Coloring The Life - Um Restart Na Vida
37 Amor de amigo... E um pouco mais.
É, voltei a minha vida monótona e normal... Thomas e Lucas me visitavam de vez em quando, e eu não conseguia mais tirar o Pedro da cabeça. Eu tentava ligar para ele, e nada. Já não conseguia mais parar de chorar, era um peso incrível não ter o Pedro perto de mim. Eu estava no macbook, quando o Lucas me liga.
- Oi Manu! — Ele disse, animado.
- Oi meu amorzinho. — Disse.
- Ei, a gente quer te convidar pra festa da entrega de uns prêmios aí... Eu e o Thomas queremos muito te ver.
- O Lanza vai estar lá?
- Vai...
- Olha Ko, eu vou pensar viu? — eu disse, com vontade de chorar.
- Tudo bem Manu, vou precisar desligar agora. Te amo muito.
- Te amo muito também. Beijo. — Desliguei meu telefone.
Eu estava pensando seriamente em não ir... Depois eu convidava os dois pra fazer alguma coisa... Sabe aquela sensação de você querer ver a pessoa mas não querer ver ao mesmo tempo? Tentei esvaziar a cabeça, jogando uns joguinhos. Quando abri um site, automaticamente abriu um site de fofocas. Eu ia fechar, quando olhei direto para a notícia principal:
"Pedro Lanza (Vocalista e baixista da banda Restart) e Giovanna Lancellotti (Atriz) foram vistos juntos numa balada em São Paulo. Há boatos de que o famoso casal 'Lanzellotti' voltou, já que faz semana de que os dois só são vistos juntos em momentos íntimos."
Não consegui terminar de ler, meus olhos se encheram de lágrimas na hora, e só consegui descer pra ver as imagens. Não era possível. Milhares de fotos dos dois se beijando, praticamente "Se engolindo". O Pedro Lanza não podia fazer aquilo comigo. NÃO comigo. Peguei meu celular imediatamente, ligando para o Koba.
- Ko, que dia é essa festa? — Disse, tentando disfarçar a voz chorosa.
- Vai ser amanhã de noite.
- Você pode me pegar aqui?
- Posso sim! Eu passo aí as nove e meia, tudo bem?
- Tá ótimo, Ko. Um beijo.
Abracei o travesseiro, e comecei a ouvir a música que eles fizeram pra mim. Eu jamais imaginaria que um dia estaria aqui, sofrendo pelo Pedro Lanza. Fechei os olhos, e dormi. Não era mais o mesmo sono que eu tinha, em que todo dia eu me acordava realizada, certa de que minha vida estava ótima.
Abri os olhos e já aparentava ser o dia seguinte. A minha vida não era a mesma. Pra falar a verdade, estava uma bosta. Entrei no meu guarda roupa, e procurava alguma roupa. Eu não podia parecer abatida na frente do Lanza, eu não podia estar largada. Achei um vestido que eu nunca tinha usado. Eu havia ganhado de uma amiga da minha mãe, e eu parecia uma verdadeira "piriguete" com ele. Era esse que eu ia usar. Peguei ele do armário, e fui dançando pela casa inteira.
O dia passou voando. quando eu vi já eram 9:25 da noite, e eu fui para a frente de casa esperar o Ko. Ele veio, um pouco adiantado, e eu entrei no carro. Reparei que ele me ohou dos pés a cabeça, parecia ter fugido da realidade, sei lá.
- Você tá... Muito linda! — Ele balançou a cabeça.
- Obrigada, você também tá muito, muito lindo. — Sorri, lhe dando um beijo na bochecha.
Foi muito tempo naquele carro, admirando os vultos da noite, enquanto o Koba acelerava o carro. Eu estava em outra realidade, imaginando se eu encontrasse o Lanza lá, sozinho. Mas eu tinha quase certeza que ele ia estar com a vaca da Lancellotti.
Finalmente depois de muito tempo, nos aproximamos de um lugar luminoso, e as batidas da música eram ouvidas de longe. Koba estacionou o carro, e saímos abraçados, até chegarmos na porta da festa. Entramos, e lá no fundo, enxerguei o loiro, o Lanza, o Pedro Lucas, um garoto que eu não conhecia e... Quem eu menos queria que estivesse lá. A própria Giovanna Lancellotti.
Levantei a cabeça e saí andando em direção ao Thomas, tentando me equilibrar nos saltos gigantes que tive que colocar. Não olhei na cara de ninguém, só do Thomas, e fuzilei Giovanna com os olhos, que tinha um olhar provocante, e estava com o nariz mais torto do que a última vez que eu a vi. — Por que será? — Ele me deu um beijinho, sorrindo.
- Manu, esse é o Willy. Ele era nosso roadie. — Ele apontou para o garoto.
- Prazer. — Sorri e perdi o ar, vi que deve ter acontecido a mesma coisa que ele.
- Prazer. — Ele sorriu de volta, meio desajeitado, me olhando da cabeça aos pés.
Fiquei encostada no Thomas, tentando disfarçar meus olhos marejados, quando escuto a minha música preferida, e meu corpo foi tomado por uma vontade gigante de dançar.
- Eu amo essa música! — Eu e Willy exclamamos juntos.
- Vem dançar comigo? — Ele sorriu.
- Opa! — Fui para o lado dele, o acompanhando até a pista de dança.
Naquela hora esqueci de tudo e de todos. Aquela hora era só eu e o Willy. Ás vezes eu olhava para trás, e via Pedro me fuzilando com os olhos, mantendo-se parado no chão, enquanto Giovaa tentava o levar para a pista, dando xiliquinhos. Finalmente vi que a paciência de Pedro esgotou-se totalmente, e ele foi de cara amarrada para a pista de dança. Os dois estavam se pegando, e Giovanna toda vez dava uma trombada "sem querer" em mim, enquanto eles se beijavam, até que eu ouvi ela sussurrar um: "Eu beijo muito melhor que a Manuella né?" aí foi a gota d'água. Agarrei Willy pelo pescoço, e comecei a beijá-lo. Não me arrependi de ter feito aquilo, eu me senti até melhor.
Não tive noção, mas nosso beijo não foi um dos mais curtos. Eu o encarei bem nos olhos, ofegante. Logo senti alguém me puxar pelos cabelos, e me levar até a porta do banheiro.
- Você tá de brincadeira comigo né? — Quando eu vi era Lanza. Ele me prensava na parede, ofegante.
- Você que tá. Você que começou com tudo isso. — Acrescentei minha ironia revirando os olhos. — Você que tá com essa Lancellotti.
- Mas eu quero você. — Ele chegava cada vez mais perto de mim. — Eu sempre quis você. — Ele me empurrou para dentro do banheiro e me sentou na pia.
Logo estávamos dando um beijo quente e caloroso, sentia suas mãos percorrendo pelo meu corpo.
- Eu te amo, te quero como jamais quis ninguém. — Pedro interrompeu o beijo.
- Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — Sorri, ofegante.
Aquela seria, uma das melhores noites da minha vida, eu sentia isso, eu sentia que o Pedro queria isso. Eu deixaria rolar, eu amava ele, e iria ver até onde isso iria.
Fale com o autor