- Manu Gavassi? Como você tá na casa dela?

- É uma história longa, só vem.

- Eu lá sei onde é a casa dela?

- Ele sabe sim, ele já veio aqui com o Pe Lu. — Manoela disse, escutando pelo viva voz.

- Tudo bem, eu sei. Mas e o Thomas?

- Trás só ele então.

- Tá bom, te amo.

- Te amo mais que tudo. — Desliguei o telefone

Haviam se passado três dias, Manu e eu tínhamos virado um exemplo de amigas inseparáveis. Contei minha situação para ela, e ela estava me ajudando agora. Ela era uma ótima garota, sua mãe também, que estava me dando um apoio moral.

- Que fofinho, ele gosta mesmo de você Manuzita. — Manu disse, me servindo um cupcake.

- É, eu também, amo ele. — Sorri.

Muitos cupcakes e conversas depois, a campainha toca. Fiquei tensa cono se nunca tivesse visto os meninos antes. Eu e ela corremos para abrir a porta. Eram eles mesmos. Não fiz nada, além de me jogar nos braços do Pedro.

- Que saudades. — Sorri, finalmente soltando ele, como sentia falta daquele perfume...

- Eu também estava... — Ele me deu um beijo

- Mas o que te deu Manuella? — Thomas me abraçou bem forte

- Naquela hora, não sei, mas depois só precisei de um tempinho pra pensar... — Disse, enquanto seguia a Manoela para dentro de sua casa — Mas eu estou muito preocupada com você e a Alícia.

-Eu já conversei com ela Manu, depois ela quer conversar com você.

- Comigo? — Engasguei.

- Sim. — Ele me mostrou uma mensagem em seu celular.

- Licença amores. — Peguei meu celular e entrei no quarto da Manu, sentando no colchão onde eu havia dormido.

Disquei o número da Alícia... Chamava, chamava, chamava...

- Manuella? — Era a voz doce dela... Nossa! A quanto tempo não a ouvia.

- Escuta Alícia, desculpa, desculpa... — Disse, não dando chance para ela falar.

- Desculpa eu, nem te dei chance pra se explicar. Aí o Tho me mandou uma mensagem explicando tudo... Você estava na sua razão... — Ela deu uma risadinha.

- Então tá tudo bem entre a gente?

- Sim! Onde você tá, emo?

- Han... — Devo falar? — Na casa da Manu Gavassi.

- Sei, conta outra. Me fala! Onde você tá? — Ela não acreditou...

- É sério! Escuta, vou mandar o Thomas te buscar.

- Opa! Ficar no carro com o Thomas? É pra já! — Ela se referia ao programa da Ana Hickman que havia passado antes de ontem. (primeiro de abril)

- Vou mandar ele se comportar. — Dei uma risada, desligando.

- Manu, a Alícia pode vir pra cá? — Saí do quarto dela.

- Claro! Vocês se entenderam? — Ela ficou contente.

- Vamos dizer que sim. — Dei um sorriso. — Thothoso, você pode ir buscar ela?

- Epa, Thothoso? — Pedro disse, brincando. — E o carro é meu.

- Ah deixa o Tho usar só pra pegar a Alícia? — Dei um beijinho nele.

- Ah, não vale apelar. — Ele sorriu e me deu outro beijinho. — Tá, vai lá Thomas. — ele jogou a chave pro Thomas

- Não apronte nada lá, o carro é do Pedrinho. — Brinquei.

- Ah não, você assistiu? — Lanza olhou para mim, rindo.

- Claro que sim. — Gargalhei. — Ah, e não quero te ver entrando na piscina com outras pessoas, só comigo pode. — Todos riram.

- Mais tarde te levo pro carro. — Pedro riu, pegando na minha cintura.

- Opa! Já tô lá. — Brinquei.

Ouvimos barulhos lá fora, óbvio, Thomas e Alícia chegaram. Eu, Pedrinho e Manu estávamos conversando na mesa, comendo um brigadeiro que eu fiz.

- Tô entrando. — Ouvimos a voz do Thomas e um barulho na porta.

Nos levantamos e fomos para a sala.

- Manu e... Manu? — Ela exclamou, pulando para trás.

- Oi Alícia! — Manu acenou.

- Oi ! — Ela pulou, dando um beijinho na bochecha dela.

- Oi emoo! — Ela se pendurou no meu pescoço.

- Oi Alieeeeeeee! — Peguei aquele peso todo no colo.

- Oi Peeeee! — Ela pulou no colo do Pedro.

- Ei, vai ficar no colo do seu homem. — Brinquei.

- O Pe também é meu homem. Todos são meus homens. — Ela começou a rir.

Logo a música "Vou Cantar" começa a tocar do nada. Pedro e Thomas começaram a cantar junto, e eu e Manu ficamos boiando lá no meio.

- Opa, é meu celular. — Alícia deu uma Risadinha.

Manuella OFF

Alícia ON

Meu celular tinha tocado, foi meio engraçado quando os garotos começaram a cantar junto. Eu estava muito feliz por ter voltado minha amizade com a Manu... A amizade dela, era uma amizade mais que especial! Fiquei sentada no sofá, meio deslocada por estar na casa de uma das minhas cantoras favoritas... Nos últimos tempos venho só convivendo com famosos..,

- Alícia falando.

- Oi filha.

- Mãe? — Pulei do sofá, fazendo a Manuella encostar o ouvido no celular para ouvir também.

- Só pra avisar, eu cheguei de Paris, já estou aqui em casa, tenho coisas sérias pra conversar com você e quero que me explique algumas coisas que vi na internet.

