Coloring The Life - Um Restart Na Vida
4 Happy Rock
- Não quero ouvir rádio hoje. — Alícia barrou minhas mãos.
- Não? — Olhei para frente.
- Quero ouvir você cantar. — Ela desencaixou o rádio e jogou debaixo de seu banco.
- Never mind I'll find someone like you...
- Não ! Eu quero ouvir você cantar restart ! — ela me cortou
- Cadê o rádio? — Soltei meu cinto e comecei a procurar o rádio debaixo de seu banco
- Ok. Chega ! — ela brecou. — Já estamos aqui.
- Nossa. Vai ser difícil encontrar hein? — apontei para uma van toda enfeitada com o nome é claro: Restart.
- Vai lá emo! — Ela fez o som de um beijinho e piscou
- Ai droga, o que eu fiz? — estremeci
Eu caminhava e parecia que nunca ia chegar na van, quando vejo alguém de roupas vibrantes abrindo a porta e indo ao meu encontro.
- Pedro. — Acenei com a cabeça
- Me chama de Pe Lanza, como todos. — ele sorria
- Me sinto melhor te chamando de Pedro. — Dei uma patada.
- Não me diga que eu avisei quando o Pe Lu atender quando você me chamar. — Uau. Lanza 1 Manuella 0
Chegamos na van, e o empresário e os meninos desceram, em minha volta. Lanza carregava um sorriso irresistível na boca. "O que é isso Manuella, é só o Lanza" tentava pensar.
Foram perguntas, pequenas capelas. Mas eu continuava entre os meninos que eu mais odiava no mundo inteiro.
- Me diz, você vai trabalhar com a gente mesmo? — Pe Lu coçou a cabeça
- É... Vou... — Soltei um suspiro.
Os meninos se entreolharam, com uma cara estranha. Logo o empresário deles me apareceu com um contrato. Assinei é claro. Mas não prestei muita atenção e, só depois percebi que devia ter lido o que estava escrito naquele contrato.
- Então, Manuella, quer ir com a gente passar o som? A gente aproveita e te ouve cantar mais. — Thominhas disse. Aun. "não se renda Manuella!"
Era a MAIOR baderna dentro daquilo.
- Pe Lanza, Se eu te pedir você faz uma coisa? — Me atrevi á virar para trás.
- Depende... — ele cruzou os braços
Peguei meu celular e coloquei na câmera.
- Diz: Me seca neném. — gargalhei
- Ah não! — Ele olhou para o Pe Lu, que cutucou ele.
- Me seca neném, me seca. — ele olhou pra câmera e disse.
- Ai. Meu. Deus. — gargalhei
É, não sei o que me deu, eu me sentia á vontade com eles, pareciam "Alícias masculinas". É, naquele momento prometi para mim mesma de que tentaria ser mais amigável.
- Ei Thomas, tô precisando de aulas de geografia. — Olhei para ele
- Quê? — Ele pareceu não entender.
- É, tomas ! Ensina pra ela as civilizações da Amazônia. — Koba riu, encolhido no canto dele
- Ah... Mancada aquele dia viu, Thomas? — Pe Lanza chamou a atenção. — Mas, Manu... Posso te chamar assim? — ele arregalou os olhos.
- Me chama como quiser. — Dei um sorriso
- Manu, por que você mudou de ideia sobre abrir nossos shows? — Minha expressão mudou imediatamente.
- Nada. — me aborreci de novo e afundei no banco
- Desculpa! Falei alguma coisa errada? — Ele ajeitou o chapéu preto em seu cabelo.
- Não, não... você não teve culpa de nada..
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