Coloring The Life - Um Restart Na Vida
30 Capítulo 30
Alícia OFF
Thomas ON
Sei que sempre fui considerado o mais grossão da banda etc. Eu realmente não sou chegado em muito romantismo, mas o que eu sentia por Alícia Mudava a figura de tudo.
Confesso que fui afim da Manu quando ela chegou, mas quando conheci sua prima... Foi tudo meio rápido, ela com a gente lá no quarto, depois a ficada na sacada... Acredito que ela pode mudar um pouco meu jeito de ser...
Hoje a mãe dela havia chegado em São Paulo. Pelo celular, parecia uma pessoa fria e insensível. Tudo bem, olha quem fala. Nós a levamos para sua casa e aproveitei uma carona do Pe pra dar uma passada em casa, aproveitar o dia de folga que já tá acabando... Eu estava vendo um pouco meu twitter, e todas as mensagens que as fãs me mandam, quando meu iphone começou a tocar.
- Alô Thomas? — Era Alícia, com uma voz desesperada.
- O que foi Ali? — Comecei a dar voltas pelo meu quarto.
- Vem aqui por favor Tho.
- Tudo bem, já tô indo.
- Obrigada. Entra pela janela do meu quarto. — Logo o telefone ficou mudo.
Fiquei preocupado. O que teria acontecido pra ela estar assim? E eu tinha que entrar pela janela do quarto dela ? Hã ?! Mas não tinha tempo para pensar agora, dei um beijo na minha mãe e saí o mais rápido que pude com meu carro.
Estacionei o carro na frente da casa de Alícia e dei a volta no quintal, dei três toques na janela e ela veio abrir. Ela estava vermelha, parecia que tinha chorado muito.
- Thomas! — Ela apenas me deu um abraço muito forte.
- O que aconteceu Lice? — Mantive ela em meus braços.
- É minha mãe, ela quer se mudar! Para a Europa! — Ela começou a chorar. — E me levar junto!
- Você já conversou com ela? — Me sentei em sua cama.
- Não, mas ela é controladora. Ela só liga pra dinheiro, dinheiro e dinheiro. Na verdade me ter lá deve render alguma coisa. Quando eu estou na melhor fase da minha vida ela me quer tirar daqui. Parece coisa de louco! — Ela parecia desesperada — E agora? O que eu faço Tho? Eu não quero te deixar, não quero deixar a Manu, não quero deixar os meninos!
- Eu não quero que você me deixe Alícia. — eu disse enquanto ela soluçava, encostada no meu peito. — Eu te amo, de verdade.
Ela desencostou o rosto do meu peito e olhou para mim. Ela sabia que era dificil eu dizer isso. Mas era verdade, eu amava, muito, Alícia. Mas o que fazer? Eu podia tentar uma coisa. UMA coisa.
- Espera. — Peguei o celular do meu bolso e disquei para minha mãe. — Mãe? — Ela atendeu.
- Você vai ligar pra Elaine? — Alícia mexeu os lábios e eu balancei a cabeça.
- Mãe, minha namorada, a Alícia, tá com um problema gigante aqui... Será que ela não poderia passar uns dias em casa enquanto estamos em São Paulo até ela resolver? — Disse, e Alícia ficou me encarando.
- Aquela menininha fofa, meio loirinha filho? — Minha mãe respondeu.
- Ela mesma mãe. — Dei uma risada
- Bom... Pode sim... assim conheço mais ela também. — Já disse que amo minha mãe?
- Mãe. já disse que te amo? — Fiz gracinha e Alícia riu, encostando o ouvido no meu Iphone.
- Também te amo filho. — Ela deu uma risadinha. — Mas vem logo viu?
- Tô indo já mãe. — Sorri, desligando. — Alícia, arruma suas coisas que você vai pra minha casa.
- Hã? — Ela pareceu espantada. — Mas Tho!
- FILHA, MELHOR VOCÊ VIR AQUI AGORA SENÃO VOU ESTOURAR SUA CARA. — Ouvi de trás da porta.
- Alícia, pelo amor de Deus, não tem como você viver com uma mãe assim! — Eu disse, segurando seus braços.
- Deus. Tem razão. — Ela encarou o chão, balançando a cabeça. — Eu vou pra sua casa Tho, mas eu não quero incomodar.