- Hm... Tudo bem mãe, de noite tô indo pra casa. Peraí. — Tampei o celular. — Fudeu. — Olhei para a Manu e para o Thomas. — Minha mãe vai achar que eu estava escondendo meu namoro.

- Alícia, se quiser que eu vá falar com ela, eu vou.

- Não precisa Tho! — coloquei o celular na orelha. — Voltei mãe.

- Escuta, você não vai voltar pra casa de noite coisa nenhuma, se não voltar agora vou fazer você dormir na calçada com uma folha de jornal. E olha que eu já fiz isso menina!

- Tudo bem mãe! — Estremeci, é verdade, mas consegui ligar para a Alícia e a mãe dela tinha ido me buscar. — Eu tô indo já, beijo, tchau. — Desliguei. — Pe, me leva pra minha casa?

- Claro Alícia, mas por quê? — Ele pegava a chave do carro de Thomas.

- Minha mãe quer que eu vá agora pra casa. Senão ela me bota pra dormir na calçada. Lembra Manu?

- Eu? — Manu Gavassi riu.

- Ai desculpa, esqueci que tinham duas Manus. — Comecei a rir.

- Lembro sim. — a minha Manu disse. — Manu, qualquer dia eu volto viu? Tá convidada para almoçar na minha casa. — Elas se abraçaram, e seguimos todos juntos para o carro do Pe.

- Tô apavorada. — Disse, enquanto entrava na parte de trás do carro com o Tho.

- Por que Lice? — Pe perguntou, enquanto ligava o carro.

- Minha mãe disse que quer conversar sério comigo. — Encostei minha cabeça no ombro do Thomas. Como era bom ter ele por perto novamente.

- Relaxa Alícia! — Thomas me apertou, colocando um chiclete na boca.

- Nossa, nem oferece! — Brinquei.

- Desculpa. — Ele sorriu, enfiando um chiclete na minha boca.

- Ei, quem disse que eu queria? — Comecei a rir. — Brincadeira, eu queria sim.

- O Thomas é muito cuidadoso né? — Pedrinho brincou, olhando pelo retrovisor.

- Ô. É uma delicadeza total. — Apertei o Thomas, que começou a rir.

- Tá entregue Lice. — Pedrinho se virou para trás e me deu um beijinho na bochecha.

- Não vou descer junto porque sei que quando é sério sua mãe quer conversar a sós. — Manu se virou, me dando um beijinho também.

- Boa sorte Alie, te amo. — Thomas sorriu. Me dando um beijo de chiclete. Awn.

- Também te amo Tho. — Sabe o quanto é difícil ouvir o Thomas dizer te amo? É difícil até ver ele dizendo isso para as fãs!

Desci do carro, pegando as chaves de casa. Puxei muito ar antes de abrir a porta. Ok. Confesso. Não achava agradável ficar com minha mãe.

- Mãe! CHEGUEI! — Gritei, do pé da escada.

- Sobe aqui que eu tô na sala! — Ela gritou de volta.

Subi correndo, encontrando ela sentada no sofá da sala. Nada igual quando deixou São Paulo, seus cabelos agora estavam oxigenados, encaracolados falsamente e ela estava muito mais morena. Lhe dei um abracinho rápido e sentei no sofá de frente pra ela.

- Pode falar mãe, é melhor dizer agora o que eu fiz... — Suspirei.

- Primeiro, tô sabendo que você tá namorando com esse Tal de Tomás. — Ela levantou um poster meu, que tinha só o Tho. QUEM mandou ela tirar meu poster mais precioso da parede?

- Mãe, sim eu estou namorando ele. E é Thomas, não Tomás.

- Nossa, que incrível, primeiro você sonhava com ele e agora tá namorando ele. — Ela deu uma risada cínica. — Como conseguiu? Invadiu o palco? Invadiu o quarto de hotel? — SANTA IGNORÂNCIA.

- Foi a Manuella mãe.

- Ah! Sabia, sempre achei que aquela garota era um mal caminho pra você. O que aquela chatinha aprontou? — SANTA IGNORÂNCIA PARTE 2.

- Não mãe, ela está trabalhando com a Restart, aí eu conheci ele por causa dela.

- Não muda de assunto, eu tô falando do Tomás, não desse troço chamado "Reistarte" — SANTA IGNORÂNCIA, A TRILOGIA!

- Mas ele é dessa banda mãe! Caramba! Agora já sabe. Tem mais alguma coisa pra falar?

- Na verdade sim. — Ela pausou olhando para mim. — Estou tendo melhores condições na Europa, então vamos nos mudar para lá.

- VAMOS? Eu não vou pra lugar nenhum! — O QUÊ? O QUÊ? NÃO ACREDITO QUE MINHA MÃE QUER FERRAR MINHA VIDA!

- Você vai sim, não estou acompanhando seu crescimento, queridinha. — Ela passou a mão em meu queixo.

- Meu crescimento aqui ó! — Bati na mão dela. — Você só liga pra dinheiro!

- Não importa! Eu não vou te largar aqui, lá estou tendo melhores condições. E eu não vou mais deixar você com minha irmã.

- Claro que não vai mãe! — Eu gritava.

- finalmente a ficha caiu?

- Não mãe, a tua que não caiu. Ela morreu! — Comecei a chorar. — E quer saber? Eu não vou ficar aqui, nem ir com você.

Peguei meu celular, e me tranquei no quarto.

- Alô, Thomas?