, então. — sentei na cama, tentando me livrar daquele "pregadorzinho" chato em meu dedo.

Pe Lanza saiu do quarto, não demorou muito e ele voltou com o resto do quarteto colorido.

- Manuuuuuuu ! — Thomas gritou e saiu correndo para me abraçar.

- Lembre que isso é um hospital! — caçoei, com a voz abafada em seu colete.

- Manuzita! — Pe Lu sorriu, me abraçando também.

Pe Lanza pegou a mochila que carregava nas costas e tirou de lá seu MacBook.

- Espera, o que você vai fazer? — levantei uma sombrancelha.

- vou fazer uma twitcam, pra mostrar para as suas fãs que você está bem. — Lanza ligava o computador.

- Espera, eu lá tenho fãs? — olhei para o Lanza.

- É só ver o número de seguidores no seu twitter. — ele já acessava o site da twitcam. — Nossa, hospital com wireless aberta. Que ótimo!

Logo começou, ficou com tipo, umas 139 pessoas assistindo eu lá, pálida, com olheiras, magra, com o cabelo mais rebelde que a novela da record.

É, eu tinha mesmo fãs.

- Ah, e aqui mesmo eu vou oficializar. — Pe Lu virou a webcam para ele. — Eu estou namorando MESMO com a Larissa Baronne.

- Ei, ei, ei! — puxei a orelha dele, de brincadeira

- que foi? — ele começou a rir.

- Você pediu permissão pra mim? — fiz cara de invocada. — Hein? — comecei a rir.

- Tá bom mamãe, você deixa eu namorar a Lari? — ele fez biquinho.

- Ok, duas horas por dia, na nossa casa, na minha frente, com distância de 1 metro e meio e sem levar ela para a sacada, tudo bem, Pedro Lucas? — Todos os meninos riram.

- Ta bom mamãe! — ele apertou minhas bochechas.

- Fazer o quê? Eu tenho ciúmes do que é meu! — Abracei o Pe Lu.