- Você nunca vai incomodar. — Lhe dei um beijo. — Agora soca tudo numa mala! — Me levantei, virando outra vez a tranca da porta, para certificar.
Parecíamos dois loucos correndo pelo quarto dela, e socando MESMO as coisas dela em malas e mochilas. Penduramos tudo nas costas e saímos correndo pela janela. Finalmente estávamos dentro do carro, acelerei antes que a mãe de Alícia pudesse perceber.
- Me senti como num filme de ação. — Alícia disse, arfando.
- Imagine eu. — Sorri.
Thomas OFF
Manuella ON
Que medo dessa minha tia! Eu até mantinha distância dela... Meu namoro com o Pedrinho estava ficando cada vez mais sério, e eu estava cada vez mais ficando apaixonada por ele. Seria a primeira vez que eu iria visitar a Leni como sogra. Saímos do carro e fomos subindo os andares até chegar na casa de Pedro, ele pegou sua chave, mas sua mãe foi mais rápida abrindo a porta.
- Oi Leni! — Dei um oi mais do que animado, seguido de um abracinho.
- Oi mãe! — Pedrinho deu um beijo na bochecha de sua mãe.
- Então quer dizer que você é minha nova nora hein? — Leni seguiu para a sala.
- Pois é. — Dei uma risadinha.
- Tem duas pessoas que querem te conhecer. — Pedrinho me guiou até a cozinha, me segur
ando pela cintura.
- Supense. — brinquei.
- Manu, essa é minha irmã, Michelle. — Pedrinho sorriu, eu e Michelle nos abraçamos
- Prazer ! — Sorri.
- E essa é minha sobrinha. — Lanza apontou para uma menininha bem pequenininha e gordinha, devorando uma gelatina. — Maria Eduarda.
- Oi linda! — Disse pra ela, e ela deu um sorrisinho muito fofo.
- Vem Manu, vamos pro meu quarto. — Lanza me puxou.
- Olha lá hein? — Michelle repreendeu, brincando.
- Não faremos nada de errado. — Dei uma risada.
- Não? — Pedro brincou.
- Não! — gargalhei, empurrando ele pelo ombro. — Pedro, seu idiota! — Disse, enquanto fechava a porta do quarto dele.
- Só tava brincando. — Ele riu. — Eu sei que só mais pra frente. — Ele fez biquinho.
- SAFADO! — Brinquei, jogando o travesseiro na cara dele.
Fiquei admirando os prêmios que ele tinha numa pratileira branca, todos muito lindos, enquanto Pedrinho via as replys das fãs.
- Manuella, olha isso. — Pedro riu.
- Que foi? — Me virei.
- Olha o que tá aqui — Ele começou a gargalhar. — Nossos nomes inteiros nos trending topics , tão falando que vamos nos casar. — Ele ria.
- Eita pessoalzinho precipitado hein? — comecei a gargalhar.
Manuella OFF
Alícia ON
Eu não estava encarando isso muito bem... Eu agora iria meio que morar com o Thomas? Hã? Espera, volta. Cadê o controle? Para o mundo que eu quero descer. Sim, eu já estive na frente de onde ele morava. Mas foi sepre pra deixar presentinhos. UM deles, foi uma caisa que sempre via ele usando.
- Acho que você já conhece aqui né? — Thominhas deu um sorriso de lado.
- ô se conheço. — Sorri.
Descemos do carro, e eu peguei só uma mala, depois pegaríamos as outras.
- Ô MÃE! — Thomas gritou no meio da rua.
Logo ela veio abrir a porta, tipo, ela já me conhecia, pois já deixei muitas coisas para o Thomas na mão dela. Queria me esconder naquela hora. O que eu faria meu Deus?
- Oi filho. — Ela deu um abraço apertado.
- Alice? — Ela perguntou, olhando meio surpresa para mim.
- É Alícia — Dei um sorrisinho. — É, você já me conhece, que vergonha. — Espremi meu rosto no ombro do Thomas e os dois riram.
- Ah, que isso. — Ela sorriu. — Vem, entra gente. — Ela abriu mais a porta e nós entramos.
Minha vida havia mudado assim, de uma hora pra outra. Era estranho. Estranho multiplicado por dez. Eu nunca imaginaria que eu iria morar na casa do Thomas. MORAR na casa do Thomas.
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