- Manu, a Alícia já está arrumando suas coisas. — Lanza entrou no quarto, com os garotos atrás dele.

- Que bom que você vai pra casa Manu! — Thomas veio me abraçar.

Ele deitou no meu colo, e eu liguei o rádio do meu celular bem baixinho, eu quase tinha esquecido que aquilo era um hospital! Estava tocando a música que os garotos “fizeram” para mim. Eles começaram a cantar junto, olhando para mim. Eu fiquei vermelha, até que a Alícia entra no quarto pra me salvar.

- Emo! Já arrumei tudo ! –Ela entrou saltitante com uma mochila na mão.

- Então vamos? – Thomas esfregou as mãos.

- Sim, finalmente ir pra minha casa! – me levantei da cama.

- Ir para a sua casa NADA. – Lanza resmungou.

- É Manu, você vai ficar sozinha lá, depois de tudo que você passou? – Thomas me pegou no colo.

- Ei, e eu? Eu cuido dela tá? – Alícia surgiu do banheiro

- Sim, vou confiar muito em você. – Thomas sorriu e me girou no meio do quarto.

- Ok, e eu vou pra onde então? – Eu me sentei em cima do Thomas na poltrona branca e encardida no canto do quarto.

- Pra minha casa. – Pe Lanza me pegou do colo do Thomas, e começou a me girar. Caramba, que coisa chata.

- Oolha! Tia Leni vai cuidar de você! – Alícia me pegou do Lanza e me sentou. Obrigada! Ela sabia quando me prestar socorro. – tá podendo hein? – ela cruzou os braços

Eu não manifestei. Sabia que dando ou não minha opinião pouco ia importar. E mais. Eu... Eu... Eu... Não quer sair de novo... Eu queria ir para a casa dele. Apenas levantei uma sobrancelha e fui passar lápis de olho.

- Tem muitos paparazzis lá fora. — Thomas começou a dançar no meio do quarto, e colocou seus óculos escuros em mim.

- Eu estou famosa gente! – Alícia piscou os olhos.

- Por ser namorada desse gafanhoto saltitante aqui? – apontei para o Thomas.

- Eu sei que você me ama. – ele me apertou.

- Lice, é melhor ficar de olho no seu homem. – Lanza brincou com a Alícia, cruzando os braços.

- Ciumento! – resmunguei.

Thomas estava dançando no meio do quarto. O que era isso? Idiotice? Falta de cérebro? Imaturidade? Alegria? Felicidade? Ou tudo isso junto?

- Para com isso Thomas! – me levantei. – vem, vamos logo embora! – peguei o pulso do Koba.

- Nossa, o que eu fiz? – Ele começou a rir.

- Nada não.- eu ri também. – É que você me parece o mais normal daqui.

Nós descemos, com um médico junto comigo, é claro. Já disse que me sentia bem com esses bobos, alegres, idiotas e fofos? É! Tinham muitos, muitos paparazzis. Além de fãs que esmurravam o vidro que nem loucas, desmaiando, gritando MEU NOME?

Os seguranças conseguiram afastar as fãs da porta de vidro, e quando abrimos a porta, aquele vento frio esvoaçou meus cabelos.

- Deus! Que frio. – estremeci, entrelaçando meus braços no da Alie.

- Toma. – Pe Lanza tirou o casaco vermelho que ele estava usando e o colocou sobre minhas costas. Alícia me olhou com aquela cara maliciosa novamente.

- Que fofo. – O abracei. — Opa! Esqueci que estávamos na frente de centenas de paparazzis.

- Nota os cartazes pra você, Manu. – Pe Lu chegou atrás de mim, me fazendo sentir sua respiração quente em minha nuca.

Eu olhei. Muitas meninas estavam segurando cartazes, escritos: “Melhore logo, Manu!”, “estamos contigo, Manuella”, “Se recupere bem, Manu, nova membra da família!”.

Qual é, eu só tinha aberto um misero show em São Paulo. Eu não era digna de tanta fama por aí. Espera... Só se acharem que eu sou namorada do Lanza...

Finalmente entrei naquele ônibus. Era SÓ nosso! Foi a baderna de sempre...

- A Manu vai conhecer a sogrinha... – Alícia tampou a boca. – Ops... A mãe do Pe.

Pe Lanza não fez nada, só ficou lá parado, olhando feio para a Alie. Eu também lhe enviei um olhar metralhando ela. Thomas sacou e começou a rir. Koba, começou a rir também. Pe Lu fez uma cara de: “Que se foda essa merda” e voltou a olhar pela janela, com um sorriso brincalhão no rosto.

- Foi esse ônibus que quase me atropelou. – Tentei mudar de assunto.

- Não mude de assunto! – Alícia disse com um tom brincalhão. – Vai Pe, abre o jogo. – Olhei para o rosto dele, que estava mais vermelho que sua blusa.

“Cala a boca, Alícia!” foi o que consegui dizer apenas mexendo os lábios.

- Você disse que se ela melhorasse... – Ela cruzou os braços e começou a balançar a cabeça.

Eu, com um olhar desafiador, olhei fundo para Lanza, com uma pitada de curiosidade. Ai Deus!