Notas iniciais
Desculpem esses dias que eu fiquei sem postar, estou enfrentando uns probleminhas aquii ;) Mas voocês jamais serão abandonados, é só esperar que quando eu entrar já vou postar um capítulo novinho :D

- Manuella! Pedro! — Thomas saiu correndo em direção a nós. — Nós ficamos loucos atrás de vocês! — Ele dizia ofegante, com Pe Lu e Koba atrás dele.

- O Pe passou mal, aí eu tive que ficar na praça com ele até esse terremoto horrível acabar. — sorri, abraçando Lanza.

- Na praça? Você tá louca? — Pe Lu começou a rir. — Você estava num terremoto, debaixo de árvores? — Ele ria.

- É, na hora eu não pensei tá? Fiquei tão tensa, morri de medo. — Mostrei a língua para ele e comecei a rir.

- Olha, cancelaram nossa entrevista na rádio. — Thomas disse, me abraçando.

- Melhor, porque eu preciso ir para o hotel. — Apontei para minha meia calça, que estava rasgada e vermelha de sangue.

Na hora do desespero, eu devia ter me machucado em algum lugar enquanto corria com o Lanza. A tensão era tanta que acho que nem senti.

É, eu não conseguia mais esconder meus sentimentos pelo Lanza, isso foi crescendo de uma forma tão grande de uns tempos pra cá, que não consigo imaginar como de tanto ódio, foi para tanto amor.

- O que você fez ai Manu? — Thomas se abaixou, olhando para a minha perna.

- Sei lá. — Olhei para cima, aquele céu cinza ameaçava uma tempestade.

Logo, a nossa van veio nos buscar, e eu olhava o que aquele terremoto causou naquela cidade, foi menos forte onde estávamos, mas sim, aconteceram coisas que nunca pensei que veria.

Chegamos finalmente no hotel, nada grave tinha acontecido por lá, graças a Deus. Eu sabia que minha mãe me protegia. Protegia a mim e aos meus meninos. Subimos como sempre no quarto, mas dessa vez tivemos que ir de escada, tinham deixado elevador parado.

- Meu Deus, olha isso! — Apontei para uma rachadura gigante na parede.

- Nossa! — Koba gritou.

- Que medo deu agora. — Thomas fez uma careta.

Nós ficamos que nem tontos, examinando aquela rachadura. Era mesmo, muito gigante, dava até medo.

- Manu você tem que lavar isso aí. — Lanza disse, quase derrubando a porta do quarto.

- Tudo bem, tudo bem! — Revirei os olhos, tirando minha meia calça na frente dele.

Saí correndo para o chuveiro, sentindo calafrios por aquela água quente tocar no meu machucado. Coloquei qualquer coisa minha que estava pindurada no banheiro. Acho que era minha camisola, nem percebi direito. Abri a porta do banheiro com uma careta.

-Isso arde, caramba! — Me joguei em cima do Thomas

- Nossa, tem um monte de pessoa preocupada com a gente. — Pedro Lucas abriu a porta, com seu celular na mão.

- Vamos fazer uma twitcam depois, aí a gente avisa o pessoal. — Koba passou a mão em seus cabelos.

- Vamos fazer agora, quero falar uma coisa. — Lanza ia pegando seu macbook.

- Tudo bem então. — Thomas sentou na cama, passando um esparadrapo na minha perna. — Manu, amanhã, antes do show, a gente vai no hospital tá?

- Mas e se eu não puder fazer o show? — Perguntei, preocupada.

- Relaxa, porque você vai. — Thomas me abraçou.

- E se não for, a gente remarca. — Lanza sorriu, começando a twitcam.

Ficamos mais ou menos meia hora na twitcam, quando Lanza resolve interromper as perguntas e respostas que estavam rolando.

- Escuta, eu tenho uma coisa importante pra falar. — Ele olhou para a webcam.

- Ih. Lá vem! — Pe Lu brincou, dando uma risada.

- Todo mundo já conhece nossa menina estranha né? — Lanza pegou minha mão e eu sorri, olhando para baixo. — E aqui... Na frente de vocês, quero fazer uma pergunta pra ela. — Ele sorriu e olhou para meu rosto.

Eu olhei para os meninos, que também não faziam a mínima ideia do que o Lanza is Falar agora. Ele olhava para baixo. Logo levantou a cabeça.

- Manuella, seja minha namorada? — Ele disse, corando.

- Pedro. — Dei um sorriso, corando também, procurava uma palavra, pois pareciam que todas agora haviam sumido de minha cabeça — Claro que sim. — Eu disse, olhando dentro de seus olhos.

Ele sorriu, me dando um selinho.

Os meninos foram ao delírio. Choveram mensagens no chat. Eu me senti como se estivesse desligada do mundo, me senti bem, na verdade maravilhosa, nem eu sabia o quanto eu queria isso... Quem me dera! Pensava se talvez isso fosse um sonho. Que um dia eu iria despertar, e que tudo isso não fosse verdade.

- Aê! Novo casal aqui! — Thomas sorriu, apontando para nós dois.

- Agora a gente vai desligar... Um beijo pra vocês. — Pe Lu disse, sorrindo e tampando a webcam.

- Estou falando na sua frente que eu te odeio, por gostar tanto assim de você. — Cantarolei essa parte da música olhando para o Lanza.

Ele me roubou um selinho, e eu sorri. Logo senti uma pontada muito grande no meu machucado, fiz uma careta.

- Ai meu machucado. — Grunhi, esticando a perna.

- Tá doendo muito Manu? — Lanza olhou para mim.

- O que você acha hein Pe? — Fiz um biquinho, fazendo todos rirem.

- Acho melhor a gente ir para o hospital agora. — Koba disse, olhando para o Lanza.

- Também acho. — Ele disse, me pegando no colo.

Lanza e os meninos chamaram o motorista, enquanto eu me contorcia de dor. Parece que só agora que esse bendito machucado começou a doer.

Fomos da van de sempre. Eu estava encostada no peito do Lanza, e com os pés no colo do Thomas. Já disse que não sou folgada.

Chegamos no hospital, fomos atendidos rápido, graças a mim, que entendo de espanhol.

- Sabe que se eu pudesse eu daria minha perna pra você né? — Ele sorriu.

- Eu faria a mesma coisa se acontecesse algo com você. — Dei uma risadinha.

- Manuella, eu te amo. — Ele aproximou seu rosto de mim, me fazendo sentir sua respiração quente.

- Eu também te amo. — Sorri, abaixando a cabeça;